Núcleo urbano da vila de Castelo de Vide / Vila e Praça de Castelo de Vide

IPA.00010463
Portugal, Portalegre, Castelo de Vide, Santa Maria da Devesa
 
Núcleo urbano sede municipal. Vila situada em colina na fronteira do Alentejo. Vila medieval de jurisdição de ordem religiosa militar (ordem de Cristo) com castelo e cerca urbana. Praça de guerra seiscentista integrada na linha de defesa da fronteira alentejana. Apresenta uma configuração irregular, segundo projecto de Nicolau de Langres, resultante de um compromisso entre as regras teóricas e as condicionantes do relevo muito acidentado, nomeadamente no quadrante N., que dificultava a implantação das cortinas e baluartes. Integra o núcleo medieval muralhado com três torres, incluindo a de menagem, também ele reforçado com uma cintura abaluartada, constituindo uma cidadela que albergava o paiol e os armazéns militares. Manuel de Azevedo Fortes reforçou o perímetro abaluartado com uma segunda linha fortificada a SE.. O espaço construído intra-muros é diversificado, fortemente estruturado pela topografia acidentada e por construções singulares, como as várias igrejas e os diversos elementos que integram o sistema defensivo. Apresenta por isso diferenças na morfologia urbana, associando traçados do tipo linear, radioconcêntrico e reticulado, que se cosem quase sem rupturas. Além dos imóveis de carácter religioso e militar, é escassa a presença de outros imóveis de carácter excepcional. Na totalidade da área encontra-se generalizada a tipologia habitacional corrente, independentemente da ocupação urbana ser medieval ou setecentista. As casas, de dois ou três pisos, possuem duas portas, a larga de acesso à loja térrea e a estreita de acesso à habitação nos pisos superiores. Os paramentos são caiados, destacando-se as expressivas cantarias de granito nos vãos. A tipologia da casa burguesa, possuindo lotes de maior dimensão e elementos decorativos de grande interesse, concentra-se na área central das Carreiras. Permanência notável da quase totalidade da estrutura fortificada da praça forte, tanto do núcleo medieval como do sistema abaluartado, com mais de 4 km de muralhas. Abraçando a vila antiga, confere-lhe um inegável valor de conjunto, permitindo uma leitura clara do conjunto da Praça e a distinção das novas zonas de expansão recente. Adaptação das construções ao suporte topográfico, definindo morfologicamente diversos tecidos urbanos. Expressiva repetição, por toda a área intra-muros, da tipologia habitacional corrente, de raiz medieval, conferindo uma grande unidade ao conjunto e da qual resulta o ritmo da porta larga - porta estreita, marcante da generalidade dos arruamentos. Significativo conjunto de portais medievais de arco quebrado em cantaria de granito. Existência de uma Judiaria medieval patente na toponímia, na estrutura urbana e nas construções medievais, entre as quais a possível sinagoga.
Número IPA Antigo: PT041205020045
 
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Registo

 
Conjunto urbano  Aglomerado urbano  Vila  Vila medieval  Vila fortificada  Régia

Descrição

Espaço urbano contido pelo perímetro muralhado abaluartado, de desenho irregular, ainda hoje existente na quase totalidade. É claro o processo de expansão urbana a partir do castelo em direcção a SE., destacando-se dois momentos (até aos finais da Idade Média e séculos 17 e 18), aos quais correspondeu o crescimento populacional e económico da vila. Os diferentes tecidos urbanos e a articulação entre si foram determinados por uma série de elementos estruturantes, quer naturais (topografia, água), quer edificados (muralhas e portas da fortificação, igrejas). O núcleo mais antigo, encerrado na cerca medieval, é estruturado pela Rua Direita que une as Portas da Vila e de S. Pedro; a Rua de Santa Maria, ligando pela linha de cumeada a Porta da Vila à Matriz, constitui um eixo estruturante da expansão, separando as duas vertentes do relevo; a S., do Canto da Aldeia à Matriz, desenvolve-se um traçado linear ao longo de dois arruamentos planos, a cotas diferentes, interrompidos por estreitas e íngremes travessas; a N., a Fonte da Vila determinou um traçado radioconcêntrico com ruas convergentes descendo a encosta; o antigo Rossio, onde se localiza a Matriz e mais tarde a Casa da Câmara, deu origem àquele que é ainda hoje o espaço público de maior desafogo e a área central da vila, correspondente às Carreiras e Praça D. Pedro V; nas Encruzilhadas, as antigas Portas da Aramenha e Devesa, que constituíram a entrada principal da Praça, onde confluíam as estradas de Marvão e Portalegre, definiram um arruamento, perpendicularmente ao qual se desenvolveram outros, subindo a encosta desde a Carreira de Cima e configurando um traçado reticulado; a cintura abaluartada definiu arruamentos ao longo do seu perímetro, para os quais os lotes voltam as suas traseiras, não obstante constituir a "frente" da vila quando observada do seu exterior. No castelo, as necessidades de defesa obrigaram a remodelações e à introdução de outros equipamentos, alterando em parte a configuração do traçado urbano, nomeadamente o acesso aos dois postigos medievais hoje entaipados. Destacam-se no conjunto urbano alguns imóveis singulares, nomeadamente os religiosos, isolados e polarizadores de uma área de influência (igrejas de Santa Maria da Devesa, Santiago, S. João, Nossa Senhora da Alegria, ermidas de S. Roque e do Calvário e Convento de S. Francisco), ou integrados numa frente urbana (Igreja de Santo Amaro e Hospital da Misericórdia).Também as estruturas defensivas, como a Praça de Armas, quartéis, paiol e as próprias muralhas, torres e guaritas constituem elementos referenciais do conjunto. É de notar que a existência de todos estes elementos construídos, bem como a envolvente paisagística da Serra, se traduz numa leitura urbana diversificada e muito rica de enfiamentos visuais. Tecido fortemente densificado, à excepção do antigo Rossio e do extremo SE. da Praça, cuja ocupação urbana o decréscimo populacional a partir de finais do século 18 não justificou (encosta do Calvário e Parque João José da Luz). Os quarteirões são geralmente alongados e divididos longitudinalmente por lotes com uma única frente de rua e cujas traseiras encostam "costas com costas" ou deixam entre si uma estreita "travessa de esgotos". No interior do castelo os lotes encostam-se também aos panos das muralhas. A leitura do tecido parcelar é clara, com lotes rectangulares de frente estreita (6 metros), muito regulares, correspondendo a tipos habitacionais correntes. Uma parede estruturante divide o lote em duas metades (a da frente de rua e a do interior do quarteirão), possuindo uma escada de tiro que se desenvolve perpendicularmente à fachada, ao longo da parede meeira. A fachada segue uma hierarquia compositiva: no piso térreo localizam-se duas portas, a larga, de acesso à loja, e a estreita, de acesso à habitação nos pisos superiores. A janela do primeiro piso é generosa, com cantarias de granito, sendo as do segundo de mais reduzida dimensão, com molduras em argamassa saliente. O pé-direito é também ele mais pequeno neste último piso, no qual se localiza a expressiva chaminé de fumeiro. As habitações burguesas predominam nas Carreiras e nos arruamentos que nelas desembocam, confirmando deste modo a importância deste centro nevrálgico. Possuem lotes mais largos, maior diversidade tipológica e uma composição da fachada mais cuidada e com recurso a elementos arquitectónicos mais eruditos (janelas de sacada, platibandas, rebocos decorativos, revestimento em cantaria). Na imagem urbana é predominante o vazio no piso térreo devido às duas portas da tipologia corrente, e o cheio nos pisos superiores, dado pelas alvenarias caiadas pontuadas de vãos emoldurados. A leitura urbana do conjunto é ainda animada pela topografia acidentada de alguns arruamentos, onde as coberturas em telhado de uma ou duas águas se revelam também um elemento morfológico importante.

Acessos

EN246, EN359

Protecção

Inclui Castelo e Fortificações de Castelo de Vide (v. PT041205020010) / Fonte da Vila (v. PT041205020012) / Igreja de Santiago (v. PT041205030015) / Pelourinho de Castelo de Vide (v. PT041205020011) / Igreja de Santo Amaro (v. PT041205020016) / Igreja de Nossa Senhora da Alegria (v. PT041205020090) / Casa Magessi (v. PT041205040014) / Casa na Rua Nova n.º 24 (v. PT041205020013) / Incluído no Parque Natural da Serra de São Mamede (v. PT041214020015) / PU - Plano de Urbanização, Declaração de 17-3-89, DR, 2.ª série, n.º 123 de 30 maio 1989

Enquadramento

Implantado em colina, na unidade de paisagem da Serra de São Mamede. Núcleo intramuros da fortificação abaluartada que integrou a linha de defesa da fronteira alentejana. Implanta-se na vertente N. da Serra de São Mamede, o mais alto relevo a Sul do Tejo, numa elevação orientada no sentido NO./SE., dominando todo o quadrante N., constituído por terrenos de relevo pouco significativo de transição para a pene-planície. O maciço é constituído por xistos, granitos e calcários, mais a SE. A S. e a E. localizam-se os maciços de S. Paulo e da Urra, respectivamente, criando dois vales onde correm a ribeira de S. João e a ribeira da Vide, desde cedo fulcrais para o desenvolvimento da vila. Possui um castelo e cerca medievais, ocupando o cabeço NO., à cota mais elevada (600 m), sobranceiro à vertente mais escarpada, que cedo constituiu um limite natural ao crescimento da vila. A mancha urbana desenvolveu-se para SE., descendo suavemente ao longo da encosta, sendo posteriormente abrangida pela cintura abaluartada que acompanha o declive voltando a atingir novo cabeço, onde se construiu o Forte de S. Roque. A expansão urbana recente, ao longo da estrada para Marvão e descendo a encosta até à ribeira de S. João, não afectou a leitura da totalidade da Praça. Dos pontos de cota mais elevada pode observar-se a Serra da Estrela a N., e a fortificação de Marvão a E.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Não aplicável

Afectação

Não aplicável

Época Construção

Séc. 13 / 16 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ENGENHEIROS MILITARES: Nicolau de Langres, Manuel Azevedo Fortes

Cronologia

1180 - recebeu carta de foral de Pedro Annes, seu donatário; 1273 - D. Afonso III doou a Terra de Vide a seu filho D. Afonso Sanches; 1276 - instituição do concelho de Castelo de Vide, desanexado de Marvão; 1281 - D. Dinis recebe em Castelo de Vide os embaixadores de Aragão para contratar o casamento com D. Isabel; 1282 - o Infante D. Afonso cede a vila a seu irmão, o rei D. Dinis; 1299 - D. Dinis empreende a reconstrução e ampliação da fortificação; Castelo de Vide passa a ser apelidada desde então por "Castel da Vide"; 1311 - fundação da ermida de Santa Maria, fora da cerca muralhada; 1327 - conclusão das obras de ampliação da fortificação; 1349 - construção da Igreja de S. João Baptista; 1372 - D. Fernando doa a vila e seu termo à Ordem de Cristo; 1492 - a expulsão dos judeus de Castela e Aragão fez aumentar a comunidade castelovidense, existente pelo menos desde o reinado de D. João I; 1494 - autorização para a construção da Ermida de Santo Amaro localizada "cerca" da vila; 1498 - sentença sobre a colocação do relógio, dada em Évora por D. Manuel, após a sua visita a Castelo de Vide; Séc. 16 - construção da Fonte da Vila; 1509 - desenhos de Duarte de Armas; 1512 - novo foral concedido por D. Manuel; 1527 - o cadastro da população regista 885 vizinhos e 3540 habitantes, sendo 115 vizinhos (460 habitantes) no burgo e 770 vizinhos (3080 habitantes) nos arrabaldes; 1569 - construção da nova Casa da Câmara (provavelmente na Rua de Santa Maria de Cima);1572 - registados 1400 vizinhos; 1585 - fundação do Convento de S. Francisco; 1603 - registados 1600 vizinhos; 1638 - construção da Igreja da Senhora da Alegria; 1640 - levantamento contra os Espanhóis fazendo prisioneira a guarnição do castelo; 1641, depois de - perante a desadequação do sistema defensivo medieval, Castelo de Vide foi fortificada com tranqueiras, paliçadas e banquetas de tiro feitas com terra. Construiram-se arcos em alvenaria fechados por portas para permitir o acesso ao campo, dos quais restaram os de S. Pedro, da Barreira e da Porta Nova; 1642 e 1647 - ataque do exército espanhol; 1649 - início da construção da cintura abaluartada; 1674 - D. Pedro II concede a Castelo de Vide o título de "Notável"; 1692 - a Casa da Câmara muda-se para o Rossio após incêndio no anterior local; 1704 - a Praça é tomada por Filipe V, destruindo o flanco SE. da cintura abaluartada; 1705 - construção do Forte de S. Roque; 1710 - Manuel Azevedo Fortes empreende grandes beneficiações no sistema defensivo, parcialmente destruído, com a conclusão da cortina da Porta da Aramenha; 1714 - conclusão dos quartéis para guarnição militar; 1715 - Paz com Espanha; grandes festejos populares; 1749 - decidida a demolição da Igreja de Santa Maria, ameaçada de ruína; 1755 - é suspensa a construção do convento de freiras no castelo, por ordem do governador-militar, por causa da proximidade do paiol da pólvora; 1772 - a Real Fábrica das Tapeçarias de Portalegre inicia a sua actividade ditando a curto prazo a decadência dos teares em Castelo de Vide, terra de cardadores desde a Idade Média; 1789 - início da construção da nova Igreja de Santa Maria da Devesa; 1794 - registados 1700 vizinhos e 7000 habitantes; 1801 - os espanhóis atacam e tomam a Praça durante cinco meses (Guerra das Laranjas); 1808 - libertação da ocupação francesa que durava há alguns meses; 1823 - transferencia do Regimento de Infantaria 8 para Évora, deixando Castelo de Vide de ser considerada Praça de Guerra; 1831 - o Conselho da Fazenda manda aforar os fossos das muralhas; 1834 - o exército miguelista, acantonado em Castelo de Vide, rende-se às tropas liberais; 1836 - é suprimido o concelho da Póvoa e Meadas, que fica integrado no de Castelo de Vide; 1837 - João José le Cocq compra a Quinta do Prado, estabelecendo-se em Castelo de Vide a partir de 1841 e introduzindo novas técnicas agrícolas; 1857 - construção da Estrada Nova com o rompimento da Cortina de S. João e construção do Aterro; 1861 - visita de D. Pedro V; 1873 - conclusão das obras da Matriz; 1877 - terraplanagem e arborização da Praça D. Pedro V e obras de urbanização nas Carreiras de Baixo e de Cima; 1889 - construção da fonte do Montorinho e arranjo do respectivo largo (v. PT041205020078); 1891 - demolição das muralhas e da Porta da Aramenha, doada pelo Ministério da Guerra para a construção do Asilo do Espírito Santo; 1893 - demolição da Igreja do Espírito Santo, ameaçada de ruína; 1899 - criação da Comarca de Castelo de Vide; 1900 - recenseados no concelho 6568 habitantes; construção da estrada da circunvalação, com a demolição da cintura abaluartada em vários pontos; 1923 - instalação do Hotel das Águas no Asilo do Espírito Santo; 1942 - construção do balneário das Termas; 1956 - inauguração do novo edifício da Caixa Geral de Depósitos; 1958 - construção do novo edifício dos Correios; 1970 - recenseados no concelho 4940 habitantes e na vila 2383; 1981 - construção do novo hotel "Sol e Serra"; 2001, 3 março - declaração da área crítica de recuperação e reconversão urbanística (ACCRU) do núcleo intramuros da vila de Castelo de Vide, pelo Decreto n.º 12/2001, DR n.º 53, 1ª série-B.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante. Paredes estruturantes em alvenaria de pedra ordinária argamassada com cal, saibro ou barro, rebocadas e caiadas. Por vezes possuem rebocos decorativos nas molduras dos vãos, cimalhas e pilastras. As paredes interiores não estruturantes são em alvenaria de tijolo maciço ou em tabique com fasquiado. Pavimentos térreos em lajes de granito ou xisto. Nos pisos elevados os pavimentos são em soalho corrido ou por vezes em ladrilhos cerâmicos sobre vigamento de madeira. Escadas interiores em cantaria de granito no primeiro lance e em madeira nos restantes.Guarnições de portas e janelas em cantaria de granito ou molduras de argamassa pintada. Portas de "travessa à cola" em madeira pintada. Janelas de guilhotina ou de abrir, com caixilhos e portadas interiores de madeira pintada. Coberturas de uma ou duas águas, com beirado, revestidas a telha de canudo sobre madres, varas e ripas ou forro de madeira.

Materiais

Não aplicável

Bibliografia

GORDO, João António, Castelo de Vide, Bosquejo Histórico d'esta Villa Notável, Portalegre, 1903; VIDEIRA, César, Memória Histórica da Muito Notável Villa de Castello de Vide, Lisboa, 1908; CEIA, Benvindo, "Notas Mediévicas de Castelo de Vide", in GORDO, J. A., dir., Terra Alta, Antologia de Castelo de Vide, Lisboa, 1935; KEIL, Luiz, "Portas 'Moinholas' e Teares de Castelo de Vide", in GORDO, J. A., dir., Terra Alta, Antologia de Castelo de Vide, Lisboa, 1935; REPENICADO, António V. Raposo, Relação de Sucessos Históricos, Castelo de Vide, 1965; Idem, "Da Notável Vila de Castelo de Vide - Apontamentos", Sepª Terra Alta, Castelo de Vide, 1969; TRINDADE, Diamantino Sanches, "Castelo de Vide, Subsídios para o Estudo da Arqueologia Medieval", Lisboa, 1979; Idem, Castelo de Vide, Arquitectura Religiosa, Castelo de Vide, 1981, 2 vol.s; PEREIRA, Nuno Teotónio, coord., Plano Geral de Urbanização de Castelo de Vide - Análise, (texto policopiado), Castelo de Vide, 1983, vol. I; Idem, Castelo de Vide - Reabilitação e Reutilização do Castelo e Muralhas, Castelo de Vide, s.d.; AAP, Arquitectura Popular em Portugal, 3ª ed., Lisboa, 1988, vol. III; ARMAS, Duarte de, Livro das Fortalezas, Lisboa, INAPA, 1990; JORGE, Ana Santos, The Old Burgo of Castelo de Vide, Portugal, Safeguard and Conservation, (dissertação de mestrado apresentada à Katholieke Universiteit Leuven), Lovaina, 1991; BALESTEROS, Carmen, "Marcas de Filactérias nas Portas da Judiaria de Castelo de Vide", in Revista Aquila, Castelo de Vide, 1993, nº 1; VIEIRA, Rui Rosado, Castelo de Vide, Alguns Números sobre uma Época de Guerra (1800-1812), Lisboa, 1993; BALESTEROS, Carmen; OLIVEIRA, Jorge, "A Judiaria e a Sinagoga de Castelo de Vide", Sepª Ibn Maruán, Revista Cultural do Concelho de Marvão, Marvão, 1993, nº 3; FAVREUL, Juliette, La Semaine Sainte a Castelo de Vide sur les Chemins d'une Identité Marrane, (texto policopiado, École des Hautes Études en Sciences Sociales), Paris, 1994; BALESTEROS, Carmen; OLIVEIRA, Jorge, "Muros Religiosos de Castelo de Vide", Sepª Ibn Maruán, Revista Cultural do Concelho de Marvão, Marvã, 1995, nº 5; PEREIRA, Nuno Teotónio; PEREIRA, Luís Sá, Plano Director Municipal de Castelo de Vide, (texto policopiado), Castelo de Vide, 1995; BICHO, Susana, A Judiaria de Castelo de Vide, Contributos para o seu estudo na óptica da Conservação do Património Urbano, (dissertação de mestrado apresentada à Universidade de Évora), Évora, 1999; GABINETE TÉCNICO LOCAL, Plano de Pormenor da Zona Urbana mais Antiga de Castelo de Vide, (texto policopiado, Câmara Municipal de Castelo de Vide), Castelo de Vide, 1999, 3 vol.s.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; DGEMN/DREMS; CMCV; BNP: Nicolau de Langres, Desenhos e Plantas de todas as Praças do reyno de Portugal, c. 1661 (BN Códice 7445); ANTT: Livro das Fortalezas de Duarte de Armas; Planta dos Quartéis da Praça de Castelo de Vide, João António Carneiro (Ministério do Reino - Maço 281); GEAEM: Planta da Praça de Castello de Vide, Miguel Luiz Jacob, 1755 (3642/I); Planta da Praça de Castello de Vide e seus Arredores, Pedro Folque, 1818 (3644/I); Planta da Praça de Castello de Vide, Pedro Folque, 1835 (3641/I); AHM: Planta e Perfis da Praça de Castello de Vide, Pedro Folque, 1818 (3ª/47ª/18.381); DGOTDU: Arquivo Histórico (Anteplano de Urbanização da Vila de Castelo de Vide, Arq. Carlos Manuel Ramos e Eng. António Emídio Abrantes).

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; DGEMN/DESA; CMCV; IPCC

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSARH (Castelo de Vide: urbanização, DSARH-010-071/02); DGEMN / DSID; CMCVide; Biblioteca Municipal de Castelo de Vide; ANTT; AHM; IPCC; DGOTDU: Arquivo Histórico (Anteplano de Urbanização da Vila de Castelo de Vide, Arq. Carlos Manuel Ramos e Eng. António Emídio Abrantes)

Intervenção Realizada

DGEMN: 1933 - apeamento de toda a cobertura dos antigos aquartelamentos e limpeza das abóbodas; demolição de construções junto à torre de menagem; restauro de muralhas e adarves; 1936 / 1937 / 1942 / 1948 - apeamento e reconstrução de panos de muralha; 1961 / 1962 / 1966 / 1967 / 1970 / 1971 / 1976 - reconstrução de alvenaria para tapamento de rombos na torre de menagem, muralhas e Forte de S. Roque; consolidação de um arco nas muralhas; 1977 / 1978 - arranjo e reparações na torre de menagem e muralhas, consolidação de arcos na entrada e boca da cisterna; 1979 / 1980 - consolidação da torre de menagem e baluarte de S. Roque; 1985 - reconstrução da muralha que sustenta o logradouro do Asilo dos Cegos; 1986 - consolidação de troços de muralha. CMCV: 1983 - apresentação e discussão do Plano Geral de Urbanização; 1985 / 1989 - escavações arqueológicas na Praça de Armas; 1988 / 1989 - escavações arqueológicas no imóvel conhecido por Sinagoga;1999 - conclusão do Plano de Pormenor para a Zona Urbana Mais Antiga de Castelo de Vide elaborado pelo Gabinete Técnico Local; 2000 - apresentação do Plano de Acção, ao abrigo do Projecto de Revitalização das Aldeias e Vilas Históricas; 2001 - arranjo urbanístico da Praça D. Pedro V e Rua de Olivença.

Observações

A tradição da Páscoa reveste-se de aspectos particulares, com influências cripto-judaicas e pagãs, não só nalguns rituais, mas também nas tradições culinárias. Cartografia temática datada de 2006.

Autor e Data

Susana Bicho 2000

Actualização

 
 
 
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