Fonte da Misericórdia / Fonte da Vila

IPA.00023851
Portugal, Portalegre, Elvas, Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso
 
Arquitectura infraestrutural, maneirista. Fonte de estilo maneirista patente na ambiguidade conferida pelo desenho do tanque e espaço envolvente, concepção alongada do templete com grande embasamento e cobertura pinacular desenvolvida e estátua semi-encoberta na linha da arquitectura maneirista.
Número IPA Antigo: PT041207030078
 
Registo visualizado 443 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Hidráulica de elevação, extração e distribuição  Chafariz / Fonte  Chafariz / Fonte  Tipo centralizado

Descrição

Fonte de mármore composta por templete central, tanque trilobado e grade circundante. Estátua do templete voltada para SO. Corpo cilíndrico central sobre o qual se erguem seis colunas que suportam cúpula semi-esférica com pináculo; interior do templete ocupado por estátua equestre de Dom Sancho II vestido com armadura segurando na mão esquerda escudo com Quinas. Seis bicas em forma de peixe ocupam os intercolúnios por onde corre a água para tanque trilobado. Envolve o conjunto uma grade de ferro com embasamento de mármore interrompida por três pares de balaústres em forma de volutas que permitem o aceso ao tanque e três balaústres em forma de fogaréus dispostos em triângulo.

Acessos

Praça Vinte e Cinco de Abril. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,878881; long.: -7,166054

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado, no centro de uma pequena praça circular com zona relvada e área pedonal rodeada por estrada com trânsito automóvel e edifícios de três andares.

Descrição Complementar

No tanque podem ler-se: "1869" e "1622 / ANOS"

Utilização Inicial

Hidráulica: chafariz

Utilização Actual

Cultural e recreativa: fonte ornamental

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Diogo Marques Lucas (1622); Pêro Vaz Pereira (1622). PEDREIRO: Sebastião Vaz (1642).

Cronologia

1622, 23 Junho - corre água pela primeira vez na fonte, no Largo da Misericórdia, feita pelo pedreiro Sebastião Vaz, conforme desenho de Diogo Marques e vestoriada por Pêro Vaz Pereira; 1758, 30 maio - segundo as Memórias Paroquiais, a chamada fonte ergue-se no adro da Misericórdia, onde também ficava o correio, sendo uma das quatro principais fontes da cidade; 1951 - a fonte é transferida da sua localização original para o Largo Vinte e Cinco de Abril, onde se situa actualmente (MORGADO, 1992).

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Mármore no conjunto central, tanque, embasamento da grade e pavimento, grade de ferro.

Bibliografia

CABEÇAS, Mário Henriques, Obras e remodelações na Sé Catedral de Elvas de 1599 a 1638, in ARTIS, Lisboa, Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa, 2004, n.º 3, pp. 239-266; DENTINHO, Maria do Céu Ponce, Elvas. Monografia, Elvas, 1989;KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Portalegre, Vol. 1, Lisboa, 1943; LEAL, Augusto Soares d´Azevedo Barbosa de Pinho, Elvas "in" Portugal antigo e moderno, volume terceiro, Lisboa, 1874; MASCARENHAS, José Manuel de e QUINTELA, António de Carvalho - O Aqueduto da Amoreira e o sistema de abastecimento de água a Elvas. Monumentos. Lisboa: Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, setembro 2008, n.º 28, pp. 92 - 101; MORGADO, Amílcar F., O aqueduto e a água em Elvas. Fontes antigas, Caderno Cultural nº 5, Elvas, 1992; PEDREIRINHO, José Manuel, Dicionário de arquitectos activos em Portugal do Séc. I à actualidade, Porto, Ed. Afrontamento,1994; RODRIGUES, Jorge, PEREIRA, Mário, Elvas, Lisboa, Editorial Presença, 1996.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

Helena Mantas e Marta Gama 2001 / Rosário Gordalina 2008

Actualização

Rosário Gordalina 2008
 
 
 
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