Rota dos faróis – Faróis de São Tomé e Príncipe

Verão / Público em geral / Automóvel
 

A partir da última década do século XIX, à semelhança do que sucedeu em Portugal Continental e Insular, também as antigas colónias portuguesas foram providas de faróis, bóias luminosas, sinais horários e de mau tempo, estações radiotelegráficas e de socorros a náufragos, e demais equipamentos que contribuem para a segurança marítima.

 
 

Descrição

Desde o início do século XVI surgem referências ao uso de fogueiras em pontos estratégicos como modo de assinalar a linha de costa e de orientar a navegação.

O primeiro farol em território nacional, a Torre de São Miguel-o-Anjo, localizado na foz do rio Douro, terá sido construído em 1528. No entanto, apenas no século XVIII, em 1758, por alvará do marquês de Pombal, é criado o Serviço de Farolagem, uma organização oficial sob a alçada da Junta do Comércio com a responsabilidade de assinalar devidamente os principais perigos da faixa costeira. Com a criação deste serviço são mandados edificar vários equipamentos, sendo o primeiro deles o Farol da Senhora da Luz, também localizado na foz do rio Douro.

Até 1892 esta responsabilidade vai sendo atribuída a variados serviços de diferentes ministérios. A partir dessa data passa a fazer parte das obrigações do Ministério da Marinha e do Ultramar, e no início do século XX, em 1907, o Serviço de Faróis constitui já uma entidade específica com a responsabilidade pelo funcionamento dos faróis, diretamente dependente da Direção-Geral da Marinha. Em 1924 é criada a Direção de Faróis, organismo a quem cabe a gestão, coordenação e manutenção de todos estes equipamentos.

A partir da última década do século XIX, à semelhança do que sucedeu em Portugal Continental e Insular, também as antigas colónias portuguesas foram providas de faróis, bóias luminosas, sinais horários e de mau tempo, estações radiotelegráficas e de socorros a náufragos, e demais equipamentos que contribuem para a segurança marítima.

Com a independência dos territórios ultramarinos verifica-se um interregno nas intervenções nos faróis, só retomadas a partir da década de 1990 com o desenvolvimento de ações de cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs). Destaca-se, entre elas, o Acordo de Cooperação Técnico-Militar Luso-Santomense, a partir do qual a Marinha Portuguesa apoiou o arquipélago de São Tomé e Príncipe na recuperação da sua rede de farolagem, reabilitando alguns dos faróis existentes e construindo outros.

Atualmente existem dezassete faróis e farolins neste arquipélago. A rota proposta inclui todos os equipamentos existentes na Ilha de São Tomé e na Ilha do Príncipe.

Na Ilha de São Tomé localizam-se os seguintes faróis:

- Farol do Ilhéu das Cabras;

- Farolins da Baía de Ana Chaves;

- Farol de São Sebastião;

- Farol do Ilhéu Santana;

- Farol de Angolares / Farol de Juntabudo;

- Farol do Ilhéu Gago Coutinho (Ilhéu das Rolas);

- Farol da Ponta Furada;

- Farol da Lagoa Azul;

Na Ilha do Príncipe localizam-se os faróis:

- Farol da Tinhosa Grande;

- Farol do Ilhéu Boné de Jóquei;

- Farol do Focinho de Cão;

- Farol do Ilhéu Bombom;

- Farol dos Mosteiros;

- Farolim Santo António do Príncipe / Farol de Santo António da Mina;

- Farolim da Ponta da Mina;

- Farolim da Ponta Chindela / Farol da Ponta da Garça.

Pelas dimensões reduzidas das duas ilhas, e o seu relevo pouco acentuado, estes faróis são pequenos, se comparados com os existentes em Portugal Continental.

O Farol de São Sebastião destaca-se por ser o único que se situa numa fortaleza, aproveitando a localização estratégica da estrutura preexistente.

Também os vários ilhéus junto à costa beneficiaram de instalação de luzes para coordenação do tráfego marítimo, sendo este o caso do Farol do Ilhéu das Cabras, o mais antigo existente no arquipélago, e dos faróis do Ilhéu das Rolas, do Ilhéu Santana, do Ilhéu dos Mosteiros, do Ilhéu Bombom e do Ilhéu Boné de Jóquei, acessíveis apenas por barco.

Os equipamentos reabilitados ou construídos no âmbito do já referido Acordo de Cooperação Técnico-Militar Luso-Santomense apresentam torres semelhantes entre si, em betão armado, de pequena dimensão e secção em cruz. São os casos, na Ilha de São Tomé, dos faróis da Lagoa Azul, do Ilhéu Santana, de Angolares e da Ponta Furada; e, na Ilha do Príncipe, dos farolins da Ponta da Mina e da Ponta Chindela, e dos faróis dos Mosteiros, Focinho de Cão, Ilhéu Bombom, Ilhéu Boné de Jóquei e Tinhosa Grande.

O Farolim de Santo António do Príncipe destaca-se dos restantes pela sua implantação, estando a sua luz localizada na cobertura do edifício da capitania do porto de Santo António do Príncipe.

Refira-se ainda a existência da boia Micau, instalada em julho de 2011 para sinalizar os destroços de um navio com o mesmo nome, afundado à saída da Baía de Ana Chaves. Este equipamento não está incluído na rota por não ser relevante em termos arquitetónicos, embora o seja em termos de navegação.

Imóveis Recomendados

Farol do Ilhéu das Cabras

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São Tomé e Príncipe, Ilha São Tomé, Água Grande, Água Grande
 

Farol localizado no Ilhéu das Cabras, a nordeste da Ilha de São Tomé. É composto por uma torre circular de ferro, com 5 m de altura, pintada a branco, encimada por lanterna vermelha. Estabelecido em 1890, funcionando originalmente por incandescência a petróleo, sofre modificações em 1930 e em 1994.

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Farolins da Baía de Ana Chaves

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São Tomé e Príncipe, Ilha São Tomé, Água Grande, Água Grande
 

Farolins de enfiamento portuário que consistem em duas marcas, anterior e posterior, construídas em 1952 e ampliadas em 1994, ambas encimadas por lanterna, para regulação do tráfego portuário.

Farol de São Sebastião

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São Tomé e Príncipe, Ilha São Tomé, Água Grande, Água Grande
 

Farol implantado sobre a muralha este da Fortaleza de São Sebastião, no lado este da Baía de Ana Chaves, na Ilha de São Tomé. Estabelecido em 1866, sofre modificações em 1928, data em que é construída a torre atualmente existente: circular, de alvenaria branca, com 5 m de altura, encimada por lanterna metálica vermelha. A luz do farol, vermelha e fixa, está localizada a 14 m de altitude.

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Farol do Ilhéu Santana

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São Tomé e Príncipe, Ilha São Tomé, Cantagalo, Cantagalo
 

Farol construído em 1997, localizado no Ilhéu de Santana, no lado este da Ilha de São Tomé. É constituído por coluna em betão, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais, encimada por lanterna e painel solar destinado à produção de energia para o seu funcionamento.

Farol de Angolares / Farol de Juntabudo

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São Tomé e Príncipe, Ilha São Tomé, Caué, Caué
 

Farol implantado na formação rochosa de Juntabudo, nas proximidades de São João dos Angolares, na costa este da Ilha de São Tomé. Construído em 1997, é composto por uma coluna em betão, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais, encimada por lanterna e painel solar para produção de energia para o seu funcionamento.

Farol do Ilhéu das Rolas / Farol do Ilhéu Gago Coutinho

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São Tomé e Príncipe, Ilha São Tomé, Caué, Caué
 

Farol estabelecido em 1929 e reabilitado em 1994, é constituído por uma torre quadrangular, de alvenaria, pintada de branco, com edifícios anexos para habitação dos faroleiros, localizado na cratera sul do Ilhéu das Rolas, a sul da Ilha de São Tomé.

Farol da Ponta Furada

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São Tomé e Príncipe, Ilha São Tomé, Lembá, Lembá
 

Farol implantado num promontório na costa oeste da ilha de São Tomé. Construído em 1997, é constituído por coluna em betão armado, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais. O acesso à luz faz-se através de um pequeno varandim no topo da torre, onde se localiza um painel solar para fornecimento de energia ao equipamento.

Farol da Lagoa Azul

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São Tomé e Príncipe, Ilha São Tomé, Lobata, Lobata
 

Farol estabelecido em 1997, implantado num promontório na costa norte da ilha de São Tomé. É constituído por coluna em betão armado, com 7 m de altura, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais. O acesso à luz, localizada a 34 m de altitude, faz-se através de um pequeno varandim no topo da torre.

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Farol da Tinhosa Grande

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São Tomé e Príncipe, Ilha do Principe, Pagué, Pagué
 

Farol construído em 1995, ao abrigo do Acordo de Cooperação Técnico-Militar Luso-Santomense, constituído por coluna em betão armado, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais. O acesso à luz faz-se através de um pequeno varandim no topo da torre, onde também se encontra um painel solar que assegura a sua gestão energética, sem necessidade de rede elétrica externa no local. O farol encontra-se implantado numa ilha localizada a sul da Ilha do Príncipe.

Farol do Ilhéu Boné de Jóquei

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São Tomé e Príncipe, Ilha do Principe, Pagué, Pagué
 

Farol construído em 1996, localizado no Ilhéu Boné de Jóquei, designação resultante da sua configuração ser semelhante a este objeto, a sudoeste da Ilha do Príncipe. À semelhança de todos os faróis construídos na década de 1990, é constituído por coluna em betão armado, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais, encimada por lanterna e painel solar.

Farol do Focinho de Cão

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São Tomé e Príncipe, Ilha do Principe, Pagué, Pagué
 

Farol construído em 1996, ao abrigo do Acordo de Cooperação Técnico-Militar Luso-Santomense, constituído por coluna em betão armado, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais. O acesso à luz faz-se através de um pequeno varandim no topo da torre, onde também se encontra um painel solar que assegura a sua gestão energética, sem necessidade de rede elétrica externa no local. O farol encontra-se implantado num pequeno ilhéu a este da Ilha do Príncipe.

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Farol do Ilhéu Bombom

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São Tomé e Príncipe, Ilha do Principe, Pagué, Pagué
 

Farol estabelecido em 1928, localizado no Ilhéu Bombom, no topo norte da Ilha do Príncipe, constituído por uma torre quadrangular de ferro pintada de branco, sobre a qual se localizava a lanterna. O seu estado de degradação tornou-o inoperacional, tendo sido substituído em 1996 por uma coluna em betão armado, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais, encimada pela lanterna.

Farol dos Mosteiros

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São Tomé e Príncipe, Ilha do Principe, Pagué, Pagué
 

Farol costeiro, construído em 1996, no âmbito do Acordo de Cooperação Técnico-Militar Luso-Santomense, constituído por coluna em betão armado, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais. O acesso à luz faz-se através de um pequeno varandim no topo da torre. Encontra-se implantado num ilhéu localizado a nordeste da Ilha do Príncipe.

Edifício da capitania do porto de Santo António do Príncipe / Farolim de Santo António do Príncipe / Farol de Santo António da Mina

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São Tomé e Príncipe, Ilha do Principe, Pagué, Pagué
 

Farol localizado no Porto de Santo António, em enseada no lado este da Ilha do Príncipe. A lanterna do farol encontra-se implantada na laje da cobertura de um edifício de três pisos, com planta quadrangular, pintado a azul claro. O paramento voltado a nordeste destaca-se por estar pintado com três faixas verticais intercaladas: duas vermelhas e uma branca. O farol foi estabelecido em 1964, mas em 1996, no âmbito da cooperação entre Portugal e São Tomé e Príncipe, foi instalada uma nova lanterna, embora a anterior, inoperacional e obsoleta, se tenha mantido no local.

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Farolim da Ponta da Mina

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São Tomé e Príncipe, Ilha do Principe, Pagué, Pagué
 

Farol estabelecido em 1897, localizado na Ponta da Mina, em enseada no lado este da Ilha do Príncipe, sofre modificações em 1902 e em 1996, sendo então construída uma coluna em betão armado, com 7 m de altura, de secção em cruz, com riscas vermelhas e brancas horizontais. O acesso à luz faz-se através de um pequeno varandim no topo da torre. Nas proximidades encontra-se a anterior torre metálica, onde se localizava o farol primitivo.

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Farolim da Ponta da Chindela / Farol da Ponta da Garça

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São Tomé e Príncipe, Ilha do Principe, Pagué, Pagué
 

Estabelecido em 1907 na Ponta da Garça, este farol caracterizava-se por uma torre cilíndrica em ferro, sobre uma base circular de cimento, com lanterna e varandim de serviço, pintado com riscas horizontais brancas e vermelhas. Aquando da intervenção da Direção de Faróis, iniciada em 1994, verificou-se que o nível de degradação deste farol não era compatível com a sua recuperação, pelo que se tomou a opção de construir um novo, em coluna de betão armado, de secção em cruz, localizado na Ponta de Chindela, a cerca de 500 m a sul do primitivo, que tomou a designação do local.

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