Os Impérios do Espírito Santo na Ilha Terceira

Quaresma / Público em geral / Automóvel
 

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A presente rota pretende dar a conhecer um conjunto significativo de Impérios da Ilha Terceira, em torno dos quais se desenvolve uma das tradições mais enraizadas na sociedade açoriana, a que estão associadas as festas populares por excelência na Ilha.

Império é a denominação do pequeno templo de tipologia única no panorama arquitetónico nacional onde, entre o domingo de Páscoa e os domingos de Pentecostes ou da Trindade, predominantemente, se venera o Espírito Santo nos Açores. À volta dos Impérios desenvolvem-se durante vários dias as festividades do Espírito Santo, imbuídas de um ideal caritativo e compostas por um conjunto de cerimónias religiosas e profanas: a “coroação” do Imperador Menino, o desfile de cortejos e o bodo de pão e de carne.

 
 

Descrição

I – O CULTO E AS FESTAS DO ESPÍRITO SANTO NOS AÇORES

As festividades do Espírito Santo realizam-se 50 dias depois do domingo de Páscoa, no calendário litúrgico católico, e culminam no domingo de Pentecostes, dia em que desceu o Espírito Santo sobre os apóstolos e discípulos de Cristo, então reunidos durante a festividade judaica da Colheita ou Festividade das Semanas.

A introdução do culto do Espírito Santo em Portugal com base nas ideias de Joaquim de Fiore (c. 1131 – 1202), abade cisterciense, que defendeu o milenarismo e o advento da idade do Espírito Santo, ainda divide a historiografia. Contudo, vários autores avançam que a explicação para a introdução do culto em Portugal e, sobretudo na região de Tomar e Castelo Branco, se deve à ação da Ordem do Templo, instalada no local desde o século XII e depois à sua sucessora, a Ordem de Cristo. A partir do continente, o culto do Espírito Santo irradiou para os Açores, mantendo-se ainda hoje bem vivo e com sentido de agregação comunitária muito forte. Também aí, o surgimento e a implantação do culto deve-se à Ordem de Cristo, a quem foram doadas as ilhas dos Açores por D. Afonso V e a quem, no ano seguinte, a 13 de março, o Papa Calisto III, concede a jurisdição espiritual de todas as ilhas.

Na ilha Terceira, o culto do Espírito Santo está documentado desde 1492, data em que já se fazia o Império e se distribuía o bodo, no dia de Pentecostes, à porta da capela do hospital do Espírito Santo, na Rua Direita, de Angra. A rápida proliferação do culto deve-se ao seu forte caráter popular, com a possibilidade de todos os elementos de uma comunidade poderem ser coroados como imperadores; ao fato da gestão e utilização dos Impérios ser completamente autónoma da Igreja secular e à caridade prestada às comunidades, maioritariamente organizadas em povoados isolados e muito ligados ao ciclo da produção agrícola; prende-se ainda com os muitos milagres atribuídos ao Espírito Santo, sobretudo aquando dos sismos e erupções. Acredita-se até que o fogo do Espírito Santo pode apaziguar o fogo vulcânico, existindo a tradição das coroas do Espírito Santo serem levadas processionalmente até junto das lavas, para que o Divino acalmasse as iras da Natureza. As festas do Império de São Carlos originaram-se em 1761 num destes fenómenos.

As festas do Espírito Santo nos Açores possuem uma estrutura tradicional comum, no entanto, apresentam bastantes variantes entre as várias ilhas do Arquipélago e, dentro da mesma ilha, entre os vários Impérios.

Assim que acaba a Páscoa, entra-se em plena época do Espírito Santo. Durante cada semana das festividades realizam-se as “alumiações” – veneração das insígnias do Divino na casa do Imperador -, reza-se o terço à noite no Império perante a coroa e o cetro encimados pela pomba e canta-se o “pezinho” ao imperador e àqueles que realizam ofertas ao Espírito Santo.

Na sexta-feira, os bovinos são enfeitados e realiza-se a “procissão do vitelo”. Posteriormente, sacrificam-se os animais necessários para o bodo que o Imperador oferecerá no domingo aos convidados, retalha-se a carne para a sopa, o cozido e a alcatra do jantar e para os “quintões de esmola” a distribuir pelos pobres da freguesia. No sábado faz-se a distribuição de esmolas, compostas de carne, pão e vinho, benzidas pelo padre.

No domingo de manhã realiza-se a primeira procissão. A “folia” vai buscar o Imperador Menino, representando inocência, a sua casa, com a coroa, o cetro e a salva, transportados ritualmente por jovens vestidas de branco até à igreja. À porta da igreja o pároco espera o cortejo e asperge a coroa, o Imperador e acompanhantes, dirigindo-se depois para o altar-mor, onde é colocada a coroa. Na cerimónia da “coroação” o padre toma o cetro, dá-o a beijar ao Menino e entrega-lho, e depois faz o mesmo com a coroa, colocando-a sobre a sua cabeça; asperge o Imperador, incensa-o e entoa-se o “Veni Creator Espiritus”. Dita a oração própria, coloca-se novamente a coroa sobre a banqueta e procede-se à celebração eucarística. Após o término desta, faz-se uma nova procissão até à casa do Imperador, onde se procede à cerimónia da “descoroação”.

É também no domingo que se realiza o bodo ou a “função”, grande banquete ritual, para o qual todos são convidados, ricos e pobres, habitantes ou forasteiros. A ementa da “função” é composta pela sopa do Espírito Santo, cozido, alcatra, pão, armazenados nos Impérios ou nas despensas, pela massa sovada ou pelas rosquilhas e vinho.

Terminado o jantar, procede-se à “mudança”, ou seja, o Imperador segue em cortejo até ao Império ou em direção à residência do Imperador da próxima semana, entregando-lhe as insígnias do culto do Paráclito. O processo é repetido nas três semanas seguintes, atingindo as festas do Espírito Santo o seu apogeu no fim-de-semana do domingo de Pentecostes, prolongando-se em muitos lugares até ao domingo da Trindade. Em algumas localidades, as festas estendem-se pelo verão, incluindo as “festas joaninas”, podendo ainda ser realizadas em finais de setembro ou outubro, pouco antes do “Advento”, como acontece no Império de São Carlos.

As procissões eram tradicionalmente acompanhadas pelos foliões, encarregados de anunciar, dirigir e orientar todas as cerimónias, dançando e cantando jocosamente. Hoje, na maioria dos casos, os foliões foram substituídos pelas filarmónicas, limitando-se quase exclusivamente a acompanhar as coroações e mudanças e a dirigir a “função” em casa do Imperador. Nos festejos realizam-se ainda as famosas touradas à corda, bodos de leite, distribuição de massa sovada aos irmãos, “cantorias” improvisadas, atuações das filarmónicas e de grupos folclóricos.

II - OS IMPÉRIOS E A SUA TIPOLOGIA ARQUITETÓNICA

Os primitivos edifícios do Espírito Santo, denominados de Império em Angra, eram efémeros, desmontando-se após a festividade. Os primeiros Impérios construídos em alvenaria de pedra datam do século XVIII e a sua originalidade tipológica, sem paralelo no continente, parece ter resultado da fixação em alvenaria das características das anteriores construções desmontáveis. Mas à sua definição tipológica e estilística não serão também alheias as influências orientais e a confluência de culturas e de gentes, decorrentes da posição estratégica que a ilha Terceira adquiriu, bem como as correntes estilísticas prevalecentes aquando da construção da maioria dos Impérios.

Dos 71 Impérios identificados na ilha Terceira, a tipologia mais rica e exuberante dos Impérios açorianos, encontram-se inventariados no SIPA 53 (www.monumentos.pt): 37 no concelho de Angra e 16 no de Praia da Vitória. Os mais antigos são o de São Pedro (1795), e o Império da Rua Nova (1799); 35 Impérios datam do século XIX e 34 do século XX.

A estrutura do Império, apenas com cerca de 30 m2, desenvolve-se predominantemente sobre soco, com a fachada principal rematada preferencialmente em frontão, de diferentes tipos, e rasgada por três vãos de variadas modinaturas, correspondendo o central ao portal e os laterais a janelas de peitoril. As fachadas são estruturadas e seccionadas pelas molduras dos vãos, por pilastras, colunas, frisos e cornijas que, de modo retilíneo ou curvo, as dinamizam, numa exuberante profusão de formas, acentuando o seu caráter revivalista. Apresentam grande profusão decorativa, revelando quase um “horror ao vazio”, com símbolos do Espírito Santo e, por vezes, alegorias às festas e ao bodo. Todos os elementos são sublinhados a policromia de cores vivas e exuberantes.

No interior o Império apresenta espaço único, tendo na parede fundeira um altar ou um nicho rasgado para exposição dos símbolos do Espírito Santo: a coroa, assente numa salva, de prata, e o cetro.

A maioria dos Impérios tem um ou até dois anexos onde se guardam os vários utensílios das festividades, ou onde se prepara e distribui o bodo - a despensa. A sua fachada principal, de um ou dois pisos, apresenta uma estrutura e esquema de fenestração mais simples, com as cores empregues nos Impérios, podendo ter também iconografia alusiva ao Espírito Santo e / ou ao bodo.

Para saber mais sobre os Impérios do Espírito Santo dos Açores consulte neste site o seguinte artigo: Noé, Paula, Os Imperios do Espírito Santo da Ilha Terceira, Lisboa, IHRU, 2012.

Imóveis Recomendados

Império do Espírito Santo do Outeiro

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Angra (Nossa Senhora da Conceição)
 

Império construído provavelmente no século XIX sobre um pré-existente, já que a Irmandade data de 1670, com planta retangular e interiormente de espaço único, tendo adossado lateralmente a despensa, de época mais recente. Construído sobre soco, apresenta a fachada principal terminada em frontão triangular truncado e sem retorno, sobreposto por coroa do Espírito Santo, e estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco deprimido, assentes em pilares com chanfro, os exteriores dispostos nos cunhais, correspondendo a porta entre janelas; os pilares repousam em dupla ordem de plintos, os inferiores surgindo no soco, ritmando-o. Sobre o frontão surgem amplas aletas vazadas e sobre os vãos e no tímpano silhares almofadados. A fachada lateral direita termina em cornija e é rasgada por três janelas iguais às da frontaria. Constitui um dos Impérios mais antigos de Angra do Heroísmo e dos poucos em que os elementos estruturais e decorativos são em cantaria aparente.

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Império do Espírito Santo da Rua Nova

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Angra (Nossa Senhora da Conceição)
 

Império construído em 1799, de planta retangular, e corpo desenvolvido ao nível da rua, e interiormente de espaço único, tendo adossado posteriormente a despensa, de edificação mais tardia. Apresenta as fachadas marcadas por embasamento e estruturadas e seccionadas por três eixos de vãos em arco deprimido, assentes em pilares com chanfro, os exteriores dispostos nos cunhais, e assentes em dupla ordem de plintos. A fachada principal termina em frontão recortado, rematado por aletas e decorado por motivo fitomórfico envolvendo cartela com a data da construção, sobreposto por coroa do Espírito Santo. Os vãos correspondem a porta entre janelas, com panos de peito decorados com almofadas retangulares, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia azul, de sabor popular. Constitui um dos impérios mais antigos de Angra do Heroísmo. A despensa não tem acesso direto pelo exterior.

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Império do Espírito Santo de São Bento

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, São Bento
 

Império construído em 1886, de planta retangular, interiormente de espaço único e construído sobre soco, tendo despensa adossada posteriormente. Apresenta a fachada principal com pilastras caneladas e boleadas nos cunhais, terminada em frontão triangular sobre platibanda plena, sobreposto por coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco trilobado, correspondendo a porta entre janelas, estas com guarda de peito em ferro, e sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia azul esverdeado e vermelho, de sabor popular. A platibanda possui cartela com a data da construção e no tímpano uma com Pomba do Espírito Santo relevada. As fachadas laterais terminam em platibanda plena e são estruturadas por três janelas semelhantes. O edifício da despensa tem planta retangular composta de dois corpos e de um piso, o primeiro corpo igualmente terminado em platibanda plena, rasgado por vãos retilíneos.

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Império do Espírito Santo da Rua do Conde

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Angra (Santa Luzia)
 

Império construído em 1871, de planta retangular, interiormente de espaço único e construído sobre soco. Apresenta a fachada principal de cunhais apilastrados, terminada em frontão triangular truncado, sobreposto pela coroa do Espírito Santo, estruturada por três eixos de vãos em arco deprimido, correspondendo a porta entre janelas, com guarda de peito em ferro, sendo os elementos estruturais e decorativos em cantaria. O tímpano é decorado com elementos fitomórficos, vieiras e cartela com a data da construção e, lateralmente, o frontão é encimado por aletas com motivos vegetalistas relevados. Os vãos têm as molduras percorridas por frisos e têm sobre e sob eles, elementos decorativos recortados.

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Império do Espírito Santo da Rua de Baixo de São Pedro

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Angra (São Pedro)
 

Império construído em 1877, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa adossada lateralmente. Apresenta a fachada principal terminada em frontão recortado, com data inscrita, sobreposto por coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco deprimido, correspondendo a porta entre janelas, estas com pano de peito almofadado, e sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia verde, de sabor popular. Os vãos têm as molduras percorridas por múltiplos frisos, assentes em colunelos e, lateralmente têm segmentos de cornija avançada para o exterior, o que, juntamente com o remate em bicos, confere certo dinamismo ao Império. As fachadas laterais terminam em platibanda plena, abrindo-se na lateral direita janela semelhante. A despensa tem planta retangular e fachada evoluindo num piso, sobre soco, terminada em platibanda plena e sendo rasgada por duas janelas de peitoril de arco deprimido sobre pilastras.

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Império do Espírito Santo da Rua de Cima de São Pedro

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Angra (São Pedro)
 

Império construído em 1795 e reconstruído em 1989, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco. Apresenta as fachadas estruturadas e seccionadas por três eixos de vãos em arco deprimido, assentes em pilares com chanfro, os exteriores dispostos nos cunhais, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia rosa e verde, de sabor popular. A fachada principal termina em frontão triangular truncado e sem retorno, sobreposto por coroa do Espírito Santo, bastante estilizada, tipo bloco, ladeado por aletas vazadas; os vãos correspondem a porta entre janelas e os os pilares assentam em dupla ordem de plintos, os inferiores surgindo no soco, almofadados e ornados com losangos, ritmando-o. Constitui o único império setecentista subsistente e o mais antigo de Angra do Heroísmo.

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Império do Espírito Santo dos Quatro Cantos

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Angra (Sé)
 

Império construído em 1810 e reconstruído em 1916, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco, criando espaço de arrumos inferior, e com uma despensa adossado e outra separada. Apresenta as fachadas estruturadas e seccionadas por três eixos de vãos em arco deprimido, assentes em pilastras, as exteriores dispostas nos cunhais, sobre plintos, que se prolongam para o soco, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia bege, de sabor popular. Fachada principal terminada em frontão triangular truncado, sobreposto pela coroa do Espírito Santo, entre aletas vazadas, e desenvolvido sobre platibanda; os vãos correspondem a porta entre janelas, decoradas inferiormente com elementos recortados em almofadas. A fachada lateral termina em platibanda plena e tem três janelas semelhantes e um óculo no soco, esquema que se repete na despensa adossada, mas apenas com um vão. No interior possui nicho central com coroa do Espírito Santo, entre nichos mais pequenos.

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Império do Espírito Santo de Posto Santo

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Posto Santo
 

Império construído em 1888, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa adossada lateralmente. Apresenta a fachada principal com pilastras caneladas e boleadas nos cunhais, terminada em frontão triangular sobre platibanda plena, sobreposto por cruz, mas com pomba do Espírito Santo no tímpano, e estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco trilobado com as molduras percorridas por múltiplos frisos, correspondendo a porta entre janelas, estas com guarda de peito em ferro, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia cinzenta, de sabor popular. As fachadas laterais terminam em platibanda plena, têm dois panos e são rasgadas por duas janelas semelhantes. O soco é decorado por almofadas retangulares. A despensa tem planta retangular e fachadas evoluindo em dois pisos, com dois eixos de vãos retilíneos.

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Império do Espírito Santo da Boa Hora

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Terra Chã
 

Império construído em 1958, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco. Apresenta a fachada principal terminada em empena truncada sobreposta pela coroa do Espírito Santo entre aletas, estruturada e seccionada por três eixos de vãos, correspondendo a porta entre janelas, com guarda de peito, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia amarela, de sabor popular. O portal, encimado por data inscrita, é em arco de volta perfeita de moldura côncava e as janelas retilíneas, o que cria motivo serliano. As fachadas laterais são cegas.

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Império do Espírito Santo do Cantinho

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, São Mateus da Calheta
 

Império construído em 1860, mas com Estatutos de 1857, de planta retangular, interiormente de espaço único, com anexo e despensa adossados lateralmente. Apresenta a fachada principal rematada em frontão triangular truncado e sem retorno, sobreposto por coroa do Espírito Santo, unificando os corpos do Império e do anexo, devendo corresponder a uma reforma do conjunto. O império segue a tipologia dos impérios da Terceira, estruturado por três eixos de vãos em arco deprimido, correspondendo a porta entre janelas, estas com guarda de peito em ferro. O anexo e despensa têm vãos retilíneos. Os elementos estruturais e decorativos são sublinhados por policromia azul, de sabor popular. O tímpano é decorado por elementos alusivos ao Espírito Santo (anjos com filactera e pomba) em azulejos, e cartela relevada com a data da construção.

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Império do Espírito Santo de São Bartolomeu / Império do Terreiro

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, São Bartolomeu de Regatos
 

Império construído em 1875, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa adossada lateralmente edificada em 1938. Apresenta a fachada principal rematada em frontão truncado sem retorno desenvolvido sobre platibanda, sobreposto por coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco deprimido, com as molduras percorridas por múltiplos frisos, assentes em pilares compostos por pilastras e coluna central, os exteriores dispostos nos cunhais, correspondendo a porta entre janelas, tendo estas guarda de peito em ferro e pano de peito almofadado, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia azul e amarela, de sabor popular. A fachada lateral direita termina em platibanda plena e é seccionada e estruturada por quatro janelas semelhantes. O império apresenta exagero decorativo nas modinaturas e nos remates, contrapondo-se ao reticulado da estrutura. Assim, sobre os remates da frontaria surgem aletas vazadas e querubim central e da lateral cornija ondulada e elementos alusivos ao Espírito Santo; entre as cornijas e sobre os vãos surgem frisos de losangos e de drapeados, respetivamente, e nos cunhais plintos canelados. Também o tímpano apresenta horror ao vazio, surgindo a data da construção, inscrição e pomba do Espírito Santo envolvidos por motivos vegetalistas tipo “árvore da vida” oriental. A despensa tem planta retangular e fachada principal evoluindo num piso sobre o soco, terminada em platibanda plena, rematada em cornija ondulada, e esquema de vãos semelhantes aos do império, mas com estrutura e modinatura mais simples e retilínea. A segunda despensa existente em frente evolui em dois pisos, terminados em platibanda plena com decoração ainda mais simples e alusiva ao bodo.

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Império do Espírito Santo de Cinco Ribeiras

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Cinco Ribeiras
 

Império construído em 1886, de planta retangular, interiormente de espaço único e construído sobre alto soco. Apresenta a fachada principal definida por pilastras, terminada em frontão recortado,ornado de florão e sobreposto pela Coroa do Espírito Santo e estruturada por três eixos de vãos em arco canopial, sobre pilastras almofadadas, correspondendo a portal entre janelas, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia amarela, de sabor popular. Os vãos são encimados por cartelas recortadas, a central com data da construção.

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Império do Espírito Santo de Santa Bárbara

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Santa Bárbara
 

Império construído em 1876, de planta retangular, interiormente de espaço único e desenvolvido sobre soco. Apresenta a fachada principal de cunhais apilastrados, terminada em empena, sobreposta por coroa do Espírito Santo, estruturada por três eixos de vãos em arco apontado, correspondendo a três portais, os laterais envidraçados e o central encimado por cartela com a data da construção, óculo circular e pequena palma, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia amarela, de sabor popular. A fachada lateral é cega e despojada de qualquer elemento decorativo.

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Império do Espírito Santo das Doze Ribeiras / Império do Terreiro

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Doze Ribeiras
 

Império reconstruído em 1891 e novamente em 1989, de planta retangular, construído sobre soco e interiormente de espaço único. Apresenta a fachada principal rematada em frontão recortado e sem retorno, sobreposto por coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por pilastras e por três eixos de vãos, em arco trilobado sobre colunas, correspondendo a porta entre janelas, com guarda de peito em ferro, sendo os elementos decorativos sublinhados por policromia amarela, de sabor popular. A fachada lateral direita termina em platibanda plena e é rasgada por quatro janelas iguais às da frontaria. Sob os vãos surgem panos de peito ornados com almofadas relevadas.

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Império do Espírito Santo da Serreta / Império do Terreiro

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Serreta
 

Império construído em 1922, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco. Apresenta a fachada principal convexa e seccionada em três panos, terminados em empenas individualizadas, a central sobreposta por coroa do Espírito Santo e as laterais por pináculos sobre plintos, acentuando o seu caráter vertical, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia verde, vermelha, azul e amarela, de sabor popular. É rasgada por três eixos de vãos em arco apontado, correspondendo a portal entre janelas, com guarda de peito em ferro e pano de peito almofadado, e por óculo circular, sobre o portal.

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Império do Espírito Santo do Raminho

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Raminho
 

Império construído em 1880, de planta retangular, interiormente de espaço único, e com despensa adossada. Apresenta a fachada principal terminada em frontão triangular, sobreposta por coroa do Espírito Santo, com o tímpano ornado por cartela inscita, florões, filactera e motivos fitomórficos, e rasgada por três eixos de vãos em arco de volta perfeita, sublinhados por arcos sobre colunas, correspondendo a porta entre janelas, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia verde, amarela e vermelha, de sabor popular. A fachada lateral termina em platibanda plena e é rasgada por igual esquema de vãos. A despensa, também rematada em platibanda, tem os vãos retilíneos.

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Império do Espírito Santo de Altares / Império do Patim

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Altares
 

Império reconstruído em 1903, mas com Irmandade instituída no século XVI, de planta retangular, interiormente de espaço único, tendo despensa construída nas imediações. Apresenta a fachada principal com pilastras biseladas nos cunhais, terminada em frontão tipo pinhão, desenvolvido sobre platibanda plena, rematado por cruz, e estruturada por três eixos de vãos em arco apontado, correspondendo a portal entre janelas, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia verde e branca, de sabor popular. As fachadas laterais terminam em cornija e platibanda formando arcos abatidos e possuem dois vãos semelhantes. A despensa, datada de 1960, com dois pisos e maior simplicidade, tem a guarda da sacada corrida decorada com motivos geométricos e coroas do Espírito Santo. Constitui o único império da Terceira com a fachada revestida a azulejos.

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Império do Espírito Santo do Caminho do Concelho

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Biscoitos
 

Império construído em 1872, de planta rectangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa nas imediações, construída em 1888. Apresenta a fachada principal rematada em frontão recortado sobreposto pela coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco abatido sobre pilastras biseladas, correspondendo a porta entre janelas, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia bege ou em tijolo, de sabor popular. O tímpano possui cartela com data da construção entre elementos fitomórficos enrolados. Na fachada lateral direita abrem-se duas janelas semelhantes. Nas imediações possui despensa de planta retangular e fachada principal larga, evoluindo num piso, terminada em platibanda plena, decorada com elementos relevados alusivos ao bodo, e rasgada por vãos retilíneos, o portal datado.

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Império do Espírito Santo das Quatro Ribeiras

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Quatro Ribeiras
 

Império construído em 1885, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa construída nas imediações. Apresenta a fachada principal rematada em frontão trilobado, sobreposto pela coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco trilobado sobre pilastras biseladas, as exteriores dispostas nos cunhais, correspondendo a portal entre janelas, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia azul e amarela, de sabor popular. O tímpano possui cartela datada e vários motivos vegetalistas relevados. As fachadas laterais terminam em cornija e são estruturadas por duas ou três janelas semelhantes. Nas imediações possui despensa de planta retangular e fachada principal larga, evoluindo num piso, rasgada por vãos retilíneos.

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Império do Espírito Santo da Agualva e Despensa

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Agualva
 

Império construído em 1873, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e com edificio da despensa separado, edificado em 1887 e reformado em 1982. O Império apresenta a fachada principal terminada em empena contracurva sobreposta pela coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco canopial sobre colunelos, correspondendo a porta entre janelas, estas com pano de peito relevado, sendo os elementos estruturais e decorativos em cantaria aparente. A fachada lateral esquerda termina em cornija. A despensa tem planta retangular larga e evolui em dois pisos, com a fachada principal terminada em cornija e rasgada por vãos retilíneos, um dos portais ladeado pela coroa do Espírito Santo.

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Império do Espírito Santo de Vila Nova

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Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Vila Nova
 

Império construído em 1888, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa nas imediações. Apresenta a fachada principal rematada frontão recortado desenvolvido sobre platibanda, decorado pela coroa do Espírito Santo e sobreposto por cruz, estruturada por três eixos de vãos contracurvos formando duplo canoupo sobre colunelos, correspondendo a três portas, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia rosa, de sabor popular. As fachadas laterais terminam em platibanda plena e são estruturadas por duas janelas semelhantes. O soco sobre o qual se ergue o império forma balcão corrido, pouco avançado, circundando a fachada principal e as laterais, protegido por guarda em ferro. Em frente possui despensa de planta retangular e fachada principal larga, evoluindo num piso e em dois panos, rasgados por vãos retilíenos, com policromia igual ao Império; no interior tem nicho em arco de volta perfeita sobre pilastras.

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Império do Espírito Santo de São Brás

IPA.00033191
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, São Brás
 

Império construído em 1874 e reconstruído noutro local em 1956, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa nas imediações. Apresenta a fachada principal com colunelos torsos nos cunhais, remate em frontão recortado sobreposto pela coroa do Espírito Santo, e estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco canopial sobre colunelos, correspondendo a portal entre janelas, estas tendo inferiormente almofadas relevadas, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia verde e amarela, de sabor popular. No tímpano tem cartela datada envolvida por elementos fitomórficos relevados tipo “árvore da vida”. O balcão frontal data da reconstrução. As fachadas laterais terminam em cornija e são estruturadas por janelas semelhantes. No interior possui nicho de cantaria para exposição dos símbolos do Espírito Santo. O edifício da despensa tem planta retangular larga e a fachada principal evolui num piso, rasgada por vãos abatidos.

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Império do Espírito Santo das Lajes e Despensa

IPA.00032935
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Lajes
 

Império construído em 1826 e reconstruído em 1916, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa nas imediações edificada em 1927. Apresenta a fachada principal com pilastras almofadadas nos cunhais, terminada em frontão recortado, desenvolvido sobre platibanda e sobreposto pela coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco trilobado sobre colunelos, correspondendo a porta entre janelas, estas com guarda de peito em ferro, sendo os elementos estruturais e decorativos em cantaria aparente. As fachadas laterais terminam em platibanda plena, abrindo-se na esquerda quatro janelas semelhantes. A despensa ergue-se em frente e tem planta retangular, fachada principal larga, evoluindo num piso, sobre soco, terminada em cornija e platibanda plena e rasgada por vãos retilíneos mais simples e sem moldura. A fachada é, no entanto, dinamizada e enriquecida pela decoração em cantaria, composta por pontas de diamante em alguns dos nembos, de silharia fendida, e sob as janelas, apainelados com frontões curvos ou triangulares, sublinhados por frisos e outros motivos brancos.

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Império do Espírito Santo das Fontinhas e Despensa / Império de Santa Rita

IPA.00032933
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Fontinhas
 

Império construído em 1888, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa adossada. Apresenta a fachada principal com pilastras boleadas nos cunhais, terminada em frontão polilobado sobreposto pela coroa do Espírito Santo, e estruturada por três eixos de vãos em arco polilobado sobre colunelos muito grosos, correspondendo a porta entre janelas, estas com guarda de peito em ferro, sendo os elementos estruturais e decorativos em cantaria aparente. No tímpano surge cartela datada e uma outra com pomba do Espírito Santo. Na fachada lateral esquerda, terminada em platibanda plena, abrem-se duas janelas semelhantes. A despensa tem planta retangular e fachada principal larga, evoluindo num piso, com remate em cornija desde a década de 1980, e rasgada por vãos em arcos apontados.

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Império do Espírito Santo das Figueiras do Paim / Império da Caridade

IPA.00033083
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Praia da Vitória (Santa Cruz)
 

Império (re)construído em 1954 e posteriormente deslocado, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e sendo flanqueado por despensa, com corpos datados de 1941 e de 1995. Apresenta as fachadas estruturadas e seccionadas por colunas sustentando arcos abatidos, no interior dos quais se rasgam vãos apontados, e que superiormente se prolongam em pilastras que ritmam o entablamento do remate, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados a policromia azul, ocre, vermelho e verde, de sabor popular. A fachada principal termina em espaldar curvo com aletas e pomba do Espírito Santo e é rasgado por três vãos, correspondendo a porta entre janelas, estas com pano de peito em ferro e decoradas inferiormente com almofadas retangulares contendo losangos relevados. Nas fachadas laterais abrem-se três janelas semelhantes. O império é pintado em tons banstante fortes, mas harmoniosamente conjuntadas, e apresenta linhas revivalistas acentuadas. A despensa, de policromia mais sóbria, tem planta retangular e a fachada principal seccionada em dois panos flanqueando o império, evoluindo num piso, terminada em cornija e platibanda plena, e rasgada por portal abatido com cornija contracurva entre janelas retilíneas.

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Império do Espírito Santo dos Marítimos

IPA.00032938
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Praia da Vitória (Santa Cruz)
 

Império construído em 1877, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco. Apresenta a fachada principal rematada em frontão recortado sobreposto por cruz, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco canopial sobre colunelos, correspondendo a porta entre janelas, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia azul, de sabor popular. No tímpano possui cartela datada e aletas. A fachada lateral direita termina em cornija e é rasgada por uma janela semelhante. No interior possui nicho central, em arco de volta perfeita, com imagem de Santa Isabel.

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Império do Espírito Santo de Cabo da Praia

IPA.00032894
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Cabo da Praia
 

Império construído em 1853, de planta rectangular, interiormente de espaço único, construído sobre alto soco, criando espaço de arrumos inferior, e tendo despensa nas imediações. Apresenta a fachada principal terminada em frontão triangular, com cartela datada, sobreposta pela coroa do Espírito Santo, e estruturada e seccionadas por três eixos de vãos abatidos assentes em parastases, as exteriores dispostas nos cunhais, correspondendo a porta entre janelas, sendo os elementos estruturais e decorativos em cantaria aparente. As fachadas laterais terminam em cornija e são estruturadas e rasgadas por duas janelas semelhantes.

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Império do Espírito Santo de Porto Martins e Despensa

IPA.00032944
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Porto Martins
 

Império construído em 1902, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa nas imediações. Apresenta a fachada principal com pilastras biseladas nos cunhais, remate em frontão recortado desenvolvido sobre platibanda, sobreposto pela coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco trilobado, correspondendo a portal entre janelas, com guarda de peito em ferro e tendo inferiormente almofadas relevadas, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados a policromia azul esverdeado, de sabor popular. O tímpano possui cartela com data da construção entre florões e vieira. As fachadas laterais terminam em platibanda plena e são estruturadas por duas janelas semelhantes. Nas imediações possui despensa de planta retangular e fachada principal larga, evoluindo num piso, rasgada por vãos retilíneos. Entre ambos os edifícios foi construído mais recentemente um anexo com a fachada dinamizada pelo remate em empena trilobada com óculo.

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Império do Espírito Santo de Fonte do Bastardo / Império do Caminho da Cidade

IPA.00032932
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Praia da Vitória, Fonte do Bastardo
 

Império construido em 1913, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa construída nas imediações. Apresenta a fachada principal rematada em frontão contracurvo, decorado com cartela datada entre elementos fitomórficos, sobreposto pela coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco trilobado sobre colunelos, correspondendo a porta entre janelas, estas inferiormente com almofadas em losango, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia verde, vermelha e amarela, de sabor popular. As fachadas laterais terminam em cornija, têm pilastras nos cunhais posteriores e são rasgadas por duas janelas em arco deprimido.

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Império do Espírito Santo de São Sebastião

IPA.00033789
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Vila de São Sebastião
 

Império construído em 1918 e reconstruído noutro local depois de 1958, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco, formando anexo inferior. Apresenta a fachada principal definida por pilastras estriadas assentes em duas ordens de plintos, rematada em frontão recortado e sem retorno, sobreposto por coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco trilobado sobre colunas estriadas, correspondendo a porta entre janelas, estas com guarda em ferro, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia salmão, de sabor popular. Do capitel dos vãos exteriores arrancam elementos fitomórficos relevados. As fachadas laterais terminam em platibanda plena e são rasgadas por três janelas iguais às da frontaria e uma outra, de modinatura diferente, para iluminação do pequeno espaço posterior. As fachadas são enriquecidas por pinturas populares, figurando sobre os vãos jarros de hortênsias e cestos de uvas e, no tímpano, hortênsias e elementos alusivos ao bodo, envolvendo os típicos motivos vegetalistas relevados e a data da construção inicial; no frontal da escada reproduzem-se igualmente motivos alusivos ao bodo e às festas do Espírito Santo. No interior, possui retábulo com reminiscências barrocas no remate, no recurso aos acantos e tribuna rendilhada, albergando imagem de Santa Isabel.

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Império do Espírito Santo de Porto Judeu de Baixo / Império da Rua de Baixo

IPA.00033779
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Porto Judeu
 

Império construído em 1925, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre alto soco, formando piso inferior, e integrado ao centro do edifício da despensa. Apresenta a fachada principal definida por pilastras almofadadas sobre plintos, terminada em frontão recortado e sem retorno, sobreposto por coroa do Espírito Santo, e estruturada e seccionada por três eixos de vãos, em arco trilobado sobre colunas pintadas de diferentes cores, correspondendo a porta entre janelas com guarda de peito em ferro, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia azul, vermelho, verde e amarelo, de sabor popular. O piso inferior, com dois óculos, é decorado por falsas almofadas pintadas de diferentes cores, criadas por sulcos. No tímpano possui a data da construção entre elementos fitomórficos e concheados relevados. A despensa, evoluindo em dois pisos, apresenta fachada de panos simétricos, terminada em platibanda plena e rasgada por eixo de vãos mais simples, correspondendo a porta e janela de peitoril, com guarda de peito em ferro, e molduras policromas. Os panos da despensa com o corpo do império criam um ritmo de fachada clássica, simétrica e com remate em meio frontão.

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Império do Espírito Santo das Mercês / Império da Canada das Vinhas

IPA.00033776
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Feteira
 

Império construído em 1921, de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre alto soco, formando piso inferior, e integrado ao centro do edifício da despensa. Apresenta a fachada principal rematada em frontão recortado e sem retorno, sobreposto pela coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por pilastras almofadadas e três eixos de vãos, em arco trilobado sobre colunas caneladas, correspondendo a portal entre janelas, com guarda em ferro, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia vermelha, verde e amarela, de sabor popular. No tímpano possui a data da construção entre elementos fitomórficos e concheados relevados e, no piso inferior, painel alusivo com coroa e iconografia alusiva ao bodo. As fachadas laterais terminam em platibanda plena e são rasgadas por uma janela igual às da frontaria. A despensa, desenvolvida à volta do corpo do império, tem dois panos laterais recuados, de dois pisos, rasgados por eixo de vãos mais simples, e terminados em platibanda plena que, com o corpo do império, criam um ritmo de fachada clássica e simétrica.

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Império do Espírito Santo do Meio da Rua

IPA.00033777
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Ribeirinha
 

Império reconstruído em 1898 e novamente na década de 1920, aquando da sua deslocação do adro da Igreja, de planta retangular, interiormente de espaço único e construído sobre soco. Apresenta a fachada principal definida por pilastras caneladas, terminada em frontão polilobado sobre platibanda, sobreposto por coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos em arco trilobado, correspondendo a porta entre janelas, estas com guarda de peito em ferro e, inferiormente, com pano de peito almofadado, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia azul, vermelha, verde e amarela, de sabor popular. As fachadas laterais terminam em platibanda plena e são estruturadas por dois vãos semelhantes. O tímpano é decorado com pomba do Espírito Santo em cartela e florões relevados, e, as faces laterais do soco, com painéis pintados alusivos ao bodo. A sua estrutura e decoração devem ter influenciado o Império da Serra, construído na mesma povoação (v. PT071901080090).

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