Edifício e Igreja da Santa Casa da Misericórdia da Lousã

IPA.00000974
Portugal, Coimbra, Lousã, União das freguesias de Lousã e Vilarinho
 
Igreja de Misericórdia inicialmente construída com nave e, possivelmente presbitério, uma variante da tipologia predominante das Misericórdias do distrito, e de maior incidência nas de construção quinhentista como é o caso da de Lousã, a que se acrescentou na segunda metade do séc. 19 uma capela-mor rectangular. É de planta retangular com nave única, interiormente com tecto de madeira e iluminada por vão lateral, com sala do Despacho adossada à fachada lateral esquerda, aberta para a nave através de tribuna, seguindo a tipologia mais comum das Misericórdias do distrito, e com sacristia na oposta. Fachada principal terminada em empena, com pilastras nos cunhais, rasgada por portal de verga recta enquadrado por pilastras ornados de grotescos e de capitéis coríntios, suportando duplo friso e cornija decorada, sobrepujada por frontão triangular, tendo no tímpano nicho com imagem da Virgem e escudo. Esta cariz erudito contrasta com a sobriedade de alguns elementos de sabor popular, como as pilastras e a empena em massa na fachada principal, pintados de ocre, tal como o embasamento, e as fachadas laterais terminadas em beiral. Casa do Despacho de dois pisos, sendo o segundo acedido por porta de verga recta protegida por, alpendre sobre colunas toscanas assentes em plintos paralelepipédicos decorados, ladeado por sineira, e precedida de escada. Fachadas laterais terminadas em beiral, com porta travessa na lateral esquerda e janela de verga abatida na oposta. De realçar ainda que a porta do primeiro piso da casa do Despacho é ladeada por nicho rectangular, pertencente a um dos Passos da Via Sacra. A janela da fachada lateral direita é de feitura oitocentista. No interior abre-se tribuna de vão rectangular, com arquitrave sustentada por colunas jónicas, assentes em plintos paralelepipédicos decorados com cartelas recortadas e, do lado da Epístola possui púlpito, com bacia em cantaria, acedido por porta de verga recta encimada por cornija. A decoração interior é essencialmente posterior, teve diversa proveniência e ali foi colocada na reforma de final do séc. 19; é o caso do silhar de azulejos de padronagem fitomórfica provenientes do antigo Colégio dos Militares de Coimbra; e dos retábulos colaterais rococós, provenientes da antiga Igreja Paroquial de Lousã, com estrutura semelhante, mas de que se destaca o do lado do Evangelho, visto integrar no ático um painel com representação das Almas a serem resgatadas das chamas por anjo de vulto, constituindo localização pouco comum para este tipo de representação. Retábulo-mor de talha policroma e dourada neoclássico, de planta recta e um eixo, com tela representando a Visitação. O retábulo-mor apresenta o ático sensivelmente truncado pelo tecto e surge flanqueado por painéis pintados com grelhagem, adaptada ao perfil do tecto, procurando conferir-lhe maior amplitude. Na sacristia, referência para o lavabo, de pequenas dimensões, de espaldar ornado com carranca em baixo relevo, terminado em cornija e reservatório semicircular, e bacia rectangular quase plana.
Número IPA Antigo: PT020607030006
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja de Confraria / Irmandade  Misericórdia

Descrição

Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor, tendo adossado à fachada lateral esquerda a casa do despacho, precedida por alpendre, e dois outros anexos, irregulares, e à lateral direita a sacristia rectangular e o volume das escadas para o púlpito. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja, três no alpendre e casa do despacho e de uma na sacristia, na continuidade da da capela-mor. Fachadas rebocadas e pintadas de branco e embasamento a ocre, terminadas em duplo beiral. Fachada principal virada a O., terminada em empena, com cornija de massa, e pilastras toscanas nos cunhais, também de massa, pintadas de ocre, coroadas por urnas sobre plintos paralelepipédicos. Portal de verga recta, encimado por duplo friso, o inferior com a inscrição MARIE - MATER - GRATIA - MATER - MISERICORIcordiAe, e o superior ornado com grotescos, filacteras com flor-de-liz e acantos, tendo nos ângulos a inscrição separada ERA e 1-5-6-8; é enquadrado por pilastras de fuste côncavo ornado de grotescos, e de capitéis coríntios, suportando cornija decorada com friso de dardos e óvulos, com urnas sobre plintos no alinhamento das pilastras, sobrepujada por frontão triangular, alteado, com igual friso de dardos e óvulos, tendo no tímpano nicho em arco de volta perfeita, interiormente com abóbada concheada e albergando imagem da Virgem, mutilada, em cantaria, enquadrado por pilastras de fuste decorado por motivos vegetalistas, de capitéis coríntios, suportando friso e cornija recta; o nicho é sobrepujado por escudo e ladeado por aletas. Corpo da casa do Despacho, no alinhamento da fachada da igreja, mas precedido por escadaria de pedra, de um lance, com guarda em balaustrada de ferro, tendo no patamar, já ao nível do segundo piso, alpendre sustentado por quatro colunas dóricas assentes em plintos paralelepipédicos com as faces ornadas por duas almofadas em losango intercaladas por uma rectangular; o segundo piso é acedido por porta de verga recta simples; no primeiro piso, no vão da escada, abre-se porta de verga recta de moldura simples, ladeado por um nicho rectangular, vertical, moldurado. Sobre a cobertura, surge sineira, de cantaria, em arco de volta perfeita, terminada em cornija recta coroada por pináculos piramidais e cruz latina central, assente em plinto paralelepipédico, com faces decoradas de almofadas côncavas. Fachada lateral esquerda com corpo da casa do Despacho rasgada por porta de verga recta e janela de peitoril, no segundo piso, e anexos rasgados igualmente por janela de peitoril e porta de verga recta e, no topo, pequeno janelo rectangular. Fachada lateral direita com a nave rasgada por janela de verga abatida, gradeada, o corpo da escada do púlpito com janela quadrangular a O. e a sacristia por duas janelas jacentes a S. e porta de verga recta a O.. INTERIOR com paredes rebocadas e pintadas de branco e percorridas por silhar de azulejos de padrão fitomórfico. Junto ao portal, surge pia de água-benta gomeada. No lado do Evangelho, abre-se tribuna de ligação à Sala do Despacho, de vão rectangular, com arquitrave, sustentada por quatro colunas jónicas, as duas laterais semi-embebidas, assentes em plintos paralelepipédicos decorados com cartelas recortadas, pintadas de castanho e com guarda em balaústres de madeira assente em cornija. Sob a tribuna existe porta de verga recta de acesso à sala da carreta. Do lado da Epístola, dispõe-se o púlpito, de bacia rectangular, em cantaria, sobre mísula escalonada, com guarda em balaústres de madeira e acedido por porta de verga recta encimada por cornija pintada de branco. Retábulos colaterais, postos de ângulo, em talha policroma e dourada, de planta côncava e um eixo, dedicados às Santas Mães (Evangelho) e a Nossa Senhora da Conceição (Epístola). Tecto da nave em madeira, formando caixotões, assente em cornija do mesmo material ritmada por volutas. Arco triunfal de volta perfeita, com chave saliente, sobre pilastras toscanas, tudo pintado de branco. Na capela-mor, sobre o supedâneo com acesso por degraus centrais, surge o retábulo-mor, em talha policroma a bege, de planta recta e um eixo, definido por quatro colunas de fuste liso e terço inferior marcado, assentes em plintos únicos paralelepipédicos, pintados a marmoreado fingido a cinzento, ornados de almofadas côncavas, e com capitel de inspiração jónica, que suportam o ático, em frontão triangular interrompido; ao centro, abre-se tribuna de perfil curvo, com chave saliente, fechada por painel pintado com a Visitação, enquadrado por seguintes ornados de elementos vegetalistas e encimado por painel igualmente decorado com elementos vegetalistas, com o monograma AM ao centro e encimado por um resplendor. O retábulo é enquadrado por dois painéis pintados formando grelhagem recortada inserida em moldura de topo curvo, adaptada ao perfil da cobertura. Sotobanco com painéis pintados a marmoreados fingidos a cinzento, com almofada côncava; ao centro, integra altar tipo urna, com frontal ornado de ampla moldura. Tecto de madeira em masseira, pintado ao centro com o brasão nacional. Sacristia, actualmente transformada em capela mortuária, com portas de verga recta rasgadas lateralmente na parede testeira de acesso a sanitários; possui lavabo de pequeno espaldar quadrangular, de almofada côncava com bica carranca em baixo relevo, terminado em cornija encimada pelo reservatório de água semicircular, e bacia quadrangular chata. Sala do Despacho com tecto de madeira assente em cornija do mesmo material.

Acessos

Rua Viscondessa do Espinhal

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 37 077, DG, 1ª série, n.º 228 de 29 setembro 1948

Enquadramento

Urbano, isolado, no centro histórico, junto a uma das principais vias que atravessam a vila. A fachada principal apresenta passeio frontal, em calçada à portuguesa, e a lateral esquerda pequeno espaço separador da construção vizinha, fechado na fachada principal e posterior por alto muro de alvenaria, o primeiro capeado a cantaria e rasgado por portal de verga recta, e o segundo terminado em beiral. Junto à fachada lateral direita, desenvolve-se adro, protegido por muro de alvenaria rebocada e pintada, com portão virado a O., possuindo holaia centenária. Fronteiro, ergue-se a Casa dos Salazares ou da Viscondessa do Espinhal (v. PT020607030013).

Descrição Complementar

TALHA: retábulos colaterais de estrutura semelhante, com planta côncava e um eixo definido por quatro pilastras decoradas com concheados, as exteriores sobre plintos também com concheados, e colunas de fuste liso, assentes em consolas com querubins, e de capitéis coríntios; ao centro, abre-se nicho de perfil contracurvado, encimado por concheados, interiormente pintado de azul, com elementos fitomórficos relevados dourados, albergando imaginária; ático em fragmentos de frontão, interligados por festões, encimados por anjos de vulto que enquadram espaldar curvo, enquadrando, no do lado do Evangelho um painel com Alminhas a serem resgatadas do Purgatório por um anjo, e do lado da Epístola um resplendor com sol envolto por glória de querubins; banco com apainelado ornado de concheados. Altar tipo urna, com policromia a rosa, azul, branco e dourado, com frontal decorado por flor pintada numa cartela central envolta em concheados, e querubim, os quais surgem também nos ângulos.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja de confraria / irmandade

Utilização Actual

Religiosa: igreja de confraria / irmandade / Funerária: capela mortuária

Propriedade

Privada: Misericórdia

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Amoroso Lopes (1951 / 1952). PINTOR: J. Castilho (1887).

Cronologia

Séc. 16 - o senhorio de Lousã passou para a Casa do Duque de Aveiro, onde permaneceu até à sua extinção, no reinado de D. José; 1566, 8 Setembro - alvará de D. Sebastião ordenando aos corregedores, juízes, justiças, oficiais e outras pessoas a cumprirem o Compromisso e privilégios outorgados à Misericórdia da Lousã, com a invocação de Santa Isabel, que então se instituía; 1568 - data inscrita no portal, assinalando a sua provável conclusão; séc. 17 - provável construção da casa do despacho, com alpendre e tribuna comunicando com a nave; 1691, 27 Maio - data do primeiro provedor conhecido documentalmente - Luís Baião Carrisso; 1721, 30 Maio - segundo as Informações Paroquiais da Diocese de Coimbra, existia na freguesia, com cerca de seiscentos fogos, casa da Misericórdia com a sua Irmandade, de fundação antiga, mas de data desconhecida, não existindo nenhum Recolhimento; 1745 - data da impressão do Compromisso da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa incluído na documentação da Misericórdia da Lousã; 1758 - segundo as Memórias Paroquiais, a Misericórdia tinha de renda 120$000 rs; 1767, 15 Março - acordo com a Confraria das Almas sobre as despesas com os fatos dos Anjos e do Pálio que costumavam figurar na sexta-feira Santa; 1782, 2 Julho - decide-se em sessão vender as casas do hospital ao Dr. José de Mello Arnao, por 24$000 rs, depreendendo-se assim a existência de um hospital; 1783, 2 Julho - deliberação para se proceder a obras nas casas do hospital; 1805 - queixa perante o rei da situação caótica da Misericórdia; 1811, Março - aquando da retirada das tropas francesas, comandadas por Massena, alguns destacamentos acabaram por fazer incursões na vila, causando estragos; 1817, 20 Julho - levantava-se a hipótese de arrendar a casa do hospital, pois havia quem oferecesse 2$000 rs anuais de renda; 1819 - data do tombo das propriedades; 1854 - Inventário dos bens móveis e imóveis; 1855, 25 Abril - conforme referido no Livro de Actas de Sessão, pelo Provedor, o Padre Dr. José Daniel de Carvalho Monte Negro, devido às modestas dimensões da capela e sacristia, os beneméritos D. Maria da Piedade de Melo Sampaio Salazar, Viscondessa do Espinhal, e de seu marido, o desembargador António Cardoso de Faria Pinto, comprometiam-se a custear as despesas de ampliação, com a construção da capela-mor e sacristia, ocupando terrenos do adro; a Mesa aceitou a oferta, concedendo o privilégio de Irmão ao Dr. Faria Pinto, solicitando-se depois autorização para as obras ao Governo Civil de Coimbra; Julho - transferência dos actos litúrgicos da Misericórdia para a Igreja Matriz; construção de um coro-alto, em madeira, acedido pela sala de sessões, e abertura dos dois óculos da fachada principal; 1861, 29 Junho - Dr. António Cardoso de Faria Pinto apresenta pedido em sessão para se fazer a demarcação dos terrenos da capela com os dele; a Mesa decidiu proceder às medições no dia da eleição, para a Irmandade poder assistir e ainda devido ao facto de se terem demolido umas casas que existiam naquele terreno, possivelmente as do hospital *1; 1865 - João Elisiário de Carvalho Monte Negro, filho do médico do partido Dr. Sebastião de Carvalho Monte Negro, emigrado no Brasil, numa das suas vindas à Lousã, tomou a iniciativa de constituir uma Comissão para a fundação de um hospital; o início da construção teve o auxílio de subscrições feitas no Brasil e de importantes dádivas, algumas das principais famílias da vila; 1870 - fotografia desta data mostra ainda o adro sem vedação; 1873 - a capela passou a sede de freguesia devido à Igreja Matriz ter sido demolida para construção de uma nova; nesta sequência, transferiram-se dois retábulos para a Misericórdia, onde actualmente ocupam a posição de colaterais; a Mesa mandou construir a casa de arrecadação; acordo com o Dr. João Sacadura para se tapar a serventia que dava acesso ao seu quintal, mediante utilização comum, com colocação de porta; 1882, 17 Dezembro - estava marcada para este dia a benção da nova Igreja Paroquial, mas devido à morte da Condessa do Espinhal, principal benfeitora da obra, tal foi adiado; 1883, 7 Janeiro - benção da Igreja Paroquial; 1887 - pintura do painel do retábulo-mor com representação da Visitação, por J. Castilho; 1888 - início do funcionamento do hospital, demorado relativamente à sua conclusão devido à falta de meios, passando a ser administrado pela Santa Casa da Misericórdia; 1894, 27 Junho - alvará aprovando o novo Compromisso; séc. 19 - provável feitura do coro-alto, de madeira, de perfil central semicircular, assente em dois pilares também de madeira; colocação de um silhar de azulejos de padrão fitomórfico na nave, proveniente do antigo Colégio dos Militares de Coimbra; séc. 20, 1ª metade - a fachada principal era rasgada por dois óculos circulares ladeando o frontão do portal, interiormente possuía o coro-alto e o muro do adro lateral corria junto à estrada, mais avançado relativamente à fachada da capela; 1936 / 1976 - entre este período, a enfermagem, direcção e administração do hospital esteve a cargo das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria; 1959 - a Misericórdia solicitou a colocação de azulejos na sala de sessões, mas como a Direcção Regional dos Edifícios e Monumentos Nacionais não tinha suficientes em depósito, não se satisfez o pedido; 1976 - nacionalização do Hospital de São João, da Misericórdia; 1999 - acordo entre a Santa Casa da Misericórdia da Lousã e o Arquivo Histórico Municipal, para ali depositar a documentação da Irmandade.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra, rebocada e pintada; elementos estruturais, molduras dos vãos, pináculos, sineira, colunas e respectivos plintos, cruz, arco triunfal, lavabo, bacia do púlpito e outros em cantaria de calcário; cornija e pilastras da frontaria em massa; retábulos de talha policroma e dourada; silhar de azulejos; guarda do púlpito e da tribuna em balaústres de madeira; pavimento em lajes de cantaria e em madeira; tecto de madeira; grades de ferro; cobertura de telha.

Bibliografia

COSTA, P. António Carvalho da, Corografia Portugueza..., tomo II, Braga, 1868 [1.ª ed. de 1712]; GOODOLPHIM, Costa, As Misericórdias, Lisboa, 1897; CORREIA, Vergílio e GONÇALVES, A. Nogueira, Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Coimbra, Lisboa, 1952; LEMOS, Eugénio de, A Santa Casa da Misericórdia da Vila da Lousã. Resenha Histórica, Lousã, 1966; DIAS, Pedro, REBELO, Fernando, Lousã. A Terra e as Gentes, Lousã, 1985; BORGES, Nelson Correia, Coimbra e Região, Lisboa, 1987; LEMOS, Álvaro V., A Lousã e o seu concelho, Lousã, 1988; NUNES, Mário, Nos Caminhos do Património, Coimbra, 1989; CARVALHO, Paulo, SIMÕES, Filomena, A Lousã nas Informações Paroquiais de 1721, in ARUNCE, nº 7 / 10, Lousã, 1992 / 1995, p. 35 - 59; LEMOS, Eugénio de, A Urbanização da vila, in ARUNCE, nº 7 / 10, Lousã, 1992 / 1995, p. 77 - 92; BANDEIRA, Ana Maria (coord.), Recenseamento dos Arquivos Locais. Câmaras Municipais e Misericórdias, vol. 7, Lisboa, 1997; GIEDES, Maria Natália Correia (Coord.), 500 Anos das Misericórdias Portuguesasl Lisboa, 2000; GUEDES, Natália Correia (Coord.), Bandeiras das Misericórdias, Lisboa, 2002; PAIVA, José Pedro, Portugaliae Monumenta Misericordiarum, vol. 2, Lisboa, 2002; PAIVA, José Pedro (Coordenção Científica), Portugaliae Monumenta Misericordiarum, vol. 4, Lisboa, 2005; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72967 [consultado em 14 outubro 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DREMC; Arquivo Histórico Municipal da Lousã (por depósito da Santa Casa da Misericórdia da Lousã) (datas extremas: 1566 - 1950); DGARQ/TT: Dicionário Geográfico de Portugal, tomo 21, Lvº 3

Intervenção Realizada

Proprietário: 1855 - substituição do pavimento de tijoleira por soalho de pinho e do tecto de apainelados por forro corrido; DGEMN: 1949 - elaboração de projecto de obras de conservação e reparação; parecer da Direcção Regional dos Monumentos Nacionais para supressão do coro-alto; 1950 / 1951 - obras de reparação e conservação: cintagem de betão armado nas paredes exteriores, para consolidação e assentamento do telhado, e impermeabilização das mesmas, consolidação dos cunhais da fachada principal, substituição do pavimento de madeira por tijolo, restauro, limpeza e douramento dos retábulos; modificação do acesso à casa da carreta, abrindo porta sob o lanço da escada que liga à tribuna dos irmãos para acesso directo do exterior; construção de parede na arrecadação ao lado da capela-mor; construção do tecto da nave, em madeira de castanho; modificação do muro do adro e outros; trabalhos complementares propostos pelo arquitecto Amoroso Lopes após demolições indispensáveis à execução das obras; 1964 - restauro do painel com figuração da Visitação; DGEMN / Proprietário: 1974 - obras de conservação do telhado; DGEMN: 1994 - obras de beneficiação e recuperação; recuperação total das coberturas com substituição da estrutura de madeira em mau estado, aplicação de ripa e guarda-pó novos e substituição integral da telha lusa por telha regional antiga portuguesa, ou mourisca; execução de nova estrutura para o alpendre; 2000 - reparações na cobertura; 2003 - limpeza da cantaria do portal axial.

Observações

*1 - Esta hipótese parece viável porque, em 1856, para hospitalizar os doentes de cólera, tomou-se uma casa particular na antiga Rua da Fonte Arcada, actual Rua Dr. Francisco de Viana.

Autor e Data

João Cravo 1993 / Francisco Jesus 1998 / Paula Noé 2006

Actualização

 
 
 
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