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Edifício e estrutura Edifício Educativo Escola Liceu
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Descrição
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| Planta composta em "I" irregular, com ala O. prolongada para S. e com corpo perpendicular no topo. Grande massa de volumes horizontais com coberturas em telhados de 4, 3 e 2 águas com telha de canudo, e terraços, alguns com coberturas de chapa plástica ondulada. Fachadas de 2 e 3 pisos pintadas a rosa-velho com embasamento em cantaria aparente, por percorridas por cornija pintada a cinza e beirais simples de telha de canudo e por frisos relevados de alvenaria pintados a cinza, a demarcarem as janelas, de bandeira superior, servindo-lhes de parapeito e de cornija; panos de ligação entre os vários corpos com janelas envidraçadas de alto a baixo, iluminando as escadas interiores de acesso aos vários pisos. Fachada principal virada a O., com três corpos, o central mais elevado, ligeiramente recuado, com alpendre formado por pala sobre a entrada, precedido por 7 degraus de cantaria, apoiado nos corpos laterais, de ângulo interno curvo e cobertos com buganvílias; Sobre as janelas do corpo central, inscreve-se "Liceu de Jaime Moniz" em letras relevadas e pintadas a cinza e placa de cantaria regional evocativa da fundação; ladeiam o portal principal vários frisos sobrepostos de alvenaria pintada a cinza. Fachada a N. a definir pátio interior de acesso à Secretaria, um edifício de 3 pisos, com passadiço de ligação ao corpo da entrada ao nível do piso intermédio; corpo do grande braço S. com 3 pisos e fachada virada a O. ligeiramente recuada em relação ao corpo de entrada, a formar terraço sobre o piso térreo, igualmente muito coberta com buganvílias, e entrada a N.; bloco S. avançado, com fachada a O. cega e decorada com imponente brasão nacional em cantaria cinzenta regional assente em pano rebaixado na alvenaria. Fachadas posteriores com idêntico tratamento, com os corpos de ligação relevados e terraço no corpo E. / O. ao nível do 2º piso, com piso térreo vazado e janelas circulares abaixo da linha do terraço; corpo de delimitação para O. do parque de estacionamento com 2 pisos. No INTERIOR, o átrio principal apresenta pavimento e silhar de mármore, os corredores, mosaicos de cerâmica, os serviços e salas de aula, "parquet" de tacos de pinho de Leiria e os estrados são de castanho encerados. O corredor dá acesso a salas de aula dispostas de um único lado. A cantina apresenta ainda friso decorativo pintado por Max Romer. |
Acessos
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| Lg. Jaime Moniz, R. Conselheiro Aires de Ornelas e R. Bela de Santiago |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Urbano, envolvido em parque, ajardinado e arborizado, vedado por muro, com embasamento em cantaria regional, tratamento a respigado de cimento pintado a rosa-velho e remate por filete relevado a cantaria regional; entradas rematadas por pilares de cantaria, sendo a principal côncava, com portões e grades decoradas, em ferro forjado pintado a verde escuro apoiados em pilares múltiplos, com a último rematado por candeeiros; esta entrada é acedida por 2 lanços de escadas, de 6 degraus cada, um deles desenvolvido intra-muros. Pavimentos envolventes a calhau rolado miúdo, com faixas de enquadramento a pedra branca, várias zonas de estacionamento, com edifício da Secretaria a N. e campo de futebal e complexo desportivo a E.. |
Descrição Complementar
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| O Liceu possui interessante espólio de mobiliário das escolas que lhe deram origem, assim como um pequeno museu de Ciências Naturais e curiosidades ao gosto dos inícios do século 20 e no jardim de entrada, um relógio de sol assente em plinto de cantaria regional. |
Utilização Inicial
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| Educativa: liceu |
Utilização Actual
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| Educativa: escola secundária |
Propriedade
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| Pública: regional |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Arq. Edmundo Tavares ( 1892; ? ); Eng.º Abel Vieira ( 1898; 1972 ); Emp. António Pereira Camacho; pintor Max Romer ( 1878; 1960 ). |
Cronologia
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| 1837, 10 Out. - inícios das chamadas "Aulas do Pátio" no antigo colégio dos jesuítas; 1881 - transferência para o palacete dos barões de São Pedro, na R. dos Ferreiros; 1913, Dez. - transferência para a antigo Paço Episcopal, na R. do Bispo; 1919 - designação de Jaime Moniz; 1928, Ago. - transferência das responsabilidades de instrução e instalações para a Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal; 1937, 16 Mar. - apresentação do ante-projecto do novo liceu da autoria do Arq. Edmundo Tavares e autorização do seu gabinete proceder à sua apresentação em Lisboa para autorização superior; 1938, 13 Set. - cativação dos terrenos do antigo Hospital Militar e terrenos anexos para a construção; 1939, 14 Mar. - deliberação da Junta Geral para se contrair um empréstimo de 25 mil contos à Caixa Geral de Depósitos para, entre outras coisas, "fazer face às obras do Liceu e sua instalação"; 11 Abr. - abertura de concurso para as obras no valor de 6.553.050$00; 1940, 21 Mai. - arrematação pelo empreiteiro António Pereira Camacho das obras por 4.815 contos; 1942, 8 Out. - início das aulas; 1945, Out. - início de funcionamento da cantina; 1945 - execução dos frisos decorativos na Cantina por Max Romer; 1946, 28 Mai. - inauguração oficial do edifício; 1953, Jan. - estudo de ampliação do Liceu pela Junta Geral; 11 Abr., 29 Jul. e 2 Set. - pedidos do Arq. Edmundo Tavares de 25 contos de réis pelos 2 ante-projectos de ampliação do Liceu e do campo de jogos; 16 Dez. - ordem de pagamento; 1960, 8 Ago. - ordem de apreciação da 1ª fase de ampliação do Liceu Nacional do Funchal; 1961, 20 Dez. - ordem de apreciação da ampliação do Liceu, 2ª fase; 1964, Jul. - início das obras de ampliação do Liceu; Out. - início das aulas na ampliação. |
Dados Técnicos
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| Paredes autoportantes. |
Materiais
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| Cantaria regional aparente, alvenaria de cantaria regional rebocada, cimento, madeira ( pinho de Leiria, castanho e outras ), ferro, amarrações mistas de tirantes de madeira e de ferro, mármore, calhau miúdo rolado, vidro e telha de meio canudo. |
Bibliografia
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| SILVA, Padre Fernando Augusto da, Elucidário Madeirense, 3 vols., Funchal, 1945; SILVA, Ângelo Augusto da, O Liceu de Jaime Moniz, Funchal, 1946; COLDE, Francisco, O "madeirense" Max Romer, DAHM, Diário de Notícias, Funchal, 4 Ago. 1989; FERNANDES, José Manuel, Arquitectura Modernista em Portugal, Lisboa, 1993; CARITA, Rui, O Ensino, pavilhão da Região Autónoma da Madeira na EXPO 98, Edicarte, 1998; VALENTE, Carlos, As Artes plásticas na Madeira ( 1910 - 1990 ), tese de Mestrado em História da Arte, Universidade da Madeira, 1999; FERREIRA, Ana Paula de Sousa, Liceu de Jaime Moniz, trabalho para o Mestrado em História e Cultura das Regiões, Universidade da Madeira, 2000. |
Documentação Gráfica
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| Antiga Junta Geral / Escola Secundária Jaime Moniz |
Documentação Fotográfica
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| Fotografia Museu Vicentes; DRAC, Funchal |
Documentação Administrativa
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| Secretaria Regional da Educação; Escola Secundária Jaime Moniz |
Intervenção Realizada
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Observações
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| O Museu do antigo Liceu do Funchal possui uma série de curiosidades oferecidas por antigos professores, entre as quais algumas peças provenientes das colónias portuguesas, que mereceriam uma melhor atenção. Entre estas, destaca-se uma figura de antepassado maconde, do norte de Moçambique datável dos inícios do século 20. |
Autor e Data
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| Rui Carita 2000 |
Actualização
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