Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Ponte da Barca

IPA.00009626
Portugal, Viana do Castelo, Ponte da Barca, União das freguesias de Ponte da Barca, Vila Nova de Muía e Paço Vedro de Magalhães
 
Arquitectura religiosa, maneirista, neoclássica e revivalista e assistencial, oitocentista. Igreja de Misericórdia de estrutura maneirista, de planta longitudinal, composta de nave única e capela-mor, interiormente coberta por tecto de madeira e abóbada de berço, em caixotões, respectivamente, e amplamente iluminada axial e lateralmente. Fachada principal terminada em empena recortada, com cornija borromínica, de cunhais apilastrados coroados por fogaréus, e rasgada por portal de verga recta, entre pilastras suportando arquitrave e sacada pétrea, com balaústres cerrando janelão de verga abatida. No interior, possui coro-alto revivalista, púlpito no lado do Evangelho, com guarda plena de talha policroma neoclássica, dois apainelados laterais igualmente revivalistas, retábulo lateral tardo-barroco e dois colaterais neoclássicos, de um eixo, cadeirais dos mesários e retábulo-mor neoclássico, este de planta convexa e um eixo. Edifício hospitalar adossado à fachada lateral esquerda, de planta trapezoidal e dois pisos, com frontaria de cunhais apilastrados e terminada em cornija, alteada ao centro, com cornija borromínica, contendo pedra de armas, rasgada por vãos rectilíneos, portas no primeiro piso e janelas de sacada corrida, com guarda de ferro, no segundo. Igreja de planimetria e estrutura maneirista reformulada ao longo do séc. 18 e 19, conjugando vários estilos. A fachada principal da igreja, ainda que de linhas maneiristas, com cornija borromínica barroca, foi reformada no séc. 19, data de que deve datar o amplo janelão, bem como as janelas da sua fachada lateral direita. Interiormente predomina uma decoração neoclássica e revivalista. Na primeira incluêm-se os retábulos colaterais, com colunas coroadas por urnas pouco comuns, rematadas em folhagem, o púlpito, acedido por porta, sanefas e sanefão, com anjos bem lançados e entalhados, e o órgão, em talha policroma e dourada; destaca-se a solução decorativa da bacia do púlpito, plana e sem mísula, por assentar quase directamente sobre uma porta. Os cadeirais confrontantes na capela-mor, são também neoclássicos e apresentam talha finamente desenhada, com escudo real e decoração fitomórfica vazada no remate do espaldar, muito alto. Em revivalismo, neogótico, é o coro-alto de madeira e respectivo guarda-vento, a toda a largura da nave, os dois painéis do lado do Evangelho, encimados por pinturas, e a mísula do sub-coro, tudo em estrutura de talha com os mesmos motivos decorativos; esta mísula sustenta interessante imagem da Virgem em pedra Ançã, policroma. A caixilharia e o guarda peito das janelas da nave e capela-mor possuem igualmente modinatura neogótica, com vidros policromos. O órgão de tubos, de um castelo e dois nichos dispostos simetricamente em cortina, possui estrutura semelhante ao da Igreja de São Francisco do Porto. O tecto do sub-coro é do séc. 17 e as pinturas das Beatitudes, representação que surge entre nós através dos Jesuítas e dos seus escritos, constituindo uma forma de atingir o céu, têm influência das gravuras flamengas, nomeadamente de Jan Luyken; possuem ainda a invulgar representação com animais e a sua numeração tem a ver, não com a ordem do registo Bíblico, mas com a importância que lhes era conferida pelos jesuítas. O retábulo dedicado ao Bom Jesus das Chagas alberga maquineta envidraçada com imagem da Senhora da Boa Morte, peça de superior qualidade artística. O retábulo lateral de planta convexa, tardo-barroco, com estrutura barroca e decoração e urnas neoclássicas. Na capela-mor, a cobertura abobadada é do séc. 19, ainda que siga a estrutura maneista; os anjos tocheiros seguem as características comuns na região Norte e o frontal de altar, com representação da Última Ceia, procura imitar os frontais relevados da zona minhota. Entre a igreja e o hospital existe corredor tendo no topo a sacristia, reformada no séc. 19, devido à construção de uma capela junto à porta de acesso e à transferência da sineira. O arcaz da sacristia, com as ferragens de latão recortado e vasado, e o oratório que o encima são ainda maneiristas. O antigo hospital apresenta linhas simples, dinamizadas pelo alteamente da cornija ao centro, igualmente com cornija borromínica, telhada, ostentando no "tímpano" coroa fechada sobre brasão nacional.
Número IPA Antigo: PT011606160042
 
Registo visualizado 750 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Edifício de Confraria / Irmandade  Edifício, igreja e hospital  Misericórdia

Descrição

Igreja de planta longitudinal, composta de nave única e capela-mor rectangular, mais baixa e da mesma largura, com antigo hospital e casa da confraria de planta trapezoidal e sacristia rectangular adossados a N.. Volumes escalonados, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja e de quatro na casa da confraria e antigo hospital. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com pilastras toscanas nos cunhais, percorridas por embasamento e terminadas em friso e cornija, sobreposta por beirada simples. Fachada principal virada a O.. Igreja terminada em empena recortada de cornija borromínica, coroada por cruz latina em cantaria, sobre acrotério volutado, e com as pilastras dos cunhais coroadas por fogaréus, assentes em plintos paralelepipédicos; é rasgada por portal de verga recta, moldurado, com chave saliente, flanqueado por duas pilastras suportando arquitrave, com friso convexo, sobre a qual assenta sacada pétrea, com balaustrada e plintos encimados por fogaréus, cerrando janelão de verga abatida, com moldura de fecho saliente. A fachada do antigo hospital e casa da Confraria dispõe-se sensivelmente recuada, com dois pisos e dois panos; o da direita, mais estreito, tem no primeiro piso portal de verga abatida, com chave saliente, enquadrado por possantes pilastras toscanas, interligadas à cornija do remate, e cujo enfiamento estrutura, no segundo piso, as jambas da janela de peitoril, igualmente de verga abatida. Sobre este pano, ergue-se sineira longilínea, em arco de volta perfeita, rematada por cornija contracurvada, sobrepujada por fogaréu e catavento de metal. O corpo da esquerda termina em friso e cornija, alteada ao centro, de perfil contracurvo, sobreposta por beirada, rematada por pináculo, contendo as armas de Portugal em cartela com largo paquife e coroa no tímpano; no primeiro piso, rasgam-se três portas de verga recta, molduradas, a central adaptada a janela de peitoril, gradeada, e, no segundo, três janelas rectilíneas e igualmente molduradas, com sacada corrida e guarda em ferro decorada com motivos estilizados, possuindo caixilharia de guilhotina e pequena bandeira. Fachada lateral direita, disposta a S., rasgada, na nave da igreja, por duas janelas com molduras de capialço e, na capela-mor, por janela quadrangular, com igual moldura, todas gradeadas. Fachadas N. e E. com janelas de verga recta, tendo a fachada N. porta de verga recta de acessso à cozinha. INTERIOR DA IGREJA com paredes rebocadas e pintadas de branco. Nave com rodapé de cantaria e silhar de azulejos, de padrão fitomórfico policromo, diferente entre o sub-coro e o resto da nave, com pavimento em soalho e tecto em madeira, de perfil curvo, pintada ao centro com florão, sobre friso e cornija de cantaria. Coro-alto de madeira, com guarda igualmente de madeira, formando arcadas de arcos trilobados, sobre colunas, intercalados por acrotérios, sobre mísulas volutadas; no lado da Epístola, surge órgão de tubos, de um castelo e dois nichos dispostos simetricamente em cortina; guarda-vento a toda a largura da nave, de madeira, ritmado por quatro colunas de terço inferior marcado, assentes em plintos com decoração fitomórfica, suportando entablamento com friso ornado de bosantes e um outro canelado; portas envidraçadas com moldura formando arcos trilobados; no sub-coro, ladeia o portal, do lado do Evangelho, pia de água benta cilíndrica, gomada; o tecto é de caixotões, com molduras entalhadas e florões nos encontros, pintados com as "Beatitudes", inscritas em latim. Do lado do Evangelho, sensivelmente a meio, abre-se porta de verga recta de comunicação com o corredor da sacristia e a casa da Confraria; é encimado por púlpito, de bacia rectangular, inferiormente decorada com motivos fitomórficos, óvulos e pontas de diamante, com guarda plena de talha policroma, ornada com cartelas, laçarias e festões, e acedido por porta de verga recta com moldura de talha, de verga abatida, exteriormente recortada, sobreposta por espaldar rectangular e sanefa, rematada por cornijas e elementos fitomórficos vazados. É enquadrado por duas estruturas apaineladas, em madeira, decorados com almofadas relevadas sobrepostas de painéis com arcos trilobados, definidos por duas colunas de terço inferior marcado, asssentes em plintos paralelepipédicos frontalmente decorados com elementos vegetalistas, e de capitéis coríntios, terminada em entablamento com friso de florões e faixas; são encimados por painéis pintados, representando Pentecostes e um Calvário, rematadas por sanefas de talha policroma. Do lado da Epístola existe retábulo de talha policroma, de planta recta e um eixo. Arco triunfal de volta perfeita, encimado por sanefão de talha policroma, decorado com dois anjos de vulto e motivos fitomórficos, terminado em cornija de lanços encimado por brasão da Misericórdia; é ladeado por dois retábulos colaterais, de talha policroma, de planta convexa e um eixo, postos de ângulo, o do lado do evangelho dedicado ao Senhor das Chagas e o oposto a Nossa Senhora das Dores. Capela-mor soalhada e cerrada por teia entalhada, decorada por laçarias douradas interligadas; é iluminada por duas janelas rectangulares, confrontantes, com porta rectangular para a sacristia, do lado do Evangelho, e porta falsa em posição simétrica, todas encimadas por sanefas de talha policroma, rematadas por motivo circular envolvido por festão e acantos no topo, e com lambrequim. Cobertura em abóbada de berço em caixotões de pedra, pintados com motivos florais inseridos em molduras estreladas, com florões relevados e policromos nos encontros, assentes em friso e cornija, com mísulas salientes; no caixotão central, possui florão relevado, tipo pinha, pintado. Lateralmente tem cadeirais dos Mesários, de espaldar alto, de dois registos, o inferior seccionado por sete pilastras estriadas, com florão no capitel, entrecortados por friso integrando pequenos registos policromos, e no segundo formando apainelados, os dois laterais terminados em cornija curva com motifo fitomórfico relevado, de onde pendem festões em drapeado, e o central, terminado em cornija recta, encimada por espaldar recortado contendo as armas reais, com coroa, ladeada por festões e outros elementos fitomórficos. Sobre o supedâneo, com acesso por três degraus pétreos, surge o retábulo-mor de talha pintada a marmoreados fingidos pretos e a dourado, de planta convexa e um eixo, definido por quatro colunas de fuste com o terço inferior canelado e sobreposto por festão, assentes em duas ordens de plintos, os superiores baixos e canelados e os inferiores paralelepipédicos, de almofada sobreposta por motivo fitomórfico, e de capitéis coríntios; ao centro, abre-se tribuna em arco de volta perfeita, com moldura em cabo, interiormente pintado com flores-de-liz, e albergando trono expositivo de cinco degraus, ornados frontalmente com festões e, nos chanfros, com florões; ático de espaldar curvo, com chave relevada e com florão, decorado com festão, terminado em cornija recta, encimada por acantos vazados; no alinhamento das colunas interiores surgem urnas e nas exteriores florão; banco de apainelado, ornado com motivos vegetalistas, integrando ao centro sacrário, com espigas na porta, cobertura em cúpula e com lambrequim. Mesa de altar paralelepipédica, com frontal pintado, representando a Última Ceia. O retábulo é enquadrado por apainelado, adaptado ao perfil da cobertura, de características semelhantes, sobreposta por mísula sustentando imagnária, encimada por baldaquino com lambrequim. Paralela à igreja existe corredor, no topo do qual existe, à esquerda, arco de volta perfeita correspondente a antiga capela, e, frontalmente, a sacristia, com pavimento em lajes de cantaria e tecto plano de madeira, sobre sanca do mesmo material; na parede do lado esquerdo, dispõe-se amplo arcaz, em madeira de castanho, com três ordens de gavetas sobrepostas, com ferragens ricamente ornadas; sobre ele, existe friso de talha, com acantos enrolados e, ao meio, retábulo dedicado ao Senhor das Chagas, de planta recta e um eixo. A porta de acesso é ladeada, à esquerda, por dois armários embutidos, um pequeno e outro bastante amplo, e, em frente, possui lavabo de cantaria, rectangular, com duas bicas quadradas, terminado em cornija recta e tendo frontalmente duas bacias semicirculares gomadas; ao centro, surge mesa octogonal de mármore. A casa da Confraria e antigo hospital tem as paredes igualmente rebocadas e pintadas de branco, com silhares de azulejos; possui vestíbulo central de comunicação com as diversas dependências e de onde arranca as escadas de acesso ao piso superior. No primeiro piso funcionam os serviços administrativos, instalações sanitárias, cozinha e refeitório, e, no segundo, localizam-se salas de aula, gabinetes de trabalho, instalações sanitárias e sala de convívio. Pavimentos cerâmicos e em tacos de madeira e tectos rebocados e pintados de branco.

Acessos

Largo da Misericória

Protecção

Em vias de classificação

Enquadramento

Urbano, adossado, no centro da vila, integração harmónica num largo lajeado em posição paralela e rebaixada em relação ao arruamento principal que atravessa a vila de Ponte da Barca, acedendo-se a este por intermédio de ampla escadaria semicircular. À fachada lateral do antigo hospital e à posterior da capela-mor, adossam-se outras construções. Nas imediações, ergue-se o Edifício dos Paços do Concelho de Ponta da Barca (v. PT011606160046).

Descrição Complementar

No sub-coro, sobre a pia de água benta existe lápide de mármore com a seguinte inscrição: NOS ANNOS DE 1902 A 1908 FOI COMPLETAMENTE REFORMADA ESTA EGREJA PELO PROVEDOR, J. M. CERQUEIRA MACHADO. O altar do Senhor das Chagas tem a seguinte inscrição: Este Altar do Senhor Bom Jesus das Chagas hé perpetuamente privilegiado por Breve Apostólico. Item, quem o vizitar ganhará Indulgência Plenária nos dias seguintes: I na primeira sexta feira da quaresma, dia das Chagas de Nosso Senhor Jesus Christo, II Na Invenção da Sancta Cruz a três de Maio; III Na Exaltação da mesma a quatorze de Septembro. O que, igualmente consta por outro Breve Apostólico. Retábulo lateral do lado da Epístola de planta recta e um eixo definido por duas colunas de fuste decorado por espira fitomórfica, assente em dupla ordem de plintos paralelepipédicos, ornados de elementos vegetalistas, e por duas pilastras com igual decoração, as primeiras coroadas por urnas; ao centro, abre-se nicho de perfil curvo, moldurado, envolto por grinaldas fitomórficas, interiormente albergando imaginária; ático em espaldar curvo, ornado de resplendor, sobreposto por coração inflamado, envolto em grinaldas, terminado por cornija contracurvada encimada por acantos e grinaldas vazadas; banco de apainelados com elementos vegetalistas, integrando ao centro sacrário, terminado em cornija contracurvada e custódia relevada na porta; altar tipo urna com frontal decorada por cartela com elementos vegetalistas. Retábulos colaterais de talha policroma a branco, rosa, azul e dourado, de planta convexa e um eixo, dedinido por duas colunas de fuste liso e de capitéis coríntios, dispostas à frente de pilastras, assentes sobre duas ordens de plintos paralelepipédicos, ornados de motivo fitomórfico relevado, e com as colunas cooradas de urnas; ao centro, abre-se nicho de perfil curvo, moldurado, interiormente pintado e albergando imaginária; o do lado do Evangelho, possui painel pintado com vista da cidade de Jerusalém; altar tipo urna com frontal decorado por acantos relevados, dourados. O retábulo da sacristia tem moldura de acantos enrolados, painel pintado, sobre tábua, com a Virgem, São João e duas Santas Mulheres ladeando a imagem escultórica de Cristo na cruz, encimada por resplendor e baldaquino rectangular, com acantos e querubim central.

Utilização Inicial

Religiosa: edifício de confraria / irmandade

Utilização Actual

Religiosa: igreja de confraria / irmandade / Assistencial: associação de beneficência

Propriedade

Privada: Misericórdia

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17 / 18 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

CAIADOR: Domingos João Gonçalves (1824), Manuel Alves (1844). CARPINTEIROS: António de Araújo (1844), Creança (1824), Diogo Cerqueira (1731), Diogo Luís de Sousa Carvalho (1801, 1803), Francisco da Costa (1736, 1758), Francisco Fernandes (1680 - 1687), Joaquim Pedro da Cunha (1800), João Alves (1683), João António da Rocha Aral (1822, 1823), João Gonçalves de Meneses (1820), José Joaquim Machado (1833), Manuel da Fonseca (1683, 1704), Manuel Gomes (1759, 1765), Manuel Lourenço (1753), Manuel Taveira (1631), Palhôs (1792), Tomás de Araújo (1745, 1747). ENTALHADOR: Miguel Coelho (1732), José Joaquim Machado (1832). ESPINGARDEIRO: António José Rodrigues (1834). FUNDIDOR DE SINO: Bernardo de Aguiar (1758). IMAGINÁRIO: Álvaro José (1785), Amarante (1786). MESTRES: Custódio Gomes (1682). ORGANEIRO: José António de Sousa (1791).PEDREIROS: Bento Pires (1832), Bernardo Alvares (1777, 1792), Domingos António Igreja (1820), Estêvão António Conde (1805), João Manuel Cabral (1824), José António Condeço (1821), José Carlos (1849), Manuel da Costa (1731, 1736), Manuel Lourenço (1752), Manuel Rebelo (1704), Santos José Moniz (1823). PINTORES: Francisco Alvares (1745), José Leite (1844), Gaspar da Lomba (1685). PINTOR-DOURADOR: Manuel de Freitas (1687), Manuel Luis Miranda (1682 - 1685). SERVENTE DE PEDREIRO: Domingos Araújo (1682).

Cronologia

Séc. 16, inícios - fundação da Irmandade da Misericórdia; 1534 - provável construção da Igreja; séc. 16, finais - remodelação da igreja, pelos donatários da Terra da Nóbrega, António de Magalhães e Meneses e esposa, D. Isabel de Meneses; 1627 - reconstrução e ampliação da capela-mor, peloos donatários, Constantino de Magalhães e Meneses e esposa, D. Isabel Manuel de Aragão; 1661, Maio - pintura e douramento do retábulo-mor (15$000), para o que já anteriormente se dera 29$600; 1682 - assentamento de azulejos; Junho - dívida de 20$000 ao pintor Manuel Luís de dourar o retábulo-mor; 1683 - obras de carpintaria pelo carpinteiro Manuel da Fonseca ajustadas em 24$500; Outubro - portas da sacristia pelo carpinteiro João Alves (1$200) e grades dos frontais pelo carpinteiro Francisco Fernandes (1$250); oleamento das portas da sacristia pelo pintor Gaspar da Lomba (1$000); pagamento de 9$600 ao pintor Manuel Luis Miranda da dívida do retábulo-mor; 1684, Junho - último pagamento ao pintor que dourou e pintou o retábulo-mor (9$600 do total de 160$000); 1685, Março - bancos da capela-mor pelo carpinteiro Francisco Fernandes, da vila (2$500) e sua pintura por Gaspar da Lomba (2$000); 1686, Junho - pintura das portas, tecto e janela do consistório pelo pintor Gaspar de Lomba (4$800); 1687, 16 Fevereiro - ajuste da pintura e douramento de 50 painéis do tecto da igreja e todo o forro ao pintor Manuel de Freitas, morador em Guimarães (260$000); Março - pagamento de 35$000 ao pintor do ajustou a pintura do tecto da igreja; Junho - arrematação da pintura da capela-mor pelo pintor Manuel de Freitas (130$000), que recebeu 100$000; considerando a qualidade do ouro e perda na porta, a Mesa achou a obra barata e deu-lhe a gratificação de 20$000; 2 Setembro - apresentação do 1ª lance da obra do forro dos painéis do coro pelo carpinteiro Manuel Fonseca, de freguesia de Lavradas (28$000); 3 Setembro - apresentação do lance para a mesma obra pelo carpinteiro Domingos de Barros e Manuel Fonseca (25$000); 4 Setembro - apresentação do 2º lance para a obra do forro do coro por Manuel Fonseca (24$500); 1688, 14 Novembro - escritura com o ourives António Lourenço, de Viana do Castelo, para fazer custódia em prata lavrada, dourada, pesando 18 marcos (100$800); 1690, Abril a Junho - bispo de Lamego doa 30$000 para a pintura da capela-mor; 1694, 11 Fevereiro - Inventário da Misericórdia; 1695, 6 Julho - Inventário da Misericórdia; 1696, 16 Setembro - ajuste das grades de ferro para as 10 janelas rasgadas e as 9 de peitoril com o serralheiro João Fernandes Guimarães, morador na R. das Couves, em Braga, a $085 o arrétel lavrado; as grades teriam molduras e remetariam em bolas e falanges; 1697, Junho - pintura das portas e cruz do altar de Nossa Senhora da Piredade (2$500); 2 Julho - mandou-se fundir 6 castiçais de prata, de 24 marcos (19$120); 1699, Junho - feitura de turíbulo e naveta de prata (12$120); 1704 - ajuste da obra de pedraria da sacristia pelo pedreiro Manuel Rebelo, da freguesia de Lavradas, e de carpintaria pelo carpinteiro Manuel de Fonseca *1; 1726, Abril - ajuste do douramento do sacrário (14$8000); 1731, Junho - aquisição dos órgãos (62$400); obra da sacristia (despesa de 29$816 com os pedreiros); a Mesa ficou a dever 17$206 das obras que mandaram fazer em 1731 e Semana Santa, no valor de 197$262, ficando ainda por pagar 111$956; provedor deu 3 moedas de ouro para dourar o retábulo da sacristia; Setembro - pagamento de 5$000 ao carpinteiro Diogo Cerqueira, de Ponte da Barca, da obra na sacristia nova que ficou incapaz; Dezembro - madeiramento da sacristia por Manuel Taveira, da freguesia de Nogueira (6 moedas de ouro, somando 28$800); despesa de 18$150 com o pedreiro Manuel da Costa e oficiais, por refazerem a parede da sacristia nova que caiu, 5$280 com um cano de pedra entre o consistório e a sacrisita, 5$000 com cal, 2$220 com o carregamento da pedra para as obras, 2$450 com telha que faltou para a sacristia; 1732, Janeiro - adjudicação da obra do forro da sacristia ao entalhador Miguel Coelho, de Barcelos, (52$000), tendo-se pago na altura 26$000; Março - galegos rebaixaram a terra da sacristia nova e do claustro do consistório (1$000); caiação do consistório e fronteiras da porta, frontispício e casa do sacristão (6$520); Abril - despesa de $500 com o pedreiro Manuel da Costa de aplicar cal nas vidraças da sacristia e por meio dia de jornal por ter ajudado a colocar os barrotes do sobrado do consistório; 1734, Junho - pagamento de 1$380 ao entalhador Miguel Coelho e oficiais de compor os caixões do supedâneo, e de 10$080 ao mestre por conta do forro da sacristia; 1735, Fevereiro - pagamento de 16$720 a Miguel Coelho pelo forro da sacristia; Junho - lajeamento da sacristia (25$200); 1736, 11 Março - obras na sacristia (1$736); despesa de 10$600 com 3 cálices e patenas douradas, abatidas a prata e cobre do pé dos velhos; 1738, 11 Fevereiro - Inventário da fábrica da Misericórdia; Junho - aquisição de um vaso de prata para comunhão (14$120); 1744, 13 Abril - provedor propõe à confraria do Santíssimo Sacramento a feitura de um sino para se colocar na torre da matriz, dando para isso 100$000, e que tocaria todas as funções da Misericórdia; 1745, Fevereiro - obra da estante do coro e mesa de Nossa Senhora da Piedade ($960); Junho - ajuste da pintura do forro da sacristia, guarda-roupa, portas e tudo o necessário na sacristia pelo pintor Francisco Alvares (45$600), tendo o reverendo Francisco Dantas de Barros, abade de Oleiros, concorrido com 28$800; ajuste de outras pinturas na sacristia (16$900); novo guarda-roupa para a sacristia (8$000); Julho - feitura da cruz do Santo Cristo para a sacristia pelo carpinteiro Tomás de Araújo, de Ponte da Barca; talhe e encarnação da nova cabeça da imagem do Santo Cristo (4$800); Setembro - compra do espelho grande para a sacristia (16$800); 1746, Junho - encarnação de novo 3 Verónicas para a Procissão (1$600) e douramento e pintura do nicho da Senhora sobre a porta (6$000); 1747, Janeiro - douramento do vaso do sacrário, pavilhão, chave de prata feitos de novo, e conserto do lavatório de prata (12$3000); 26 Dezembro - ajuste da obra de sustentação dos madeiramentos do consistório e tribuna da igreja ao carpinteiro Tomás de Araújo (52$800); devia-se fazer o forro da tribuna em meia laranja, colocar novo sobrado, forro de todo o corpo da igreja, desde a porta até à sacristia, em castanho e fazer a tribuna, de acordo com a planta, imitando a renda do púlpito; 1748, Março - feitura das frestas, tribuna, escadas e outros reparos por pedreiro (144$800), da tribuna, armas, forros e mais reparos pelo carpinteiro (77$400), das grades de ferro para as frestas e armas por ferreiro (25$120), colocação de vidraças nas frestas, redes e ferragens (32$340); pagamento aos mestres caiadores e cal de assentar azulejo e mais reparos (35$320); 1748, Março - pintura e douramento da tribuna e portas (44$800); ornamentação dos painéis dos Passos (12$000); ferros e argolas para prender os painéis dos Passos (1$200); remoção de terra da igreja e claustro (4$000); 1748, 2 Julho / 1749, 2 Julho - gastos com o carpinteiro que soalhou a casa que servia de hospital e corredor de entrada da sacristia (17$000); feitura da chaminé do hospital por pedreiro (7$200); grade de ferro da tribuna (4$000); pintura e douramento da tribuna (6$400); 1749, Outubro - pagamento de 1$440 ao engenheiro que fez a planta do hospital; 1750, Junho - feitura de cálice de prata (22$000) e banquetas dos altares e cruz do altar-mor (8$400); 1752, 26 Março - ajuste da obra da capela-mor ao pedreiro Manuel Lourenço, natural de Lanhelas (255$000); 1752, 2 Julho / 1753, 2 Julho - resumo da despesa das obras na capela: 81$410 com o pedreiro, 14$400 com o carpinteiro de a madeirar, 6$400 com a licença para a benção dos altares, 4$160 com o pedreiro que respaldou a capela e tapou as 3 frestas, 2$800 com 40 alqueires de cal, 24$000 com o pedreiro pelo arco triunfal, 3$060 ao carpinteiro de descer os retábulos e de os reassentar; Julho - pagamento de 10$695 ao vidraceiro das novas vidraças da capela-mor, 24$000 ao imaginário que acrescentou o retábulo-mor, 3$480 de desentulhar a capela, 5$910 com a cal para a obra, 4$200 com a telha para a capela-mor, 7$790 do total de 24$000 com o carpinteiro Francisco da Costa, da freguesia de Vila Nova de Muía, que forrou a capela-mor à conta do ajuste; 1754, Setembro - mestre pedreiro galego fez as soleiras da nova capela-mor e tapou as frestas (1$820); 1756, Junho - caixilhos para os dois espelhos da sacristia por escultor (8$400); 1757, Maio - douramento dos caixilhos dos espelhos (9$000); 1758 - feitura do sino por Bernardo de Aguiar; Abril - pagamento de 16$210 ao carpinteiro Francisco da Costa do resto da dívida do forro da capela-mor; Julho - feitura dos Passos do Calvário pelo carpinteiro Francisco da Costa ($960); Dezembro - feitura de 4 tocheiros para a capela-mor (5$000); 1759, Fevereiro - pintura e douramento dos tocheiros, em Arcos de Valdevez (2$570); Junho - feitura do caixão para o sacramento da extrema-unção pelo carpinteiro Manuel Gomes (1$200); 1764, Maio - douramento dos confessionaários espelhos, altar e mesa da sacristia (10$000); Junho - feitura de novo sino, pesando 3 arrobas e 14 arráteis, a $300 o arrétel, descontando-se o sino velho (9$900); 1765, Março - feitura das credências e 2 tocheiros pelo carpinteiro Manuel Gomes (11$500); 1766, Janeiro - feitura dos bancos da sacristia e de 3 estantes para o altar (9$600); Maio - pedreiro baixou os púlpitos, abriu porta sob os mesmos, fechou as duas portas da capela e fez a passagem para o coro (11$940); despesa de $930 em pedra; Junho - colocação de azulejo e cal (2$000); encarnação dos dois crucifixos do altar-mor, do Espírito Santo e da imagem do frontispício, pintura e douramento dos tocheiros, credências e bancos da sacristia, pintura das frestas das mesmas, do lavabo, guarda-roupa, das roleiras, das portas e janelas da igreja e consistório (30$000); feitura da porta principal (5$810); 1768, Março - feitura da varanda e forro da mesma, mesa, bancos e cadeiras do consistório e porta do púlpito (30$600); Junho - pintura da varanda, pintura e douramento da cadeira, mesa e bancos do consistório, e douramento dos pregos da porta principal e pintura do arco triunfal (9$800); 1770, Maio - ornamentação da tribuna pelo carpinteiro Tomás de Araújo (1$600); 1785, Março - feitura dos supedâneos para os altares colaterais por carpinteiro (2$400); Setembro - imaginário Álvaro José Pereira, de Braga, veio à Misericordia tirar medidas para fazer os altares (2$400); 1786, 29 Março - púlpito novo (3$000); Julho - ajuste da feitura dos altares colaterais e sanefão do arco triunfal por Álvaro José Pereira (155$000); pagamento de 6$00 a Amarante, de Braga, pelo risco da dita obra; Dezembro - conclusão do pagamento ao imaginário Álvaro José Pereira (105$000); desaterro dos altares e azulejo ($595), caiação (2$740) e benção dos altares (13$050); 1791, 2 Julho - encomenda de órgão para a igreja por José António de Sousa, de Braga (310$000); 1792, 21 Janeiro - acréscimo da tribuna por imaginário (6$400); Junho - abertura de arco e colocação do órgão pelo pedreiro Bernardo Alvares (38$000); despesa com dois livros de ouro e portador que os conduziu a Braga (1$880); douramento das trompas do órgão (18$100); constução da casa do órgão pelo carpinteiro Palhôs (18$500) e sua caiação (2$400); despesa de 330$000 com o mestre organeiro do custo do órgão conforme escritura de obrigação e outra de paga e quitação que deu a Misericórdia; 1797, Abril - feitura de três bandeiras e demais aparelhos ao pintor e carpinteiro, e douramento das cruzes, feitas em Braga (50$875); Julho - cálice de prata e copa dourada (9$940); 1799, Março - feitura da imagem da Senhora do Encontro, pintura, vestido e feitio do mesmo e despesa de transporte até Ponte da Barca (69$875); 1800, Julho - obra do retábulo do Senhor dos Passos e execução de taburnos do corredor pelo carpinteiro Joaquim Pedro da Cunha (21$000); 1801, 19 Setembro - ajuste da obra de carpintaria da sacristia com o carpinteiro Diogo Luís de Sousa Carvalho, morador na freguesia de Vila Nova de Muía (60$000); 1803, 12 Novembro - madeiramento do hospital, trabalhos de estuques, soalho, portas e janelas, por Diogo Luís de Sousa Carvalho (180$000); 1804, 22 Outubro - ajuste da obra de carpintaria do hospital e sala nova da Misericórdia por Diogo Luís de Sousa Carvalho (182$800); 1805, 22 Setembro - lançamento do resto das obras do hospital, ajustada com o pedreiro Estêvão António Conde, da freguesia de Sampriz (28$7000); 1808, 6 Março - Misericórdia determinou a preparação das pratas compreendidas nas ordens do general francês em Portugal; 1811, 21 Novembro - despesa com a imagem do Senhor dos Passos (24$000), encarnação e pintura da mesma (8$000) e com o acréscimo e feitio do resplendor (9$040); 1813, 8 Outubro - estando o madeiramento da igreja arruinado, a Mesa pediu castanheiros de esmola para reformar as madeiras; decidiu-se executar um frontal de altar de damasco branco para o altar-mor e reformar as cruzes da Via-Sacra da igreja; 1819, 18 Dezembro - compra de turíbulo em prata; 1821, 28 Outubro - examinação do corpo inferior da igreja, por se encontrar em estado de ruína e dar início às obras de reconstrução, afixando-se editais para as obras de pedraria e carpintaria; 4 Novembro - arrematação da obra de pedraria da frontaria do corpo inferior da igreja pelo pedreiro José António Condeço, da freguesia de Sopo (3000$000); 1822, 23 Abril - ajuste da obra do tecto e forro de estuque da igreja pelo carpinteiro João António da Rocha Aral, da freguesia do Sopo (215$000); Junho - obra da frontaria e forro do tecto da igreja; desmonte do órgão da igreja (4$325); despesa de 2$800 com o pedreiro que veio de Viana ajustar a pedra de armas, de 150$000 com o pedreiro à conta do ajuste da obra e 86$400 à conta do ajuste da obra de carpintaria; Julho - despesa de 52$000 com o pedreiro e 2$600 com o risco do frontispício; Setembro - construção de uma parede na porta do coro (2$160); acréscimos na obra de pedreiro não contemplados no contrato (18$400); ao montante foi subtraído 3$600 relativos à pedra da Danaia; último pagamento ao pedreiro da obra nova na igreja (98$000); 1823, 11 Fevereiro - inspecção à obra da igreja pelo pedreiro Santos José Moniz, natural de Formariz (1$260), detectando-se uma deficiência no arco cruzeiro sobre o camarim, também analisada pelo carpinteiro João António da Rocha Aral; Março - último pagamento ao carpinteiro João António da Rocha Aral po madeiramento e estuque (123$800); colocação da sanefa e grade do coro (5$750); 23 Julho - decide-se convocar o pedreiro José António Condeça para reparar o arco cruzeiro; 1825, 5 Agosto - Mesa decide ser fundamental a colocação do órgão no lugar para se evitar maior degradação; 1826, Junho - esmolas para a ajuda do órgão (25$790); 1831, 6 Fevereiro - ajuste da obra de 2 coretos para a capela-mor (85$000) e aprovação da obra das grades para os mesmos (46$240); Março - feitura da talha e carregamento da mesa (87$000); 1832, 25 Julho - decide-se fazer guarda-vento para a igreja e capela para a imagem do Senhor dos Passos; Agosto - pagamento ao entalhador José Joaquim Machado pela obra (28$800); 17 Setembro - arrematação da obra de pedraria da capela frente à sacristia pelo pedreiro Bento Pires, da Galiza, à excepção do arco, obrigando mudar 2 frestas, alargar pavimento, tapar porta e construir arco na entrada da capela (26$000); caiação (6$400) e tabuado da capela (1$200); 1833, Janeiro - obra do arco pelo pedreiro Bento Pires (11$500); Fevereiro / Março - pagamento ao entalhador José Joaquim Machado da obra da capela, guarda-vento e sanefas (113$200) e seu arco ($730); Junho - fecho do arco da capela pelo carpinteiro José Joaquim Machado; 1836, 1 Maio - decide-se transferir as funções da capela-mor para a capela do Santíssimo, para se fazerem reparações; 1842, 21 Maio - decide-se pintar e dourar a tribuna da capela-mor e fazer as guarnições de madeira; 1843, 19 Setembro - os telhados da igreja estavam em ruína.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em cantaria, com paramentos rebocados e pintados; silhares de azulejos; molduras dos vãos, cunhais, sineira, frisos e cornijas, pia de água benta e lavabo em cantaria de granito; retábulos em talha policroma; tecto da nave, coro-alto e guarda-vento em madeira; púlpito com bacia em granito e guarda em talha policroma; pavimentos em lajes graníticas e soalhado na igreja e em mosaico e tacos de madeira no antigo hospital; portas de madeira; janelas gradeadas e envidraçadas; cobertura da capela-mor em cantaria de granito; escadas em cimento revestidas com mosaico com corrimão em madeira e em ferro; catavento, guarda da janela de sacada e grades em ferro; cobertura de telha.

Bibliografia

AURORA, Conde d', Roteiro da Ribeira Lima, Ponte de Lima, 1996, p. 138; VVAA, Ponte da Barca, in Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. 22, Lisboa, s/d, p. 435; ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976, p. 446; ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, Alto Minho, Lisboa, 1987, p. 121; CHATELAIN, Jean-Marc, Livres d'emblèmes et de devises une anthologie ( 1531 - 1735 ), Klincksieck, 1993; COSTA, Pe. Avelino Jesus da, Subsídios para a História da Terra da Nóbrega e do Concelho de Ponte da Barca, Ponte da Barca, 1997, p. 104 - 106; FONTE, Teodoro Afonso da, As Misericórdias do Alto Minho - perspectiva Histórica e actualidade, in I Congresso das Misericórdias do Alto Minho, Viana do Castelo, 2001, p. 96 - 117; GUEDES, Natália Correia (coord.), Bandeiras das Misericórdias, Lisboa, 2002; CARDONA, Paula Cristina Machado, A actividade mecenática das confrarias nas Matrizes do Vale do Lima nos séc. XVII a XIX, vol. 3, Porto (Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Departamento de Ciências e Técnicas do Património), 2004.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1661, Fevereiro - pintura da imagem de Nossa Senhora da Piedade (5$000), acrescentada por imaginário (2$000); 1680, Dezembro - obras na Misericórdia pelo carpinteiro Francisco Fernandes; 1682 - pagamento de $100 ao servente de pedreiro Domingos Araújo e $250 a Custódio Gomes do conserto da cortina; 1685, Outubro - limpeza dos azulejos da igreja ($520); 1686 - conserto do forro e sobrado da sacristia; 1687, Outubro - obras nos telhados, pagando-se 26$080 em cal, mestres, jornais, serventes, telha e lavagem de azulejos; 1689, Janeiro - conserto das frestas da igreja pelo carpinteiro Francisco Fernandes, da vila ($250); 1691, Março - conserto dos altares ($680); 1699, Março - conserto da Imagem de Nossa Senhora da Piedade ($480); 1699, Junho - pintura de Nossa Senhora da Piedade (2$880); 1736, 11 Março - conserto de duas estantes por imaginário ($120), do lajeado da sacristia, capela-mor e igreja pelo pedreiro Manuel da Costa (15$800), dos telhados junto ao sino e execução de varanda anexa, pelo carpinteiro Francisco da Costa, da freguesia de Vila Nova de Muía; 1739, Maio - lavagem e pintura dos altares e retábulos da igreja por pintor (7$890); 1742, Junho - conserto do madeiramento do coro ( 7$240); 1744, Março - conserto das portas dos altares (3$360); 1745 - caiação da sacristia, coro, entrada da capela-mor e consistório ($400); Junho - reparação dos telhados e pintura do frontaria da igreja por caiadores (6$440), guarnecimento do forro da sacristia e conserto do frontal ($300); compra de telha para a sacristia (1$000); 1747, Março - conserto de algumas peças do calvário da igreja pelo carpinteiro Tomás de Araújo ($360); pintura da sacristia pelo pedreiro Manuel da Costa ($260); 1748, Março - fechaduras, dobradiças das portas da tribuna, guarda-roupa e pregos (2$860); limpeza dos azulejos ($480); 1749, Março - conserto dos andores e guarda-roupa da sacristia por Tomás de Araújo ($760); 1750, Junho - conserto da madeira do altar-mor ($240); reparação dos telhados ($900); 1752, Junho - intervenção na tribuna (1$360); 1753, Maio - conserto do forro e colocação de madeiras nas pernas das asnas (1$937); 1755, Março - conserto do púlpito para o sermão do Calvário ($120); 1758, Fevereiro - conserto do frontispício da casa do consistório por pedreiro (2$400); 1764, Setembro - obras na sacristia, despendendo-se 30 alqueires de cal nos telhados (2$700), compra e colocação de frechais (2$400); 1776, Janeiro - encarnação da Senhora da Piedade e reforma da pintura da imagem ($320); Junho - conserto do quadro da capela-mor ($140); Dezembro - conserto dos órgãos (2$237) e salário ao organeiro (5$400); 1777, Janeiro - conserto das portas do consitório e outros pelo carpinteiro Tomás de Araújo (3$040); pintura de uma janela e armário do cartório ($580), da casa do Servo pelo pedreiro Bernardo Alvares (1$820); 1784, Junho - feitura de parede na sacristia por pedreiro (15$750) e madeiramento da mesma por carpinteiro (61$000); 1787, Agosto - caiação, cal, limpeza e colocação dos azulejos que faltavam ($960); 1788, Maio - pintura dos altares e das sanefas da igreja (80$000); 1790, Fevereiro - conserto dos andores (3$600) e respectiva pintura (3$200); pintura das portas e janelas (1$600); 1791, Março - feitura de balaústres para as grades do coro ($400); 1806, Julho - conserto do órgão ($420); 1811, Junho - despesa de 56$8000 com o organista José Pedro; Julho - despesa com a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia em madeira (14$400) e com a sua pintura (4$800); 1814, Fevereiro - conserto do órgão (47$600); 8 Setembro - início das obras da igreja com o escoramento e retalhamento do telhado e branqueamento da tribuna a óleo e alvaiade fino; 1815, Fevereiro - lavagem do azulejo do corpo da igreja ($800); 1818, Junho - encarnação das duas imagens do Senhor das Chagas, pintura do caixilho do altar das Chagas (20$000) e retoque das figuras dos painéis do mesmo altar e o da sacristia ($960); 1819, 21 Agosto - obras na igreja, nomeadamente a colocação de tecto de madeira de castanho e abertura de frestas na frontaria; 1823, Setembro - encarnação das imagens da Visitação ($240); Outubro - reparação de uma pedra que estava a cair da abóbada da capela-mor pelo carpinteiro João António da Rocha Aral (4$000); 1824 - adjudicação das obras de reparação da igreja, de acordo com os apontamentos do carpinteiro João António da Rocha Aral, feitas pelo carpinteiro João Manuel Cabral, da freguesia do Sopo (50$000); 31 Outubro - acréscimo e reparação da obra de pedraria, visto ter-se mudado o arco de suporte do órgão da parede de fora do coro para entre o coro e o púlpito (26$400); obra da torre do sino pelo pedreiro João Manuel Cabral (120$000); reboco e estuque dos telhados e frontaria pelo caiador Domingos João Gonçalves, de Ponte de Lima (80$000); Novembro - obra do púlpito e arcos da parede do lado S. da igreja e frestas pelo pedreiro João Manuel Cabral (50$000); abertura de soalho e telhado para instalação do púlpito (2$060); pagamento de 26$400 ao pedreiro João Manuel Cabral por um segundo ajuste relativo ao acréscimo da obra e 1$920 pela intervenção na porta interior do coro que dava passagem sobre o corredor e casa dos foles; Dezembro - madeiramento do telhado do corredor e acerto das portas do coro e púlpito pelo carpinteiro Creança (6$200); 1825, Abril - cal para as obras (56$500); 1826, Maio - despesa de 2$400 com o mestre caiador de acréscimos feitos na igreja e obra dos estuques; Junho - jornais do entalhador e oficiais da obra da caixa do órgão, da peanha, grade do coreto e terminar (109$680), dando-lhes a Mesa o ouro que restava do forro velho; ajuste do órgão, tendo-se dado o órgão velho (400$000); várias despesas com a sua colocação; feitio das armas por pedreiro e carregamento das pedras de Afife até Ponte da Barca (6$200); Julho - despesa com um livro de ouro para dourar a palheta do órgão (2$200); Agosto - pagamento ao pedreiro da pedra de armas (18$400); 1829, 18 Dezembro - adjudicação da obra da tribuna do altar-mor, incluindo as escadas e duas colunas acrescntadas ao risco, com o entalhador José Joaquim Machado (140$000), dando a Misericórdia a madeira necessária; 1830, Junho - acréscimo da obra da tribuna do altar-mor (160$000), púlpitos, sanefas, duas sanefas para as frestas da capela-mor e castiçais pelo entalhador José Joaquim Machadodo (82$000); 1831, Março - várias despesas com a colocação dos coretos na capela-mor; 1832 - afinação do órgão (4$000); 1833, Fevereiro - conserto da imagem de Nossa Senhora da Soledade ($800) e pintura da imagem do Senhor (1$000); 21 Junho - telhados da capela em frente à sacristia (6$400); Setembro - obra de duas portas e taburnos da sacristia (2$100); 1834, Junho - assento do relógio da sacristia pelo espingardeiro António José Rodrigues ($500); 1835, Feveiro - caiação interior da igreja (1$200); Março - retoque das bandeiras (10$560); Abril - pintura das imagens de Nossa Senhora e Santa Isabel (1$440); 1841, Junho - pintura do retábulo, feitio e alvaiade da capela (12$290); 1842, 26 Maio - pintura e douramento dos retábulos; 1844 - pagamento ao pintor de 50$000; Maio - compra de 2 castanheiros e forro para o madeiramento da capela-mor (22$540); Julho - ajuste da obra de carpintaria (madeiramento do tecto da capela-mor, guarda-pó e ripagem da capela do santíssimo Sacramento e conserto da tribuna) pelo carpinteiro António de Araújo, da freguesia de Sampriz (76$800); caiação, reparação e construção dos telhados da capela-mor e capela do Santíssimo, corpo da igreja e consistório, pelo caiador Manuel Alves, de Arcos de Valdevez (33$000); pintura e douramento do retábulo e tribuna da capela-mor, caixa do órgão, canos, dois púlpitos, 5 sanefas e guarda-vento pelo pintor José Leite, de Braga (198$000); Setembro - pagamento ao pintor José Leite de 62$400 de parte do ajuste da obra; Novembro - restauro da sanefa do arco cruzeiro (7$200); Dezembro - pagamento de 9$420 ao pintor do ajuste da obra; 1845, Janeiro - último pagamento ao pintor 110$000; 1849, 17 Fevereiro - ajuste do ladrilho do adro da igreja (10$000); Maio - obra do adro pelo pedreiro José Carlos;1850, 2 Dezembro - conserto do telhado da igreja e capela do Santíssimo; 1859, Outubro - conserto da imagem de Nossa Senhora dos Remédios ($160); 1861, Setembro - conserto do quadro de Santa Isabel ($140), conserto e retoque de 4 quadros da sacristia (3$715); Proprietário: 1902 / 1903 / 1904 / 1905 / 1906 / 1907 / 1908 - obras de restauro na igreja; 1997 - obras de transformação do edifício do antigo hospital, tendo o seu interior sido completamente reformulado.

Observações

*1 - Para a obra de pedraria da sacriatia já em 1703, a 21 de Novembro, o pedreiro Sebastião Domingues fizera um lance de 65$000, referindo-se que a pedra a usar deveria ser igual à usada na igreja da Nogueira, e em 1704, a 27 de Janeiro, o pedreiro Pedro Rodrigues, da freguesia de Gondomil, de 60$000, e o pedreiro João Gaspar, da freguesia de Aboim, de 55$000, a 2 de Fevereiro, o pedreiro Sebastião Domingues de 52$000, e, 4 de Maio, o pedreiro Pedro Rodrigues de 50$000. A a 2 de Fevereiro o carpinteiro Diogo Cerqueira da obra de madeiramento da sacristia.*2 - Em 18 de Março de 1820, a Misericórdia adjudicou a obra da casa do sacristão da Misericórdia ao pedreiro Domingos António Igreja, por 1$600 a braça, e ao carpinteiro João Gonçalves de Meneses, por 96$000, ambos da vila. *3 - Em 1863 a Misericórdia e hospital tinham 24:881$983 de fundos, sendo 3:500$000 em domínios directos, 1:700$000 em prédios rústicos e urbanos, 18:581$983 em capitais mutuados, 200$000 em papéis de crédito e 900$000 em alfaias, jóias e móveis; tinha 1:081$372 em receitas ordinárias, sendo 180$000 em géneros, 113$472 em dinheiro, 781$900 em juros de capitais mutuados e 6$000 em juros de papéis de crédito; e tinha ainda como despesas obrigatórias 757$660, sendo 216$460 em encargos pios e 541$200 em encargos profanos.

Autor e Data

Paulo Amaral 2000 / Paula Noé 2008

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login