Pelourinho de Vila Nova da Baronia

IPA.00000962
Portugal, Beja, Alvito, Vila Nova da Baronia
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de pinha cónica torsa e embolada, com fuste octogonal e remate em pináculo torso, encimado por pequenos florões. O remate é bastante decorado, possuindo estrias boleadas e pequeno florão no topo.
Número IPA Antigo: PT040203020003
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de calcário, composta por soco octogonal, de feitura recente, com por base e fuste com a mesma secção, rematado por terminal cónico helicoidal estriado, com boleados, rosetas e florão no topo. A parte inferior está envolvida por anel de ferro.

Acessos

Praça. da República

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Assente numa placa calçada octogonal, ao centro de um pequeno jardim, em frente à Capela de Nossa Senhora da Conceição (PT040203020011).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia Local, Artº 3º, Dec. nº 23 122 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1277, 12 Dezembro - primeira referência documental à localidade, em carta do Chanceler Estevão Anes em que determina a demarcação e entrega de uma herdade no couto de Alvito junto à "popula" de Vila Nova; 1279 - segundo disposições testamentárias do donatário, Vila Nova passa para o convento da Santíssima Trindade de Santarém; 1280, 18 Agosto - primeira carta de foral outorgada pelo Mosteiro da Santíssima Trindade de Santarém; 1283 - juntamente com Alvito passa para o domínio da Coroa; 1315 - doada por D. Dinis a sua sobrinha D. Isabel; 1368 - D. Fernando entrega-a, juntamente com Alvito, a D. João, filho do Conde D. João Afonso Tello; 1383/85 - os seus bens são integrados na Coroa; 1384 - D. João I doa Vila Nova a Fernão Álvares Pereira; 1384 - referida pela 1ª vez como Vila Nova de Alvito; 1385 - passa de novo para a Coroa; 1387 - D. João I doa-a a Diogo Lopes Lobo; 1391 - D. João I confirma todos os seus privilégios; 1516 - novo foral por D. Manuel; data provável de construção do pelourinho *2; séc. 18 - passa a designar-se Vila Nova da Baronia; 1758, 12 Maio - nas Memórias Paroquiais, é referido que a povoação, com 189 vizinhos, é do Barão-Conde, D. José Lobo da Silveira Quaresma; tem 2 juízes ordinários e câmara; 1836 - extinta enquanto sede de concelho passando a integrar o de Alvito; 1880, c. de - o pelourinho, que se encontava ainda frente aos antigos Paços do Concelho, no Largo General Teófilo da Trindade é desmantelado, sendo posteriormente de novo levantado no local onde hoje se encontra.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de calcário.

Bibliografia

ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Beja, Lisboa, 1993; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 43, n.º 498, fl. 539-540)

Intervenção Realizada

Observações

*1 - incluído no Plano de Acção para as Terras da Baronia de Alvito, CMA, 1999. *2 - no pedestal lê-se o cronograma 20.11.1516, data de doação do foral novo, mas desconhece-se a data em que foi reconstruído.

Autor e Data

Isabel Mendonça 1993

Actualização

 
 
 
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