Igreja Paroquial de Santa Bárbara de Padrões / Igreja de Santa Bárbara

IPA.00000959
Portugal, Beja, Castro Verde, Santa Bárbara de Padrões
 
Arquitectura religiosa, maneirista. Igreja paroquial cuja planimetria, a composição, os contrafortes rematados por pináculos e os arcos diafragma são elementos característicos da popularização das formas maneiristas no Baixo Alentejo. Sede de paróquia rural, possui um vincado carácter popular, em que sobressaiem as notas mais apuradas, já de feição erudita, das pinturas murais (brutescos) e da azulejaria.
Número IPA Antigo: PT040206040011
 
Registo visualizado 143 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal, escalonada, composta pela nave e capela-mor, a que se adossam, do lado do Evangelho, a capela de São Miguel, o baptistério, duas salas de arrumos e a sacristia com acesso à capela-mor; volumes articulados, cobertura diferenciada em telhado de duas águas na capela-mor e capela de São Miguel (mais baixas). No ângulo SO. adossa-se a torre sineira, de planimetria quadrangular, com cobertura em coruchéu. Fachada principal orientada a O., de um só pano com portal de cantaria sobrepujado por janela de cantaria, empena triangular ladeada por pirâmides em acrotérios e gárgulas e rematada por cornija e acrotério central com cruz. Na continuação do pano da fachada adossa-se a capela de São Miguel, em cuja parede, rematada por beirado e com pirâmide no ângulo NO., se rasgam um nicho e um registo das Almas do Purgatório. Torre com dois pisos delimitados por cornija, olhais com arcos de volta perfeita, rematada por cornija com coruchéu de cobertura e pirâmides nos quatro ângulos. Alçado N. de três panos separados por contrafortes, entre os quais se rasgam dois vãos de acesso às arrecadações da igreja; no ângulo NO. destaca-se o volume da capela de São Miguel, de um só pano rematado por empena triangular com pirâmides nos acrotérios e acrotério central, mais diminuto, com cruz; no ângulo SO., ligeiramente recuado, sobressai o volume da sacristia, de um só pano, cego. Alçado E. de um só pano, rematado por empena triangular, ladeada por acrotérios e com acrotério central, mais diminuto, com cruz, que se prolonga para N., acompanhando a cobertura da sacristia; fresta central. Alçado S. de cinco panos, separados por contrafortes; no primeiro pano, rematado por uma grelha de tijoleira, rasga-se a porta de acesso à torre; no segundo pano, a porta lateral; no quarto pano, uma fresta de iluminação. Os quatro últimos panos são rematados por beirado. Interior: nave de cinco tramos, separados por arcos diafragma ogivais que suportam a estrutura de madeira com forro em que assenta o telhado. Na parede da nave do lado do Evangelho rasgam-se, a partir da entrada: no primeiro tramo, a capela de São Miguel, com acesso por arco de volta perfeita assente em pilastras, coberta por abóbada de berço e separada da nave por teia de madeira, com altar em alvenaria com frontal de azulejaria, nicho e decoração em estuques; no segundo tramo, o baptistério, com acesso por arco de volta perfeita e separado da nave por grade de madeira e cobertura com forro de madeira, pia baptismal em cantaria; no terceiro tramo, rasga-se o púlpito, assente em mísula de alvenaria e com balaustrada de madeira. Do lado da Epístola, no primeiro tramo, arranca a escada de acesso à torre; no segundo tramo, rasga-se o portal lateral; no quarto tramo, uma fresta. Na parede do topo da nave abre-se o portal principal, sobrepujado por janelão. Arco triunfal de volta perfeita assente em pilastras, ladeado por altares com retábulos de talha policromada e dourada. Capela-mor, mais estreita que a nave, coberta por abóbada de berço, com altar de alvenaria com retábulo de talha policromada e dourada; vestígios de pintura mural com motivos de brutescos na ousia, ocultos pelo retábulo; nas paredes laterais rasgam-se portas de acesso à sacristia e à arrecadação.

Acessos

Largo da Igreja

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Peri-urbano, isolado, destacado, numa pequena elevação; separado por adro murado a que se acede por dois degraus, desnivelado do exterior e lageado junto à igreja, com acesso por três degraus e cruzeiro em pedra, com a forma de cruz latina. Localizada num arqueosítio com ocupação documentada desde a época romana.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Beja)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 16, primeira metade - construção; séc. 17, inícios - feitura dos retábulos laterais, pinturas parietais da ousia; séc. 18 - frontal da capela de São Miguel e registo das Almas do Purgatório; séc. 19 - retábulo da capela-mor e decoração de estuques, teia, grade e balaustrada; séc. 20, inícios - guarda-vento; 1969, 2 de Fevereiro - danos causados pelo sismo; 1985, 31 de maio - Proposta de classificação do IPPC; 1996, 22 de julho - Proposta de classificação como VC - Valor Concelhio pelo IPAR/DRÉvora; 1996, 10 de setembro - Parecer favorável do Conselho Consultivo do IPPAR relativo à classificação; 1996, 17 de outubro - Despacho de homologação de classificação pelo Ministro da Cultura; posteriormente o processo foi devolvido pelo Ministério da Cultura ao IGESPAR para reponderar a classificação por ser propriedade da Igreja Católica, não podendo por isso ser classificado como IM - Interesse Municipal; 2011, 9 de fevereiro - Parecer da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento da classificação por não ter valor nacional; 2011, 11 de fevereiro - Despacho do Diretor do IGESPAR de arquivamento da classificação; 2012, 01 outubro - publicado no DR, 2.ª série, n.º 190, o Anúncio n.º 13502/2012 relativo ao arquivamento do procedimento de classificação do imóvel.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes (nave); estrutura mista (capela-mor).

Materiais

Paredes de alvenaria de pedra e cal, rebocadas e caiadas; suporte da cobertura com estrutura e forro de madeira; azulejos; trabalhos de estuque.

Bibliografia

COSTA, João José Alves da, O Termo de Castro Verde. Um Contributo para a sua História, Castro Verde, 1996.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

José Falcão e Ricardo Pereira 1996

Actualização

 
 
 
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