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Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Igreja paroquial
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Descrição
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| Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor, mais estreita, tendo adossado à fachada lateral esquerda sacristia rectangular. Fachada principal terminada em empena, com cornija, truncada por dupla sineira, em arco de volta perfeita, sobre pilares com capitel marcado, rematado em empena, igualmente com cornija, actualmente sem sinos; é rasgada por portal em arco de volta perfeita, de aduelas largas, sobre os pés direitos; sobre este, dispõem-se regularmente três mísulas de sustentação de antigo alpendre, e entre o portal e as sineiras existem sulcos côncavos muito profundos devido ao correr da corrente dos sinos. Fachadas laterais terminadas em cornija e beirada. |
Acessos
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| VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,691033; long.: -7,700737 |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Rural, isolado, no exterior da povoação, junto à estrada que lhe dá acesso, rodeada por campos de cultivo. Implanta-se no interior de um adro, protegido por muro, acedido por portão de ferro. |
Descrição Complementar
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| No cunhal da fachada lateral direita, junto à fachada principal, existe lápide de mármore, preto, com a inscrição OBRA DE RESTAURO INAUGURADA POR E. S. E. MINISTRO DO PLANEAMENTO PROF. VALENTE DE OLIVEIRA E E. S. R. BISPO D. JOAQUIM GONÇALVES 25 - 8 - 1991. |
Utilização Inicial
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| Religiosa: igreja paroquial |
Utilização Actual
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| Religiosa: igreja |
Propriedade
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| Privada: Igreja Católica (Diocese de Vila Real) |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 13 / 14 / 18 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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Cronologia
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| 1206 - D. Afonso III concedeu o foro do terreno do Prado de Beça; séc. 13 / 14 - provável construção da primitiva igreja; a freguesia era vigararia da apresentação da Casa de Bragança, no termo de Montalegre; 1626 - data do primeiro registo de baptismos, de casamento e de óbito documentado; séc. 18 - segundo o senso joanino, Beça tinha 26 moradores; 1720 - data do primeiro registo de testamentos documentado; 1758, 12 Março - nas Memórias Paroquiais refere-se Beça como sendo da Comarca de Chaves, governada pelo Vigário Geral posto pelo Arcebispo Primaz, tinha então 40 fogos e 176 pessoas, era abadia, que tiradas as quartas rendiam 200$000 rs que se consomem em pagar pensões e reparar a capela e residência, e com o sustento muito ordinário do Abade e Cura; Beça era apresentação da Casa de Bragança, não possuía conventos, hospital ou Misericórdia; o Pe. Caetano Rodrigues Verbeiro, Abade de São Bartolomeu de Bessa descreve a igreja como tendo uma só nave, forrada de madeira de escama de peixe, tendo campanário com dois sinos, com coro e dois altares colaterais, um dedicado a Nossa Senhora do Rosário, com imagem antiga de vestir, mas perfeita, outro onde estava colocado o Santo Nome de Jesus ou o Menino Jesus, o Mártir São Sebastião e a Santa Bárbara, de quem é muito devota a freguesia; a capela-mor era forrada de esteira com seus brutescos, tem três imagens de São Bartolomeu, a primeira em trono de talha antiga, mas bem feita, sendo da mestma talha o retábulo, representando-se o santo esfolado, a segundaestá colocada para o lado direito ou do Evangelho, representando o Snato vestido, e a terceira, igualmente representando o Santo vestido, está sobre a banqueta do altar, e serve nas procissões, por ser mais "manual"; no lado do Evangelho existe ainda a imagem de São Pedro e no oposto está São Paulo e São Tomé; refere a sacristia ser atrás da capela-mor, como algo singular, e a igreja ser cincundada de alto muro e em círculo; a porta principal abre-se a poente, existindo a poucos passos uns degraus acedem à fonte de onde se tira água para o serviço da igreja e cuja servidão está obrigada a horta de um particular contíguo ao mesmo adro para O.; a igreja tem duas portas travessas, uma a N., perto da qual existem dois carvalhos de demarcada grandeza e tão antigas coma a mesma igreja, e outra a S.; desviada do lugar à distância de uma ««««« uma via sacra, com os passos medidos, pois no lugar começa e nela se acaba; a Abadia tinha anexas capelas de 7 lugares: Beça, Quintas, Currões, Torneiros, Lavradas, Carvalhelhos e Vilarinho da Mó e Paço; 1991, 25 Agosto - inauguração oficial após as obras de restauro, estando presente o Ministro do Planeamento, o Prof. Valente de Oliveira, e o Bispo D. Joaquim Gonçalves; |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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| Estrutura de cantaria aparente; portas de madeira pintada; |
Bibliografia
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| CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, Boticas nas Memórias Paroquiais de 1758, Boticas, 2001; MARTINS, João Baptista, Concelho de Boticas. A sua História, Boticas, 1992; MARIZ, José (Coordenação), Inventário Colectivo dos Registos Paroquiais, vol. 2 - Norte, s.l., 1994; |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DREMN, DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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| Arquivo Distrital de Vila Real: Arquivo Paroquial (datas extremas: 1626 - 1882) |
Intervenção Realizada
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| CMB: séc. 20 - obras de restauro; 1991 - conclusão das obras de restauro; |
Observações
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| EM ESTUDO |
Autor e Data
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| Paula Noé 2003 |
Actualização
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