Igreja Paroquial de Santa Marinha do Zêzere / Igreja de Santa Marinha

IPA.00009055
Portugal, Porto, Baião, Santa Marinha do Zêzere
 
Arquitetura religiosa, seiscentista, barroca e neoclássica. Igreja paroquial de planta composta por nave, capela-mor, anexos e torre sineira no lado esquerdo, com coberturas interiores diferenciadas em falsas abóbadas de berço de caixotões, iluminada unilateralmente por janelas em capialço rasgadas na fachada lateral direita. Fachada principal rematada em empena e com os vãos rasgados em três eixos, compostos por portal retilíneo, encimado por duas ordens de nichos, e por duas ordens de janelas retilíneas. Fachadas com cunhais apilastrados, firmados por pináculos piramidais com bola e rematadas em frisos e cornijas, a lateral direita com porta travessa de verga reta. Torre sineira de três registos, o superior claramente resultante da intervenção do séc. 19, com sineiras de volta perfeita e cobertura em coruchéu piramidal. Interior com coro-alto, batistério na base da torre, órgão e púlpito no lado do Evangelho. Tem três capelas laterais, uma delas profunda e com retábulo de talha do estilo barroco nacional, sendo as demais do barroco joanino e tardo-barroca. Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras toscanas, flanqueado por retábulos colaterais de talha tardo-barroca. Retábulo-mor de talha neoclássica, de planta côncava e um eixo. Igreja de reconstrução seiscentista, de que subsiste a estrutura da nave e as respetivas janelas, sendo as da capela-mor distintas, resultantes da intervenção de meados do séc. 20. A fachada principal é elaborada, vazada por vários vãos e nichos em abóbada de concha, inscritos ou encimados por frontões triangulares. A cruz do remate encontra-se sobre plinto semelhante aos que coroam as empenas, em forma de crescente lunar, que com a haste da cruz faz lembrar uma âncora, semelhante ao da Ermida de Nossa Senhora do Loureiro, em Gove (v. IPA.00029038). A torre sineira revela na divisão dos registos o acrescento mais recente, tendo no primeiro registo uma simples cornija, mantendo, no topo, as primitivas gárgulas seiscentistas. Possui órgão de tubos, do final do séc. 18, interessante púlpito com guarda de talha vazada, ornado por motivos fitomórficos, encimado por guarda-voz coroado por figura alegórica. No lado do Evangelho, a antiga Capela das Almas, profunda e de feitura seiscentista, mas cujo retábulo poderá datar do início do 18, do estilo barroco nacional. No lado oposto, o retábulo das Santas Mães, de talha pintada joanina, de meados do séc. 18, com remate exuberante composto por palmas, fragmentos de frontão, encimados por anjos de vulto, e colunas torsas, percorridas por espiras fitomórficas. A nave e capela-mor possuem caixotões pintados, o da nave datado de 1750, com a representação de cenas da vida da Virgem, símbolos marianos e temática hagiográfica, com vários mártires e santos, sendo o da capela-mor de execução mais recente, já do séc. 20.
Número IPA Antigo: PT011302150013
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta retangular composta por nave, capela-mor e anexos e torre sineira adossados ao lado esquerdo, com coberturas diferenciadas em telhados de duas e quatro águas, rematadas em beirada simples, sendo em coruchéu piramidal rebocado e pintado de branco na torre sineira. Fachadas em alvenaria, rebocada e pintada de branco, percorridas por faixa pintada de preto, flanqueadas por cunhais apilastrados, firmados por pináculos piramidais com bola, sobre plintos paralelepipédicos e tabuleiros, sendo rematadas em frisos e cornijas. Fachada principal virada a O., rematada em empena com cruz latina sobre crescente de lua, formando uma âncora, no vértice. É rasgada por portal de verga reta e moldura simples, flanqueado por pilastras toscanas, de fustes almofadados, que sustentam friso alto, rebocado e pintado de branco, e frontão triangular com cruz no vértice e pináculos angulares; o tímpano, rebocado e pintado de branco, é rasgado por nicho em abóbada de concha com a imagem pétrea do orago. O portal está ladeado por janelas retilíneas, encimadas por friso pintado de branco e cornija, sobrepujadas por outras duas semelhantes. No topo, nicho em abóbada de concha com imagem, encimado por frontão triangular. No lado esquerdo e ligeiramente recuada, a torre sineira de três registos definidos por três cornijas, o inferior com fresta e o superior com ventanas de volta perfeita. A estrutura remata em friso, cornija, gárgulas de canhão nos ângulos e pináculos nos ângulos. Na face frontal, o mostrador circular do relógio. A fachada lateral esquerda está marcada pelos anexos, o do lado direito com pequena janelas e fresta jacente, tendo porta de verga reta na face O.; o do lado esquerdo é de dois pisos, com duas janelas de peitoril retilíneas em cada um deles. Fachada lateral direita rasgada por cinco janelas, três em capialço no corpo da nave e duas retilíneas no da capela-mor; a nave possui porta travessa de verga reta, flanqueada por pilastras e rematada por duplo friso, o superior com inscrição latina, e cornija. Fachada posterior em empena cega, com cruz latina no vértice, possuindo registo de azulejo azul e branco, de moldura recortada e representando o orago. O anexo, no lado direito encontra-se recuado, permitindo a colocação de escadas de acesso ao segundo piso, na base das quais surge porta de acesso ao primeiro. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, com coberturas em falsas abóbadas de berço abatido em madeira de caixotões pintados, assentes em frisos e cornijas com mísulas equidistantes, reforçadas por tirantes metálicos; pavimento da nave em soalho. Coro-alto com perfil convexo, de guarda balaustrada de talha pintada de marmoreados fingidos, com o centro marcado por florão de talha, tendo acesso por porta no lado do Evangelho. O teto do sub-coro em falsa abóbada de berço abatido, assente em mísulas de talha dourada, ornadas por rocalhas, apresenta pintura alegórica. A ladear o portal axial e a porta travessa, pias de água benta em cantaria de granito, embutidas no muro e de bordos boleados. No sub-coro, confrontantes, dois confessionários móveis, de madeira encerada, encimados por frontões agudos, os laterais vazados por trifólios. No lado do Evangelho, batistério na base da torre, com acesso por arco de volta perfeita, almofadado e pintado de marmoreados fingidos, protegido por portadas de madeira vazada por falsos balaústres e com bandeira decorada por enrolamentos. O interior possui cobertura em falsa abóbada de berço com pintura decorativa e pavimento em tijoleira, tendo pia batismal em cantaria de granito, com vestígios de policromia, composta por coluna e taça hemisférica, encimada por tondo com a representação do "Batismo de Cristo". No lado do Evangelho, órgão de tubos, com grande tribuna e acesso por porta de verga reta, com moldura de marmoreados fingidos, a que se sucede púlpito quadrangular, com bacia em cantaria assente em modilhão, tudo pintado de marmoreados fingidos, com guarda em talha dourada vazada por elementos fitomórficos; tem acesso por porta de verga reta enquadrada por moldura de talha pintada e dourada, ornadas por acantos enrolados, e encimada por guarda-voz de talha pintada de azul, vermelho e dourado, formando friso, cornija e lambrequins, encimado por figura alegórica. Sucede-se capela retabular dedicada a Cristo Salvador do Mundo e uma capela profunda dedicada a Nossa Senhora de Fátima, com acesso por arco de volta perfeita, assente em pilastras toscanas de fustes almofadados e revestida exteriormente a talha pintada de marmoreados fingidos azuis e vermelhos e dourada, formando friso, festões, palmas e rematando em espaldar de perfil curvo contendo nicho com a imagem de São Francisco, ladeado por drapeados a abrir em boca de cena, sustentados por anjos tenentes sobre fragmentos de frontão; no topo, anjos de vulto sustentam cartela recortada contendo coração inflamado. O interior tem cobertura em falsa abóbada de caixotões de pedra com frisos exteriores dourados e pavimento em lajeado, contendo retábulo de talha. No lado oposto, nicho com a figura do Senhor dos Passos e capela retabular dedicada às Santas Mães. Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras toscanas, ladeado por capelas retabulares colaterais, dedicadas a Santa Marinha (Evangelho) e a Nossa Senhora do Rosário (Epístola). Capela-mor com mesa de altar de talha pintada e dourada, composta por tampo e quatro colunas, ladeada por ambão. Na parede testeira, retábulo de talha pintada de branco e dourado, de planta convexa e um eixo definido por duas colunas e duas pilastras coríntias, assentes em duas ordens de plintos paralelepipédicos, os superiores almofadados e decorados por festões. Ao centro, tribuna de volta perfeita e moldura fitomórfica, encimado por seguintes de acantos. A estrutura remata em cornija semicircular, encimado por cartela recortada contendo a pomba do Espírito Santo e com aduela saliente em forma de consola e decorada por acantos, que irrompe pela estrutura da tribuna. Altar paralelepipédico, encimado por sacrário. A estrutura está envolvida por estrutura em madeira pintada de branco, onde se integram dois nichos de talha pintada e dourada, assentes e encimados por cornijas, as inferiores assentes em consolas, contendo imaginária e tendo, na base, portas de volta perfeita, de acesso à tribuna. Estão sublinhados por enrolamentos e motivos fitomórficos pintados.

Acessos

Santa Marinha do Zêzere; Avenida da Igreja; Rua Primeiro de Maio; EN304-3

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 338/2015, DR, 2.ª série, n.º 109 de 05 junho 2015 *1

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado em ligeiro declive, a que se adapta, com acesso por alameda pavimentada a calçada e flanqueada por arbustos, tendo, no lado esquerdo muro de suporte de terras da via pública que lhe fica anexa e do Cemitério e, no lado oposto, a Casa Paroquial, construída em 1958. Tem acesso frontal por escadas, lateral e posterior com dois lanços de escadas divergentes. Encontra-se rodeado por casas de habitação unifamiliares.

Descrição Complementar

COBERTURA DO SUB-CORO composta por cornijas de perfil recortado, rematadas por pequenos pináculos, que enquadram um fundo atmosférico, onde surgem figuras alegóricas femininas, a central a representar a Igreja com a inscrição: "IGREJA CATHOLICA"; nos ângulos, as Virtudes Teologais, a Fortaleza, a Prudência, a Temperança e a Justiça. Identificadas pelos seus atributos e por filactera com o nome da respetiva Virtude. Nos ângulos, forma falsas lunetas, ornadas por medalhão integrando acantos, rematado por pináculo e ladeado por festões de pérolas. A COBERTURA DO BATISTÉRIO é em falsa abóbada de madeira, contendo pintura decorativa, com cartelas de enrolamentos, envolvidas por acantos, rosas e pequenos medalhões com moldura perlada, e com festões de drapeados, tudo unido por "ferronerie" e festões de folhagem. A cartela central possui a inscrição latina "NISI QUIS RENAT / TUS FUERIT EX AQUA, / & SPIRITU SANCTO, / NON POTEST INTROI / REI N REGNUM DEI. / Joan. Cap. 3.". O TETO DA NAVE possui caixotões de talha com molduras de acantos, envolvidos por uma segunda moldura saliente com o mesmo tipo de decoração, estas com florões nos ângulos, possuindo painéis pintados, com cenas da vida da Virgem no centro, ladeado por fiadas com painéis hagiográficos, com o santo identificado por inscrição no canto inferior direito, e outras fiadas com cartelas recortadas, compostas por cornija, acantos e concheados, contendo símbolos marianos. Assim, surgem a representação da "Apresentação da Virgem no Templo", "Santa Ana a ensinar a Virgem a ler", "Esponsais da Virgem", "Visitação", "Anunciação", "Natividade", "Apresentação do Menino no Templo", "Regresso do Egito" e "Assunção da Virgem". Nos registos hagiográficos, surgem Santa Isabel, esta com um livro na mão, onde se lê: S(anta) IZ / Abel / Ano / DE / 1750", , São João Baptista, Santa Esmeralda, David, São Luís, Santa Clara, Santa Quitéria, Santo Ambrósio, , São Gregório, Santa Apolónia, Santa Bárbara, São Jerónimo, Santa Catarina, São Tomé, São Bernardo, Santa Agostinho e Santa Teresa. As cartelas com simbologia mariana possuem o Poço, a Torre, o Espelho, a Rosa, o Cedro, o Cipreste, cartela com as iniciais "AM", a Fonte, o Lírio, a Porta, a Lua, a Oliveira e a Palma; surgem, ainda, a Pomba do Espírito Santo, o cálice e um ostensório. O ÓRGÃO tem caixa de talha pintada de branco e dourado, composto por um castelo e dois nichos, separados por finas pilastras de fustes almofadados, encimados por acantos, ao centro, e por pináculos em pinha nas exteriores; ilhargas vazadas por decoração de acantos. O castelo tem os tubos dispostos em meia cana e gelosias de acantos vazados, rematando em cornija e pequeno espaldar recortado e decorado por acantos, projetado para o exterior. Os nichos têm disposição cromática, em harpa, com gelosias do mesmo perfil. Na base, os tubos de palheta, dispostos em leque. Consola em janela, ladeada pelos tubos de registo e teclado central, com portas de acesso ao mecanismo. O coreto é de perfil retilíneo, com a zona central convexa, com guarda vazada de acantos e acrotérios em forma de pequenas pilastras almofadadas e ornadas por folhagem. O RETÁBULO DO SALVADOR DO MUNDO é de talha pintada de branco e dourado, de planta reta e um eixo definido por duas colunas coríntias com o terço inferior liso e marcado por anel e festões, assentes em plintos paralelepipédicos, com as faces almofadadas e ornadas por folhagem e enrolamentos, encimadas por urnas. Ao centro, nicho de perfil contracurvo e moldura saliente, ladeado por mísulas, enquadradas por painéis de volta perfeita com fecho de acantos. A estrutura remata em espaldar curvo, decorado por enrolamentos, acantos e festões de flores. Altar em forma de urna, encimado por nicho embutido na estrutura. A CAPELA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, antiga Capela das Almas, tem retábulo de talha pintada de branco, azul e dourado, assente em banco de cantaria, com corpo de planta côncava e um eixo definido por quatro colunas torsas, ornadas por pâmpanos, assentes em consolas, e por duas pilastras ornadas por acantos, assentes em plintos paralelepipédicos, que se prolongam em três arquivoltas, as duas interiores torsas, unidas por aduelas no sentido do raio. Ao centro, nicho de perfil curvo e com a boca rendilhada, contendo painel das Almas do Purgatório, resgatadas pela Virgem com o Menino e por São Miguel. Altar paralelepipédico dividido em apainelados por frisos de acantos verticais, encimado por sacrário em forma de globo, rodeado por resplendor e querubins, tendo a porta ornada por cruz. O NICHO DO SENHOR DOS PASSOS é de talha pintada de bege e dourado, assente em mísula e de perfil contracurvo e moldura saliente, ladeado por dois frisos almofadados, rematando em cornija e espaldar recortado com o interior almofadado. O RETÁBULO DAS SANTAS MÃES é de talha pintada de preto, marmoreados fingidos, negro, rosa e vermelho, de branco e de dourado, de planta reta e três eixos formados por quatro colunas torsas, percorridas por espira fitomórfica e por duas pilastras exteriores, de fustes almofadados e ornados por folhagem, as colunas exteriores sobre plintos paralelepipédicos com as faces almofadadas e ornadas por folhagem, e as pilastras exteriores sobre consolas. Casa um dos eixos possui mísulas bolbosas, protegidas por baldaquinos com drapeados a abrir em boca de cena, o central com lambrequins. A estrutura remata em frisos, cornijas, fragmentos de frontão invertidos, ladeados por anjos de vulto, enquadrados por frontão semicircular, recortado superiormente, onde assenta sanefa com friso, cornija e lambrequins, e cartela recortada contendo coração inflamado e ladeada por anjos e encimada por "putti" que seguram grinalda de flores. O tímpano do frontão, envolvido por festões, é decorado por enorme pluma composta por folhagem e decoração de encanastrados. Altar paralelepipédico, com moldura de acantos e interior recortado e decorado por losangos ornados por albarradas e com o exterior decorado por vieiras, acantos e rosas; está encimado por nicho retilíneo jacente, rematado por cornija e drapeados. Os RETÁBULOS COLATERAIS são semelhantes, de talha pintada de bege, azul, vermelho, dourado e marmoreados fingidos, de planta convexa e um eixo definido por duas colunas de fustes lisos, percorridos por falsa espira fitomórfica, assente em plinto galbados. Possui dois nichos sobrepostos, ambos de perfis contracurvos e rematados por cornijas, com ilhargas decoradas por motivos vegetalistas. A estrutura remata em espaldar contracurvo, rematando em cornija com perfil de inspiração borromínica, decorado por folhagem. No lado do arco triunfal, estão encimados por anjos de vulto. O TETO DA CAPELA-MOR possui caixotões com molduras pintadas de marmoreados fingidos, de tom rosa, com rosetas nos ângulos e com painéis pintados, a representar santos, identificados por inscrição nos cantos superiores, representando a Sagrada Família e um Apostolado. Assim, surge a representação de São Mateus, São Tomé, um ostensório, São Simão, São Judas, a Virgem, Jesus Cristo, São José, São Filipe, São Tiago Maior, Santo André, Deus Pai e a pomba do Espírito Santo, São Matias, São Tiago Menor, São João Evangelista, São Paulo, São Pedro, São Bartolomeu e São Marcos.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese do Porto)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 17 / 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1544 - a paróquia pertence ao Mosteiro de Travanca, anexa ao padroado da Companhia de Jesus, do Colégio do Espírito Santo de Évora, rendendo 250 ducados; 1549 - a igreja é doada ao Colégio de Coimbra; séc. 17 - reconstrução do edifício; provável feitura da Capela das Almas e do respetivo retábulo; 1706 - segundo o Padre Carvalho da Costa a paróquia é abadia do padroado do Mosteiro de Travanca, com reserva, sendo duas partes do rendimento dos Padres do Colégio do Espírito Santo de Évora, no valor de 270$000, rendendo para o abade 300$000; a paróquia tem 280 vizinhos; 1750 - pintura dos caixotões da nave; provável execução do retábulo das Santas Mães; séc. 18, 2.ª metade - feitura do coro-alto, do órgão e respetiva tribuna, pintura do sub-coro; 1758, 17 abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Ricardo António José Ferraz, é referida a igreja como estando fora do lugar e tendo por orago Santa Marinha; tem cinco altares, o mor, com o Santíssimo Sacramento, os colaterais de Nossa Senhora do Rosário e da Padroeira, no qual se venera, num relicário de prata, uma relíquia da Santa, com grande romaria; no lado esquerdo, a Capela da Sagrada Família e no lado direito, uma capela abobadada, onde está sediada a Irmandade das Almas, com 71 missas por cada irmão defunto; o templo é grande, forrada de talha e está meio dourado, com pinturas nos painéis e um púlpito de talha; tem uma grande torre com três sinos; possui três confrarias, a do Santíssimo, Nossa Senhora do Rosário e a do Santo Nome de Jesus; o pároco é abade da apresentação alternativa do Bispo e do abade de São Salvador de Travanca, rendendo 1:050$000, de que se dão dois terços aos Padres da Companhia de Paço de Sousa; o pároco recebe cerca de 500$000; séc. 19 - reforma da torre sineira; feitura do retábulo-mor e provável execução do retábulo lateral de Cristo; 1868 - feitura do relógio para a torre; séc. 20, meados - reforma da capela-mor e dos edifícios anexos, com pintura dos caixotões do teto; ampliação do retábulo, com a construção das ilhargas e pintura da tela da tribuna; 1965, 11 abril - data na Cruz das Missões; 2013, 22 maio - Abertura do procedimento de classificação através do Anúncio n.º 183, DR, 2.ª série, n.º 98; 2015, 16 fevereiro - publicação do projeto de decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público da Igreja de Santa Marinha e respetivo adro, no Anúncio n.º 30/2015, DR, 2.ª série, n.º 32.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria, rebocada e pintada; modinaturas, bacia do púlpito, pias de água benta, pavimento da capela-mor, cunhais, pináculos, cornijas, frisos, cruzes, pia batismal em cantaria de granito; tetos, mobiliário, bancos, portadas do batistério, pavimento de madeira; retábulos, púlpito e órgão de talha pintada; caixotões da nave em talha dourada; registo de azulejo industrial na fachada posterior; coberturas exteriores em telha cerâmica.

Bibliografia

COSTA, António Carvalho da (Padre) - Corographia Portugueza… Lisboa: Oficina de Valentim da Costa Deslandes, 1706, tomo I.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMNorte

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DREMNorte, SIPA; Diocese do Porto: Secretariado Diocesano de Liturgia

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID-001/013-004-1976/9 (1955-1957); DGARQ/TT: Memórias Paroquiais, vol. 41, n.º 5, fl. 2225-2232

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO / DGEMN: 1957 - reconstrução da cobertura exterior, com substituição de madeiramento e telhas; reparação dos telhados dos anexos; consolidação do travejamento do coro e substituição do soalho; construção e reparação de portas, em madeira de castanhos; construção de teia balaustrada para o arco cruzeiro e capela lateral; reconstrução do pavimento da torre; colocação de vidro colorido, armado em chumbo, nas janelas; pintura dos elementos de madeira e ferro; retoque das pinturas e das molduras dos tetos da nave e capela-mor.

Observações

*1 - DOF: Igreja de Santa Marinha, paroquial de Santa Marinha do Zêzere, e respetivo adro.

Autor e Data

Paula Figueiredo 2013 (no âmbito da parceria IHRU / Diocese do Porto)

Actualização

 
 
 
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