Santuário do Monte de Santa Luzia / Santuário de Santa Luzia e do Sagrado Coração de Jesus

IPA.00009019
Portugal, Viana do Castelo, Viana do Castelo, União das freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela
 
Templo situado em zona privilegiada, quer pela vista que se vislumbra da zona envolvente, quer pelo caráter sagrado do local, ocupado desde a Pré-história, por uma civilização castreja e onde se manteve, desde a Idade Média, uma capela com culto. Arquitetonicamente, apresenta semelhanças com o Santuário de Sacré Coeur, de Paris. A igreja possui uma regularidade e simetria extremas, visíveis nas fachadas principal e laterais, mas quebradas pelo esquema da fachada posterior, que criou, com a adoção de uma abside semicircular, um pequeno eixo longitudinal, rasgado, inferiormente, por galilé semicircular e tendo, no interior desta zona, várias dependências de apoio, armazenamento e reunião; as janelas são diferentes das demais, as inferiores em arco de volta perfeita, sendo as superiores retilíneas e as do último piso jacentes. Nas fachadas, destaca-se a simplicidade da decoração, eminentemente geométrica, adotando esquemas românicos, conforme eram interpretados na época, que contrasta com o caráter clássico dos capitéis jónicos ou coríntios das colunas. A principal, ostenta nicho rematado em empena com a imagem do principal orago do templo, o Sagrado Coração de Jesus. As cúpulas apresentam os tambores ou rasgados por janelas ou cegos, mas as calotes, excetuando a da capela-mor, estão rasgadas por pequenas lunetas, rematadas em empena, permitindo a melhor iluminação do cruzeiro do transepto e das torres. Estas possuem adufas no segundo registo, que serviria para controlar a saída do som dos sinos, atualmente parcialmente entaipadas, e ventanas geminadas, flanqueadas por várias colunas de fuste liso. O interior é pouco iluminado, apesar das várias janelas e rosáceas, pois a luz é filtrada por vitrais com decoração geométrica e religiosa; possui um pequeno coro-alto e, nos braços do transepto, tribunas com a mesma dimensão e com estrutura semelhante, assentes em arcos em asas de cesto, com guardas de decoração geométrica vazada. De destacar a decoração dos púlpitos e retábulos colaterais, de inspiração neobarroca, revelando serem projeto de um arquiteto distinto do plano original, os primeiros situados junto ao arco triunfal, com acesso pela capela-mor. Nesta, aprecia-se uma banda de pinturas murais, contando vários episódios da Paixão de Cristo, divididos por pequenas linhas, que por vezes se interpenetram, não resultando em painéis com as mesmas dimensões; têm moldura superior e inferior com inscrição latina, alusiva ao episódio narrado. No interior, existem várias lápides epigrafadas, revelando a cronologia e os principais responsáveis pela construção do templo. É composto por templo, implantado num parque com várias infraestruturas, dispostas em patamares, vencidos por escadas, como parque de estacionamento, loja, restaurante, casa do sacristão e fontes, situado no alto do monte e com acesso pedonal através de escadaria com Via Sacra. Templo de planta em cruz grega, inscrita num quadrado, fazendo reviver elementos paleocristãos bizantinos. As fachadas são semelhantes, marcadas por contrafortes de esbarro, que permitem sustentar as coberturas em cúpula, rasgadas por janelas, em arco de volta perfeita; as fachadas são simétricas e harmónicas, com o corpo central marcado por amplo arco de volta perfeita, onde se rasgam os portais retilíneos, encimados por frontões de inspiração românica, encimados por rosáceas neogóticas; a inspiração românica é também visível no recurso às cachorradas e às bandas lombardas. Os corpos centrais são ladeados por torres quadradas, pouco elevadas, de três registos, os superiores com ventanas e remates em cúpula. Interior com coro-alto, tribunas laterais e os topos do transepto ornados por retábulos de cantaria, com estrutura moderna, mas com decoração de inspiração barroquizante, o mesmo se verificando nos púlpitos, situados junto ao arco triunfal, de perfil circular e assentes em mísula, com guarda plena. Capela-mor semicircular, onde surgem pinturas modernistas, alusivas à Paixão de Cristo, mas fazendo reviver, na cúpula, onde se inscreve uma corte de anjos, as bandas dos mosaicos paleocristãos.
Número IPA Antigo: PT011609310117
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Santuário  

Descrição

Planta quadrangular, onde se inscreve uma cruz grega interna, tendo, nos ângulos, torres quadrangulares e, na fachada posterior, uma pequena abside semicircular, criando um eixo longitudinal. Imóvel de massa simples e tendência verticalista, de volumes articulados e coberturas diferenciadas em cúpula no corpo da igreja e torres, em semicúpula na capela-mor e em telhados de uma (anexos que circundam a capela-mor) e duas águas (espaço entre as cúpulas). Fachadas em cantaria de granito aparente, de aparelho isódomo, as laterais e principal com estrutura semelhante, harmónicas, compostas por corpo central em empena, flanqueado por torres pouco elevadas, apresentando os cunhais e as divisórias dos panos, marcados por contrafortes de esbarro, e rematadas por bandas lombardas e cornija assente em cachorrada simples. A fachada principal, virada a S., tem, no corpo central, amplo arco de volta perfeita, assente em pilastras da ordem colossal, seccionado em dois registos por friso ornado por bolas e cornija, assente em mísulas equidistantes. No primeiro, surgem dois portais retilíneos, rematados por frontão semicircular, assente em colunas e impostas salientes, criando dupla arquivolta, a interna ornada por ziguezague, elemento decorativo que se repete no lintel. Ao centro, sobre plataforma ornada por cruzes gregas e friso denticulado, surge um nicho em arco de volta perfeita, flanqueado por seis colunas de fuste liso e capitéis de inspiração jónica, que sustentam friso decorado por ziguezagues e pano de muro rematado em cornija sobre cachorrada, que invade o segundo registo, sendo sobrepujada, no vértice, por cruz grega; no nicho, surge a imagem de bronze do Sagrado Coração de Jesus. No segundo registo, abre-se ampla rosácea, que inscreve cruz grega central, emoldurada por elementos boleados e estriados, possuindo, nos ângulos, cruzes gregas, inscritas em triângulos com perfil curvo e moldura saliente. Sobre o corpo central, é visível a cúpula do cruzeiro do transepto, assente em corpo octogonal rasgado por janelas em arco de volta perfeita e rematado em cornija sobre cachorrada, onde assenta o tambor cego e, sobre friso estriado, surge a calote, seccionada por pequenas lunetas salientes, rematadas em empena; o conjunto é sobrepujado por plataforma protegida por guarda balaustrada e pequeno lanternim, assente em colunas de fuste liso, rematado por cruz grega. As quatro torres sineiras são semelhantes, quadrangulares e evoluindo em três registos divididos por cornijas assentes em cachorros, o inferior rasgado, em cada face, por porta de verga reta com impostas salientes e remate em silhar poligonal, criando um falso frontão; o segundo registo possui amplas adufas, parcialmente entaipadas, inscritas em vão de volta perfeita, assente em colunas de fuste liso; no registo superior, surgem, em cada face, duas ventanas geminadas, de volta perfeita assente em colunas; este remata em cornija, com pináculos, compostos por feixe de colunas e remate cónico nos ângulos, coberta por pequenas cúpulas octogonais, tendo, em cada face, duas janelas em arco de volta perfeita e pequenas lunetas na calote, semelhantes às da cúpula central. As fachadas laterais são semelhantes à principal, com amplo arco, dois registos, o primeiro com duas portas e o superior com ampla rosácea. Fachada posterior de perfil curvo, dividido em quatro registos de vãos, o inferior composto por galilé de onze arcos, de volta perfeita, com a moldura formada pelas aduelas do arco, algumas salientes, criando um ritmo de alternância, assentes em colunas de fuste liso sobre plintos paralelepipédicos; tem cobertura em betão e pavimento em lajeado de granito e, para ela, abrem três portas em arco abatido com molduras salientes. O segundo registo é marcado por friso saliente que secciona a fachada sensivelmente a meio e se alteia, servindo de moldura a seis janelas de volta perfeita. Os dois registos superiores são rasgados por seis janelas retilíneas, as superiores jacentes e as inferiores encimadas por moldura saliente. Sobre este corpo, é visível a semicúpula que cobre a capela-mor com tambor cego. INTERIOR em cantaria de granito aparente, pavimento em lajeado de granito e cobertura do cruzeiro em cúpula assente em trompas e seccionada por elementos de descarga, permitindo a existência de três janelas em cada segmento, ornadas com vitral, pendendo, do centro, grande lustre de cristal. Coro-alto de pequenas dimensões, assente em arco em asa de cesto, protegido por guarda vazada por elementos geométricos, tendo o sub-coro teto plano de madeira, para onde dão os portais axiais, resguardados por guarda-ventos de madeira e vidro colorido, amarelo; junto a estes, pias de água benta em cantaria, ornadas por volutas. A estrutura do coro-alto é repetida nas tribunas dos braços do transepto, iluminadas por amplas rosáceas ornadas por vitrais e, sob as quais, surgem dois retábulos em cantaria, o do Evangelho dedicado à Virgem e o da Epístola a Santa Luzia, ambos flanqueados pelas portas travessas, encimadas por frontão semicircular. O cruzeiro do transepto é marcado por quatro amplos arcos de volta perfeita, assentes em pilastras de fuste liso, as do lado N. constituindo o arco triunfal, ao qual se adossam os dois púlpitos em cantaria, circulares, assentes em grande mísula seccionada em frisos decorados por denteados, enrolamentos e acantos afrontados, com guarda plena do mesmo material, formando painéis almofadados, decorados por rosetas e remate em friso denteado; têm acesso por escada a partir da capela-mor, com guarda plena decorada por volutas e pequenos botões. A capela-mor está elevada por cinco degraus, com a parede dividida em três registos por frisos, o inferior rasgado por duas portas de verga reta, o superior seccionado por catorze pilastras, de fustes lisos e capitéis coríntios, e o superior ornado por pinturas murais, narrando episódios da Paixão de Cristo *1 e emoldurados, inferior e superiormente, por faixa branca, onde corre inscrição latina. A cobertura, em semicúpula, apresenta-se pintada em tons de azul, criando o firmamento, tendo, ao centro, a representação da Ascensão de Cristo rodeado por feixes de luz e corte de anjos músicos. Na parede testeira, surge o retábulo-mor, em cantaria, de planta reta e estrutura escalonada, rematada por cornija, tendo, ao centro, altar paralelepipédico, com o frontal formado por quatro pequenas colunas e painéis com símbolos eucarísticos, onde assenta a banqueta, o sacrário e, no topo, nicho de perfil contracurvo, rodeado por frisos retilíneos de decoração geométrica. Sobre este, dispõe-se a imagem do Sagrado Coração de Jesus, flanqueado por dois anjos, todos feitos em mármore de Vila Viçosa. À frente da estrutura, o altar, com frontal semelhante ao do retábulo-mor e, ao lado, candelabros de cristal e bronze *2. À volta da capela-mor, evoluem, nos três pisos superiores, amplo corredor semicircular, com paredes rebocadas e pintadas de branco, iluminado uniformemente por janelas retilíneas, as do último, jacentes, onde se instalaram dependências de apoio (arquivo, museu, sala de sessões), definidas por divisórias de tabique ou de madeira apainelada. O segundo e quarto piso apresentam coberturas de madeira e o intermédio, teto plano, rebocado e pintado de branco.

Acessos

Monte de Santa Luzia, com acesso por via pública, por elevador ou caminho pedonal

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Rural, isolado, implantado no alto de um monte, a 250 m. de altitude, nas proximidades do Hotel de Santa Luzia (v. PT011609050233) e das Ruínas da cidade velha de Santa Luzia (v. PT011609050007), de onde se divisa grande parte da costa minhota e o Rio Lima. Tem acesso por estrada, pelo elevador (v. PT011609310257) ou acesso pedonal, através de escadaria, sombreada por eucaliptal, pontuada por diversas cruzes, constituindo uma Via Sacra. O recinto, totalmente envolvido por murete regularmente vazado, em cantaria de granito, criando um amplo banco corrido, apresenta vários patamares, estando o templo no superior, com acesso lateral ou frontal por três lanços de escada, a inferior ampla que leva a patamar, de onde partem dois divergentes. No patamar, erguem-se, em cada um dos lados, duas colunas, assentes em plataforma oitavada recortada, onde assenta soco com o mesmo perfil, rematado por friso em forma de toro, com decoração fitomórfica, interrompido por plinto paralelepipédico com as faces em ponta de diamante, assentes em plinto emoldurado; no soco, assenta um fuste dórico com o terço inferior marcado por anel, de onde pendem festões. Do patamar superior, evoluem mais dois lanços de escadas, levando à plataforma mais elevada, onde se ergue o templo. No lado esquerdo, situa-se o parque de automóveis, surgindo, no patamar superior, o busto de bronze do Padre António Martins Carneiro, assente em plinto de cantaria e com inscrição "HOMENAGEM AO / P. ANTÓNIO CAR / NEIRO GRANDE / APÓSTOLO FUN / DADOR E OBREI / RO DO TEMPLO / MCMLXII"; na zona posterior um parque, formado por grandes canteiros relvados e arborizados, com acesso por caminhos retilíneos pavimentados a cimento, pontuados por bancos de madeira e metal, pintados de vermelho. No início do parque, uma loja, em cantaria, protegida por alpendre constituído por cinco arcadas de volta perfeita e rasgada por cinco vãos em arco de volta perfeita, correspondendo à porta e quatro janelas; remata em platibanda vazada, com pináculos piramidais nos ângulos. Num nível superior, a casa do sacristão, em cantaria de granito, de planta retangular e cobertura a quatro águas, rasgada por vãos retilíneos, a porta protegida por telheiro. Junto a esta, a Fonte de Santa Luzia, elevada por três degraus, com espaldar retilíneo, flanqueado por pilares sobrepujados por pináculos piramidais, com remate em cornija e platibanda, com a inscrição dourada "FONTE DE SANTA LUZIA"; o espaldar forma ressalto central, onde se inscreve a bica, quadrilobada, que verte para pequena taça retilínea sustentada por consolas. Ainda no parque, surge uma Fonte de espaldar, em cantaria aparente, de aparelho isódomo, flanqueada por pilares com fustes almofadados, encimados por pináculos de bola, com espaldar criando uma saliência central, encimada por banda lombarda, onde se inscrevem duas bicas em forma de leões, que vertem para tanque semicircular, flanqueado por bancos de cantaria; o espaldar remata em cornija, friso e frontão semicircular, com as armas de Viana. Encontra-se rodeada por mimosas.

Descrição Complementar

Na fachada posterior, sob uma janela do segundo piso, existe lápide de bronze, com inscrição. Nos topos do transepto, surgem duas estruturas retabulares, semelhantes, em cantaria de mármore aparente, de planta côncava e um eixo definido por arco de volta perfeita, rematado por cornija e cruz grega, sustentado por dois contrafortes de esbarro, de perfis recortados e decorados por volutas, acantos e enrolamentos; ao centro, possuem nicho enquadrado por dois pilares de fuste liso e arestas biseladas, com capitéis de inspiração clássica, que sustenta um falso baldaquino, com friso fitomórfico, cornija e remate em volutas e ampla consola, flanqueada por rosetões inscritos em cruz grega com pingente; altar paralelepipédico com o frontal ornado por cinco painéis circulares encadeados, o central criando cruz grega. Junto ao púlpito do Evangelho, surge lápide de granito com a inscrição gravada e avivada a dourado, rodeada por moldura de volutas: "PROJECTO (1898) / ARQUITECTO VENTURA TERRA / DIRECÇÃO (1926-54) / ARQUITECTO MIGUEL NOGUEIRA / EXECUÇÃO (1928-56) / ENCARREGADO EMÍDIO LIMA". Junto ao púlpito oposto, existe lápide semelhante, com a inscrição: "ESTE TEMPLO FOI BENZIDO / E SAGRADO O ALTAR MOR / POR / D. ANTÓNIO BENTO MARTINS JUNIOR / ARCEBISPO DE BRAGA / 14/6/1959". Junto a esta, há ainda a inscrição avivada a ouro: "M. NOGVEIRA / ARQVITECTO / E. LIMA E MAIS CANTOS / 1948". Na capela-mor, as pinturas murais fazem suceder, divididas por estreito friso, nem sempre retilíneo, as seguintes cenas: "Prisão de Cristo", "Julgamento de Cristo", "Cristo encontra as mulheres de Jerusalém", "Cristo encontra Maria", "Cristo ajudado por Cireneu", "Crucificação", "Morte de Cristo", "Descida da cruz", "Soldados jogam as vestes de Cristo". Nos anexos, no segundo piso, surgem duas lápides de granito, com os ângulos curvos e as seguintes inscrições pintadas a preto: "Esta lapide foi aqui mandada collocar pela Meza / administractiva e Commissão dos melhoramentos / de Santa Luzia no dia 29 de Maio de 1903 - / 30.º dia do passamento do grande bemfeitor / DOMINGOS JOSÉ DE MORAES / como singella homenagem de respeito e saudade pelo muito que fez e contribuiu para os melhoramentos d'esta montanha."; "No dia 3 de Dezembro de 1903 - 30.º do passamento do / CONSELHEIRO ANTONIO ALBERTO DA ROCHA PARIS / illustre filho d'esta cidade e incansavel promotor dos / melhoramentos d'esta montanha por deliberação da / Meza administractiva da irmandade de Santa Luzia / conjunctamente com a Commissão dos referidos melho- / ramentos, por elle organisada, e da qual fez sempre / parte como seu digno Presidente, foi aqui mandada col- / locar esta lapide, como devida Homenagem da mais / alta consideração e da mais profunda saudade que os / habitantes de Vianna ficam consagrando á memoria / d'aquelle inolvidavel amigo e preclarissimo cidadão.". O carrilhão possui 19 sinos: do Sagrado Coração de Jesus, com 1.295,5 Kg., nota Ré e a inscrição "Ao SS. Coração de Jesus"; do Imaculado Coração de Maria, com 953 Kg., nota Fá e a legenda "Ao Imaculado Coração de Maria"; de São José, com 701,10 Kg., nota Sol e a inscrição "José Bendito / Pai de Jesus / As nossas almas / Ao Céu conduz"; de Santa Luzia, com 576,5 Kg., nota Sol e a inscrição "Sagrado Coração de Jesus, eu creio no vosso amor para comigo"; São João Evangelista, com 526,5 Kg., nota Lá e a inscrição "Abençoai e salvai / Ó Divino Coração / Todos que contribuiram / Para este carrilhão"; de Santa Margarida Maria, com 388,4 Kg. e nota Lá; Nossa Senhora da Conceição, com 351,6 Kg., nota Si e a inscrição "Salvé Rainha, do céu bendita / Suave alívio ao meu sofrer! / Levai-me ao gozo da eterna dita / Salvai-me, ó Virgem, quando eu morrer"; Nossa Senhora do Carmo, com 300,2 Kg., nota Dó e a inscrição "Mãe de Jesus / As nossas almas / ao céu conduz"; Santíssimo Coração de Jesus, com 245,3 Kg., nota Dó e a inscrição "Sagrado Coração de Jesus, abençoai a família Espregueira"; Crucifixo e Almas, com 205,3 Kg., nota Ré e a inscrição "Ó Jesus, meu doce amor, compadecei-vos das Almas do Purgatório, especialmente das mais abandonadas."; São Miguel, com 170 Kg., nota Ré e a inscrição "Ó Coração de Maria, / Doce e amante coração, / Quer na vida, quer na morte, / Sede a nossa salvação"; São Joaquim, com 151,75 Kg., nota Mi e a inscrição "Ao Sagrado Coração de Jesus oferecem pela salvação das suas almas"; Nossa Senhora de Fátima, com 128,5 Kg., notas Fá e a inscrição "Nossa Senhora de Fátima / Abençoai-me / Protegei minha família / Salvai Portugal"; Santa Teresinha, com 109,25 Kg., nota Fá e a inscrição "Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por mim, pela minha família e pelo bom povo de Chafé"; Nossa Senhora das Dores, com 89,7 Kg., nota Sol e a inscrição "Mãe Santíssima, cobri-nos com a vossa protecção e fazei feliz a nossa família"; Santa Zita, com 75 Kg., nota Sol e a inscrição "Sagrado Coração de Jesus, abençoai e salvai as pobres criadas que vos oferecem este sino"; São Francisco de Sales, com 67,85 Kg., nota Lá e a inscrição "Oferta da Casa de Santa Luzia"; Santo António, com 55,35 Kg. e nota Lá; Sagrada Face, com 40,95 Kg., nota Dó e a inscrição "Senhora, abençoai-nos! / Sagrado Coração de Jesus, venha a nós o vosso reino" *3.

Utilização Inicial

Religiosa: santuário

Utilização Actual

Religiosa: santuário

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Viana do Castelo)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETOS: João Guilherme Faria da Costa (1948); Júlio de Brito (1962); Miguel Nogueira (1926-1954), Moreira da Silva (1959); Ventura Terra (1896). CANTEIRO: Emídio Pereira Lima (1928-1956). DESENHADOR: José da Silva Dias (1886-1887). EMPREITEIRO: Francisco Gonçalves Carvalhido (1889-1890). ESCULTOR: Albino Rodrigues Lima (1955); Aleixo Queirós Ribeiro (1895-1896); Gustavo Rocha (1962); Leopoldo de Almeida (1955); Manuel Couto Viana (1934), Martinho de Brito (1959). FUNDIDOR: Fundição de Sinos (1946); Manuel Francisco Cousinha (1952, 1971). OURIVES: Filinto de Almeida (1959). PEDREIROS: José Franco da Cunha (1904); José da Meira (1936); José Rodrigues de Oliveira Lima (1904). PINTOR: Manuel Pereira da Silva (1959). PINTOR de VITRAL: Ricardo Leone (1945-1947). RELOJOEIRO: Serafim da Silva Jerónimo & Filhos (1986).

Cronologia

Idade Média - existe no local uma ermida dedicada a Santa Águeda *4; 1664 - reconstrução da capela, conforme data no púlpito; 1712 - ampliação da mesma, consagrada a Nossa Senhora da Abadia, tendo um altar colateral dedicado a Santa Luzia; alguns anos mais tarde, a imagem de Santa Luzia passa para o altar-mor e o orago do templo é alterado; 1882 - o capitão Luís de Andrade e Sousa, que se curara de problemas de visão, pede a colaboração dos amigos António Alberto da Rocha Páris e Manuel Gonçalves de Araújo, para instarem com a Junta da Paróquia, visando a doação da Capela; 1884, 19 março - Junta cede a capela, formando-se a Confraria de Santa Luzia, tendo, por secretário, Luís de Figueiredo Guerra; 21 outubro - Possidónio da Silva, como presidente da Comissão dos Monumentos Nacionais, pede ao Ministério das Obras Públicas, o levantamento da planta do local e o plano de uma estrada de acesso; 1885, 22 abril - Ministério solicita ao diretor das Obras Públicas do distrito de Viana, Engenheiro João Tomás da Costa, a elaboração da planta e plano da estrada; 26 agosto - a Câmara cede a este grupo os terrenos baldios que rodeiam a capela, marcados a 15 setembro; 1887, 21 junho - o plano, feito por José da Silva Dias, é remetido ao Ministério; 1889, 13 maio - início das obras da estrada, pelo empreiteiro de Covas, Francisco Gonçalves Carvalhido; 1890, 17 agosto - inauguração da estrada e arranjo urbanístico da Estância de Santa Luzia, com plantação de árvores, doadas pelo diretor do Palácio de Cristal, José António Vieira da Cruz, e construção de um reservatório de água e do escadório, por iniciativa de Domingos José de Morais; 1893 - formação da Comissão de Melhoramentos de Santa Luzia, por António Alberto da Rocha Páris; 1894, 25 agosto - peregrinação a Santa Luzia, lideradas pelo jesuíta, Padre Dias Silvares, que, no momento de celebração de uma missa, tem a ideia de colocar no local uma imagem do Sagrado Coração de Jesus *5, culto de que era particularmente devoto; o Conselheiro Joaquim José Cerqueira oferece 1:000$000 para a mesma, com a condição de ser em bronze e feita por Aleixo Queirós Ribeiro, então a estudar em Paris; 1895, 22 junho - terraplanagem da zona fronteira à capela; 1896, 5 janeiro - colocação da primeira pedra do pedestal para a escultura do Sagrado Coração de Jesus, tendo, na base, um cofre com uma ata, os nomes dos componentes da comissão e confraria e várias moedas da época; construção da Fonte da Moura, na estrada, com água cedida por Roberto Gonçalves Barreiros; agosto - colocação da primeira pedra no Santuário, com projeto gratuito do arquiteto Ventura Terra; 1898, 15 agosto - colocação da escultura do Coração de Jesus num pedestal provisório, erguido no adro da capela; 1903, 29 abril - morte de Domingos José de Morais; 3 novembro - morre António Alberto da Rocha Páris; 1904, fevereiro - nivelamento do terreno e abertura dos alicerces; as obras são dirigidas pelo pedreiro José Franco da Cunha, ajudado por vários oficiais, entre os quais José Rodrigues de Oliveira Lima, que ganham 10$000 por dia; 1910 - a Comissão de Melhoramentos cessa as suas funções; 1918 - com a revisão da Lei da Separação, a Comissão de Melhoramentos retoma a sua função; 1921, junho - nomeação do Padre António Martins Carneiro para capelão de Santa Luzia, que se torna o grande impulsionador das obras; 1923, 2 junho - inauguração do elevador; 1925, 20 outubro - atualização dos estatutos da Confraria, então presidida pelo Padre José Gonçalves Corujo, abade da Matriz; formação de uma Comissão Administradora do Templo, presidida pelo Padre António José Quesado; demolição de uns barracões que funcionavam como restaurante e cinema, propriedade de Costa Chapeleiro, e construção de um restaurante na zona posterior do templo, em cantaria; 1926, 15 janeiro - recomeço das obras, dirigidas pelo arquiteto Miguel Nogueira; demolição da antiga capela *6; 22 agosto - inauguração da capela-mor; 1928 - as obras são dirigidas pelo pedreiro Emídio Lima; 1934, 30 março - ereção canónica da Via Sacra, colocada pelo monte e desenhada por Manuel Couto Viana; 1936 - o Presidente da República, António Óscar de Fragoso Carmona, fica hospedado no hotel e ordena o alargamento da estrada e a sua pavimentação a paralelos, feita pelo pedreiro de Anha, José da Meira; 1937, 29 junho - a Fundição de Sinos de Braga propõe a feitura de um carrilhão de 10 sinos; 1940 - a Fundição apresenta um orçamento para o carrilhão de 52:395$00; 1942 - trabalham na obra 53 operários; 20 outubro - colocação da última pedra na abóbada interior, na presença do governador civil, Rogério Ferreira, e presidente da Câmara, João da Rocha Páris; 1944 - após um período de paragem, recomeça a funcionar o funicular; 1945 - 1947 - execução dos vitrais, oferecidos por Frederico Augusto Igrejas e executados por Ricardo Leone; 1946 - a Câmara recebe 8 mil contos para arranjar o Monte; 12 novembro - Serafim da Silva Jerónimo, proprietário da Fundição de Sinos, de Braga, informa que tem em seu poder, por conta do carrilhão, 35 contos, o qual constaria de 18 sinos, orçados em 223:816$00; 1948, 20 janeiro - inauguração do carrilhão, pelo arcebispo de Braga, D. António Bento Martins Júnior; alguns apresentam sonoridade deficiente, pela fraca qualidade das ligas utilizadas; 1948 - restabelecimento do aro previsto por Ventura Terra, com projeto do arquiteto João Guilherme Faria da Costa: construção de duas rampas de acesso ao adro com escadarias; eliminação do pórtico e substituição por árvores; eliminação das escadarias na base do Templo, sua substituição por um muro de suporte e criação de acesso às portas que a grande escadaria servia; os orçamentos e cálculos de estabilidade, volumes e medições constam de 740000$00; 1949, 18 julho - o Padre Carneiro contrata a Fábrica de Relógios, "A Boa Construtora", de Almada, propriedade de Manuel Francisco Cousinha, para a feitura de um relógio carrilhão eletromecânico, composto por um teclado elétrico, um cilindro com 11 cânticos, uma bateria com 22 motores elétricos; o contrato implica a reforma dos sinos deficientes *7 e o acrescento de sete sinos; séc. 20, 2.ª metade - transferência da fonte existente na Rua da Bandeira, junto ao Convento do Carmo, para o caminho de Santa Luzia; 1952 - inauguração do novo carrilhão; 1955 - os anjos do altar-mor são esculpidos por Albino Rodrigues Lima, conforme modelo de gesso de Leopoldo de Almeida; 1957 - chega, de Roma, uma relíquia autenticada de Santa Luzia, por diligência dos Padres José e Fernando Leite; 1959, 14 junho - consagração do altar-mor pelo arcebispo D. António Bento Martins Júnior; é desenhado pelo arquiteto Moreira da Silva, do Porto, e oferecido por João Alves Cerqueira; a imagem que o encima é feita por Martinho de Brito, de Vila Fria; execução do sacrário em prata por Filinto de Almeida, de Gondomar; desenho dos altares laterais e do púlpito por Miguel Nogueira e feitura dos mesmos por Emídio Pereira Lima, de Punhe; pintura da Via Sacra e da cúpula por Manuel Pereira da Silva; construção da casa do capelão, da casa do sacristão e de uma loja; 1960, 5 maio - visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima; 1962 - colocação de iluminação exterior; 1 julho - inauguração do busto do Padre António Martins Carneiro (falecido a 2 Maio 1960), executado por Gustavo Rocha, conforme desenho do arquiteto Júlio de Brito, e colocado junto ao templo; 1970 - inauguração do lustre, oferecido por Joaquim António Fernandes Lopes; 1 novembro - inauguração do órgão, proveniente de San Sebastian; 1971 - Ministério das Obras Públicas manda arranjar o parque de estacionamento; orçamento para a feitura de um novo teclado para o carrilhão, que é feito pela Casa Cousinha; 1973 - inauguração do ascensor da torre; 1974, 23 abril - por deliberação camarária, o templo passa a estar permanentemente iluminado; 1977 - instalação de aquecimento no interior; 1986, 21 janeiro - em reunião da confraria, decide-se pedir um orçamento à firma Serafim da Silva Jerónimo, de Braga, para arranjo do carrilhão; 27 maio - visava-se substituir o relógio por um digital eletrónico, que orça em 1.729.500$00; 26 novembro - instalação do relógio; 2003, 25 novembro - relatório de inspeção ao imóvel realizado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto em colaboração com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viana do Castelo; ali, sugere-se a implementação de um sistema que permita uma rigorosa avaliação da evolução das fendas; 2012 - Confraria de Santa Luzia apresenta um projeto de reordenamento urbanístico da envolvente do Santuário, a construção de um albergue de peregrinos e um restaurante panorâmico; o projeto visa reorganizar a circulação automóvel e pedonal, o estacionamento, que desaparece em frente do templo e passa para a zona a N.; reorganizar o espaço envolvente a N. do templo; construir um espaço de culto, uma cripta, sob o nível da praça; revitalizar o Jardim das Tílias, com a plantação de novas árvores, redefinição das zonas ajardinadas, construção de um anfiteatro, de um parque de merendas; bem como um edifício polivalente, de três pisos, para instalação da sede da Mesa, o albergue e outras valências.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura, pilastras, colunas, modinaturas, pavimentos, guardas, altares, cornijas, cachorros e lápides em cantaria de granito das pedreiras de Anha, Meadela e de Santa Luzia; retábulos e púlpito em mármore de Vila Viçosa; portas, coberturas do sub-coro e das tribunas, pavimentos, cobertura dos anexos e caixilharias em madeira; escultura e lápide em bronze; janelas com vidro simples ou colorido; rosáceas e janelas das cúpulas com vitral; coberturas exteriores em telha; galilé da fachada posterior com placa de betão.

Bibliografia

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de - Alto Minho. Lisboa: Editorial Presença, 1987; BRANCO, José Luís - «O Carrilhão de Santa Luzia». Estudos Regionais. Viana do Castelo: Centro de Estudos Regionais, dezembro 1994, pp. 117-134; D'Alpuim, Maria Augusta - A montanha dourada. 2.ª ed.. Viana do Castelo: Confraria de Santa Luzia, 1989; COSTA, Salvador - Santuários do Norte de Portugal. Porto: Turisrul - Edições e Comunicação, Ldª, 2000; «Economia - Viana conclui em novembro investimento de meio milhão no templo de Santa Luzia». In Diário de Notícias. 29 junho 2017; FERNANDES, Ana Peixoto - «1,5 milhões deixam Santa Luzia como nova». In Jornal de Notícias. 09 outubro 2017, p. 31; FERNANDES, Francisco José Carneiro - «Capelas de Viana». Cadernos Vianenses. Viana do Castelo: Pelouro da Cultura da Câmara Municipal, tomo VI, dezembro 1981, pp. 154-200; FERNANDES, Francisco José Carneiro - Tesouros de Viana. Roteiro Monumental e Artístico. Viana do Castelo: Grupo Desportivo dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais, 1999; «Objectiva bairrista». Cadernos Vianenses. Viana do Castelo: Pelouro da Cultura da Câmara Municipal, tomo XI, dezembro 1988, p. 137; «Os púlpitos das Igrejas de Viana». Cadernos Vianenses. Viana do Castelo: Pelouro da Cultura da Câmara Municipal, outubro 1978, tomo I, p. 67; «Templo de Santa Luzia requer vigilância apertada. Fissuras e cancro da pedra». O Dia. 20 janeiro 2004. VASCONCELOS, M. E. de - «Chafarizes, fontes e tanques da urbe». Cadernos Vianenses. Viana do Castelo: Pelouro da Cultura da Câmara Municipal, tomo III, dezembro 1979, pp. 38-44; (http://diocesedeviana.blogspot.pt/2013/01/confraria-de-santa-luzia-quer-construir.html#!/2013/01/confraria-de-santa-luzia-quer-construir.html), [consultado em 04-04-2013].

Documentação Gráfica

DGPC: DGEMN:DSID, Arquivo Pessoal João Guilherme Faria da Costa NP1 PT1

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID, SIPA; Associação de Reitores dos Santuários de Portugal / Paulinas

Documentação Administrativa

DGPC: DGEMN:DSID, Arquivo Pessoal João Guilherme Faria da Costa NP1 PT1

Intervenção Realizada

2014 - início do projeto de reordenamento e beneficiação da zona envolvente do templo; 2017 - obras de requalificação do exterior e interior e instalação de um sistema de contagem de visitantes, orçadas em cerca de 1,5 milhões de euros, financiada em 80% por fundos comunitários; construção de um novo edifício no jardim das Tílias, que funcionará como albergue para peregrinos e turistas, com museu e restaurant, no valor de 1,3 milhões de euros, assegurado integralmente pela Confraria de Santa Luzia.

Observações

*1 - A iconografia da pintura e representações dos vitrais foi definida pela Comissão de Arte e Arqueologia da Sé de Braga, presidida pelo cónego Manuel Aguiar Barreiros e por vários críticos de arte. *2 - Foram oferecidos pela comunidade portuguesa do Rio de Janeiro, pela ação do Conselheiro Joaquim José Cerqueira. *3 - Cada um dos sinos do carrilhão teve um ofertante: 1 e 2 - por Ana Virgínia e Amélia Rosa Formigal de Morais, por 40800$00 e 36.380$00, respetivamente; 3 - José Martins Laranjo, por 25.500$00; 4 - Viscondessa da Torre, por 20.400$00; 5 - Casa Mariazinha, por 19.040$00; 6 - Domingos António do Vale, por 14.894$00; 7 - José Gonçalves de Araújo, por 12.750$00; 8 - João José Parente Ribeiro, por 12.750$00; 9 - custou 8.024$00; 10 - Pedro Manuel Pires Gil, por 10.480$00; 11 - Maria Gonçalves Laranjo, por 6.052$00; 12 - Albertina e João de Carvalho Labrincha e Joaquim dos Santos Labrincha, por 5.134$00; 13 - Jerónimo Pinto Valente Coutinho, por 4.284$00; 14 - Albino Parente Ribeiro, por 3.572$00; 15 - Sara Pereira Viana Teixeira e João Teixeira, por 3.128$00; 16 - criadas de Viana, por 2.244$00; 17 - Casa de Santa Luzia, por 1.836$00; 18 - Família de Viana, por 1.564$00; 19 - Conceição Pinto da Rocha. *4 - No local, foi encontrada uma ara votiva em bronze, epigrafada. *5 - A Irmandade do Sagrado Coração de Jesus de Viana foi instituída em 29 Março 1743, no Convento dos Crúzios, passando, com a extinção, em 1834, para a Igreja de Monserrate e, em 20 abril 1836, com a projetada demolição desta, para a Igreja de São Domingos, tendo anexo o Centro do Apostolado da Oração, com primeira referência em 1882-83. *6 - A antiga Capela de Santa Luzia era de planta longitudinal com nave e capela-mor mais estreita, com cobertura homogénea em telhado de duas águas, tendo a fachada principal em empena truncada por cruz latina assente em plinto paralelepipédico, flanqueada por cunhais apilastrados, encimados por pináculos piramidais; era rasgada por portal em arco de volta perfeita; a fachada lateral esquerda era rasgada, no corpo da capela-mor, por janela retilínea em capialço. *7 - Os sinos deficientes são depois adquiridos pela Igreja de Palmeira, em Braga.

Autor e Data

Paulo Amaral 2004

Actualização

 
 
 
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