Igreja Paroquial de Ponte de Lima / Igreja de Santa Maria dos Anjos

IPA.00009007
Portugal, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Arca e Ponte de Lima
 
Igreja paroquial, de fundação medieval, com nave única e capela-mor, de que subsiste o pórtico, em arco apontado, escavado e com várias arquivoltas, com decoração vegetalista, alterada pela ampliação no período maneirista, resultando em três naves escalonadas, de dois tramos definidos por pilares com capitéis clássicos e cabeceira tripartida, com capela-mor poligonal e absidíolos retangulares. Tem coberturas internas diferenciadas, de madeira em apainelados, na nave, e em abóbada de berço de caixotões de cantaria, na capela-mor e transepto. É iluminada escassamente por janelas de volta perfeita, correspondendo à construção primitiva, algumas entaipadas, e por janelas retilíneas, em capialço, nas naves laterais. A fachada principal é em empena, com os vãos rasgados em eixo, composto por portal e rosácea revivalista, neogótica. As fachadas rematam em cornija, as da nave principal sobre cachorros de cantaria, as do transepto e capela-mor com merlões recortados e gárgulas de canhão estriadas, tipicamente seiscentistas. A torre sineira quadrangular, adossa-se à fachada lateral direita, possuindo um vão com arco canopial. Na fachada posterior, surge um nicho assente em cornija e protegido por pequeno baldaquino, numa solução típica do período medieval e visível na Sé de Braga (v. IPA.00001050). No interior tem coro-alto sobre arco em asa de cesto, púlpitos confrontantes, adossados aos pilares divisórios das naves, e retábulos de talha maneirista, do tipo nicho, e barroca do estilo nacional. Destaca-se a Capela de Nossa Senhora da Conceição, sob a torre, com portal de acesso ornado pelas armas dos fundadores, flanqueado por moldura torsa e pequenos pilares laterais, de inspiração manuelina, sendo de referir a sua abóbada polinervada e a existência, no interior, das lápides tumulares dos fundadores e descendentes. Possui pia de água benta sobre pilar torso com anel a meio, semelhante ao da pia batismal, apontando para feituras contemporâneas. Os topos do transepto mantêm os retábulos primitivos, o do Evangelho, embora truncado e com remate alterado, revela-se um exemplar maneirista, com profusa decoração fitomórfica no remate e predela com imagem relevada; o da Epístola, do estilo nacional possui vários elementos que apontam para a Confraria que o mandou executar, a do Senhor Jesus, surgindo, na cartela do remate, os cravos e, no altar, uma cruz envolvida por sudário. A cobertura da tribuna revela semelhanças com o retábulo do Santíssimo da Sé de Viana do Castelo, apontando para uma fase tardia do barroco nacional, já datável do séc.18. Apresenta sotobanco de madeira em branco, contrastando com o douramento do resto da estrutura, revelando um reaproveitamento. Dos absidíolos, destaca-se o do Evangelho, destinado a receber a Capela do Santíssimo, com decoração semelhante à da Sé de Viana do Castelo no arco de acesso (v. IPA.00004129), apesar de se encontrar amputado no remate; está flanqueado por colunas e profusa decoração figurativa e fitomórfica. Parte do espólio artístico de talha foi removido, segundo teorias de restauro puristas, de meados do séc. 20.
Número IPA Antigo: PT011607350095
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta poligonal, com três naves de dois tramos, transepto inscrito e capela-mor, ladeada por dois absidíolos e pelos dois anexos das sacristias; junto à fachada principal, torre sineira quadrangular, de volumes articulados e masses horizontalistas, cortadas pela torre, verticalizada, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na nave, capela-mor e transepto e de uma nas naves laterais. Fachadas em cantaria de granito aparente, de aparelho isódomo, rematadas por cornija, sustentada por cachorrada no corpo da nave, por beiral e por platibanda de merlões recortados, no transepto e capela-mor. Fachada principal virada a noroeste, em empena, com cruz vazada e hastes flor-de-lisada, no vértice, com dois registos definidos por cornija. No primeiro, rasga-se o portal escavado e com acesso por quatro degraus, de perfil ligeiramente apontado, formando seis arquivoltas, umas toreadas e outras decoradas por caneluras, bolas e rosetas, sustentadas por oito colunas embebidas; os capitéis são alongados e ornados por palmetas, rosetas e folhagem enrolada; na segunda coluna da direita, duas aves a beber de uma taça; nos ângulos da fachada, duas mísulas de cantaria *1. No registo superior, surge uma rosácea, com molduras múltiplas, a interior boleada, formando pequenos pilares concêntricos, que sustentam arcos trilobados; tem vitral colorido, representando, no óculo central, polilobado, a Virgem com o Menino. No lado direito e ligeiramente recuada, a torre sineira, rasgada, inferiormente, por janela retilínea e, na face sudoeste, por fresta e pequena janela com remate em arco canopial, sob a qual surge painel de azulejo; superiormente, possui quatro ventanas de volta perfeita, encimadas por relógios circulares e o conjunto remata em ameias e pequena estrutura metálica, que sustenta uma sineta e um catavento. A fachada lateral esquerda, virada a nordeste, tem, na nave central, janela de volta perfeita, em capialço e entaipada, e porta em arco de volta perfeita, de dupla arquivolta, formando moldura toreada, com acesso por um degrau, flanqueada por duas janelas retilíneas, também em capialço; o corpo do transepto, em empena com cruz latina no vértice e pináculos nos ângulos, é rasgado por duas janelas em capialço e com molduras salientes, encimada por óculo circular entaipado; no cunhal do lado direito, uma gárgula de canhão, com decoração estriada; o corpo da sacristia tem, no extremo, janela retilínea com moldura saliente e protegida por grades de ferro. Fachada lateral direita, virada a sudoeste, sendo visíveis duas janelas retilíneas da nave central e duas frestas em capialço na lateral, que flanqueiam portal em arco de volta perfeita, semelhante ao da fachada oposta; o corpo do transepto, em empena com cruz latina no vértice, sobre plinto volutado com a data "1713", é rasgado por janela em capialço e tem, no lado esquerdo, gárgula de canhão, estriada; adossado, o corpo da sacristia de dimensões distintas, com dois e um pisos, tendo janela jacente na face noroeste e, na sudoeste, quatro janelas sobrepostas, as inferiores em capialço e as superiores retilíneas, todas protegidas por grades de metal. Fachada posterior com capela-mor de perfil poligonal, encimada por três gárgulas de canhão, estriadas, tendo, ao centro, nicho de perfil semicircular, com cornija inferior e baldaquino superior, ornado por elemento cordiforme, contendo a imagem de pedra da Virgem com o Menino; o corpo adossado no lado direito tem porta de verga reta, flanqueada por duas janelas retilíneas, todas com moldura saliente, em cantaria. INTERIOR em cantaria de granito aparente, de aparelho isódomo, com pavimento em lajeado de granito e cobertura de madeira, de cinco panos apainelados na nave, com tirantes metálicos, sendo de um pano nas laterais. As naves são separadas por quatro pilares com capitéis jónicos, formando arcos torais de volta perfeita e aresta côncava. Coro-alto assente em arco em asa de cesto, com guarda de madeira balaustrada e acesso através do corpo da torre, por escadas de dois lanços, que partem da nave lateral da Epístola. O portal axial e portas travessas encontram-se protegidos por guarda-vento de madeira e vidro colorido, todos ladeados por pias de água benta, com taça estriada e bordo boleado; junto ao primeiro, no lado do Evangelho, arcosólio em arco apontado, alteado por um degrau de perfil contracurvado, contendo duas tampas de sepultura. Na parede lateral e junto a este, nicho de volta perfeita, tendo, inferiormente, pedra de armas e caixa de esmolas de madeira. Confrontantes, quatro confessionários de madeira encerada. Sob a torre, a Capela de Nossa Senhora da Conceição, com acesso por dois arcos de volta perfeita, um em cada face, com cobertura em abóbada polinervada, contendo vários bocetes com decoração, o central com as armas dos Pereira, e os demais com estrelas de oito pontas; possui retábulo de talha em branco e duas sepulturas no pavimento. No lado do Evangelho, vitral representando a "Coroação da Virgem" e, à entrada, pia de água benta, assente em plinto torso, com anel cordiforme, tendo taça hemisférica, decorada por motivos fitomórficos e com bordo boleado. Nos pilares que marcam o cruzeiro do transepto, dois púlpitos confrontantes, quadrangulares, assentes em bacias de cantaria, sobre mísulas do mesmo material, com guardas de madeira torneada e acesso por portas de verga reta. O transepto tem coberturas em abóbada de berço, em caixotões de cantaria, assentes em friso, cornija e mísulas equidistantes, o central do braço da Epístola rasgado por vitral, representando um Pelicano; nos topos, retábulos de talha dourada, o do lado do Evangelho, dedicado a Nossa Senhora de Fátima e o oposto a Nossa Senhora das Dores *2. Para os braços, abrem os absidíolos, com coberturas de falsas abóbadas de berço de madeira, em caixotões e assente em cornijas, o do lado do Evangelho com acesso por arco de volta perfeita e moldura saliente, com pavimento em lajeado de granito e cobertura em abóbada de berço, tendo, ao centro, pia batismal de mármore rosa, assente em pilar torso com anel cordiforme taça quadrilobada e ornada por motivos vegetalistas. No topo, óculo circular e, no lado da Epístola, arco de volta perfeita de ligação à capela-mor. O oposto tem acesso por arco de volta perfeita e, sobre dois degraus, um altar em cantaria; no topo, óculo circular com moldura oitavada; no lado do Evangelho, arco de volta perfeita, que liga à capela-mor e, no oposto, porta de acesso à sacristia. O arco de acesso está ladeado por porta de verga reta e moldura saliente, de acesso à sacristia, encimado por pedra de armas com paquife. No cruzeiro, órgão positivo de armário. Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras toscanas, com fustes almofadados, que se prolongam numa segunda ordem de pilastras, a sustentar frontão triangular e que enquadram nicho de volta perfeita, de interior concheado. Capela-mor de perfil poligonal, com cobertura em abóbada de berço, em caixotões de cantaria, assentes em friso, cornija e consolas equidistantes. Supedâneo de três degraus, sobre o qual surge a mesa de altar, assente em dois pilares de cantaria; na parede fundeira, o altar-mor, em cantaria, com frontal ornado por uma "Última Ceia", em relevo policromo, encimado por sacrário em forma de templete, com a porta decorada por custódia e as iniciais "IHS". No lado do Evangelho, porta dintelada de acesso à sacristia e, no oposto, nicho quadrangular, para alfaias *3.

Acessos

Ponte de Lima, Rua da Matriz; Largo de São José

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 263/2013, DR, 2.ª série, n.º 90, de 10 maio 2013 / Incluído na Zona de Proteção da Igreja da Misericórdia de Ponte de Lima (v. IPA.00003496)

Enquadramento

Urbano, isolado, rodeado por estreitas vias públicas, exceto a fachada lateral direita, que abre para um pequeno largo, pavimentado a lajeado de granito e pontuado por floreiras de madeira e bancos do mesmo material. No ângulo formado na fachada lateral esquerda, surge um canteiro de flores, murado e encimado por grade de ferro, pintada de verde. Fronteiro, ergue-se a Igreja e Hospital da Misericórdia de Ponte de Lima (v. IPA.00006948) e, a cerca de 30 m para poente, é visível um troço da muralha medieval entre a Torre de São Paulo, a cerca de 40 a noroeste, e a Torre da Cadeia, a cerca de 70 m a sudoeste (v. IPA.00003566). Frente à fachada lateral direita localiza-se uma casa seiscentista (v. IPA.00029998).

Descrição Complementar

Na sineira, existe painel de azulejo figurativo, monocromo, azul sobre fundo branco, com moldura policroma, tendo, superiormente, os escudos portugueses e, ao centro, as armas municipais. A Capela de Nossa Senhora da Conceição tem, na face que abre para a nave central, arco de tripla arquivolta toreada, assentes em colunelos, os exteriores mais finos, com capitéis ornados por motivos fitomórficos, e flanqueado por pilar com canelura torsa, rematado por pináculos, que se prolongam em elemento cordiforme formando uma moldura superior; nos seguintes, dois painéis circulares, o do lado esquerdo com cruz de Santiago, arma dos Pereira, e o oposto com florão. No pavimento, duas sepulturas, a do lado esquerdo com a inscrição: "S D DN ANA DE LI / MA. FERNAM DA SILVA. A MA / MDOV FAZER"; por baixo da pedra de armas dos Lima e dos Silva, a inscrição: "AQUI IAS ANTONIO PER / EIRA DE LIMA. COMEMDADOR / DE SERNANCELHE DA RE / LIGIAO DE S. IOAO COM / SVA AVO. D. ANNA DE LIMA / ES / TAVAM AI. D. LEANOR DE MELLO / E SEV IRMAO BERNARDO / PEREIRA E TEM COATRO M / ISSAS. SOMANARIAS. NO / MOSTEIRO. DE SANT. MA/ RIA. DE. REFOIOS DE LIMA". No lado direito, sobre o brasão dos Pereira, a inscrição: "AQVI IAS FERN / AN DA SILVA PRA / E D. LIANOR DE MELO / SA MR / FALE / SER / AO / 1631"; por baixo, a inscrição: "E FRCO PRA DA SILVA / BERNARDO PRA E / FERNAM PRA S FOS". Retábulo de talha em branco, de corpo côncavo e um eixo definido por quatro pilastras com os fustes ornados por acantos, e por quatro colunas torsas, decoradas por pâmpanos, formando nicho no intercolúnio, todos assentes em consolas e que se prolongam em cinco arquivoltas unidas no sentido do raio e com as armas dos Pereira no fecho, encimadas por elmo e paquife; ao centro, tribuna em arco ligeiramente apontado, onde se integra o orago, tendo altar paralelepipédico, com o frontal decorado por acantos, que centram as iniciais "A / M". Retábulo de Nossa Senhora de Fátima, de talha dourada, assente em sotobanco de cantaria, de corpo reto e três eixos definidos por quatro colunas com o fuste ornado por motivos fitomórficos e o terço inferior marcado, que sustentam frisos e cornijas; ao centro, nicho de volta perfeita e fundo ornado a imitar uma cena pastoril, pontuada por ovinos, onde surge plinto de perfil côncavo; os eixos laterais formam apainelados retilíneos, pintados a imitar brocados, onde surgem mísulas; remate em falso tímpano ornado por acantos e com escudo ao centro; no banco, em relevo, dois medalhões com duas figuras coroadas; altar paralelepipédico dividido em quatro apainelados ornados por acantos e cartelas ovaladas. O retábulo do lado oposto, dedicado a Nossa Senhora das Dores, é de talha dourada, sobre sotobanco de talha em branco, de corpo convexo e três eixos definidos por quatro colunas torsas e ornadas por acantos e anjos encarnados, assentes em consolas com atlantes, que se prolongam em três arquivoltas, as exteriores torsas, unidas no sentido do raio e com cartela no fecho, ornada pelos cravos de Cristo; ao centro, nicho de volta perfeita com o fundo pintado a representar Jerusalém, com os lados apainelados e cobertura em falsa abóbada de aresta de talha dourada, ornada por acantos; os eixos laterais formam nichos retilíneos, o do lado da Epístola, iluminado diretamente por uma janela, criando o efeito de camarim; altar paralelepipédico decorado por acantos e cartela central com a cruz e o sudário. O acesso ao absidíolo da Epístola faz-se por arco de volta perfeita, com fecho saliente, flanqueado por duas colunas coríntias, assentes em plintos paralelepipédicos com as faces almofadadas, encimadas por pináculos piramidais, sendo rematado por friso, decorado por busto e querubins, e por cornija ornada por rosetões; nos seguintes, dois óculos, apresentando duas figuras com turbantes. O arco apresenta a inscrição: "E. C. M. F. FRC. DE GIMARAES ABADE DE PROZELO POR SVA DEVASAO" e, no fecho, a data "1589".

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Viana do Castelo - Arciprestado de Ponte de Lima)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 15 / 17 / 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Manuel Luís (1567); Manuel Pinto de Vilalobos (1712). CAIADOR: José Joaquim da Silva (1798-99). CARPINTEIROS: António Alves (1724); Custódio da Cunha Leal (1751-52); Félix da Costa (1747); João Afonso (1747); João Manuel Cerqueira (1791); José Cunha (1790); Manuel Dias (1738-1773); Matias de Amorim (1660-61); Pedro Gonçalves (1724), Ventura Vaz (1724). ENGENHEIRO: Vilaça (1932). ENTALHADOR: Álvaro José Pereira (1803); Bento de Alvarenga (1712); João Araújo (1731); José Rodrigues (1845-1852); Manuel Gomes da Silva (1740); Tomé Álvares de Carvalho (1724). FUNDIDOR: Alexandre Ferreira (1755). IMAGINÁRIO: João da Cunha (1724). INSPETOR de OBRAS: Frei Jerónimo (1657). ORGANEIRO: Calisto de Barros Pereira (1728); João Baptista (1772). OURIVES: António Carvalho (séc. 17); António José de Araújo (1753); Baltazar Rodrigues (1750); Estêvão Lima (1767); João Coelho (1788); Luís Lopes (1790-1797); Luís Rocha (1696); Pedro Dantas (1768-1771); Peixoto (1697). PEDREIROS: Brás (1711); João Moreira (1729); Manuel da Cruz (1791); Sebastião Afonso (1567);. PINTOR: Vitório Soares (1733-1768). PINTOR DOURADOR: Alexandre Coelho (1740); Francisco Magalhães (169); João Baptista da Rocha (1845); João Lopes (1589); Manuel Alves da Costa (1727); Manuel de Abreu (1751-52); Pedro de Oliveira (1752).

Cronologia

1405 - constituição da Colegiada; 1444 - segundo alguns autores, data de fundação da Matriz, sobre uma ermida do Espírito Santo *4, para a qual D. João I dera umas casas e 20$000; 1446 - nas Cortes de Évora, os procuradores de Ponte de Lima referem que a igreja está fundada e a ousia acabada; D. Afonso V doa os resíduos da vila para a obra; 1478-1479 - colocação de um relógio na torre; 1539 - instituição da Irmandade do Santíssimo Sacramento; 1540 - fundação da Capela de Nossa Senhora da Conceição, por Inês Pinto, que fora autorizada a construir capela na base da torre, desde que a reconstruisse e garantisse a segurança do engenho do relógio; 1566 - esta foi vinculada à Casa de Bertiandos pela fundadora; 1567, 22 março - planta de Manuel Luís, do Porto, para feitura de uma nova capela-mor e arco triunfal, orçada em 400$000; 24 março - as obras são entregues ao pedreiro Sebastião Afonso, de Sá, por 260$000, sendo inspecionadas por Frei Jerónimo; 1574 - visitada pelo Arcebispo D. frei Bartolomeu dos Mártires; 1589 - o abade de Prozelo, Francisco Guimarães, manda edificar a capela do Santíssimo, copiando a da Matriz de Viana do Castelo e anexando-lhe um morgado; provável feitura do portal pela escola dos Lopes; 1590 - feitura das naves laterais; 1631 - no Inventário da Confraria do Espírito Santo, é referida uma bandeira e um retábulo da paz; sepultura de Fernão da Silva e Leonor de Melo na Capela da Conceição; 1645, 26 fevereiro - referência ao retábulo da sacristia; 1667-1668 - feitura de uma credência (1$500); 1672 - obra da sacristia; 1675 - 1676 - pintura e douramento da imagem do Espírito Santo (3$500); a Confraria faz cruz e castiçais por Estêvão Lima; 1679 - feitura do retábulo do Espírito Santo (30$000); a Confraria comparticipa com 10$250 para o frontal da capela-mor; 1681 - perante a necessidade de obras, a Câmara pede ao rei a conceção do real da água; 12 maio - Câmara fez obras nas paredes e madeiramento; 1685 - os barqueiros doam uma imagem de São Cristóvão; 1687 - douramento da tribuna do Espírito Santo (20$000); 1689, 28 junho - obras na empena e fresta da capela-mor; 1693 - Confraria de Nossa Senhora, a Grande, manda fazer um tocheiro, em Braga; 1696 - a mesma manda fazer a pauta de obrigações, por Francisco Magalhães; 1699 - a mesma manda fazer uma vara, em Braga; 1701, 29 janeiro - feitura do retábulo de São Sebastião, semelhante ao do Convento de Santo António; 1704 - obra na capela-mor; 1708, 10 maio - a Confraria do Espírito Santo dá 50$000 para a ajuda do douramento da abóbada da capela-mor; 1710 - feitura da imagem do Crucificado para o altar de Nossa Senhora, a Grande (5$000); 1712, maio - Manuel Pinto de Vilalobos desenha o retábulo do Santíssimo, executado pelo entalhador Bento Alvarenga (260$000); 1713 - data na capela colateral; 1714 - re-ereção da Irmandade de Nossa Senhora Expectação *5; 18 setembro - forro e pintura da sacristia; 1716, 02 fevereiro - execução do retábulo de Nossa Senhora da Expectação; 1722, 09 dezembro - esta paga 3$255 para a credência; 1724 - feitura da peanha para a imagem do Espírito Santo ($240); 23 agosto - feitura da imagem de São Sebastião pelo imaginário João da Cunha; obra do frontal por Tomé Álvares de Carvalho; 02 dezembro - feitura do banco para o coro, por Ventura Vaz; 1727, 24 agosto - douramento do retábulo, frontal, anjos e serafins do altar do Rosário, por Manuel Alves da Costa (90$000); 1728 - sepulturas da capela-mor eram das Confrarias do Espírito Santo e de Nossa Senhora, a Grande; feitura do arcaz da sacristia; 28 maio - contrato para a execução do retábulo do Senhor Jesus, por Miguel Coelho, por 312$000, doados pelo prior Francisco de Oliveira Rego; 11 junho - execução do órgão por Calisto de Barros Pereira; 1729, 16 fevereiro - abertura de fresta, para iluminar o altar do Espírito Santo, privado de luz pela colocação do órgão; 18 maio - obra de alvenaria dos púlpitos, por João Moreira (7$000); 25 maio - contrato com Miguel Coelho para a execução do arcaz da sacristia do Espírito Santo (42$250); feitura do pavimento da mesma (12$480); 1731, 14 março - obra de talha dos púlpitos e caixa do órgão, por João de Araújo, de Braga (62$000); 1733, 23 abril - ajuste da pintura do forro da sacristia do Espírito Santo e pintura com Vitório Soares (10$985); 1734, 26 abril - pintura do altar da Expectação; 26 junho - doação de uma imagem de Santa Teresa à Confraria de Nossa Senhora da Expectação, em troca de uma missa cantada, pelo Padre Manuel Carneiro de Lima; 1738 - obra do arcaz da Irmandade de Nossa Senhora da Expectação e feitura e uma esteira para o altar (3$100), por Manuel Dias; 1740 - feitura do arcaz da sacristia do Santíssimo, por Manuel Dias; oratório do arcaz pelo entalhador Manuel Gomes da Silva e douramento por Alexandre Coelho (20$000); feitura de um Crucificado para o oratório; 1742-1743 - conserto do sino, em Braga (76$602); 1746, 05 agosto - execução da imagem de Santa Ana para o altar da Expectação; 1747 - encarnação do Crucificado e do rosto de Nossa Senhora, a Grande (2$150); douramento dos anjos do arco cruzeiro (12$800), por ordem da Confraria de Nossa Senhora, a Grande, colocados por Félix da Costa; 1748 - instituição da Confraria de Nossa Senhora do Carmo, atribuível ao padre Leandro António Pinto Mendonça; 1749-1750 - feitura de uma sepultura na capela-mor ($500); 1750, 10 dezembro - Confraria do Rosário decide fazer 2 púlpitos; 1751 - Nossa Senhora, a Grande manda fazer turíbulo e caldeira, em Braga; 1751-1752 - feitio e douramento da pauta para o breve, por Custódio da Cunha Leal (2$800); douramento da peanha da imagem do Espírito Santo, por Manuel de Abreu (2$400); 1752, 10 abril - execução das grades do altar da Expectação; 1755, 17 janeiro - execução do supedâneo, das grades de madeira e pintura do altar da Expectação; 03 setembro - feitura do sino, por Alexandre Ferreira, de Braga; 1756, 10 maio - Confraria do Rosário paga o madeiramento da sacristia; 31 maio - adjudicação da obra da nova sacristia do Santíssimo e casa do Espírito Santo (300$000); 1731, 03 julho - a Câmara reforma a fachada principal, com introdução de sacada, duas janelas e nicho central; 1757 - Nossa Senhora, a Grande manda fazer 2 lampadários, no Porto; 01 maio - Confraria do Rosário faz obras de madeiramento e o guarda-pó da sacristia; 10 novembro - douramento dos púlpitos; 1758 - Confraria de Nossa Senhora, a Grande recebe legado de $400, de Ana Maria de São José, para a festividade das Quarenta Horas; 11 outubro - fundição dos sinos da torre; 1758-1759 - douramento das letras do sino ($600); 1759, 15 dezembro - Irmandade do Santíssimo faz 2 credências; 1760, 09 agosto - douramento do púlpito (30$000); 1763, 26 março - execução do pálio da Confraria de Nossa Senhora do Rosário; 1764, 15 janeiro - feitura de um Crucificado para o altar do Santíssimo; 16 janeiro - execução do arcaz da Confraria de Nossa Senhora do Carmo; 1765 - feitura do novo altar de Nossa Senhora do Carmo; 1766, 02 novembro - obras de ampliação do templo; 1768, 0 dezembro - pintura do mostrador do relógio, por Vitório Soares; 1771 - Confraria de Nossa Senhora, a Grande, manda fazer castiçais e caldeira, por Pedro Dantas; 01 julho - reedificação da matriz, pedindo-se a deslocação dos retábulos para desimpedir a nave; 1772 - execução de um Crucificado para o altar do Carmo; 1773 - feitura da tabuleta dos responsos de Nossa Senhora, a Grande, por Manuel Dias; 1776 - a administradora do vínculo da Capela do Rosário, Feliciana Quitéria Antas de Barbosa Ortega de Almada, solicita a abolição do vínculo; 1777 - no Inventário da Confraria de Nossa Senhora do Carmo, são referidas as imagens de Nossa Senhora no altar, uma imagem pequena de Nossa Senhora, num oratório e que ia nas procissões, e um Crucificado; 17 maio - D. Maria I autoriza a abolição do vínculo da Capela do Rosário, cujos bens são vendidos; 1778 - obras na Capela do Rosário; 1779 - encarnação do Crucificado do altar do Carmo e feitura da cruz em prata; no Inventário da Confraria do Rosário são referidas duas imagens da mesma, uma mais pequena; 1780, 17 novembro - pintura de uma "Ceia" para a boca da tribuna do Santíssimo; 1780-1781 - execução das escadas da tribuna do Rosário; esta Confraria faz um púlpito (3$600); 1782, 08 março - venda da Capela do Rosário à Confraria da Expectação; 1784 - feitura das grades do altar do Rosário, em madeira; 1787, 04 março - pintura do retábulo da Expectação; 1788 - douramento da cadeia das lâmpadas da Senhora, a Grande, por João Coelho; 1789, 17 maio - Confraria do Rosário pondera a execução de novo retábulo; 1790 - feitura de um Crucificado de prata para o altar de Nossa Senhora, a Grande, por Luís Lopes; 1791 - obras de alvenaria na Capela do Rosário, por Manuel da Cruz (1$080); 1793, 20 janeiro - reforma do altar e supedâneo do Carmo; 1794, 04 maio - feitura do arcaz e oratório da Confraria do Rosário; 1798-1799 - pintura da Capela do Rosário, por José Joaquim da Silva (3$930); feitura do Crucificado para o altar do Rosário (1$600) e do pavimento da sacristia e oratório (3$800); séc. 19, 1.ª metade - a Câmara fica isenta das obras da Matriz; 1803, 06 janeiro - execução de novo retábulo do Santíssimo, por Álvaro José Pereira (180$000); 1807, 15 fevereiro - reboco do estuque e forro em seda carmim com guarnições de ouro, da parte superior da tribuna do Santíssimo; 22 abril - pintura da tribuna a imitar jaspe e ouro; 15 novembro - ajuste da pintura por 100$000; 1807-1808 - obra de pedraria do definitório da Confraria da Expectação (24$120); 1808, 21 janeiro - obras na Capela da Senhora do Rosário para colocar no local o altar da Expectação, com abertura de frestas, conserto do forro e estuque e lajeamento da nave, do local de onde saiu o retábulo; 1818, 05 novembro - Confraria do Espírito Santo participa nas obras da sacristia, com a condição de ter uma porta de serventia; 1820, 02 julho - Confraria da Expectação participa na obra da sacristia, com a condição de lhe abrirem 2 frestas fronteiras à capela; 1822 - no Inventário da Confraria de Nossa Senhora do Carmo, é referido o retábulo de Nossa Senhora das Dores e o Crucificado do altar; 01 julho - lajeamento do corpo da igreja; 22 julho - abertura da claraboia e duas frestas na nave fronteira à Capela do Santíssimo; feitura do forro da mesma; 1829, 19 fevereiro - remoção dos azulejos do arco da Capela do Santíssimo e revestimento do mesmo a estuque; 1830, 10 março - pintura das paredes da Capela do Santíssimo a escaiola; 1833, 12 março - pintura do forro da igreja; 1834 - instituição da Irmandade das Almas; extinção da Colegiada; 1835 - no Inventário da Confraria da Expectação, há referência a um presépio composto pelo Menino, Virgem, São José, boi e mula; num dos nichos do retábulo, existe uma Sagrada Família; 29 março - execução de um coreto de madeira para o órgão do Santíssimo; 1840, 17 dezembro - obra da porta principal, guarda-pó, janelas do coro, púlpitos, sanefão do arco triunfal e pintura da cobertura da igreja; 1844, 12 fevereiro - contrato com José Rodrigues para feitura do retábulo do Espírito Santo (520$000); 1845, 21 novembro - contrato com o pintor João Baptista da Rocha, de Braga, para dourar o retábulo, sanefas, 4 portas da capela-mor, santos da boca da tribuna (Espírito Santo e São Pedro) e a "Ceia" do frontal; 1847, 07 janeiro - Confraria do Espírito Santo faz dois painéis para a capela-mor ("Pentecostes" e "Batismo de Cristo"); manda dourar cornijas, cachorros da abóbada e pintar a cobertura; 19 abril - pintura e douramento do armário, portas e paredes da sacristia do Espírito Santo; 1851, 03 junho - Confraria do Espírito Santo decide fazer o sanefão do arco triunfal; 1852 - feitura dos púlpitos por José Rodrigues; o mesmo entalhador faz o retábulo de Nossa Senhora, a Grande; no Inventário da Irmandade do Santíssimo, constam as imagens do Senhor, Senhor Ressuscitado, Nossa Senhora da Soledade, São João Evangelista e uma credência na capela; 1866 - no Inventário da Confraria de Nossa Senhora do Carmo, é referida a imagem de Santa Filomena, existente sob a padroeira; 1882-1883 - douramento da Capela da Expectação 1883, 22 dezembro - reforma da torre; 1889, fevereiro - remoção das sepulturas e feitura do pavimento em soalho, pago por João Rodrigues de Morais; 1912 - instalação do batistério na capela colateral do Evangelho; 1932 - feitura da rosácea, à semelhança da de São Francisco do Porto, conforme desenho do Engenheiro Vilaça; 1956-1964 - remoção de parte da talha do interior, no âmbito das obras levadas a cabo pela Paróquia, sob a iniciativa do pároco Cónego Carlos Francisco Martins Pinheiro, com subscrição pública e com comparticipadas pelo Ministério das Obras Públicas; 1959, 25 dezembro - reaberta ao culto; 1965, 24 outubro - inauguração da capela dedicada ao Beato Francisco Pacheco, natural de Ponte de Lima, na antiga Capela do Santíssimo; 2005, 29 agosto - despacho de abertura do processo de classificação; 2012, 28 dezembro - publicação do projeto de decisão de classificar o imóvel como Monumento de Interesse Público, em DR, 2.º série, n.º 251, anúncio n.º 13817/2012; 2013, 17 janeiro - declaração de retificação n.º 55/2013, em DR, 2.ª série, n.º 12.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito aparente; modinaturas, cruzes, pilares, pavimento, pias de água benta, sotobancos dos retábulos, colunas, coberturas em cantaria de granito; pia batismal em mármore; coberturas, portas, guardas-vento, retábulos, caixilharias de madeira; janelas com grades de ferro; janelas com vidro simples ou colorido; vitral; coberturas em telha.

Bibliografia

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de - Alto Minho. Lisboa: Editorial Presença, 1987; ALVES, Lourenço - «Igrejas e Capelas Românicas da Ribeira Lima». In Caminiana. Caminha: dezembro 1982, ano IV, n.º 7, pp. 47-118; CARDONA, Paula Cristina Machado - A actividade mecenática das confrarias nas Matrizes do Vale do Lima nos séc. XVII a XIX. Tese de Doutoramento da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: texto policopiado, 2004, vol. 3; CARDONA, Paula Cristina Machado - «A actividade artística das confrarias no vale do Lima». In Monumentos. Lisboa: março 2005, n.º 22, pp. 138-143; CARDONA, Paula Cristina Machado - O perfil artístico das Confrarias em Ponte de Lima na época moderna, Dissertação de Mestrado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: 1997, 3 vols.; LEMOS, Miguel de - «Folhetim sobre as antiguidades de Ponte de Lima, a Egreja Matriz». In O Commercio do Lima. 23 maio 1877, n.º 79; MARQUES, José - «A data da Matriz de Ponte de Lima. Novos dados». In Arquivo de Ponte de Lima. Ponte de Lima: 1985, vol. VI, pp. 373-380; MORAIS, Adelino Tito de - «Apontamentos para a História de Viana». In Cadernos Vianenses. Viana do Castelo: junho 1980, tomo IV, p. 199; MORAIS, Adelino Tito de - Palacete Vlla Moraes - subsídios históricos. Ponte de Lima: 1995; OLIVEIRA, Eduardo Pires - Arte Religiosa e Artistas em Braga e sua região (1870 - 1920). Braga: 1999; Vale do Lima, Coord. OLIVEIRA, Eduardo Pires, Braga: 2001; REIS, António Matos - Caminhos da História da Arte no Noroeste de Portugal no primeiro quartel do século XVIII. Viana do Castelo: 1995; REIS, António P. de Matos dos - Itinerários de Ponte de Lia. Ponte de Lima: 1973; SILVA, Maria Ifigénia Lima Evangelista da - «A Igreja Matriz de Ponte de Lima no século XV». In Almanaque de Ponte de Lima. Ponte de Lima: 1980, n.º 9, pp. 75-90; VALENÇA, Manuel - A Arte Organística em Portugal. Braga: 1990, vol. II.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

DGPC: DGEMN:DSID; ADVC: Fundo Notarial de Ponte de Lima; AHMPL: Livro das Vereações (25 vols., 1679-1803), Livro da Fábrica da Igreja Matriz (2 vols., 1678-1703); AILMT: Livro dos Termos da Mesa da Confraria do Espírito Santo (1679-1821), Livro dos Termos da Mesa da Confraria de Nossa Senhora da Expectação (1714-1849), Livro dos Termos da Mesa da Confraria do Santíssimo Sacramento (1740-1840), Livro dos Termos da Mesa da Confraria de Nossa Senhora do Carmo (1756-1810), Livro dos Termos da Mesa da Confraria de Nossa Senhora do Rosário (1756-1810), Livro da Receita, Despesa e Inventário da Confraria do Espírito Santo (1626-1780), Livro da Receita, Despesa e Inventário da Confraria de Nossa Senhora da Expectação (1737-1835), Livro da Receita, Despesa e Inventário da Confraria do Santíssimo Sacramento (1791-1826), Livro da Receita, Despesa e Inventário da Confraria de Nossa Senhora do Carmo (1750-1866), Livro da Receita, Despesa e Inventário da Confraria de Nossa Senhora do Rosário (1766-1810), Livro da Receita, Despesa e Inventário da Confraria de Nossa Senhora a Grande (1685-1814), Estatutos da Confraria do Espírito Santo (1633, 1751), Estatutos da Confraria do Santíssimo Sacramento (1826), Estatutos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo (1752), Estatutos da Confraria de Nossa Senhora a Grande (1868), Estatutos da Confraria de Nossa Senhora do Rosário (1751)

Intervenção Realizada

Séc. 17 - conserto de 3 cálices pelo prateiro António Carvalho, de Viana; CES: 1647 - conserto dos taburnos e arco da capela-mor ($700); 1658 - conserto dos castiçais (50$025); 1660 / 1661 - conserto da imagem do Espírito Santo pelo carpinteiro Matias de Amorim (2$000); 1666 / 1667 - conserto dos arcos ($250); CMPL: 1683, 3 Julho - obras na sacristia, arco da porta e capela-mor (4$050); 1687, 4 Setembro - obras de conservação na capela-mor, telhados e pia baptismal (5$200); CNSAG: 1696 - prateamento da haste da cruz, por Luís Rocha; 1697 - concerto do pé da caldeira e hissope, pelo ourives Peixoto; CES: 1700 / 1701 - encarnação do Crucificado ($750); CMPL: 1711, 15 Julho - conserto dos degraus da capela-mor pelo pedreiro Brás; 1714 - arranjo da pia baptismal; CNSE: 1722, 9 Dezembro - arranjo dos taburnos da igreja; CMPL: 1724, 8 Novembro - obra dos taburnos e telhados pelo carpinteiro Ventura Vaz; pintura da igreja; 2 Dezembro - conserto da torre, porta e escadas; telhados da nave por Pedro Gonçalves e António Alves, de Viana; CNSE: 1734, 26 Abril - arranjo do forro da nave; 1739 - limpeza dos serafins do retábulo de Nossa Senhora da Expectação; CMPL: 1742, 7 Março - reparação dos telhados, guarda-pó e taburnos da igreja; 21 Novembro - obra do guarda-pó e conserto dos bancos do coro; CNSAG: 1745 - douramento dos tocheiros, por Vitório Soares; CNSE: 1745, 25 Março - conserto do guarda-pó; 1746, 5 Agosto - conserto do estofo da imagem de Nossa Senhora e limpeza das de Santa Teresa e São Francisco Xavier; CMPL: 1747, 3 Novembro - reparação dos telhados por João Afonso; ISS: 1748, 15 Agosto - limpeza do retábulo, douramento da clarabóia e molduras; 1750 - reforma do cálice, em Braga; CNSAG: 1750 - conserto da banqueta do altar e dos quadros da capela-mor; CNSE: 1750 - colocação de vitral na fresta sobre os arcos; CMPL: 1750, 28 Janeiro - reparação do relógio da torre pelo ourives de Ponte de Lima, Baltazar Rodrigues; CES: 1752, 7 Dezembro - douramento da imagem do Espírito Santo e encarnação do Crucificado, por Pedro de Oliveira (9$200); CNSAG: 1753 - conserto das galhetas e asperge, por António José de Araújo; 1754 - conserto do supedâneo e do altar; CMPL: 1756, 9 Julho - reparação dos foles do órgão; 2 Outubro - encarnação do Crucificado; ISS: 1757 - reforma do cálice, em Braga; CMPL: 1757, 23 Março - reparação dos telhados e sacristia; 18 Maio - conserto do forro do sub-coro; CNSC: 1758, 22 Agosto - limpeza da imagem da Senhora; CMPL: 1760, 30 Julho - conserto dos telhados e taburnos; ISS: 1760, 15 Setembro - limpeza do retábulo e obras no telhado; CNSR: 1762 - caiamento das paredes da capela; 1765 - reparação da empena, da janela da sacristia, taburnos e reforma da porta; CNSAG: 1765 - reparação do Crucificado do altar e encarnação do Cristo (5$000); 1768 - limpeza dos lampadários, por Pedro Dantas; 1772 - conserto da imagem da Virgem ($800); CMPL: 1772, 26 Dezembro - reparação do órgão, por João Baptista; CNSR: 1779 / 1780 - conserto da imagem da Senhora e da coroa ($140); CNSC: 1787 - restauro da imagem pequena de Nossa Senhora do Carmo; CNSR: 1787 - conserto da porta principal do templo; CNSAG: 1789 - obras no telhado da capela-mor; 1790 - reparação dos estrados para as luzes, por José Cunha; conserto da sacra, coroa, castiçais, turíbulo e naveta, por Luís Lopes; ISS: 1790 / 1791 - reparação do arco da capela, conserto da concha que encima as grades e pintura da capela; CNSAG: 1791 - reparação dos tocheiros de madeira, por João Manuel Cerqueira; CNSC: 1791 / 1792 - pintura do oratório de Nossa Senhora do Carmo; CNSR: 1792 - conserto da tribuna ($150); 1793 - conserto do Crucificado ($100); CMPL: 1795 / 1796 - arranjo do órgão, comparticipado pelas Confrarias, e do púlpito (48$940); CNSAG: reboco da capela-mor e arranjo do telhado; CNSR: 1797 - conserto da lâmpada por Luís Lopes; CNSAG: 1799 - reforma da pintura dos quadros da capela-mor (1$600); CNSE: 1799 - conserto do supedâneo do altar ($380); 1802 - conserto da imagem de Nossa Senhora do Rosário (1$440); CNSR: 1805, 11 Maio - obras na tribuna; CES: 1822, 1 Julho - reparação das empenas e retábulo; Proprietário: 1840, 19 Abril - obras nas coberturas da capela-mor e sacristia; séc. 20, final - arranjo das coberturas e da zona envolvente.

Observações

*1 - As mísulas sustentavam uma sacada corrida, em cantaria, com guarda metálica, para onde abriam duas portas-janelas, de verga reta, rematadas por cornija; entre estas, um nicho de volta perfeita, com remate em friso, cornija e frontão triangular. *2 - As capelas dos topos do transepto tiveram outras invocações, sendo a do Evangelho dedicada, sucessivamente, a Nossa Senhora do Carmo e a Nossa Senhora da Piedade, enquanto a oposta albergou a Confraria do Senhor Jesus, onde depois se instalou a Nossa Senhora das Dores. *3 - A capela-mor tinha duas confrarias sediadas, a do Espírito Santo e a de Nossa Senhora, a Grande. *4 - A Confraria do Espírito Santo foi instituída no séc. 14, na Correlhã, transitando para a Capela de São Vicente, atual Capela de Nossa Senhora da Guia, até ter posses para construir uma capela própria. *5 - A Irmandade foi instituída em data incerta por António Barbosa Aranha e a sua mulher, Ana Baldaia, tornando-se cabeça de vínculo.

Autor e Data

Paulo Amaral 2004

Actualização

João Almeida (Contribuinte externo) 2019
 
 
 
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