Igreja Paroquial de Couto de Esteves / Igreja de Santo Estêvão

IPA.00008664
Portugal, Aveiro, Sever do Vouga, Couto de Esteves
 
Arquitectura religiosa, maneirista, barroca e contemporânea. Igreja paroquial de planta longitudinal constituída por nave e capela-mor, com sacristia e torre sineira adossadas. Nave maneirista com alçados de silharia de granito, cimalhas de cornija, vãos moldurados em portas de friso e cornija e frestas de esbarro, arco triunfal de pilastras com as arestas boleadas; fachada principal orientada a O. com portal encimado por janela do coro. Capela-mor barroca de cunhais com pilastras e coroamento de pináculos, cimalhas de cornija que na empena enrola nas extremidades; torre sineira de registo único, ventanas de pilastras e cobertura piramidal. Talhas douradas do final de seiscentos.
Número IPA Antigo: PT020117020012
 
Registo visualizado 355 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal constituída por dupla nave e capela-mor, a que se adossam a sacristia, ao lado O. da capela-mor, e a torre sineira, à esquerda da fachada principal; corpo da nave lateral encaixado entre a sacristia e a torre; coberturas diferenciadas em telhados de 2 águas, porlongando-se em aba corrida nas naves; cobertura em coruchéu piramidal na torre. Alçados com aparelho de silhares de granito, mais regulares na capela-mor, dando lugar na torre a claros rebocados e pintados. Fachada principal orientada a S., cimalha de cornija na empena, cujo braço esquerdo levanta-se a meio numa linha horizontal ligando à torre, e cruz sobre o vértice. Portal único, rectangular e moldurado, com remate em friso e cornija, encimado por janela do coro do mesmo tipo mas com remate em cornija. A ladear o portal, a E., um cruzeiro apresentando terminações trevadas e radiação solar entre os braços. Torre sineira de registo único; pilastras nos cunhais e cimalha de friso e cornija; uma ventana em cada face, de pilastras e arco pleno, sobrepondo-se a friso de cantaria; alta fresta moldurada na face da fachada principal; gárgulas cilíndricas simples nos ângulos, cunhais encimados por pináculos e cobertura piramidal coroada por cruz. Alçado lateral E. com cimalhas de cornija e, no cunhal posterior da capela-mor, pilastra coroada por pináculo; lê-se na face da pilastra a seguinte inscrição: ESTA CAP[E]LA / A MANDO/ARAM FAZ/ER AO MEST/RE THOMA/S. F[E]R[NANDE]Z ANN/0 DE 1726; vãos moldurados em porta travessa colocada a meio da nave, de friso e cornija, ladeada por pares de frestas de esbarro, colocadas acima da linha média; na capela-mor abre-se outro par de frestas do mesmo tipo. Alçado posterior orientado a N. com cunhais de pilastras coroados por pináculos, empena de cornija enrolando nas extremidades e cruz sobre o vértice; do lado O. tem corpo de dois pavimentos da sacristia com porta e janela no primeiro e larga janela no segundo. Alçado O. com o corpo da sacristia a que se adossa escada de disposição longitudinal, plano em avançamento da ampliação da nave, com dois níveis de vãos rasgados na horizontal, a que se segue a torre sineira. INTERIOR: coro-alto de laje e guarda de madeira. Arco com pilastras do antigo baptistério sob a torre. Pavimento de tijoleira. Tecto de vigas e placas de betão suportadas, na passagem para a ampliação lateral da nave, com dois pilares de cantaria; naquele espaço de ampliação tem um conjunto de bancadas de madeira em degraus ascendentes. Arco triunfal de pilastras com as arestas boleadas; retábulos colaterais de talha dourada, com colunas salomónicas e pilastras misuladas integrados no envolvimento do arco que reúne talhas diversas. Pavimento da capela-mor e do último terço da nave de lajes de granito desenvolvendo-se em escada e patamar alto. A parede do topo mostra um arco rasgado com as arestas boleadas no qual foi aplicado o sacrário e acima deste uma placa de pedra com Cristo crucificado.

Acessos

EN 328-1 (Sever do Vouga - Rocas do Vouga), km 5,500 em Rocas do Vouga

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Rural, isolado, no interior de adro murado, implanta-se no centro da sede da freguesia; limita a O. com o cemitério paroquial, a E. com o principal largo do lugar e a N. e S. com habitações. No topo N. do largo situam-se a antiga casa da Câmara / actual Junta da Freguesia (v. PT020117020033 ), o Pelourinho (v. PT020117020001 ) e o Cruzeiro da Praça (v. PT020117020041 ).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Aveiro)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

MESTRE DE OBRAS: Tomás Fernandes (1726).

Cronologia

Séc. 17 - construção da nave; 1715 - a capela-mor ruiu; 1726 - ampliação com deslocação do arco triunfal e construção de uma nova capela-mor pelo mestre Tomás Fernandes de acordo com inscrição gravada numa das pilastras dos cunhais; séc. 18 - construção da torre sineira; 1854 - construção do altar-mor que foi retirado na última obra de reforma; 1877 - construção de um corpo lateral já demolido que estava adossado à esquerda, com escadaria exterior de acesso ao coro.

Dados Técnicos

Estrutura mista.

Materiais

Pedra: granito; cerâmica: telha cerâmica, azulejo industrial; vidro: simples; madeira.

Bibliografia

GONÇALVES, A. N., Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Aveiro, Zona Nordeste, Lisboa, 1991, p. 138-139; RAMOS, F. S., Sever do Vouga - Uma Viagem no Tempo, Sever do Vouga, 1998, p. 276-277; Público nº 3023 (Dezembro), Suplemento sobre Aveiro, 1998; TAVARES, António Henriques, Arte Sacra: legados de Sever do Vouga, Sever do Vouga, 2001.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1986, depois de - deslocação da torre sineira do lado direito da fachada para o lado esquerdo e ampliação com nova nave, também do lado esquerdo, ligada à primitiva por viga a todo o comprimento suportada por dois pilares nos extremos tendo ainda sido retirado o retábulo do altar-mor.

Observações

Autor e Data

Paulo Dordio 2001

Actualização

 
 
 
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