Ermida de Nossa Senhora da Paz

IPA.00008242
Portugal, Ilha de São Miguel (Açores), Vila Franca do Campo, Vila Franca do Campo (São Miguel)
 
Igreja de peregrinação composta por escadório, construído entre 1967 e 1968, com desenho de Alberto Albergaria da Silva Pacheco, e com painéis de azulejos representando os Mistérios Gozosos e Dolorosos de Cristo, numa alusão aos dez Pais Nossos do Rosário, separados por dez degraus referentes às dez Avés-Maria. No topo, surge a capela, construída em 1764, ao gosto barroco típico da região, sobre uma outra anterior, por iniciativa de um padre, e ampliada em várias fases do séc. 20. Apresenta planta composta por duas naves e uma capela-mor, interiormente com coberturas em falsas abóbadas de berço, e sacristia adossada, mas o projeto inicial não previa a nave disposta no lado do Evangelho, que foi acrescentada em 1926. O esquema de iluminação interior foi alterado nessa data, pelos amplos vãos da nave secundária e, posteriormente, pelas janelas jacentes da capela-mor. A fachada principal tem cunhais apilastrados, termina em empena recortada definida por volutas, com cruz ornada por símbolos da Paixão, e é rasgada por portal de verga reta, encimado por frisos e cornijas, tabela com painel de azulejos alusivo ao orago e elementos de cantaria volutados criando falso espaldar. No interior possui pia de água benta decorada de carrancas, púlpito de bacia retangular, no lado da Epístola, e porta de acesso à sacristia, também com friso e cornija. O arco triunfal, de volta perfeita, assenta em pilastras almofadadas e na capela-mor possui nicho de cantaria, interiormente com decoração volutada e vegetalista relevada e painel com imagem do orago; o altar tipo urna, também é de cantaria. As naves separam-se por arcos de volta perfeita sobre pilares. Apesar dos vãos da nave secundária e da sacristia possuírem arestas boleadas, procurando reproduzir os da nave principal, é nítida a diferença de modinatura entre elas. O alpendre da sacristia foi construído na década de 1970 / 1980, tal como o edifício de apoio e estruturas no socalco inferior do terreiro. Aí surge capelinha recriando a ambiência da gruta onde terá aparecido a Virgem aos Pastorinhos.
Número IPA Antigo: PT072106030003
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Igreja de peregrinação formada por escadório e, no topo, pelo terreiro da capela. CAPELA de planta poligonal composta de duas naves retangulares, a principal com capela-mor, a secundária disposta à esquerda e a sacristia retangular adossada à fachada lateral direita. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na nave principal e respetiva capela-mor, e numa água nos restantes corpos, rematadas em beirada dupla. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com soco de cantaria e rasgadas por vãos de verga reta com moldura de friso boleado. A fachada principal surge virada a sul, com a nave principal de cunhais apilastrados, terminada em empena recortada, definida por volutas, coroadas por cruz latina, de braços retangulares, frontalmente decorados por símbolos da Paixão, sobre acrotério vegetalista, e, no alinhamento das pilastras, por pináculos tipo balaústre, sobre plintos paralelepipédicos. É rasgada por portal de verga reta, encimado por duplo friso e cornija intercaladas, sobreposta por pináculos embutidos tipo balaústre e por tabela retangular, disposta na vertical; esta, contém painel de azulejos, azuis e brancos com representação do orago, encimado por friso e cornija, pináculos embebidos e elemento de cantaria volutado, formando espaldar recortado com flor de liz. A nave secundária termina em empena reta, encimada por sineira, em arco de volta perfeita sobre pilares, albergando sino, com remate em cornija reta coroada por cruz latina de braços retangulares e pináculos tipo balaústre; é rasgada por janela de peitoril, gradeada. As fachadas laterais têm a capela-mor rasgada por janela jacente, gradeada; na lateral esquerda abre-se na nave secundária três janelas de peitoril, gradeadas, e, na lateral direita, o corpo da sacristia é precedido por alpendre sobre coluna assente em plinto paralelepipédico, sustentando arquitrave; a sul tem porta de verga reta e a oeste janela de peitoril, gradeada. Fachada posterior cega, com a capela-mor terminada em empena e a da nave secundária e sacristia em empena reta. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento em lajes de cantaria e cobertura em falsa abóbada de berço, de estuque, assente em friso e cornija de cantaria, exceto na sacristia, que é plana. As naves separam-se por três arcos de volta perfeita, assentes em pilares toscanos. Na nave principal e a ladear o portal, surge pia de água benta hemisférica, exteriormente decorada com duas faces, do lado do Evangelho, e, uma outra, mas sobre pé cilíndrico, no da Epístola. A meio, existe, do lado da Epístola, púlpito com bacia retangular de cantaria, sobre mísula, com guarda em balaústres torneados de madeira, seguido de porta de verga reta, de friso boleado encimado por friso e cornija, de acesso à sacristia. Arco triunfal de volta perfeita, sobre pilastras de arestas boleadas. A capela-mor tem lateralmente janelas jacentes e, no lado da Epístola, banqueta de cantaria sobre duas mísulas e nicho de alfaias. Supedâneo de dois degraus. Na parede testeira rasga-se nicho, em arco de volta perfeita, sobre pilastras, almofadadas, encimado por concheado, e interiormente de cantaria e perfil côncavo, ornado de concheados e elementos vegetalistas relevados, contendo apainelado, em arco de volta perfeita, com mísula sustentando imaginária. Altar tipo urna, em cantaria. Ladeiam o nicho e o altar duas pilastras toscanas, embebidas no muro, coroadas por pináculos de cantaria. A nave secundária, do lado do Evangelho, encontra-se completamente desnuda. Na sacristia, existe lavabo de espaldar retangular, com bica em florão relevado, terminado em cornija, encimado pelo depósito em arco definido por volutas, coroadas por cruz patriarcal sobre acrotério. Em frente possui bacia retangular plana, sobre mísula. Ladeiam o lavabo duas mísulas de cantaria. ESCADÓRIO composto por escada de dez lanços convergentes, pavimentados a cantaria, de guardas plenas, rebocadas e pintadas de branco e capeadas a cantaria, coroadas nos extremos laterais por pináculos piramidais; frontalmente integra painéis de azulejos, azuis e brancos, com representação dos Mistérios do Rosário. O TERREIRO da capela organiza-se em dois níveis, o principal integrando no muro posterior cinco espaldares, retangulares; os quatro laterais são rebocados e pintados, definidos por pilastras, suportando duplo friso e cornija reta, e o central, sensivelmente mais alto, em cantaria e encimado por cruz latina de braços retangulares sobre acrotério e dois pináculos laterais. Cada um dos espaldares possui painel de azulejos, de composição figurativa. O patamar inferior, a oeste, é pavimentado a calhau rolado, com guias de cantaria, formando quadrículas de grande dimensão. No topo norte, ergue-se edifício de planta retangular, de apoio ao santuário. Possui fachadas de um piso, rebocadas e pintadas de branco, a principal virada a sul, de três panos, o central convexo e facetado e terminada em platibanda plena sobre cornija. É rasgada por vãos retilíneos, moldurados, correspondendo a portas e janelas jacentes nos panos laterais e a janelas de peitoril no corpo central. No muro de sustentação do terreiro da capela possui virada a oeste uma capelinha, acedida por portal em arco de volta perfeita, moldurado e com portão em ferro, envidraçado. No interior, com cobertura em falsa abóbada de quarto de esfera, é revestida em alvenaria de pedra irregular, recriando uma gruta, parcialmente coberta de fetos, e com pavimento em cantaria; a meio existe plinto paralelepipédico, revestido a alvenaria de pedra, suportando a imagem do orago. Ao centro, sobre soco de um degrau, octogonal, pavimentado a seixos rolados com rosário, ergue-se grande cruzeiro, de cantaria, com braços quadrangulares adelgaçando para o topo, sobre plinto tronco piramidal, revestido a lajes de cantaria, e com as juntas pintadas de branco.

Acessos

Vila Franca do Campo (São Miguel); Rua da Paz (EM 528)

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Resolução do Governo Regional n.º 126/2004, JORAA, 1.ª série, n.º 37 de 09 setembro 2004

Enquadramento

Rural, isolado, no cimo do monte de Nossa Senhora da Paz, a 234 metros de altitude, a norte de Vila Franca do Campo, com ampla vista sobre a vila, o litoral da ilha e o ilhéu fronteiro. Implanta-se junto à estrada, com escadório desenvolvido ao longo da encosta, precedido por escada de vários degraus e junto ao arranque do qual existe busto em bronze sobre plinto, já sem inscrição. É flanqueado por placas arrelvadas, pontuadas de arbustos e delimitadas por sebes de buxo. Os patamares do escadório são separados por canteiros de flores. No topo, desenvolve-se o terreiro, em dois níveis diferentes, articulados por escada, o mais alto, onde se ergue a capela, pavimentado a cantaria, e o inferior, disposto à esquerda, com as dependências de apoio e pavimento em calhau rolado. O terreiro é delimitado por muro, rebocado e pintado de branco, com soco e capeado a cantaria. O portal da nave principal é precedido por dois degraus. O conjunto é envolvido por campos de cultivo.

Descrição Complementar

O escadório integra painéis de azulejos, azuis e brancos, de perfil superior curvo, representando, de baixo para cima, os Mistérios Gozosos de Cristo (Anunciação, Visitação, Adoração dos Pastores, Apresentação de Jesus no Templo, Jesus entre os Doutores,) e os Mistérios Dolorosos (Jesus orando no horto, Flagelação, Cristo preso, Cristo com a cruz, Cristo na cruz). Cada um dos painéis tem a inscrição "FCA. SA. ANNA / LISBOA". Os espaldares integrados no muro posterior do terreiro têm painéis de azulejos, azuis e brancos, de perfil curvo, figurando, da esquerda para a direita: Ressurreição de Cristo, Ascensão de Cristo, Pentecostes, Assunção da Virgem e Coroação da Virgem. A comunicação entre os dois níveis do terreiro é feita por por escada de dois lanços, com guarda plena, e tendo ao centro nicho, em arco de volta perfeita sobre pilastras, integrando fonte. Esta tem espaldar recortado, com duas bicas e florão vertendo para bacia retangular assente em falsa mísula, encimado por painel de azulejos, azuis e brancos, oval, com representação da Virgem, moldurado a cantaria e encimado por friso de perfil contracurvo. Junto à capelinha tipo gruta existem painéis de azulejos inscritos. Um deles diz "Sala dos Peregrinos / Recordações deste Santuário / Artigos Religiosos / Pilgrims Sounge / Religious Souvenirs / Gift Shop and Bock Store". Outro painel tem a inscrição: "LENDA DA SENHORA DA PAZ / UNS PASTORINHOS QUE VIGIAVAM / SEUS REBANHOS, ENCONTRARAM UMA / PEQUENA IMAGEM DA VIRGEM / SANTÍSSIMA EM TOSCA LAPINHA NO / CIMO DO MONTE. REFERIRAM O CASO / AO CLERO E A PEQUENA IMAGEM FOI / CONDUZIDA PARA A MATRIZ DE / S. MIGUEL ARCANJO. NO DIA / SEGUINTE, PORÉM, APARECEU / NOVAMENTE NO SEU NICHO RÚSTICO, / LÁ NO PICO, ONDE SE DEU PRINCÍPIO / À CONSTRUÇÃO DE UMA ERMIDA, EM / LUGAR QUE PARECEU ADEQUADO. / MAS PELA CALADA DA NOITE, FORAM / OS ALICERCES MIRACULOSAMENTE / MUDADOS PARA OUTRO SÍTIO NÃO / LONGE DO PRIMEIRO E JUNTO DA / LAPINHA, EM QUE OS PASTORINHOS / TINHAM VISTO A IMAGEM. A VONTADE 7 DA SENHORA ERA EVIDENTE. / CONTINUARAM-SE, POIS, OS TRABALHOS / E EM BREVE SE CONCLUIU A 7 POBRE ERMIDA TÃO GRATA À 7 DEVOÇÃO POPULAR. / PE. MANUEL ERNESTO FERREIRA". Ao lado deste painel, existe um outro com a tradução da lenda para inglês: "LEGEND F OUR LADY PEACE / SOME LITTLE SHEPHERDS WERE HERDING / THEIR FLOCK UP THE HILL / WHEN THEY FOUND / IN A SIMPLE GROTTO A SMALL IMAGE / OF THE HOLY VIRGIN. / THEY TOLD THE CLERGY ABOUT / THE HAPPENING AND SOON AFTER / THE LITTLE IMAGE WAS CARRIED TO / THE MOTHER CHURCH OF ST. MICHAEL, / THE ARCHANGEL. HOWEVER, NEXT DAY / THE IMAGE APPEARED ONCE MORE / IN THE RUSTIC NICHE UP THE HILL, / WHERE, IN A SUITABLE PLACE, / THE BUILDING OF A CHAPEL / WAS STARTED. BUT, LATER / THAT NIGHT, THE LAYERED / FOUNDATIONS WERE MIRACULOUSLY / RELOCATED TO A PLACE NEARBY / THE SIMPLE GROTTO / WHERE THE IMAGE WAS FIRST SIGHTED / BY THE LITTLE SHEPHERDS. / THE WILL OF THE LADY WAS EVIDENT, / THEREFORE THE CONSTRUCTION PROCEEDED / AND SOON THE SMALL CHAPEL WAS BUILT, / MOST CHERISHED BY POPULAR DEVOTION. / FATHER MANUEL ERNESTO FERREIRA". No plinto de sustentação do grande cruzeiro do terreiro existe lápide, de bronze, com a inscrição: "À SEMPRE VIRGEM MARIA / NO BIMILENÁRIO DO SEU NASCIMENTO / - NOVEMBRO DE 1985 - HOMENAGEM FILIAL / DO POVO E EMIGRANTES DE / VILA Franca do Campo". Sobre o portal da nave principal existe tabela com painel de azulejos representando Nossa Senhora da Paz, segurando o Menino ao colo, tendo inferiormente a inscrição " N. Sra. da Pas / ORDO. PE. F.ELIPE / DA ROCHA FES EST.... / SVA DEVOSÃO.... LA / DE 1...".

Utilização Inicial

Religiosa: ermida

Utilização Actual

Religiosa: igreja de peregrinação

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Angra)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

FÁBRICA DE AZULEJOS: Fábrica de Santa Ana (séc. 20). MESTRES:: Artur Gabriel do Couto (1967); Francisco Madeira (1967); Manuel Luís (1798). PINTORES: António Manuel de Vasconcelos (séc. 19); José Cabral (séc. 20). PROJETISTA: Alberto Albergaria da Silva Pacheco (1967).

Cronologia

Séc. 16 - Gaspar Frutuoso não refere a ermida de Nossa Senhora da Paz; séc. 17 - a ermida já é referida pelos cronistas, no local, onde segundo a tradição, um pastor encontrara uma imagem da Virgem numa gruta *1; 1696, 11 fevereiro - o bispo D. António Vieira Leitão, na sua visita, encontra a ermida bem ornamentada; 1744 - um grande temporal arranca todo o telhado; 1747, 31 maio - o licenciado Pedro Ferreira de Medeiros visita a ermida e diz necessitar de uma cruz no frontispício, de se forrar de novo a pedra de ara e de se fazer uma casula roxa, duas bolsas e dois véus; 1753, 23 julho - está descaída e faltam os mesmos paramentos assinalados na visitação anterior; 1764 - reconstrução completa da ermida, por conta do Padre Filipe da Rocha; 1777 - 1798 - paga-se 2$000 ao mestre Manuel Luís para fazer as grades para o postigo da porta; 1811 - na visita à ermida, o bispo D. José Pegado de Azevedo diz não lhe ter sido apresentado "nem licença de nossos predecessores, nem testemunho autêntico de como foram visitadas e aprovadas"; concede o prazo de seis meses para apresentação de tais documentos, o que é feito; 1873, 28 outubro - em sessão da Junta, considera-se a ermida em estado de desleixo e ruína; 1926 - construção de uma nave, no lado poente, com ofertas dos emigrantes no Hawai; 1967, 02 outubro - 1968, 01 março - construção da nova escadaria de acesso à ermida, por 100$000, sendo o projetista da escadaria Alberto Albergaria da Silva Pacheco, o responsável pela obra, o Mestre Artur Gabriel do Couto e o Mestre Francisco Madeira é o executor; 1970 - construção do miradouro de Senhora da Paz; 1978 - 1982 - obra de ampliação, com destruição da nave lateral de 1926, construção de uma nova torre sineira e feitura de uma nova cobertura com telha regional; construção de um alpendre em frente à sacristia e substituição do chão por pedra de cantaria; no terreno a poente, cedido pelo Doutor Ernesto Hintze Ribeiro, é construído um abrigo para peregrinos, instalações sanitárias e um compartimento de venda de artigos e lembranças e outro para arrumos; 1983, 02 outubro - o Presidente da República Ramalho Eanes e a sua esposa aqui assistem a uma eucaristia; 12 novembro - inauguração da eletrificação da ermida e da escadaria, obra feita à custa do Governo Regional; 1985, 10 novembro - inauguração do grande cruzeiro, na plataforma inferior do adro, em comemoração do bimilenário do nascimento da Virgem; 1991, 05 setembro - Resolução do Presidente do Governo Regional n.º 168/1991, JORAA, 1.ª série, n.º 36, classificando o imóvel com Valor Concelhio; 1997 - oferta de uma coroa de prata, do séc. 18, a Nossa Senhora da Paz; 2004, 09 setembro - reclassificação da ermida por força do n.º 5 do artigo 94.º da Lei n.º 107/2001, de 8 setembro 2001, como Imóvel de Interesse Público.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; soco, frisos, cornijas, coluna, sineira, cruz, molduras dos vãos, pavimento interior, pilares, pias de água benta, bacia do púlpito e nicho na parede testeira em cantaria da região; portas de madeira; caixilharia de alumínio; vidros simples; grades em ferro; guarda do púlpito em madeira; painéis de azulejos, azuis e brancos; cobertura de telha cerâmica.

Bibliografia

COSTA, Carreiro da - História das Igrejas e Ermidas dos Açores. Ponta Delgada: Jornal Açores, 1955; DIAS, Urbano de Mendonça - História das Igrejas, Conventos e Ermidas Micaelenses - I. Vila Franca de Campo: Tipografia "A Crença", 1949; MARTINS, Rui de Sousa - Vila Franca do Campo. Ponta Delgada: Éter, 1996; PONTE, Prior Jorge Furtado da - Vila Franca do Campo na Ilha de São Miguel. Paróquia de São Miguel Arcanjo, Igreja Matriz. Vila Franca do Campo: Editorial Ilha Nova; Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, 2000; SUPICO, Francisco Maria - Escavações. Ponta Delgada: Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1995, vol. 2, p. 1213.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGEMN:DSID, SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1839 - Obras de reparação da ermida; 1874 - obras de reparação da ermida e ampliação do adro para sul, murando-o em toda a volta; séc. 19, fim - restauro da imagem da Senhora da Paz, pelo professor de desenho do Liceu de Ponta Delgada, António Manuel de Vasconcelos; 1890 - obras de reparação de carpintaria, pedreiro e pintura e construção de um novo nicho para a imagem, reparação do púlpito e da sacristia; destruição no lado sul do adro, que havia sido anteriormente construído, por tapar a vista da ermida; todas as obras são feitas à custa de D. Maria Henriqueta de Medeiros Couto e do seu filho; 1947, 27 dezembro / 1948, 01 março - obras de reparação da ermida, com limpeza da cantaria interior e exterior, arranjo do teto, que ameaçava ruína, e construção de uma escada em pedra, o que custou 10$835; séc. 20 - restauro da imagem de Nossa Senhora da Paz pelo pintor José Cabral.

Observações

*1 - Segundo a tradição local, certo dia, uns pastares que vigiavam o gado, recolhem-se numa gruta existente na região, para se abrigarem do mau tempo. Encontrando uma imagem da Virgem, levam-na para a Igreja Matriz e entregam-na ao padre. No dia seguinte, os pastores voltam a encontrar a imagem na mesma gruta e reconduzem-na à igreja, situação que se repetiu por vários dias e levou o povo a pensar que a Senhora desejava ter uma ermida naquele local. Decide-se construir uma ermida, mas num local mais abaixo, por ser mais abrigado dos ventos fortes, para ali conduzindo os materiais. Contudo, quando, no dia seguinte, chegaram os operários, encontraram o local revirado e as pedras colocadas no local onde fora encontrada a imagem inicialmente. Decide-se assim construir a ermida de Nossa Senhora da Paz nesse sítio.

Autor e Data

João Faria 2014 (no âmbito da parceria IHRU / Diocese de Angra) / Paula Noé 2015

Actualização

 
 
 
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