Pelourinho de Freixo de Espada-à-Cinta

IPA.00000819
Portugal, Bragança, Freixo de Espada à Cinta, União das freguesias de Freixo de Espada à Cinta e Mazouco
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, manuelina. Pelourinho de bloco prismático, com soco de três degraus, com base com módulo inferior quadrado e o superior facetado, ornado por várias molduras verticais e horizontais, fuste octogonal decorado alternadamente por florões, seccionado a meio por anéis, capitel paralelepipédico, de faces decoradas com elementos heráldicos e remate de coluço, ou seja, igualmente paralelepipédico, com rostos antropomórficos, encimado por pinha. Pelourinho de fuste atarracado proporcionalmente em relação ao tamanho do capitel, decorado com as armas nacionais e outros elementos heráldicos da vila, e do remate, ornado em cada uma das faces por rostos antropomórficos diferentes inseridos em pequenas edículas. Conserva inferiormente aro de ferro com argola e, superiormente, os ferros de sujeição, em forma de cruz, com remate das hastes em figura zoomórfica.
Número IPA Antigo: PT010404020003
 
Registo visualizado 554 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo bloco

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco de três degraus, o inferior de planta octogonal e os dois superiores de planta quadrada, todos com moldura em quarto de círculo côncavo directo, assenta base, composta por dois módulos, o inferior quadrado e o superior facetado, seccionado por várias molduras verticais e horizontais. Fuste octogonal de faces alternadamente decoradas por florões quadrifoliados sobrepostos e apresentando-se dividido a meia altura por três anéis, o central muito saliente e igualmente facetado. Capitel de formato paralelepipédico, de faces decoradas, com as armas de Portugal, em escudo de formato clássico, encimado por coroa, as armas de Freixo de Espada à Cinta, um escudo clássico com um castelo de três torres e a representação de um freixo, encimado por ábaco desenvolvido. Remate igualmente paralelepipédico com cada uma das faces ornadas por pequena edícula integrando rosto antropomórfico, coroado por motivo fitomórfico e pequena pinha. Na metade inferior do fuste ostenta aro de ferro com argola e, entre o capitel e o remate, quatro ferros de sujeição, dispostos em cruz, de hastes terminadas em motivo zoomórfico e possuindo argolas.

Acessos

Freixo Espada Cinta, Praça do Município; Avenida Guerra Junqueiro; EN 221

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto nº 8 228, DG, 1.ª série, n.º 133 de 04 julho 1922

Enquadramento

Urbano, isolado, no interior do centro histórico. Ergue-se no centro de um largo fronteiro ao edifício da Câmara Municipal (v. PT010404020030), pavimentado a calçada à portuguesa, formando quadrícula com motivo estrelado central, ladeado, de um dos lados, por espaço ajardinado, delimitado por buxos e, no outro, possuindo parque de estacionamento automóvel.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 12 - D. Afonso Henriques concedeu foral a Freixo de Espada-à-Cinta; 1240 - Freixo de Espada-à-Cinta foi elevada a vila por D. Sancho II; séc. 13 - concessão de foral por D. Afonso III; 1512 / 1514 - concessão de foral Novo por D. Manuel; séc. 16, primeiro quartel - provável edificação do pelourinho, possivelmente em frente dos antigos Paços do Concelho; a povoação pertencia aos Marqueses de Vila Flor; 1533, 6 Junho - teve sentença de foral, dada no reinado de D. João III; 1706 - a povoação, com 371 vizinhos, pertence à Coroa e tem assento em Cortes, no banco 10.º; tem juiz de fora, vereadores, juiz dos órfãos e vários oficiais; pertence ao rei, mas paga os foros à Casa de Vila Flor, na pessoa de Francisco de Sampaio de Melo e Castro, que recebem os foros, no montante de 60$000 anuais; 1758, Março - segundo o vigário Lourenço Feijó Cordeiro nas Memórias Paroquiais, a freguesia era comarca de Torre de Moncorvo; tinha 350 fogos, 994 pessoas confissão e comunhão e 182 pessoas apenas de comunhão; tinha juiz de fora colocado pelo rei; 1836 - extinção do concelho; 1949 - referido como não devendo ter cinco degraus, mas um só; todos os degraus eram octogonais, com excepção do último; 1950 - mudança do pelourinho do local sobrelevado junto à fachada lateral esquerda da Igreja Matriz para o largo fronteiro ao edifício da Câmara Municipal.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; aro e ferros de sujeição com respectivas argolas em ferro.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1986; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; CHAVES, Luís, Os Pelourinhos Portugueses, Gaia, 1930; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza..., vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; Guia de Portugal - Trás-os-Montes e Alto-Douro II, Lisboa, 1988; LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Pinho, Portugal Antigo e Moderno, vol. 3, Lisboa, 1874; LEITE, Ana Cristina, Os Centros Simbólicos. Os Pelourinhos in História da Arte Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1995, pp. 82 - 90; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; MAGALHÃES, F. Perfeito de, Pelourinhos Portugueses, Lisboa, 1991; Pelourinhos, Lisboa, 1935; Pelourinhos do Distrito de Bragança, Bragança, 1977; PINTADO, Francisco António, De Freixo, a Freixo de Espada-à-Cinta, Bragança, 1992.

Documentação Gráfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

DGPC: DGEMN:DSID

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Ernesto Jana 1993 / Paula Noé 2007

Actualização

 
 
 
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