Colégio de Santo Inácio / Colégio da Companhia de Jesus / Palácio dos Capitães Generais (SRAI)

IPA.00008172
Portugal, Ilha Terceira (Açores), Angra do Heroísmo, Angra (Sé)
 
Colégio da Companhia de Jesus, de planta retangular regular, com zona conventual e colegial adossada à igreja, que se dispunha do lado direito, adaptado a palácio em finais de setecentos e oitocentos, altura em que se alterou a organização espacial interna e transferiu a fachada principal para a antiga lateral esquerda. A zona conventual tinha inicialmente acesso pela portaria, organizada em torno de pátio de dois pisos. Atualmente, as fachadas têm pilastras nos cunhais, remates em friso e cornija e vãos sublinhados a policromia amarela, de sabor popular. Na principal rasgam-se vãos retilíneos, à exceção do eixo central, onde são abatidos e encimados por cornija do mesmo perfil, correspondendo a janelas de peitoril e portas no inferior e de sacada no superior. O antigo Pátio dos Estudos dispunha-se bastante avançado da igreja, tendo sido parcialmente destruído para a construção do largo, subsistindo apenas seis arcadas de volta perfeita de uma das alas do claustro primitivo.
Número IPA Antigo: PT071901160026
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Educativo  Colégio religioso  Colégio religioso  Companhia de Jesus - Jesuítas

Descrição

Planta retangular organizada em torno de um claustro central, tendo a SE. corpo retangular correspondente à antiga portaria, com volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados de duas, três e quatro águas, sobre a antiga portaria, rematadas em beirada simples. Fachadas de dois pisos, rebocadas e pintadas de branco, com faixa a preto, flanqueadas por cunhais de cantaria pintada de amarelo, remates em friso e cornija, pintados da mesma cor, e modinaturas dos vãos em cantaria, pintadas com a mesma tonalidade. Atual fachada principal virada a O., rasgada por vãos retilíneos, de molduras recortadas, correspondendo no primeiro piso a três portais, intercalados por janelas de peitoril, com molduras formando falsos brincos retos e com caixilharia de guilhotina; o portal central é de verga abatida, com chave relevada encimada por cornija com o mesmo perfil, e o da esquerda é mais largo. No andar nobre rasgam-se treze janelas de sacada, com guarda em ferro e caixilharia de duas folhas e bandeira; a janela sobre o portal apresenta igualmente arco abatido, com chave relevada com moldura encimada por cornija abatida. No extremo direito pano de muro com amplo portal de verga reta, rematado por cornija com dois pináculos laterais, antece a antiga fachada principal, virada a S.. A fachada é marcada no extremo direito pelo corpo da antiga portaria, avançado relativamente à igreja e ao edifício do colégio, de dois pisos, o inferior rasgado por porta em arco de em asa de cesto, com moldura de cantaria, com fecho decorado por cartela inscrita com a data de 1848, flanqueada por dois pilares rematados por pináculos; no piso superior, abrem-se duas janelas retilíneas, de varandim, com guarda metálica, encimadas por frontão triangular. A face esquerda da portaria possui duas portas de verga reta no piso inferior e, no superior, duas janelas semelhantes às anteriores. A fachada ao longo do antigo Pátio dos Estudos, de maiores dimensões, tem o piso inferior marcado por seis arcos de volta perfeita, sobre pilares, e janelas de peitoril retilíneas; no piso superior, abrem-se oito janelas de peitoril, retilíneas e três janelas de sacada, com guardas metálicas. No lado esquerdo, eleva-se água furtada com janela retilínea e remate em frontão triangular, marcando o corredor do colégio. INTERIOR com claustro de dois pisos, tendo, numa das alas, sete arcos de volta perfeita assentes em pilares, encimados por janelas de varandim rectilíneas; as restantes alas possuem janelas e portas no piso inferior, encimadas por janelas semelhantes às anteriores; uma das portas possui janela rematada por cornija contracurvada. As alas desenvolvem-se a partir de corredores centrais, para onde abriam os antigos cubículos, com portas de verga recta. As salas possuem tetos de madeira, de masseira ou de gamela. No antigo claustro destacam-se a fonte e um exemplar de dragoeiro.

Acessos

Angra (Sé), Rua do Palácio; Rua Sem Nome

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Resolução do Presidente do Governo Regional nº 28/1980, JORAA, 1.ª série, n.º 15 de 29 abril 1980 / Incluído na Zona Central da Cidade de Angra do Heroismo (v. PT071901160035)

Enquadramento

Urbano, adossado à Igreja do Colégio de Santo Inácio / Igreja do Colégio da Companhia de Jesus de Nossa Senhora do Carmo (v. PT071901160008), disposta a E.. Implanta-se de gaveto no centro histórico da Cidade de Angra, adaptado ao declive acentuado do terreno, possuindo a N. jardim e parte da antiga cerca. A fachada principal possui largo frontal, rebaixado relativamente à cota da rua que corre paralelamente, com pavimento de paralelos e protegido por muro rebocado e pintado e capeado a cantaria; a fachada virada a S., a antiga fachada principal, possui pequeno pátio, o Antigo Pátio dos Estudos, vedado por alto muro que se adossa ao antigo corpo da portaria, rebocado e pintado de branco, exteriormente ritmado por falsas pilastras e friso horizontal pintado de amarelo. No pátio existe fonte central, em cantaria. Nas imediações erguem-se, a S., o Edifício dos Correios, Telégrafos e Telefones, CTT, de Angra do Heroísmo (v. PT071901160050), a O. o do Teatro Angrense (v. PT071901160000) e a NO. o Seminário Episcopal (v. PT071901160000) a O.. A E. fica o Jardim Duque da Terceira (v. PT071901160072).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Educativa: colégio religioso

Utilização Actual

Cultural e recreativa: museu / Residencial: residência oficial

Propriedade

Pública: regional

Afectação

Época Construção

Séc. 17 / 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Francisco Dias (atr., 1575). CARPINTEIRO: António Fernandes (1765). ENGENHEIRO: João António Júdice (1766). MESTRE DE OBRAS: Bento Tinoco (1631). SERRALHEIROS: António Mendes (1765); Pedro José (1765).

Cronologia

1568 - D. Sebastião acalentava a ideia de fundar um Colégio nas Ilhas; 1570, março - o Provincial Leão Henriques envia 11 religiosos para a Ilha Terceira; 1 Junho - chegada do grupo a Angra do Heroísmo, de onde se destacavam Luis de Vasconcelos (reitor e mestre), Pêro Gomes e Baltasar Barreiros, ficando instalados em aposentos da Santa Casa da Misericórdia, numa casa na Rua de Jesus; 1572 - D. Sebastião doa 600$000 anuais para a manutenção do Colégio; 1575 - João da Silva do Canto fez uma doação de casas, para instalação do Colégio, as quais tinham capela anexa; 5 Agosto - deslocação do mestre Francisco Dias, para fazer a traça do Colégio; 1582, 26 julho - desembarque das forças de D. António Prior do Crato; agosto - o Prior do Crato ordena desentaipar o imóvel, tendo feito embarcar para a Inglaterra os jesuítas que ali estavam prisioneiros desde fins de julho, substituindo-os por outros que levava consigo; o edifício foi então utilizado como enfermaria por soldados franceses do efetivo de D. António e como paiol de munições; 1595 - denominado "Colégio da Ascensão"; 1608 - os jesuítas habitam as novas casas; 1631 - Bento Tinoco dirige as obras do edifício do colégio; 1638, 26 março - lançamento da primeira pedra do Colégio, agora junto ao chafariz da Praça; 1641, 21 abril - com a Restauração da Independência, aqui tiveram lugar as reuniões do Conselho de Guerra presididas pelo padre jesuíta Francisco Cabral, coordenando-se o assédio ao Castelo de São Filipe (atual Fortaleza de São João Baptista) até à sua capitulação, a 4 de março de 1642; 1651, 17 junho - inauguração da igreja; 1683 - inauguração do Pátio dos Estudos; os Colégios de Ponta Delgada e Horta dependiam da supervisão do Colégio de Angra; 1709 - ao conjunto foi acrescentado o edifício do chamado "Colégio Novo", onde atualmente se encontra instalada a Direcção Regional das Comunidades, no largo 22 de Junho de 1828; 1759, 23 Junho - alvará extinguindo as classes e as escolas jesuíticas; 1760, 15 agosto - abandono do colégio pelos jesuítas; 1765, 1 Agosto - inventário dos bens do Colégio *1; pagamento de 5$500 ao mestre serralheiro António Mendes pela ferragem da arca das três chaves, onde se arrecadaram os bens confiscados, tendo sido a arca feita pelo carpinteiro António Fernandes, por 4$400; o serralheiro Pedro José fez duas fechaduras e sete chaves para o Colégio; o Colégio possuía bens nas Ilhas de São Miguel e Graciosa, bem como na Terceira, num total de 104 bens, entre propriedades rústicas e prédios; 1766, 26 setembro - carta régia destinando a zona do colégio a residência dos Capitães - Generais; 1766 / 1774, entre - o primeiro Capitão-general dos Açores, D. Antão de Almada, manda adaptar o edifício a palácio, transformando as celas em quartos, criando algumas salas para a secretaria do Governo Geral e para a Junta da Real Fazenda na capitania; o autor das obras de adaptação foi o Sargento-mor e Engenheiro João António Júdice; 1774 / 1793, entre - o segundo Capitão-general, Dinis Gregório de Melo Castro e Mendonça, considerando insatisfatórias as obras promovidas pelo seu antecessor, prefere residir no palácio do Governador da Fortaleza de São João Baptista; 1799 / 1804, entre - o terceiro Capitão-General, Lourenço José Boaventura de Almada, dá continuidade às obras de adaptação do edifício a palácio; 1828, 5 outubro / 1829, 22 junho, entre - o palácio foi a sede da Junta Provisória, no contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), sob a presidência do general Diocleciano Leão Cabreira, sede do governo da Regência do Reino de Portugal, em nome de D. Maria II, presidido pelo duque de Palmela; 1830 - extinção do cargo de capitão-feneral, tendo sido o último a exercê-lo o conde de Vila Flor; 1832 - tendo o conde de Vila Flor permanecido na Terceira até esta data, como Marechal do Exército, o mesmo foi designado duque da Terceira e ali conservou a sua secretaria e quartel-general; 3 março, a partir - serve como Paço Real, durante os cerca de três meses em que D. Pedro IV permaneceu na Terceira; 1836, 26 novembro - criação da 10ª Divisão Militar, com sede em Angra, sob o comando de um General, com o título de Comandante Militar dos Açores, sendo-lhe atribuídas como residência as salas do andar nobre ao longo da fachada principal e, para secretarias, as salas do pavimento inferior; 1848 - data inscrita no fecho do portal da antiga portaria; 1850, 15 agosto - auto de posse do antigo Colégio pelo Ministério da Guerra, sendo "destinada à residência da primeira autoridade militar d'Angra e respectivas secretarias"; 1868, 4 novembro - decreto extinguindo a 10ª Divisão Militar, passando as instalações a ser ocupadas pela 5ª Divisão Militar, criada em substituição daquela; posteriormente é extinta a 5ª Divisão Militar e criados os Comandos Militares dos Açores - Ocidental, Central e Oriental -, com sedes respectivamente na Horta, em Angra do Heroísmo e em Ponta Delgada; o Comando Central tinha um Governador, com a patente de General de Brigada e que, cumulativamente, desempenhava o cargo de Governador da Fortaleza de São João Baptista, tendo alojamento na fortificação e deixando vago o palácio do largo 22 de Junho de 1828; 1885, 19 maio - o Ministério do Reino solicita ao Ministério da Guerra a cedência das salas da antiga residência do General Comandante da 5ª Divisão para a repartição da Fazenda do Distrito; o Ministério da Guerra cede as duas salas do edifício em que estava a secretaria e a residência do governador, informando que "as restantes salas do mesmo edifício poderão ser igualmente cedidas, mas provisoriamente, devendo ser restituídas ao Ministério da Guerra, logo que haja necessidade ou conveniência em separar o Comando Militar do Governo do Castelo de S. João Baptista"; emprestava também provisoriamente as 71 peças de mobiliário que guarneciam as referidas salas; 1901 - serviu como Paço Real, no reinado de D. Carlos I, aquando da sua visita com a rainha, D. Amélia de Orleães à ilha Terceira; 1916, 27 maio - cessação da concessão provisória da parte do edifício; pedido do edifício pelo Comandante Militar dos Açores, por ser indispensável a transferência do Comando Militar e respectivas secretarias, uma vez que as dependências que ocupavam na Fortaleza de São João Baptista iam ser necessárias para ali alojar os alemães do recém-criado Depósito de Concentrados, determinando que da respectiva posse se lavrasse auto em termos análogos aos do de cedência de 22 de agosto de 1885; a entrega não foi total por haver uma parte cedida ao Banco de Portugal e outra a diversas autoridades, entre elas a Junta Geral do Distrito tendo ainda o Ministério do Interior ficado em posse duma parte; 1928 - demolição de parte do antigo Colégio pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, para dar lugar à abertura do atual largo do Prior do Crato; 3, cerca - após a criação do presídio militar na Fortaleza de São João Baptista para presos por crimes políticos e sociais, tornou-se necessário ocupar a parte restante do edifício do Colégio em posse do Banco de Portugal e diversas autoridades, bem como outras divisões que se encontravam na posse do serviço das Obras Públicas da Junta Geral do Distrito; 1940 - demolição do Pátio dos Estudos, dando lugar ao Largo do Colégio; 1950 - encontram-se instalados nas dependências do colégio, o Governo Civil, a Direcção de Finanças e o Comando Militar de Angra do Heroísmo; 1980, 1 janeiro - sismo provoca grandes estragos na ala S. do edifício: desaprumo de cerca de 15 cm dos elementos de contraventamento construídos posteriormente à edificação, constituídos por grossos contrafortes de alvenaria de pedra, e trecho de parede por eles limitado; e ruína generalizada da estrutura de madeira da cobertura da mesma ala; séc. 20, década de 80 - remodelação da zona do antigo colégio para acolher a Secretaria Regional de Educação e Cultura; para tal, optou-se pela recriação do período dos Capitães-generais, tendo-se procedido à aquisição de peças de mobiliário da passagem do séc. 18 para o 19; 2004, 09 setembro - publicação da Resolução do Conselho do Governo n.º 126/2004, referindo consumir a classificação anterior do imóvel por inclusão na Zona Central da Cidade de Angra do Heroismo, em JORAA , 1.ª série, n.º 15.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; pilastras, modinaturas, pináculos, frisos, cornijas, pilares, arcadas em cantaria pintada ou aparente; portas e caixilharias em madeira; vidros simples; guardas em ferro; tetos de madeira; cobertura de telha.

Bibliografia

«Averiguação de todos os bens livres que pertenceram aos regulares da Companhia de Jesus na Ilha Terceira». In Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira. Angra do Heroísmo: 1998, vol. LVI, pp. 23-88; CARITA, Rui - «O Estabelecimento do Colégio Jesuíta da Ilha Terceira em 1570 Segundo um Manuscrito do Século XVIII». In Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira. 1987, vol. XLV, pp. 409-444; COSTA, Félix José da - O Palácio dos Capitães-Generais: Os seus títulos, Edifícios e Estabelecimentos Públicos. Angra do Heroísmo: 186; Documentos para a História da Arte em Portugal, Lisboa: 1975, vol. 13, pp. 47-57; JÚNIOR, Domingos A. Vaz - «Restauro e reestruturação (anti-sísmica) na recuperação de edifícios históricos na Região Autónoma dos Açores.. In 10 Anos após o sismo dos Açores de 1 de Janeiro de 1980. Lisboa, Carlos Guedes Oliveira, Arcindo R. A. Lucas e J. H. Correia Guedes, 1992, vol. 2, pp. 563-606; MARTINS, Fausto Sanches - A Companhia de Jesus na Península Ibérica nos Séculos XVI e XVII: Espiritualidade e Cultura. Separata. s.l.: 2004, pp. 89-117; MARTINS, Francisco Ernesto de Oliveira - Palácio dos Capitães-Generais: Subsídios para a sua História. 2a. ed.. Angra do Heroísmo: Presidência do Governo, 2001; RODRIGUES, Francisco - História da Companhia de Jesus na Assistência de Portugal. Porto: Livraria Apostolado da Imprensa, 1917; SOUSA, Nestor de - «Arquitectura das Igrejas Jesuítas Açoreanas». In Actas do IV Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte. Salvador: 2000, pp. 171-189; http://pt.wikipedia.org/wiki/Palácio_dos_Capitães-Generais_(Angra_do_Heroísmo), [consultado em março 2012].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

SIPA

Documentação Administrativa

ATC: Cartório da Junta da Inconfidência - Companhia de Jesus (Colégio de Santo Inácio - Ilha Terceira), mç. 68, n.º 241); AHU (caixa 5, doc. n.º 23)

Intervenção Realizada

1980, década - consolidação das fundações da arcada da fachada S. e posicionamento correto das paredes sobrepujantes; remoção dos contrafortes e montagem de escoramento das arcadas, estando este apoiado diretamente nas impostas dos arcos; consolidação dos prismas da fundação das pilastras por encamisamento em betão e, em alguns casos, procede-se ao recalçamento das fundações; execução de anel de cintagem em betão armado, envolvendo o embasamento das pilastras; colocação de macacos hidráulicos planos em cada pilastra e estabelecimento dos respectivos circuitos hidráulicos.

Observações

EM ESTUDO. *1 - no Inventário, refere-se a existência de 18 cubículos, havendo no corredor do dormitório que deita para as Aulas, cinco painéis pintados, grandes, e um sexto a representar Santo Inácio de Loyola, bem como um relógio grande, flanqueado por mais dois painéis grandes; na Portaria existia o Crucificado e um quadro a representar D. Sebastião. *2 - O plano de estudos do Colégio seguia a parte IV das Constituições da Companhia redigidas por Inácio de Loyola no tocante às disciplinas e obras que deveriam ser estudadas. Posteriormente, por Circular de 8 de janeiro de 1599, a "Ratio Studiorum" foi promulgada para o Colégio de Angra. Os cursos ministrados cobriam desde o ensino fundamental (então as primeiras letras) ao superior. Neste último caso, eram oferecidos os cursos de Letras, o mais elementar, com duração de três anos, compreendendo Gramática (latina), Humanidades e Retórica; Filosofia ou Artes, com duração de três anos e sete meses, compreendendo Dialética, Lógica, Física e Metafísica; e Teologia, o mais avançado, com duração de quatro anos, compreendendo Teologia Escolástica, Sagrada Escritura, Hebriaco, Línguas Orientais e Sul-Americanas (indígenas), e Casuística. *3 - A desinação Salão de Baile à Sala dos Reis parece advir do facto de D. Pedro ter oferecido um baile a sua filha, D. Maria II, a 4 de abril de 1832, como presente de aniversário.

Autor e Data

Paula Noé 2012

Actualização

 
 
 
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