Pelourinho de Ansiães

IPA.00000817
Portugal, Bragança, Carrazeda de Ansiães, União das freguesias de Lavandeira, Beira Grande e Selores
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho sem remate, pelo que não pode ser alvo de classificação tipológica, com fuste quadrangular de arestas chanfradas e capitel com elementos heráldicos. Possui no capitel elementos heráldicos, como as armas reais.
Número IPA Antigo: PT010403070004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Sem remate

Descrição

Fragmento de pelourinho em cantaria de granito, com capitel e fuste. Este tem uma base quadrangular de cerca de 30 cms. A partir daqui é oitavado graças a chanfras que terminam em boleado. O fuste ostenta um anel de pedra, prolongando-se por mais 20 cms, zona onde foi partido. O capitel está bastante destruído sendo visível numa face um castelo, enquanto uma segunda mostra as armas de Portugal e uma terceira deixa ver parte de uma chave que seria segura por uma mão *1.

Acessos

Estrada 214, de Carrazeda para o Tua, Lugar do Castelo de Ansiães

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto nº 14 985, DG, 1.ª série, n.º 28 de 03 fevereiro 1928

Enquadramento

Rural. Encontra-se em exposição no interior da igreja de São Salvador, no interior do Castelo de Carrazeda de Ansiães.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 14 / 15

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 14 / 15 - Provável construção do pelourinho; 1734 - transferência da sede do Concelho para Carrazeda o que motivou forte oposição da população; o juiz de fora, Dr. Francisco de Araújo e Costa, numa prova de força mandou destruir o pelourinho; 1758, 10 Abril - segundo o cura Francisco de Fonseca Carvalho nas Memórias Paroquiais, a vila e concelho eram do donatário, o porteiro-mor Manuel António de Sousa e Melo; tinha 55 fogos e 140 pessoas de sacramento; o concelho tinha dois juízes ordinários, três vereadores e um procurador da Câmara, juiz dos órfãos e um ouvidor, todos colocados pelo donatário, e dois juízes almotacés, estes cada três meses; 1982 - redescoberto alguns elementos pertencentes ao antigo pelourinho nas caves de um edifício; 1991 - exposição dos elementos do pelourinho na Igreja de São Salvador, construída no Castelo de Carrazeda de Ansiães, a 3 km. da sede concelhia.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; CARDOSO, Nuno Catharino, Pelourinhos Demolidos, Lisboa, 1935; CHAVES, Luís, Os Pelourinhos Portugueses, Gaia, 1930; COSTA, A Teixeira, Os Pelourinhos, Elvas, 1926; Guia de Portugal, Lisboa, 1988; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; MORAIS, João Pinto de e MAGALHÃES, António de Sousa, Memórias de Ansiães, Carrazeda de Ansiães, 1985; Pelourinhos, Lisboa, 1935.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - originalmente o remate do pelourinho teria nas suas quatro faces um castelo com chave segura por mão, uma torre com duas portas e um velho barbado com maça de armas na mão direita.

Autor e Data

Ernesto Jana 1993

Actualização

 
 
 
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