Pelourinho de Carrazeda de Ansiães

IPA.00000816
Portugal, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Carrazeda de Ansiães
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, setecentista. Pelourinho de pinha piramidal, com base circular de quatro degraus, de onde evolui um fuste octogonal, o capitel prismático, ornado por elemento heráldica, rematanto em pináculo facetado. Pelourinho bastante simples, possuindo as armas reais no capitel, sendo a pinha ornada por elementos fitomórficos.
Número IPA Antigo: PT010403040005
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco de três degraus, sendo o primeiro semicircular, mostrando em planta, uma flor de quatro pétalas, o segundo quadrangular, e o terceiro circular, apresentando também a solução de flor de quatro pétalas, agora em tamanho reduzido. O fuste é octogonal, sem decoração e o capitel, também octogonal, mas com secção sensivelmente maior à do fuste, apresenta-se decorado com as armas de D. João V. Encima-o uma pirâmide cónica truncada.

Acessos

EN 214 de Vila Flor para o Tua, Praça 6 de Abril. WGS84 (graus decimais) lat.: 41,244986, long.: -7,301095

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Ergue-se num largo, fronteiro à antiga cadeia e que agora está a ser recuperada para futura biblioteca municipal. À sua frente foi edificado um fontanário datado de 1926.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1734 - Aquando da transferência da sede do Concelho de Ansiães para a actual Carrazeda de Ansiães, os habitantes de Ansiães opuseram-se à perda de importância e provocaram a destruição do pelourinho *1 o que originou a construção do actual; por volta desta altura passou a ser governado por justiças ordinárias; 1737, cerca - passou a ser governado por justiças de vara branca; 1758, 12 Abril - segundo o vigário Domingos Gonçalves Corredoura nas Memórias Paroquiais, a freguesia tinha 51 moradores e 161 pessoas e pertencia à comarca de Torre de Moncorvo; era donatário de todo o concelho o porteiro-mor Manuel António de Sousa e Melo e a freguesia era governada pelas justiças de juízes ordinários e cameristas, carecendo muito de juiz de fora como tinha antigamente, levando a que os moradores sofram por várias cousas e distúrbios; o vigário desejava muito que D. José concedesse decreto para voltar a ter juiz de fora "para o bom regimento e sussego da republica e salvação das almas"; era na praça pública que se faziam os actos judiciais públicos e na casa de audiência as audiências públicas, desde há cerca de 22 anos; 1926 - construção do soco onde actualmente assenta o pelourinho; aquando da construção do fontanário, apresentando forma semelhante à do fontanário.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

AGUILAR, José, Carrazeda de Ansiães e seu Termo, 1980; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; CHAVES, Luís, Os Pelourinhos Portugueses, Gaia, 1930; MAGALHÃES, F. Perfeito de, Pelourinhos Portugueses, Lisboa, 1991; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; Pelourinhos do Distrito de Bragança, 1982.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - do pelourinho original nada se conhece.

Autor e Data

Ernesto Jana 1993

Actualização

 
 
 
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