Pelourinho de Rebordãos

IPA.00000813
Portugal, Bragança, Bragança, Rebordãos
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, medieval. Pelourinho de bloco prismático, com soco quadrangular de três degraus, fuste hexagonal e remate cúbico *1, encimado por pequena esfera. Pelourinho de carácter rústico, com fuste decorado a meia altura por semi-esferas e remate cúbico com vestígios quase inperceptíveis de antiga decoração.
Número IPA Antigo: PT010402360012
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo bloco

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, assente em degrau de xisto, composta por soco rectangular de três degraus, onde assenta base hexagonal bem como fuste monolítico do mesmo formato. A meia altura, o fuste apresenta semi-esferas. O remate é constituído por um bloco cúbico, com as arestas parcialmente cortadas por golpes côncavos, encimado por uma calote esférica.

Acessos

Bairro do Pelourinho. WGS84 (graus decimais) lat.: 41.740301; long.: -6.827644 (à freguesia)

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado, rodeado por habitações de um e dois registos, de carácter rústico.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: Estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 14 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1208, Novembro - concessão de foral por D. Sancho I; 1285, 18 Maio - D. Dinis concede o segundo foral, isentando os seus moradores de pagarem portagem, fintas para pontes e fontes, alojamentos, conduções de presos e outros privilégios; 1706 - povoação dos Duques de Bragança, da comarca de Bragança e com 100 vizinhos; 1758, 06 Maio - segundo o abade Caetano Pinto de Morais nas Memórias Paroquiais, a freguesia era da Casa de Bragança; a justiça na vila era administrada por dois juízes ordinários, um de Rebordãos e outro do lugar de Mós, do mesmo distrito e ambos com jurisdição cumulativa; estes assistiam alternativamente ao despacho das audiências na casa da câmara, que se compunha de mais três vereadores, dois de Rebordãos e um de Mós, um procurador do concelho, com escrivão da câmara, que era também do judicial, órfãos e almotaceria, o qual exercitava os mesmos ministérios no julgado de Gostei; cada morador, por um direito dado originalmente por D. Dinis, contribuía anualmente com $020 e dois alqueires de pão, que se cobravam pelo respectivo almoxarifado.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; primeiro degrau do soco em xisto.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1986; AMORIM, Maria Norberta de Simas Bettencourt, Rebordãos e a sua População, Lisboa, 1973; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos de Trás-os-Montes, Lisboa, 1936; CHAVES, Luís, Os Pelourinhos Portugueses, Gaia, 1930; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza, vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; LOPO, Albino dos Santos Pereira, Apontamentos Arqueológicos, Braga, 1987; MAGALHÃES, F. Perfeito de, Pelourinhos Portugueses, Lisboa, 1991; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; Pelourinhos, Lisboa, 1935; Pelourinhos do Distrito de Bragança, Bragança, 1982.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DREMN

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1937, depois - arranjo em granito dos degraus, inicialmente feitos de xisto.

Observações

*1 - em gravuras antigas, de 1910 e 1937, vê-se o suporte do pelourinho ser constituído por um aglomerado de pedras soltas, encimado por uma laje quadrada.

Autor e Data

Ernesto Jana 1993

Actualização

Paula Noé 1999
 
 
 
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