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Conjunto arquitetónico Edifício e estrutura Agrícola e florestal Quinta
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Descrição
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| Casa envolvida por jardim e terrenos da quinta. O pátio tem acesso por portal, surgindo, à esquerda, a casa e algumas dependências agrícolas e à direita o muro do jardim e hortas e chafariz. No fundo do pátio, a Capela, junto a um grande plátano, dedicada a Santo António. É de planta rectangular simples. INTERIOR com cobertura em falsa abóbada de berço decorada por pinturas murais, surgindo o brasão da família pintado na parede fundeira. Paredes revestidas com azulejos formando silhares, de carácter figurativo e com o tema Hortos Conventuais. |
Acessos
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| EM 518, Km 2,500, entre Canados e Senhora da Graça; Rua de São Pedro. |
Protecção
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Enquadramento
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| Urbano, integrando uma casa (v. PT031101010035). |
Descrição Complementar
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| Sobre o portal da capela, a inscrição: "S.A. HIC DOMUS DEI EST MDCXXXII". A pedra de armas é esquartelada com as armas dos Bernardes, Macedo e Botado. No chafariz, a inscrição: "A PRECLARISSIMA D. ANNA PEREGRINA GABRIELA D'ASUMSAM BARBOZA VIUVA DE FRANCISCO GORJÃO DA CUNHA COIMBRA FIDALGO DA CAZA DE SUA MAGESTADE MANDIU FAZER ESTA OBRA NO ANNO DE 1796". |
Utilização Inicial
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| Agrícola e florestal: quinta |
Utilização Actual
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| Agrícola e florestal: quinta |
Propriedade
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| Privada: pessoa singular (Maria Domingos de Mendonça Gorjão Henriques) |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 17 / 18 / 19 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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Cronologia
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| 1534 - quinta pertencia ao filho de Pedro Álvares Cabral e neste mesmo ano foi comprada pelos antepassados da família Machado; 1614, cerca - instituição de um morgadio anexo à Quinta por Gonçalo Vaz de Araújo, o qual deixava estipulada a construção de uma Capela dedicada a São Roque, cuja imagem teriam de ir buscar a Monsanto, em Montejunto; junto a esta, teria que haver uma albergaria; 1632 - construção da capela; 1712 - segundo o Padre Carvalho da Costa, no local existe uma ermida de São Roque e a Quinta de António Botado de Macedo, com uma Capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário; 1740 - pertence a Gonçalo Manuel Laçerda; 1755, 01 Novembro - sofre graves danos nas construções primitivas devido ao terramoto; 1758 - nas Memórias Paroquiais, é referido que a quinta é de José Galvão de Lacerda; séc. 18, final - séc. 19 - reconstrução da casa por Gonçalo Manuel de Lacerda; 1796 - data de construção do chafariz por D. Ana Peregrina Gabriela de Assunção Barbosa; 1873 - pertença de Francisco Raphael Gorjão; no local fundou-se, nesta data, a exploração de argila refactária; séc. 20, início - construção do pórtico de acesso. |
Dados Técnicos
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Materiais
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Bibliografia
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| HENRIQUES, Guilherme João Carlos, Alenquer e seu concelho, Lisboa,1873; MELO, António de Oliveira, GUAPO, António Rodrigues e MARTINS, José Eduardo, O Concelho de Alenquer - subsídios para um roteiro de Arte e Etnografia, Alenquer, Comissão Municipal da Feira da Ascensão de Alenquer e Associação para o Estudo e Defesa do Património de Alenquer, 1987, vol. 4; Roteiro do Concelho de Alenquer, Alenquer, 1992; VICENTE, António Pires, Quintas e solares de Alenquer estão a desaparecer,Jornal Público, 18 de Janeiro 1991. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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Observações
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| EM ESTUDO. "A quinta tem uma extensão de perto d'uma légua, e tem a grande vantagem de poder ser quasi toda regada. A vegetação n'este terreno é espantosa. Árvores plantadas ha poucos annos apresentam uma circunferencia e ramagem que parecem seculares. Sobretudo no largo à entrada da casa ha uma arvore muito magestosa. N'um sitio da quinta ha um valioso banco de argilla refractaria que em si devia ser uma mina de riqueza, por ser quasi o unico em Portugal..." ( Guilherme João Carlos HENRIQUES, Alenquer e seu concelho, Lisboa, 1873.) |
Autor e Data
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| Marta Calçada 2000 |
Actualização
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