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Conjunto urbano Setor urbano Unidade morfológica
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Descrição
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| Caracteriza-se por uma malha urbana de quadrícula irregular e com descontinuidades no seu traçado. O terreno onde se insere é marcado por declives acentuados e o tecido urbano do bairro foi-se assim desenvolvendo de forma a adaptar-se às condições impostas pelo relevo em declive o que origina algumas descontinuidades no traçado. Nas áreas de terreno mais acidentadas os quarteirões são tendencialmente de menores dimensões e encontram-se alinhados no sentido longitudinal. Os quarteirões adoptam a forma rectangular em que o lado de maiores dimensões acompanha as ruas principais posicionadas paralelamente ao rio Tejo, e o lado de menores dimensões se encontra voltado para as travessas. A malha urbana do bairro apresenta características dos sécs. 17, 18 e 19, sendo o seu tecido urbano edificado de origem pré-pombalina e pombalina. |
Acessos
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| Av. D. Carlos I, Cç. Da Estrela, R. Borges Carneiro, R. de São João da Mata, Cç. Ribeiro Santos, Lg. De Santos |
Protecção
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| Incluído na Zona Especial de Protecção Conjunta do Museu Nacional de Arte Antiga e edifícios classificados na zona envolvente (v. PT031106370084) |
Enquadramento
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| Urbano, encontra-se inserido na freguesia de Santos-o-Velho. Geograficamente, o bairro situa-se numa encosta que se estende para S. em direcção ao Tejo, ligando-se a N. com a freguesia da Lapa, situado entre os vales de Alcântara (a O.) e o vale da Av. D. Carlos I (a E.). Identificam-se, na proximidade do conjunto inventariado, diferentes núcleos urbanos que caracterizam a situação do bairro no contexto da cidade de Lisboa: para N. e O. estende-se a zona da Lapa/Estrela que tem por base igualmente uma malha rectilínea com quarteirões de maiores dimensões que os da Madragoa. Destacam-se da envolvente próxima o Edifício do Convento das Trinas de Mocambo (v. PT031106370498), o Palácio do Machadinho (v. PT031106370318) e a Casa de Mouzinho de Albuquerque (v. PT031106370588). A E., e atravessando o eixo da Av. D. Carlos I, toda a zona de Santa Catarina e Conde Barão com as suas respectivas vias de ligação à baixa da cidade, Av. D. Luís I e Cç. do Combro, ao longo das quais se situam o Palácio do Conde Barão de Alvito (v. PT031106491132), o Edifício da Fábrica de Vidro das Gaivotas (v. PT031106491132). Por fim, para S., estende-se toda a zona ribeirinha em frente ao Lg. de Santos, separada deste pela linha de comboio e caracterizada por construções do tipo industrial. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Não aplicável |
Utilização Actual
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| Não aplicável |
Propriedade
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| Pública: Estatal / Municipal, Privada: Pessoa Colectiva / Pessoa Singular |
Afectação
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| Não aplicável |
Época Construção
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| Séc. 16 / 17 / 18 / 19 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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Cronologia
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| sec. 4 - primeira referência ao sítio da Madragoa referindo a construção de um templo paleocristão onde hoje se situa a Igreja de Santos-o-Velho; sec. 14 - existe no local apenas a Igreja e o Convento das Comendadeiras de Santos sendo a envolvente a esta zona somente ocupada por campos de cultivo; sec 16 - polarização definitiva da cidade em direcção ao rio, começando a ser definida a estrutura urbana desta zona anteriormente constituída por arrabaldes ocupados por ordens religiosas; 1501 - D. Manuel estabelece no local o Paço Real de Santos contribuindo para o desenvolvimento urbano da zona; 1530 - fundação do Convento da Esperança; 1566 - Igreja de Santos-o-Velho passa a ser paroquial, constituição da freguesia de Santos, conventos e palácios instalam-se na proximidade da Igreja de Santos e do Palácio dos Marqueses de Abrantes; 1572 - D. Sebastião reconstrói a Igreja de Santos-o-Velho; séc. 17 - vêm periodicamente para Lisboa pescadores de Ílhavo, Murtosa e Ovar e instalam-se na zona, que a partir dessa altura começa a ser conhecida por Madragoa; 1629 - D. Francisco Luís de Lencastre alcança a posse do antigo Paço Real de Santos, por licença régia Filipina, e procede à sua reedificação; 1653 - Convento das Bernardas começa por ser um recolhimento de mulheres penitentes; 1654 - fundação do Convento das Bernardas; c.1657 - fundação do Convento das Trinas do Mocambo; 1690 - Palácio Alvor/Távoras, actual Museu de Arte Antiga, construção por Francisco de Távora, Conde de Alvor; 1718 - a família dos Lencastres passa a auferir o título de Marqueses de Abrantes, o que vai dar origem à designação actual do Palácio; 1752 - é construído o Chafariz da Esperança (v. PT031106370029) projecto de Carlos Mardel; 1755 - o Convento das Bernardas é destruído e totalmente reedificado posteriormente; queda da abóbada do coro da Igreja de Santos-o-Velho; o Palácio dos Marqueses de Abrantes sofre poucos estragos; depois do terramoto a Rua da Esperança é reconstruída; c.1757 - é aberta a Calçada do Marquês de Abrantes (antiga Calçada dos Condes da Vila Nova de Portimão); 1758 - abertura da Rua do Quelhas; 1762-92 - o Palácio Alvor/Távoras é habitado pelo Cônsul da Holanda tendo sido realizadas importantes obras de transformação; finais do séc. 18 - construção do Palácio Machado onde se encontra instalada actualmente a Direcção de Serviços de Abastecimento de Lisboa, construção do Palácio dos Condes de Murça; séc. 19, 1ª metade - regularização dos edifícios pré-existentes de modo a ampliar os quarteirões continuando o traçado ortogonal dos mesmos, é neste século que o bairro do Mocambo se passa a denominar bairro da Madragoa, aumento demográfico da zona da Madragoa juntamente com o aumento da densidade construtiva e verticalização de alguns edifícios acompanhando o crescimento da população da cidade de Lisboa, o actual Palacete Pombal é mandado construir pelo comerciante José António Pereira , remodelando edificações anteriores; séc. 19 2ª metade - o aterro separou o Paço de Santos do rio, trazendo consigo as docas e o caminho de ferro possibilitando a instalação de carris nos carros eléctricos implicando alterações no sistema viário de modo a conectar o aterro com as vias já existentes e isolando o bairro do rio , são criadas a Cç. Ribeiro dos Santos e a Av. 24 de Julho; 1821 - Igreja de Santos-o-Velho sofre modificações; 1852 - abertura do Lavadouro Municipal na esquina da Travessa do Pasteleiro com a Rua das Francesinhas; 1859 - a Rua da Madragoa passa a denominar-se Rua Vicente Borga; 1876-89 - Reconstrução da Igreja de Santos-o-Velho; 1889 - a Av. D. Carlos I é inaugurada a 28 de Dezembro, dia da aclamação do Rei D. Carlos; 1891-92 - demolições no Convento da Esperança, início da construção do quartel dos bombeiros municipais pelo arquitecto José Luís Monteiro que aproveita elementos do Convento da Esperança; séc. 19 final/ séc. 20 - não se verificam alterações significativas no bairro, a S. a principal intervenção deu-se com o desenvolvimento do Porto de Lisboa reforçando a tendência de isolamento do bairro em relação ao exterior; séc. 20 (anos 20 e 30) - surgem algumas novas construções sobretudo nas áreas que se desenvolveram após os planos pombalinos; 1911 - o Palácio dos Marqueses de Abrantes é adquirido pelo governo francês, a actual Rua das Trinas era designada Rua Sara Matos; 1912 - é instalado o Arquivo de Identificação no Convento das Trinas de Mocambo; 1938 - Construção do Cinema Cinearte no Largo de Santos; 1992 - a Madragoa é declarada área crítica de intervenção e é criado o gabinete técnico local. |
Dados Técnicos
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| Estrutura autoportante e estrutura mista. Paredes em alvenaria de pedra com estrutura de madeira, rebocadas com argamassa de cimento e areia. Coberturas revestidas a telha de canudo, lusa e marselha. Guarnições dos vãos em cantaria e janelas de duas folhas de abrir. Pavimentos urbanos pedonais revestidos com calçada de calcário |
Materiais
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| Pedra: calcário, granito; azulejo, tijolo, telha de canudo, telha lusa, telha Marselha; metal: ferro forjado, ferro fundido, alumínio, zinco. Betão, alvenaria de pedra e tijolo |
Bibliografia
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| ALVES, Maria Paula, INFANTE, Sérgio, Guias Contexto: Lisboa Freguesia de Santos-o-Velho, Câmara Municipal de Lisboa, 1992; CARVALHO, José Silva, Madragoa: história e estrutura urbana, in I Encontro Ibérico de Municípios com Centro Histórico. Santarém, 6-8 de Novembro de 1992. Actas, Santarém, Câmara Municipal de Santarém, 1994; MENEZES, Marluci, Territórios e representações colectivas do espaço: Bairro da Madragoa: estudo de caso, Lisboa, 1996; MENEZES, Marluci, Espaço, cultura e recuperação do património: estudo de caso: Bairro da Madragoa, Lisboa, LNEC, 1999; MENEZES, Marluci, Espaço: manutenção, mudança e representação na Madragoa, Lisboa, LNEC, 2002; ; MENEZES, Marluci, TAVARES, Martha Lins, A imagem da cidade como património vivo, in 3º Encore, LNEC, Lisboa, 2003 |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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Observações
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| *1... 2. Igreja de São Francisco de Paula ( PT031106260050 ); 3.Túmulo da Rainha D. Mariana Vitória ( PT031106260020 ); 4. Palácio do Conde de Óbidos ( PT031106260170 ); 5. Chafariz das Janelas Verdes ( PT031106260356 ); 6. Teatro da Casa da Comédia ( PT031106260174 ); 7. Edifício da Rua das Janelas Verdes, nº 76-78 ( PT031106370135) ; 8. Cinema Cinearte ( PT031106370179 ); 9. Chafariz da Esperança ( PT031106370029 ); 10. Convento das Trinas ( PT031106370057 ); 11. Casa de António Sérgio ( PT031106170114 ); 12. Palacete dos Viscondes e Condes dos Olivais e da Penha Longa ou Palacete da Lapa ( PT031106260193 ); 13. Troço do Aqueduto das Águas Livres; 14. Abadia ou Real Mosteiro de Nossa Senhora da Nazaré do Mocambo ( PT031106370176 ) |
Autor e Data
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| Cláudia Morgado 2007 |
Actualização
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