Edifício na Rua de São Marçal, n.º 176

IPA.00007783
Portugal, Lisboa, Lisboa, Santo António
 
Edifício residencial multifamiliar modernista. Edifício onde Pardal Monteiro retoma as suas directrizes modernistas com cobertura em terraço (no projecto original), varandas curvilíneas de linhas simples e fachadas caracterizadas pela geometricidade.
Número IPA Antigo: PT031106460542
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial multifamiliar  Edifício  Edifício residencial  

Descrição

De planta em V com cobertura em terraço rematado por gradeamento de ferro. 4 pisos mais um que é cave na fachada NE. mas torna-se 1º piso a SO. onde é feito o acesso ao interior do imóvel. A S. garagem com portão de ferro ladeado por duas colunas listradas de cantaria. Piso de cave revestido a cantaria formando embasamento que percorre as fachadas. No ângulo do vértice, cunhal em varandas circulares no 2º, 3º e 4º piso com remate em cornija circular. Ao nível do 1º piso, janela de peito quadrangular integrada no friso preenchido a tijoleira que caracteriza e percorre a fachada NE. e a primeira janela de peito da fachada principal em todos os pisos. Fachada principal: orientada a NO. 5 janelas de peito sendo as 3 mais a S. enquadradas por pilastras emparilhadas duas a duas pelo remate superior. Último piso caracterizado por mansarda, de construção posterior, com 4 janelas de sacada com moldura de frontão triangular por fachada enquadradas por varanda que remata as outras inferiores no cunhal. No alçado posterior, escadas de serviço e vãos que servem as zonas de serviço. INTERIOR: Piso de cave de menores dimensões sendo o denominado "piso de porteira", nos restantes pisos, fogos compostos por 4 quartos e duas salas a dar para as fachadas dianteiras e a zona de serviços na zona traseira do edifício.

Acessos

Rua de São Marçal, n.º 176; Travessa do Monte do Carmo

Protecção

Incluído na Zona de Proteção no Aqueduto das Águas Livres (v. IPA.00006811) / Incluído na Zona Especial de Proteção do Bairro Alto e imóveis classificados na área envolvente

Enquadramento

Urbano, adossado. Faz gaveto entre a R. de São Marçal, onde tem porta de acesso ao interior e garagem e a Trav. do Monte do Carmo, a NO. acompanha o declive do terreno, a SE. tem logradouro em comum com os outross edifícios do mesmo quarteirão. Na proximidade, Jardim do Príncipe Real (v. PT031106220439) e R. Escola Politécnica.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: edifício residencial

Utilização Actual

Residencial: edifício residencial

Propriedade

Privada

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Jorge de Herédia (1991); Porfírio Pardal Monteiro (1944-1947); Renato Sampaio (garagem).

Cronologia

1944 - projecto do edifício da autoria de Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957); 1945 - compra de uma parte de terreno na Rua Luís Fernandes a José de Figueiredo; 1946 - conclusão da obra; 1947 - conhece ampliação, cujo projecto de remodelação é igualmente concebido por Pardal Monteiro; 1948 - são realizadas as alterações; 1963- alteração de propriedade para Augusto Rodrigues; 1979 - propriedade de Judite Castro Rodrigues

Dados Técnicos

Materiais

Alvenaria mista, pavimentos de betão, cantaria, revestimento cerâmico, madeira, telha marselha, vidro

Bibliografia

CALDAS, João Vieira, Pardal Monteiro-Arquitecto, Lisboa, AAP, 1997;

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/Arquivo Pessoal de Porfírio Pardal Monteiro PPM NT1 UAC21

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

CML: Processo de obra nº 7425

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1947 - aumento de um piso; 1963 - limpeza e beneficiação; 1979 - beneficiação; 1991 - alteração da garagem segundo o arquitecto Jorge de Herédia.

Observações

EM ESTUDO O piso de mansarda que é construído pouco depois da construção do edifício, em 1947, é possível pois havia uma autorização prévia da CML para aumento de fogos do edifício. Segundo pardal Monteiro "A construção deste andar justifica-se por diversos motivos: Em primeiro lugar porque sendo o local muito visível da esplanada da praça Rio de Janeiro (Príncipe Real) contribuirá para melhorar o arranjo local, pois deixará de se ver o desagradável espectáculo das modestas casas mal conservadas e pátios mal tratados que daquele local se vêem*1, em segundo lugar porque representando uma melhoria não afecta as condições estéticas do prédio, cuja composição anterior se mantém integralmente; e, em terceiro lugar porque o actual terraço do prédio, servindo de estendal dos inquilinos produz um péssimo efeito, quando vistos dos pontos altos que o circundam" (Monteiro, P.P., Memória Descritiva).*1- esta zona da cidade não era objecto de grande atenção camarária à época da construção deste imóvel nem de ascensão social como eram as Avenidas novas e a Alameda onde Pardal Monteiro projectava na mesma década de 40. (CALDAS, J.V., P.Pardal monteiro Arquitecto, pp. 79)

Autor e Data

Luísa Castro-Caldas 2006

Actualização

 
 
 
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