Igreja Paroquial de Gradiz / Igreja de Nossa Senhora das Neves
| IPA.00007619 |
| Portugal, Guarda, Aguiar da Beira, União das freguesias de Sequeiros e Gradiz |
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| Arquitectura religiosa, maneirista, barroca e revivalista. Igreja paroquial de planta longitudinal simples, com nave, capela-mor mais baixa e estreita, sacristia no eixo, campanário no lado esquerdo, surgindo a torre sineira isolada, construída no séc. 20, segundo um revivalismo românico. Fachada principal em empena, com os vãos rasgados em eixo composto por portal de volta perfeita, encimado por óculo circular; no lado esquerdo campanário de uma sineira, com acesso por escadas na face posterior. Fachadas com remate em beiral, as laterais rasgadas por janelas em arco de volta perfeita e a direita por porta travessa com o mesmo perfil; fachada posterior com janela em capialço, de perfil maneirista, para iluminar a sacristia. Interior com coberturas de madeira, em vigamento na nave e em caixotões dispostos em cinco panos na capela-mor, tendo baptistério na base do campanário e púlpito seiscentista no lado do Evangelho. Retábulo-mor de talha dourada do estilo barroco nacional. | |
| Número IPA Antigo: PT020901080061 |
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| Registo visualizado 253 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Igreja paroquial
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Descrição
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| Planta longitudinal composta por nave, capela-mor mais estreita e baixa, sacristia no eixo e campanário no lado esquerdo, de volumes simples articulados e de implantação horizontalista, com coberturas diferenciadas a duas águas. Isolada, uma torre sineira de planta quadrangular, que interrompe o muro do adro. Fachadas em cantaria de granito aparente, em aparelho isódomo, percorridas por embasamento saliente, mais destacado no volume da capela-mor, e remates em beiral, excepto na fachada principal com cornija, que se prolonga um pouco nas fachadas laterais; nestas, várias cruzes incisas. Fachada principal, virada a SO., em empena com cruz de Malta no vértice, rasgada por portal em arco de volta perfeita com duas arquivoltas assentes em impostas salientes, encimado por óculo circular com dupla moldura boleada. No lado esquerdo, campanário de dois registos, o inferior cego, encimado por sineira de volta perfeita assente em impostas salientes e remate em empena com cornija. Fachada lateral esquerda, virada a NO., marcada pelas escadas de acesso ao campanário e rasgada por janela de volta perfeita em capialço no volume da capela-mor. Fachada lateral direita, virada a SE., rasgada por porta travessa em arco de volta perfeita, perfis comuns às três janelas, duas na nave e uma na capela-mor, todas em capialço, e porta dintelada de acesso à sacristia. Fachada posterior em empena, com fresta rectangular em capialço, que ilumina a sacristia. INTERIOR em alvenaria aparente de granito, cobertura em vigamento de madeira de cinco asnas e pavimento em lajes de granito, que, junto à parede fundeira, possui várias lápides sepulcrais. No lado do Evangelho, arco de volta perfeita acede ao baptistério, na base do campanário, protegido por grade metálica pintada de branco e encimado por lápide dedicada a Santa Rosa Viterbo; púlpito quadrangular com bacia de cantaria e guarda de madeira torneada, com acesso por escadas no lado direito. No lado oposto, confessionário de madeira; porta travessa ladeada por pia de água benta concheada. Arco triunfal de volta perfeita acede à capela-mor com cobertura em madeira de cinco panos divididos em caixotões com molduras de talha com florões e retábulo de talha dourada com tribuna central com fundo pintado e cobertura em caixotões, ambos com acantos e trono, onde assenta a imagem do orago. TORRE com fachada principal virada NE., com acesso por porta de verga recta, elevada pro dois degraus, encimada por fresta rectilínea; nas fachadas lateral esquerda, rasga-se fresta, sendo a posterior cega, com relógio. Remate em merlões piramidais, com sineira de volta perfeita e remate em empena no centro da cobertura em terraço. INTERIOR com escadas. |
Acessos
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| Avenida de Nossa Senhora das Neves, à direita, no sentido Quinta de Açores - Lapa |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Rural, isolado e destacado, num vale aberto da Serra da Lapa, a N. de Aguiar da Beira, próxima de uma afluente do Távora, na margem direita, rodeado por adro murado com alvenaria de granito aparente, com acesso por portal no lado direito, protegido por grades metálicas ladeadas por pilares com pináculos piramidais. No adro, com pavimento calcetado, implantam-se várias oliveiras e banco de madeira. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Religiosa: igreja paroquial |
Utilização Actual
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| Religiosa: igreja paroquial |
Propriedade
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| Privada: Igreja Católica (Diocese de Viseu) |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 17 / 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido. |
Cronologia
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| Séc. 12 - provável construção da antiga matriz, em terreno junto ao Solar da família Vilhena; 1189 - D. Sancho I terá doado a Granja de Gradiz ao Convento de Tarouca; 1197 - emprazamento da Granja pela comunidade monástica; séc. 14 - provável reforma do imóvel; 1648 - data numa das sepulturas; 1651 - data da sepultura; 1758 - nas Memórias Paroquiais é referida como tendo três altares, o mor do Santíssimo Sacramento, o de Nossa Senhora do Rosário e de São Sebastião, havendo a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário; a terra era da Casa do Infantado, mas a igreja era da apresentação do vigário de Aguiar da Beira, com o rendimento de 30$000; 1834 - extinção da Casa do Infantado; 1944 - 1945 - desmontagem da primitiva matriz e construção no local actual; 1959, 17 e 17 Junho - montagem do relógio na torre. |
Dados Técnicos
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| Paredes autoportantes. |
Materiais
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| Granito aparente na estrutura, nas molduras, campanário, cruz, cornija, pavimento, base do púlpito, pias de água benta e baptismal; madeira nas portas, coberturas, guarda do púlpito, retábulo e imaginária; telha de aba e canudo nas coberturas; vidro simples nas janelas; cimento nas juntas. |
Bibliografia
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| LEAL, Augusto Soares A. B. de Pinho, Portugal Antigo e Moderno, vol. III, 1874, p. 315; PEREIRA, Esteves e RODRIGUES, Guilherme, Portugal, Diccionario Historico..., vol. III, Lisboa, 1907, p. 830; COSTA, Américo, Diccionario Chorographico de Portugal Continental e Insular, vol. VI, Lisboa, 1938, p. 1320; RIBEIRO, F., Gradiz, in Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, vol. 9, Lisboa, 1969, col. 883; Gradiz, in Grande Encilopédia Portuguesa e Brasileira, vol. XII, Lisboa / Rio de Janeiro, s.d., pp. 664-665; COSTA, Fernando Jorge dos Santos e PORTUGAL, João António de Sequeira Alves, Aguiar da Beira - a história, a terra e as gentes, Aguiar da Beira, 1985; PAIXÃO, Carlos e PAIXÃO, Tó-Zé, Aguiar da Beira, roteiro turístico, s.l., 2000. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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| PROPRIETÁRIO: séc. 20, década de 40 - construção da cobertura; década de 80 - feitura do pavimento em lajeado, substituindo um primitivo em madeira; 1989 - picagem do reboco. |
Observações
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Autor e Data
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| Alexandre Pais 2001 |
Actualização
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