Igreja Paroquial de Vilar de Amargo / Igreja de São Miguel Arcanjo
| IPA.00007542 |
| Portugal, Guarda, Figueira de Castelo Rodrigo, União das freguesias de Algodres, Vale de Afonsinho e Vilar de Amargo |
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| Arquitectura religiosa, gótica, maneirista e barroca. Igreja paroquial de fundação gótica de planta longitudinal composta por nave dividida em cinco tramos, marcados interiormente por amplos arcos diafragma apontados e, exteriormente, por contrafortes de esbarro, e por capela-mor mais estreita, de construção maneirista, de expressão chã, e sacristia adossada à fachada lateral direita, com coberturas interiores diferenciadas, de madeira, em caixotões na capela-mor, iluminada por janelas em capialço, rasgadas nas fachadas laterais. Fachada principal em empena recta, encimada por dupla sineira, rasgada por portal de volta perfeita, com a moldura formada pelas aduelas. Fachadas rematadas em cornija, a lateral direita com portal de volta perfeita. Interior com pia baptismal no lado do Evangelho, púlpito circular no lado oposto e retábulo-mor e colaterais de talha dourada e policroma do estilo nacional. Integra-se na mesma tipologia das igrejas da raia, com afinidades com a matriz de Malpartida, freguesia do concelho de Almeida (v. PT020902140081). |
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| Número IPA Antigo: PT020904160089 |
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| Registo visualizado 394 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Igreja paroquial
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Descrição
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| Planta longitudinal composta pelos volumes escalonados da nave, com cinco tramos marcados por contrafortes de esbarro, escalonados, da capela mor e da sacristia adossada à fachada lateral direita e capela lateral na oposta, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na nave, que se prolonga em aba sobre a capela lateral, de três águas na capela-mor, mais alta, e na sacristia. Fachadas em alvenaria de granito rebocada e pintada de branco, excepto a fachada principal e o corpo da capela-mor em cantaria de granito aparente, rematadas em cornija. A fachada principal, voltada a NO., é dupla, a exterior em empena recta, com os ângulos coroados por pináculos, e, ao centro, sineira dupla em arcos de volta perfeita, assentes em impostas salientes e rematada em cornija, tendo os ângulos coroados por pináculos; é rasgada por portal em arco de volta perfeita, repousando sobre impostas, com moldura boleada, formada, superiormente, pelas aduelas. Sobre a fachada, é visível a primitiva, em empena, tendo, entre elas, superiormente, o vão de acesso à sineira, que se processa por escadas que partem da fachada lateral esquerda, com guardas em cantaria; esta, virada a NE., é marcada pelo corpo da capela lateral, rasgada por janela jacente, surgindo, no corpo da nave, uma janela rectilínea; no corpo da capela-mor, fresta em capialço com moldura estriada. A fachada lateral direita, virada a SO., tem quatro contrafortes, entre os quais se inscrevem edículas cegas com cruzes de Calvário em relevo, surgindo, no terceiro tramo, portal em arco de volta perfeita e, no último tramo da nave, janela jacente em capialço; o corpo da sacristia, possui edícula cega com cruz, tendo, na capela-mor fresta em capialço. Fachada posterior da capela-mor em empena recta, cega, tendo, no corpo da sacristia, levemente recuado, uma janela rectilínea em caialço. O INTERIOR é desnivelado, de cinco tramos definidos por arcos diafragma de perfil apontado assentes nas paredes, rebocadas e pintadas de branco, percorridas por faixa pintada de cinzento, com coberturas diferenciadas em vigamento de madeira e pavimento em lajeado de granito. O portal axial é protegido por guarda-vento de madeira, flanqueado pela pia baptismal, no lado do Evangelho, com taça hemisférica sobre base cónica, e, no lado oposto, uma pia de água benta concheada, assente em coluna do tipo balaústre. A porta travessa tem pia de água benta de granito com bordo boleado. No lado da Epístola, púlpito circular, com base em forma de taça, assente sobre coluna coríntia, com guarda plena em cantaria de granito e escada no lado esquerdo. Arco triunfal de volta perfeita com duplo toro de secção circular, flanqueado por dois retábulos colaterais em talha dourada. Sob o arco triunfal, ara em cantaria assente sobre um plinto paralelepipédico. Capela-mor elevada por um degrau, com paredes em cantaria de granito aparente, em aparelho isódomo, e cobertura de madeira em masseira, assente sobre estreita cimalha de madeira e formando caixotões pintados de branco, com estrelas de quatro pontas no centro; sobre supedâneo com degraus centrais, retábulo-mor de talha dourada, de planta recta e três eixos definidos por quatro colunas torsas ornadas por pâmpanos assentes em plintos paralelepipédicos, ornados por acantos ou cartelas enroladas, que se prolongam em duas arquivoltas torsas, unidas no sentido do raio, formando o ático; no centro, tribuna em arco de volta perfeita, tendo cobertura em caixotões e fundo pintado de azul celeste pontuado por estrelas brancas, contendo trono de três degraus; na base da tribuna, sacrário embutido envolvido por acantos, com a porta ornada por Cristo redentor, ladeado por painéis relevados com as figuras de São Pedro e São Paulo; os eixos laterais são compostos por apainelados ornados de acantos; altar paralelepipédico com o frontal decorado por concheados, formando sebastos e sanefa, ladeado por duas portas de verga recta, de acesso à tribuna. No lado da Epístola, porta de acesso à sacristia, com tecto de madeira e pavimento em lajeado de granito, com lavabo de nicho semicircular e taça hemisférica de bordo boleado e decoração linear, incisa. |
Acessos
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| Largo da Igreja |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Urbano, isolado, situado em adro calcetado com paralelos de granito, tendo adossadas à fachada principal duas cruzes, surgindo adossadas à sacristia e à capela lateral outras duas, que completam as estações da Via Sacra, cruzes de tipo latino com hastes lisas, assentes sobre plintos paralelepipédicos. |
Descrição Complementar
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| Os retábulos colaterais são semelhantes, de talha dourada e pintada de bege, de planta recta e um eixo definido por duas colunas torsas ornadas por pâmpanos, com painel central pintado, a imitar brocados, ladeado por moldura boleada decorada de acantos e encimado por friso de acantos e querubim central, protegido por sanefa com lambrequins sobrepujados pelas iniciais entalhadas "AM", tendo altar paralelepipédico com frontal decorado com acantos e concheados, formando sebastos e sanefa com franjas. |
Utilização Inicial
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| Religiosa: igreja paroquial |
Utilização Actual
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| Religiosa: igreja paroquial |
Propriedade
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| Privada: Igreja Católica (Diocese da Guarda) |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 13 (conjectural) / 17 / 18 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido. |
Cronologia
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| Séc. 13 - primeira referência documental relativa ao imóvel; 1320, 23 maio - bula do Papa João XXII concedendo a D. Dinis, por três anos, para subsídio de guerra contra os mouros, a décima de todas as rendas eclesiásticas do reino, sendo a igreja, com a de Freixeda taxada em 12 libras e 10 soldos; integra o termo e bispado de Ciudad Rodrigo; 1403 - a paróquia é integrada no denominado "Bispado Novo" de Lamego que incorporou as paróquias anteriormente sob a jurisdição da mitra de Ciudad Rodrigo; séc. 16 - obras na igreja, de que restam o púlpito; séc. 17 - construção da dupla fachada, do campanário e abertura de vãos em capialço; feitura dos retábulos; 1647 - 1648 - João Henriques de Barros era o abade da paróquia de Vilar de Amargo; 1652(?) - 1690(?) - período do abadessado de João Barros de Brito na paróquia de Vilar de Amargo; 1678 - chegam à Igreja de Vilar de Amargo as relíquias dos Santos Mártires Eugénio e Augusto, enviadas de Roma pelo abade João Barros de Brito, juntamente com "um riquíssimo vaso sacramental de beleza e primor inexcedíveis" (GOMES, 1979, p. 9); 1690 - o abade da paróquia de Vilar de Amargo era João Dias Correia; 1702 - data inscrita na fachada lateral direita, indiciando uma intervenção; 1758 - segundo a descrição do Padre Manuel Correia pertencia ao Bispado de Lamego, o seu orago era o Arcanjo São Miguel com a imagem no altar mor, tinha um altar colateral de Nossa Senhora do Rosário do lado do Evangelho e, do lado da Epístola, outro altar colateral com a invocação de Santa Ana. Segundo a descrição nesta data "tem cinco naues com a da capela mor tem somente huma hirmandade das Almas mas tem mais tres Confrarias que saõ a do Senhor e de Nossa Senhora e a de Saõ Miguel"; 1769 - 1770 - a paróquia é integrada no Bispado de Pinhel; 1780, cerca - reforma do retábulo-mor; 1810 - saque da Igreja pelas tropas francesas e roubo do vaso sagrado doado pelo abade João Barros de Brito (GOMES, 1979, p. 9); 1821 - a povoação integrava o concelho de Almendra; 1882, 14 Setembro - com a extinção do Bispado de Pinhel, a paróquia é integrada no Bispado da Guarda; 1948 - nesta data, conservava um altar de Nossa Senhora dos Remédios, com festa celebrada a oito de Setembro (BIGOTTE, 1948, p. 186). |
Dados Técnicos
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| Estrutura autoportante. |
Materiais
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| Estrutura em alvenaria de granito, parcialmente rebocada e em cantaria de granito; cornijas, arcobotantes, cruzes, pia baptismal, pias de água benta, modinaturas, pavimentos e púlpito em cantaria de granito; portas, coberturas interiores, retábulos, arcazes e guarda-vento de madeira; janelas com vidro simples; guarda-vento com vidro martelado. |
Bibliografia
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| COSTA, António Carvalho da, Corografia Portugueza, e Descripçam Topografica do famoso Reyno de Portugal, tomo II, Lisboa, 1708; IAN/TT, Vilar de Amargo, in Dicionário Geográfico, vol. 41, 1758; LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Pinho, Vilar de Amargo, in Portugal Antigo e Moderno. Diccionario, vol. XI, Lisboa, 1886; CASTRO, José Osório da Gama e, Diocese e Distrito da Guarda, Porto, 1902; MARTINS, José Canário, Notas Sôbre Arte em Riba Coa, in Altitude, ano IV, n.º 7-10, Julho-Setembro 1944, pp. 135-144; BIGOTTE, José, O Culto de Nossa Senhora na Diocese da Guarda, Guarda, 1948; GOMES, Padre Milciades Marques, A Perpetuar a Memória do III Centenário (1678-1978) da História e Tradição da Festa das Santas Relíquias dos Mártires e Santos Augusto e Eugénio da Freguesia de Vilar de Amargo Diocese da Guarda, s.l., 1978; GOMES, J. Pinharanda, História da Diocese da Guarda, Braga, 1981; BELCHIOR, Eurico, Monografia de Vilar de Amargo, Porto, 1988; COIXÃO, António do Nascimento Sá e TRABULO, António Alberto Rodrigues, Evolução político-administrativa na área do actual concelho de Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de Foz Côa, 1995; BORGES, Júlio António, Figueira de Castelo Rodrigo. Roteiro Turístico do Concelho, Figueira de Castelo Rodrigo, 1997; BORGES, Júlio António, Arte Sacra no Arciprestado de Figueira de Castelo Rodrigo III, in Beira Alta, vols. LXI, fasc. 1 e 2, Viseu, 2002, pp. 85-123. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN/DSID; CMFCR |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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| CMFCR |
Intervenção Realizada
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| Séc. 20 - obras várias de conservação e recuperação, que incluíram consolidação dos paramentos, reboco e pintura, renovação da cobertura exterior e limpeza. |
Observações
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Autor e Data
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| João Vilhena e Joana Vilhena 2001 |
Actualização
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