Pelourinho do Crato

IPA.00007365
Portugal, Portalegre, Crato, União das freguesias de Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso
 
Arquitectura comemorativa, do séc. 20. Memória de pelourinho de bloco prismático, com soco de três degraus octogonais, de onde evolui o fuste seccionado por anel, encimado por ferros de sujeição e bloco cúbico, com faces ornadas e remate piramidal com esfera.
Número IPA Antigo: PT041206020010
 
Registo visualizado 362 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Comemorativo  Memória de pelourinho    

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco octogonal, com três degraus de arestas vivas, de onde evolui o fuste, seccionado em dois por anel convexo emoldurado, tendo a zona inferior prismática e a superior de secção circular, envolvida por espira torsa. No topo da colunas, surgem quatro ferros em ferro fundido, ornados por enrolamentos, antecipando o remate, em forma de bloco cúbico com cada uma das faces emolduradas e decoradas pela Cruz de Malta, as armas reais, a esfera armilar e um báculo, encimado por uma pirâmide quadrangular encimada por pequena esfera.

Acessos

Praça do Município. WGS84 (graus decimais) lat.: 39,285203; long.: -7,645486

Protecção

Incluído na Zona de Proteção da Casa da Varanda do Grão-Prior (v. PT041206020007)

Enquadramento

Urbano, isolado, situado num dos ângulos de uma pequena praça, fronteiro à Casa da Câmara, tendo no lado oposto, a Casa da Varanda do Grão-Prior. O largo encontra-se pavimentado a calçada de granito, tendo ao centro, pequeno triângulo em calçada de calcário, onde se ergue o pelourinho. A envolver o largo, surgem algumas casas abastadas, datáveis dos sécs. 17 ou 18.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Comemorativa: memória de pelourinho

Utilização Actual

Comemorativa: memória de pelourinho

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1232 - doação do Crato à Ordem de São João do Hospital, por D. Sancho II; séc. 13, final - Mem Gonçalves, Prior da Ordem de São João de Jerusalém, deu foral à povoação; 1350 - o Crato torna-se a sede dos Cavaleiros de Malta; 1512, 15 Novembro - D. Manuel concede foral novo; a Câmara tinha voto em Cortes, com assento no décimo segundo banco; séc. 17 - o Prior do Crato tinha a jurisdição total, possuindo ouvidor, com jurisdição de corregedor; 1662 - as tropas de D. João de Áustria invadem o Crato, sendo possível que tenha ocorrido a destruição do pelourinho nesta data; 1758 - nas Memórias Paroquiais, assinadas por Diogo de Sousa Tavares, é referido que a vila tinha um ouvidor, um juiz de fora, 3 vereadores, um procurador escrivão, 3 tabeliães, um inquiridor, contador, distribuidor, um alcaide, um escrivão da correição e um meirinho, um juiz de órfãos com um escrivão, um almoxarife e juiz dos direitos reais; 1980 - reconstrução do pelourinho, por iniciativa da Câmara Municipal.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; CHAVES, Luís, Os Pelourinhos, Lisboa, José Fernandes Júnior, 1938; KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Portalegre, Lisboa, 1940; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.

Documentação Gráfica

CMC

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias paroquiais (vol. 12, n.º 459, fl. 3201-3228); CMC

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Rosário Gordalina 2002 / Paula Figueiredo 2009

Actualização

 
 
 
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