Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Entradas

IPA.00000736
Portugal, Beja, Castro Verde, Entradas
 
Igreja de Misericórdia manuelina, maneirista e barroca, com nave com tecto de madeira e capela-mor abobadada; anexo o antigo Hospital, com entrada com sineira justaposta, comunicando com a capela-mor. Do período manuelino sobrevivem a pia de água benta e os azulejos mudéjares; a planimetria, a composição dos alçados, o sistema de cobertura, são característicos do maneirismo regional, muito preso aos convencionalismos do Estilo Chão; o retábulo-mor documenta a popularização de modelos eruditos do barroco; o púlpito e a tribuna dos mesários são peças de nítida filiação tardo-barroca. A pia baptismal quinhentista, a notável tribuna de mesários e o púlpito tardo-barrocos.
Número IPA Antigo: PT040206030009
 
Registo visualizado 191 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja de Confraria / Irmandade  Misericórdia

Descrição

Planta longitudinal, escalonada, composta por nave e capela-mor rectangulares e sacristia e sacristia a E.; volumes escalonados; cobertura diferenciada em telhado de 2 águas. Fachada principal virada a N. de pano único definido por pilastras, rasgado por portal de verga recta de cantaria sobrepujado por janelão, com moldura de cantaria; remate em empena com cornija e beirado, com pináculos piramidais nos acrotérios laterais e cruz de cantaria no acrotério central; fachada da sacristia de um só pano, rematado por cornija e beirado, com porta protegida por pequeno telheiro e janela com moldura de cantaria, campanário elevado com volutas, olhal em arco de volta perfeita e remate semi-circular, sobrepujado por cruz de ferro. Alçado O. de dois panos correspondentes aos volumes da nave e sacristia, ambos rematados por cornija e beirado; porta lateral da nave de verga recta e moldura de cantaria. Alçado S. de pano único, cego, com remate em empena com cornija e beirado. Alçado E. idêntico ao alçado O.. INTERIOR: nave única com cobertura em tecto de madeira de 3 planos e sanca envolvente. No alçado N., do lado da Epístola, pia de água benta de cantaria, formada por corpos monolíticos com arestas helicoidais e torsal entre a base e a taça. Do lado da Epístola porta de acesso ao exterior, tribuna dos mesários em madeira, com assento diferenciado para o Provedor. Do lado do Evangelho púlpito com bacia e balaustrada em madeira. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras com decoração pictórica. Capela-mor coberta por abóbada de berço, decorada por pinturas murais de carácter popular, sobre sanca; altar de alvenaria com acesso por 3 degraus ornamentados por azulejos hispano-árabes de aresta; mesa de altar com frontal engradado e fundo revestido por azulejos de xadrez verde e branco, em que se conserva a imagem do Senhor Morto; retábulo-mor de talha dourada e polícroma, com trono e telas representando a Visitação, Santa Ana ensinando a Virgem a ler, Nossa Senhora da Conceição e vários santos; alçados latearis revestidos por composições pictóricas murais de carácter popular; do lado do Evangelho porta de acesso à sacristia.

Acessos

Largo da Igreja

Protecção

Em vias de classificação (Homologado como IIP - Imóvel de Interesse Público, Despacho de 21 de abril 1987 da Secretária de Estado da Cultura)

Enquadramento

Urbano, destacado, flanqueado. Implantado num largo calcetado no entroncamento de 2 ruas, rodeada por habitações populares e ladeada pelo corpo que liga ao edifício do antigo hospital, com uma sineira sobre a porta.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja de confraria / irmandade

Utilização Actual

Funerária: capela mortuária

Propriedade

Privada: Misericórdia

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1530 - fundação da Misericórdia de Entradas; 1568 - anexação do Hospital do Espírito Santo, fundado pelos infantes de Beja; séc. 17 / 18 - data provável de construção certamente no local da anterior, da qual restaram a pia de água benta e os azulejos reaproveitados no revestimento do frontal, dos degraus e face da plataforma do altar; 1983 - Processo de classificação iniciado pelo IPPC; 1986, 27 de maio - Proposta de classificação pela DGEMN; 1987, 10 de março - Parecer do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP - Imóvel de Interesse Público; 2009, 10 de março - Proposta de ZEP pela DRCAlentejo.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes (nave) e estrutura mista (capela-mor)

Materiais

Alvenaria rebocada e caiada em estruturas e abóbada; madeira no tecto da nave e sustentação do telhado, portas e janelas; telhado cerâmico; tijoleira em pavimento; azulejos.

Bibliografia

COSTA, João José Alves da, O Termo de Castro Verde. Um contributo para a sua História, Castro Verde, 1996; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1874; LOBATO, João Rodrigues e NOBRE, Joaquim de Brito, Vila de Entradas - Breves Notas de História e Antologia, Castro Verde, 1987; PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, Portugal Diccionário..., vol.2, Lisboa, 1906.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

Séc. 20 - diversas obras de recuperação incluindo a remoção de pilastras; DGEMN: 1994 / 1995 - recuperação do exterior.

Observações

Autor e Data

Isabel Mendonça 1994 / José Falcão e Ricardo Pereira 1996

Actualização

 
 
 
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