Paço Episcopal do Fontelo / Solar do Vinho do Dão

IPA.00007285
Portugal, Viseu, Viseu, União das freguesias de Viseu
 
Arquitectura residencial, gótica e maneirista. Edifício civil que mantém algumas remanescências da primitiva construção gótica, como portas e janelas de arco apontados e os contrafortes. Contudo, foi muito adulterado durante o séc. 16 / 17, altura em que surgiu a capela e loggia no alçado tardoz com colunata de feição classicizante. Imóveis de 2 pisos, sendo o superior o mais nobre, com entrada centralizada, a que se tem acesso por dupla escadaria exterior, encimada por fenestração de maior imponência. Poucos motivos decorativos. Construção moderna, com varanda envidraçada e janelas em caixilhos de madeira com bandeiras trilobadas e ferragens simétricas decoradas com arabescos, integrando-se no estilo Arte Nova. Graças ao Bispo D. Miguel da Silva, a Quinta do Fontelo, enquadra-se no que se consideram as "quintas de recreio", muito em voga no Séc. 16, por influência dos jardins e ambientes paisagísticos do Renascimento italiano. Contíguo ao Paço e por ordem daquele Bispo foi construído um dos mais luxuosos e exóticos jardins do País daquele tempo.
Número IPA Antigo: PT021823240044
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial senhorial  Paço eclesiástico  Paço episcopal  

Descrição

Planta rectangular, composta e irregular, com coincidência do exterior e interior, de volumes articulados e disposição horizontalista das massas. Coberturas diferenciados de 2, 3 e 4 águas sobre cornija. Fachada principal orientada a SO., porta de acesso centralizada, emoldurada e várias portas e fenestrações quadradas e rectangulares compoem o piso térreo. No superior, uma tripla varanda de sacada sobre a porta principal e um total de onze janelas rectangulares para ambos os lados, dispostas simetricamente. No extremo NO. do edifício principal, o corpo da cozinha, em plano mais avançado. No outro extremo e no mesmo plano, a Capela de Santa Marta. Ao alçado NO. corresponde o lado posterior das construções que, formando L, se adossa ao topo do edifício principal. Várias portas e fenestrações diferenciadas. Em plano mais recuado, o piso superior do Paço, com 2 janelas de arco quebrado. Alçado tardoz de volumes e corpos diferenciados e em diferentes planos. De realçar, para NO., a existência de contrafortes. Em plano superior, uma loggia com colunata toscana, de feição classicizante, com cinco tramos de arco duplo. Em plano mais avançado, um corpo com portas para o interior e fenestrado, com janelas e varandas nos 2 pisos. Alçado SE. definido pelo muro da nave da capela, a que se segue corpo de 2 pisos, com varanda no piso superior e, já para o lado posterior, ao topo da capela mor, um outro corpo, com porta no piso térreo e escadaria para o superior. Em frente à capela e fazendo parte do muro, a casa do antigo guarda. No interior, o piso térreo acede, para ambos os lados, a divisões que comunicam entre si. Para a esquerda, são visíveis fenestrações e portas góticas de arco apontado. Ao fundo, sala com lavatório, que comunica com a cozinha, que, por sua vez, dá acesso ao corpo lateral que com este faz ângulo de 90º. Do lado direito da entrada, comunicação com divisões que, ligando-se entre si, dão acesso à capela, à divisão que, atrás do topo da abside, apoiada em grande pilar central, dá também passagem para o exterior. Um grande corredor longitudinal percorre, no lado posterior, todo o alçado. Arco a pleno centro e escadaria, que formando patamar se subdivide em 2, dá acesso ao piso superior, que grosso modo respeita os espaços e as tipologias do piso inferior. Vestígios góticos do mesmo lado e construções mais atípicas do outro. Adossado à capela, um grande salão de piso único e, no lado posterior, a loggia apoiada em colunata já referida. No exterior o acesso principal à propriedade é efectuado através de um pórtico por onde se entra numa avenida bordejada de ambos os lados por árvores seculares que, atravessando grande parte da quinta vai terminar noutro portão mais simples que apresenta, num lado e no outro, as armas dos bispos D. Gonçalo Pinheiro e de D. Luís Coutinho. Ultrapassado este portão, entra-se um grande pátio com taça e repuxo ao centro, ficando em frente a fachada principal do Paço Episcopal, orientada a SO. a um nível superior sobre um terraço, ao qual se tem acesso por um lanço de escadas de um lado e por uma rampa de outro. À direita localiza-se a capela de Santa Marta, reedificada por D. João Manuel. Á direita de quem entra no pátio encontra-se a uma cota inferior o jardim, mandado executar por D. Miguel da Silva, a N. limitado parte pelo muro que limita o pátio parte por um troço de um aqueduto, um pouco recuado em relação ao muro, que transporta a água de uma mina, situada na mata vizinha, para o jardim. Entre o aqueduto e o muro situa-se um pavilhão exposto a S. e a poente, com varanda de colunas virada ao jardim. A frente poente do pavilhão é voltada para um tanque com taça central, que se encontra a uma cota inferior, rodeado por um banco contínuo em pedra. Desce-se deste pavilhão para o jardim, a S., por um caminho ensaibrado. O jardim é por sua vez rodeado por um murete com alegretes, interrompidos de espaço a espaço, para dar lugar a alguns bancos de pedra. No topo N. do caminho existe uma pequena cascata revestida com embrechados de conchas e com uma taça em granito * 8. A nascente deste caminho, por trás deste murete, fica um dos jardins de D. Miguel da Silva, ocupando um quadrado de terreno limitado a N. e nascente por muros com cerca de 2.5 metros de altura, com alegretes na base a todo o comprimento. Ao centro deste jardim encontra-se implantado um pequeno tanque em granito com taça e repuxo ao centro, tendo em volta, em círculo, bancos em pedra. O tanque está implantado sobre um rectângulo de lagedo, com caleira superficial *9. Existem ainda três terraços, cada um com uma área semelhante à do jardim. Os quatro terraços juntos formam aproximadamente um rectângulo, sendo o caminho descrito cortado a meio por outro ortogonal. Este conjunto de terraços é envolvido por muros altos. No muro que confinante com a mata dos carvalhos, no ângulo que este faz com o aqueduto, situa-se uma porta de comunicação entre o jardim e a mata. Um arco aberto no muro do aqueduto permute o acesso a uma capela existente num extremo da quinta, designada como capela de São Jerónimo.

Acessos

No Parque do Fontelo, com acesso pela Estrada da Circunvalação entre as Rotundas para Mangualde e para o Sátão

Protecção

Em vias de classificação

Enquadramento

Rural, inserido em parque arborizado, sobre a margem S. do rio Pavia, com zona ajardinada nas imediações, adossado à Capela de Santa Marta ( v. 1823280045 ). Delimitado por um muro ameiado com pórtico de arco apontado e com as armas de D. Gonçalo Pinheiro e de D. Luís Coutinho, que dá acesso a um terreiro sobre o qual se desenvolve o Paço. De imediato, à esquerda e adossada ao pórtico, uma construção de 2 pisos, com uma janela de arco apontado, que se liga a uma outra, formando L, que se prolonga até ao alçado tardoz do Paço. No piso térreo do corpo de maior comprimento, 2 túneis estabelecem ligação, com um renque de construções, de apoio, de 1 só piso. Dupla escadaria lateral dá acesso ao Paço propriamente dito, em cota superior ao terreiro

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: paço eclesiástico

Utilização Actual

Política e administrativa: sede de associação

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 15 / 16 / 17 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

CAIADOR: José de Almeida e Pedro Rodrigues. CANTEIROS: Diogo Fernandes e Miguel Ribeiro (1645). CARPINTEIRO: José do Vale (1731), Domingos Vieira (1732). JARDINEIRO: João Ribeiro (1736). PEDREIRO: Espinardo; Pedro Rodrigues (1741)- PINTOR: José de Almeida Furtado (séc. 19); Vasco Fernandes (séc. 16).

Cronologia

1149 - o Bispo de Viseu, D. Odório, compra a herdade do Fontelo a Exemena Mendiz e seus filhos, Pedro e João Eriz; 1309 - vivia no Fontelo o Bispo D. Egas; 1399 - início da Construção do Paço no tempo do Bispo D. João Homem; 1426 - o Bispo D. Garcia habitou o paço e continuou as obras encetadas por D. João Homem, mandando construir a primitiva Capela de Santa Marta, anexa ao paço; séc. 16, 1ª metade - D. Miguel da Silva faz profundos melhoramentos no Paço, jardins e quinta iniciando a construção do muro da quinta *1, actividade continuada pelo seu sucessor; fundou nela a capela do Senhor Morto; feitura dos painéis pintados por Grão Vasco para a Capela de Santa Marta; 1540 / 1553 - a quinta esteve práticamente abandonada devido à ausência de D. Miguel da Silva *5; 1565 - o Bispo D. Gonçalo Pinheiro manda, entre outros, construir o pórtico que, da Estrada da Circunvalação, dá acesso ao Paço, pelo francês Espinardo; , faz obras de conservação e restauro no jardim, compra terrenos adjacentes e manda cercar toda a propriedade com um muro. Mandou construir na mata a capela de S. Jerónimo e abriu uma avenida de acesso ao paço ladeada de árvores, que liga o referido pórtico a um outro, situado no outro extremo da avenida; 1569 / 1578 - D. Jorge de Ataíde manda construir as celas e corredores do dormitório; 1610 / 1625 - D. João Manuel manda reedificar a capela de Santa Marta, por a primitiva ser pequena e antiga, e constrói 3 grandes salas contíguas à mesma; 1645, Maio - feitura do muro da quinta pelos mestres canteiros Diogo Fernandes e Miguel Ribeiro; séc. 17, último quartel - obras orientadas pelo Padre Bonifácio Ribeiro Pinto; séc. 18, 1.ª metade - obras de caiador por José de Almeida e Pedro Rodrigues, de Ranhados; 1713/1716 - o bispo D. Jerónimo Soares residiu no paço por de ter incendiado o paço episcopal anexo à Sé; 1731 - compra de madeiras e execução de obras de carpintaria por José do Vale; 1732 - pagamento de 48$325 pela obra do forro da varanda do Paço; 1736 - pagamento de 3$000 a João Ribeiro, de Guimarães, pela limpeza e composição do jardim; 1741 - reforma das escadas do Paço, pelo pedreiro de Ranhados, Pedro Rodrigues; 1810 - com as Invasões Francesas, o bispo D. Francisco Monteiro Pereira de Azevedo estabelece no Fontelo residência permanente (até 1912); pintura de um São Francisco e de uma Virgem Dolorosa pelo pintor José de Almeida Furtado; 1829 - Nas cartas de exílio do bispo D. Francisco Alexandre Lobo, somos levados a supor que o desenho dos jardins de D. Miguel da Silva teria já desaparecido, sendo substituído por outro, ao afirmar " o jardim não estava mal traçado e o mais hé que o riscou e plantou quem não sabe ler, e que nele apenas se despenderam 12 $rs de mais do que gasta qualquer hortelão *6; 1862 / 1882 - D. António Alves Martins manda executar obras de restauro; 1883 - demolição parcial do pórtico, denominado Torre da Portaria, de acesso ao Paço; 1883 / 1911 - D. José Dias Correia de Carvalho manda executar obras de restauro surgindo a varanda envidraçada a Sul e a escadaria de pedra que, do exterior, a ela conduz; restabeleceu-se o funcionamento dos repuxos, tanques e cascatas de conchas, renovou-se o jardim, limparam-se as carreiras e restauraram-se e ampliaram-se as vinhas; 1912 - a Quinta do Fontelo é expropriada pelo Estado; a Lei de 20 de Julho de 1912, que estabelece o quadro penal para internamento de vadios, mendigos, viciados e proxenetas; a maior parte da quinta foi entregue ao ministério do Fomento que cria para tel efeito uma Colónia Penal Agrícola de abrangência nacional e determina a sua instalação na quinta de Fontelo, destinando uma verba de 27.350$00, a inscrever no Orçamento de Estado, para a adaptação do edifício e terrenos e para funcionamento do estabelecimento (art. 17º). Contudo, a instalação não chega a verificar-se, substituída pela Colónia Penal de Sintra em 1915; o Paço foi cedido ao Ministério da Guerra para instalação de serviços da 2ª Divisão do Exército; a mata e jardins reverteram para a Câmara Municipal; 1998 - cedência do espaço à Comissão Vitivinícola Regional do Dão; 2017, 10 maio - publicação da abertura do procedimento de classificação do edifício, em Anúncio n.º 67/2017, DR, 2.ª série, n.º 90/2017.

Dados Técnicos

Estrutura mista

Materiais

Granito, rebocos, madeiras e cimento

Bibliografia

BERARDO, José Oliveira, Notícias de Vizeu accompanhando o Registo das Freguezias e prezentemente organizão o Concelho, Vizeu, 1838 ( Addições I ), Biblioteca Municipal de Viseu, mns. 20-I-8; CASIMIRO, Fortunato, A Quinta de Fontello, in o Liberal, vol. II, nº 163, Viseu, 1858; LEAL, Augusto Soares D'Azevedo Barbosa de Pinho, Portugal Antigo e Moderno, vol. XII, Lisboa, 1890; Ministério da Justiça, Lei de 20 de Julho de 1912, in Diário do Governo nº 177 de 30 de Julho; CRAVEIRO, Sereno, Antiguidade de Viseu, Fontello, Notícias de Viseu, Viseu, 1924; ARAGÃO, Maximiano de, Viseu - Instituições Religiosas, Porto, 1928; MOREIRA, Francisco de Almeida, Imagens de Viseu, Porto, 1937; COELHO, José, Memórias de Viseu ( Arredores ), Viseu, 1941; ARAÚJO, Ilídio, Arte Paisagista e Arte dos Jardins em Portugal , Vol. I, Lisboa, Ministério das Obras Públicas, 1962; FIGUEIREDO, Nicolau António de, Notícias de Viseu, in Beira Alta, vol. XXVII, nº 3, Viseu, 1968; MOREIRA, Rafael, D. Miguel da Silva e as origens da arquitectura do Renascimento em Portugal, in Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento, Lisboa, 1983; MOREIRA, Rafael, O Sonho de D. Miguel da Silva, in Oceanos, nº 1, Lisboa, Junho de 1989; COUTO, Aires Pereira do, O grande senhor do Fontelo do século XVI: D. Miguel da Silva, in Beira Alta, n.º 49, vol. 3-4, Viseu, 1990, pp. 295-310; ALVES, Alexandre, Estêvão Gonçalves Neto, pintor, in Beira Alta, vol. L, fasc. 1 e 2, Viseu, Assembleis Distrital de Viseu, 1991, pp. 377-383; COUTO, Aires Pereira do, Fontelo - Subsídios para a sua História, Viseu, 1991; RODRIGUES, Dalila, [dir.], Grão Vasco e a pintura europeia do Renascimento, Lisboa, 1992; SILVA, José Custódio Vieira da, Paços medievais portugueses, Lisboa, 1995; ALMEIDA, Margarida da Silva, Paço Episcopal do Fontelo - Evolução Histórica e Enquadramento da Reconversão do Conjunto Arquitectónico ( Tese de Licenciatura em Arquitectura. Fotocopiada. Universidade de Coimbra - Departamento de Arquitectura ), Coimbra, 1998; MOREIRA, Rafael, Uma Corte Beirã: D. Miguel da Silva e o Paço de Fontelo, in Monumentos, n.º 13, Lisboa, Setembro de 2000, pp. 82-91; ALVES, Alexandre, Artistas e Artífices nas Dioceses de Lamego e Viseu, 3 vols., Viseu, 2001.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/Arquivo Pessoal de Ilídio de Araújo

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/Arquivo Pessoal de Ilídio de Araújo

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DSARH; C.M.Viseu

Intervenção Realizada

DGEMN: 1960 / 1961 - trabalhos no Parque do Fontelo; C. M de Viseu e PROCENTRO: 1999 / 2000 - obras gerais de recuperação e readaptação a novos usos

Observações

*1 - obra não concluída dada a sua fuga para Roma, por incompatibilidade com D. João III. *2 -os Bispos de Viseu desde o tempo de D. Odório, residiam ora em Ferrocinto e Santa Eugénia ou no Fontelo. Só a partir de 1810 ali fixam residência permanente. *3 - o primitivo Paço, situar-se-ia, para NO., já que todos os vestígios góticos se encontram naquela ala, nas imediações do pórtico de entrada actualmente ameiado, bem como na construção que se lhe adossa. *4 - nas obras em curso foi encontrada uma estela funerária romana. *5 - Cabedo dá-nos ideia do estado de abandono da quinta ao escrever" aquele bosque, aquelas fontes, aqueles vicejantes rosaes, aquela grande ilha que se ostenta no seio das águas, aqueles sítios que deixam a perder de vista os antigos paços dos reis e aqueles milhares de aves que uma imensa gaiola guarda, tudo se havia arruinado e mal restam vestígios de tamanha magnificência"; *6 - Em outra carta para o feitor, onde revela que o jardim estava entregue aos cuidados dos padres Almeida Tourais e Caetano Pais, recomendava ele "que se fizesse ou se preparasse hua arcada de cedro em roda da taça do meio, para o que he necessário plantar cedros pequenos na extremidade contígua de todas as peças que cercão, mas na extremidade, porém dentro da peça" .Mais tarde esclarecia ao feitor "Os cedros não hão-de ser em roda do lago, mas sim da taça e repuxo, que está no meio da jardim". *7 - "Até 1882… a quinta decaiu, deixou de haver vinhas, as parreiras reduziram-se a uma só, os repuxos deixaram de funcionar, o jardim converteu-se em horta e batatal e as carreiras encheram-se de ervas. A mata porém conservou-se em bom estado". *8 - É provável que esta cascata seja posterior a D. Miguel da Silva e que no seu lugar tenha existido uma porta, por onde se entraria para o jardim, antes de se construir o pavilhão , que também seria posterior às obras deste bispo. *9 - A existência desta caleira leva-nos a suspeitar que os canteiros do jardim seriam irrigados com água conduzida por caleiras análogas, retiradas talvez na altura do restauro e reformas realizadas por D. Francisco Alexandre Lobo (1883-1890); a vegetação arbórea e arbustiva será também da mesma época.

Autor e Data

João Carvalho 2000

Actualização

 
 
 
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