Igreja Paroquial de Cela / Igreja de Santo André

IPA.00007204
Portugal, Leiria, Alcobaça, Cela
 
Arquitetura religiosa, revivalista, neo-manuelina. Igreja paroquial de nave única, capela-mor, capelas laterais e colaterais. Coro-alto assente em mísulas, de varandim avançado. Fachada principal com torre sineira ao centro, formando fachada-torre.
Número IPA Antigo: PT031001060061
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal composta pelos volumes da nave, capela-mor e capela lateral; volumes articulados em horizontalidade. Cobertura diferenciada em telhados de duas águas sobre a nave, capela-mor e disposta transversalmente em duas águas sobre a capela lateral, e em coruchéu sobre o campanário. Frontispício voltado a N. constituido por três corpos delimitados por pilastras de cantaria, sendo os laterais, de menor altura, encimados por pináculos e o central elevado por torre de planta rectangular aberta por dois campanários trilobados na fachada principal, e por um campanário em cada lateral, sendo a fachada posterior da torre cega. Coroa a torre um corochéu piramidal flanqueado por pináculos e aberto por óculo em cada uma das faces. Os janelões alteados encimados por calabres, (motivo que se repete sobre as sineiras), ladeiam pórtico trilobado com cogulhos, encimado por rosácea com enchimento de pedra e vitral. Fachada O. com pilastras definindo a largura da torre e contrafortes intervalados de dois em dois por janelões rectos gradeados; corpo saliente da sacristia em empena angular adossada no canto formado pelos corpos da nave e capela-mor. Fachada S. contemplando a justaposição do corpo correspondente à capela-mor, com contraforte diagonal, sob o corpo, de maior estatura, da nave. Fachada E. com contrafortes, pilastras e janelões, dispostos de forma semelhante ao da fachada oposta. Guarnecendo os flancos do templo, salientam-se seis gárgulas, quatro zoomórficas: peixe, cão, galo, porco, papagaio e lobo, e duas gárgulas antropomórficas. INTERIOR: igreja de nave única e capela-mor. Coro alto aberto por três vãos, de varandim avançado, assente em mísulas que ladeiam o guarda-vento. Escada em caracol dá acesso ao coro-alto e à torre sineira. O pavimento é lajeado e o tecto é de madeira disposto em três planos; tem capela lateral do lado da Epístola, à entrada da qual se encontra uma pia baptismal assente sobre base cilindrica, com taça circular de decoração fitomórfica, rematada por uma faixa decorada com estreado e besantes, envolvida por torsal. Do lado do Evangelho dois altares dedicados a Santo António e à Mãe Santíssima do Rosário. Arco triunfal pleno acede à capela-mor abobadada com altar-mor em talha barroca setecentista, que guarda a imagem do Apóstolo Santo André. Iluminação feita através da rosácea e janelões do frontespício e das fachadas laterais.

Acessos

Rua Joaquim da Silva Almeida; Rua Joaquim Ferreira Gomes; Largo de Santo André

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado, implantação harmónica e destacada. Ergue-se em elevado adro murado e ajardinado, ao qual se acede por escadaria de um lanço. Fora do adro, e fronteiro à igreja encontra-se o pelourinho (v. PT031001060006).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Lisboa)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 16 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1324 - foral concedido pelo abade de Alcobaça; 1514, 1 outubro - renovação do Foral por D. Manuel; séc. 16, 1.º quartel - D. Manuel manda fundar um novo templo, dado que o primitivo era uma ruína; 1523, 14 setembro - Carta de Vasco de Pina expondo ao rei a necessidade de reparos na igeja de Cela; 1909 - reconstrução da igreja, conservando a pia baptismal quinhentista, a talha setecentista (inícios) e as gárgulas que correm os flancos externos.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes e estrutura mista.

Materiais

Estruturas de alvenaria e cantaria, rebocos, telha, lage, madeira, vidro, talha.

Bibliografia

COSTA, Américo, Diccionario Chorographico de Portugal Continental e Insular, vol. V, Lisboa, 1935; Guia de Portugal, vol. II, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1927; MARQUES, Maria Zulmira Albuquerque Furtado, Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça - História, Arte e Tradição, Alcobaça, 1994; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, vol. V, Lisboa, 1955; Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT, Corpo Cronológico (Parte I, maço 30, doc. 15.)

Intervenção Realizada

Observações

As pias baptismal e de água benta, a talha do altar-mor e as gárgulas são os únicos elementos que subsistem da igreja mandada construir por D. Manuel em substituição de uma outra que estava, à época, em ruína.

Autor e Data

Lurdes Perdigão 2000

Actualização

 
 
 
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