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Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Igreja de Confraria / Irmandade Misericórdia
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Descrição
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| Planta quadrangular de volumes articulados, composta por 4 corpos, sendo os laterais mais baixos. Cobertura diferenciada em telhados de 1 e 2 guas. Frontispício orientado a O., constituído por 3 panos delimitados por pilastras. No corpo central em empena angular com frontão rematado por pináculos e cruz, tendo no tímpano registo de 35 azulejos alusivo a Santa Verónica, encaixilhados em relevos de cantaria, abre-se um portal de arquivolta quebrada encimado por janelão de moldura em arco agudo, destacando-se entre ambos uma cartela. Os corpos laterais abertos por porta encimada por janela gradeada da mesma feição, sobrepujando o corpo esquerdo uma sineira que se eleva à altura da cornija do corpo central. Fachada S. adossada a edifício contíguo. Fachada E.em empena triangular, cega. Fachada N., acompanhando o declive da rua, com remate diferenciado, aberta por 2 janelas rectas gradeadas. INTERIOR: coro alto de balaustrada abre sobre nave única com púlpitos de balcão em balaustrada em ambos os lados; do lado do Evangelho, junto ao arco cruzeiro, encontra-se uma pia baptismal setecentista, de taça circular, assente sobre peanha com base chanfrada com bola. Pavimento lajeado e em tábua corrida e com tecto de madeira disposto em 3 planos. Arco triunfal pleno acede à capela-mor, aberta em ambos os lados por 2 portas de arco apontado, sobre as quais se abre tribuna que se eleva acima do friso. Altar-mor rematado por frontão curvo de lanços que enquadra camarim com trono sobre urna de vidro contendo Cristo jacente. Cobertura em abóbada de berço. Iluminação feita através do janelão do frontispício e janelas no alto de ambos os lados da nave. |
Acessos
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| Rua Senhor Jesus do Hospital |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Urbano, adossado a construção destoante, implantação destacada. Situa-se à berma da estrada, em cota inferior, murado, ao qual se acede por um lanço de escada. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Religiosa: igreja de confraria / irmandade |
Utilização Actual
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| Funerária: capela mortuária |
Propriedade
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| Privada: Misericórdia |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 18 / 19 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido |
Cronologia
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| 1647 - criação da irmandade da Misericórdia em Turquel, aglutinando o hospital local; 1651, 13 de Abril - é aprovado por alvar régio o compromisso da Misericórdia de Turquel; 1762, 3 de Maio - fundação do templo num dos aposentos do Hospital da antiga Misericórdia, que sempre a administrou; 1870 - reconstrução da igreja. |
Dados Técnicos
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| Paredes autoportantes e estrutura mista. |
Materiais
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| Estruturas de alvenaria e cantaria, lage, madeira, azulejos, telha, rebocos. |
Bibliografia
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| PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, Portugal - Diccionario Historico, Chorographico, Biographico, Bibliographico, Heraldico, Nunismatico e Artistico, Vol. VII , Lisboa, 1915; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Leiria, Lisboa, 1955; MARQUES, Maria Zulmira Albuquerque Furtado, Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça - História, Arte e Tradição, Alcobaça, 1994; PENTEADO, Pedro, A Vida Religiosa nos Coutos de Alcobaça nos Séculos XVI a XVIII in Arte Sacra nos Antigos Coutos de Alcobaça, Colecção Arte e Património, IPPAR, 1995; CORREIA, Fernando da Silva, Origens e Formação das Misericórdias Portuguesas, Lisboa, 1999. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID; CMA |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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| 1994: obras de restauro e beneficiação geral. |
Observações
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| O Hospital de Turquel em tempos idos funcionava também como albergue deste Couto de Alcobaça. Junto a este hospital havia também a igreja do Espirito Santo, convertida em Misericórdia no reinado de D. João IV e demolida pouco depois do meado do séc. 19 em razão do seu estado de ruína. Conta-se que certo dia um mendigo teria pedido guarida na vila e por isso foi alojado uma noite no local. No dia seguinte procuraram-no mas havia desaparecido sem deixar rasto. Todavia, como sinal da sua passagem deixou, porém, um crucifixo de carvão que ainda hoje se encontra exposto nesta igreja. A lenda remonta ao século 18 com variadas versões. O falecido cónego Manuel Luís, natural de Turquel, defendia a tese que São Francisco Xavier antes de embarcar para a India teria pernoitado no local em que a actual igreja foi construida. Deslocava-se o Apóstolo das Indias da Pederneira para Santarém, o que tem algum valor histórico, e ter-se-ia desviado em visita a este Couto de Alcobaça. Não há, no entanto, rigor do ponto de vista histórico. Projecta-se, brevemente, a instalação do Museu de Arte Sacra de Turquel. |
Autor e Data
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| Lurdes Perdigão 2000 |
Actualização
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| 2010 |
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