Igreja Paroquial de Paúl / Igreja de Nossa Senhora da Anunciação

IPA.00007042
Portugal, Castelo Branco, Covilhã, Paul
 
Igreja paroquial barroca, de uma única nave, com capela-mor, com acesso através de arco triunfal e coro-alto. Fachadas simples. Tecto de madeira pintada na nave e em caixotões na capela-mor. Nas capelas laterais, retábulos de talha do estilo nacional, sendo o principal da mesma tipologia.
Número IPA Antigo: PT020503140024
 
Registo visualizado 168 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal composta por nave, capela-mor mais estreita e torre sineira. Volumes articulados de disposição na vertical. Cobertura em telhado de 2 águas. Volumes rebocados e pintados a branco limitados por pilastras em granito com aparelho isódomo. Fachada principal voltada a O. com 2 panos limitados por pilastras encimadas por pináculos correspondentes ao volume da nave e da torre sineira. Volume da igreja com portal, ao centro, com porta de 2 folhas encimado por frontão curvo e interrompido por janela gradeada que por sua vez é encimada por frontão curvo. Vãos com lintéis rectos. Remate da fachada em empena angular com cornija. Possui painel de azulejo, com a data "1940" e a inscrição "A Virgem MAria Santíssima Nossa foi concebida sem pecado original". Volume da torre sineira com 2 volumes sobrepostos definidos por cornija. Um corpo com 2 janelos gradeados e no volume superior vão, onde se localizam os sinos, com lintel em arco perfeito com pedra de fecho e impostas salientes, pissui relógio. Fachada S. com 2 janelas de rampa e 1 porta de 2 folhas com lintéis rectos no volume da nave. No volume da torre sineira, vão onde se localiza o sino, igual ao descrito e existente na fachada principal. Adossado a esta fachada um corpo resultante dum acrescento recente. Fachada N. com 1 porta de 2 folhas com lintel recto encimado por pequena cornija e 1 janela no volume da nave. Remate em beiral e cornija. INTERIOR de uma nave com piso em lajeado de granito no corredor central e soalho, que forma um presbitério recortado, e tecto em falsa abóbada de berço com pinturas; as paredes são percorridas por silhar de azulejo. Coro-alto em madeira suportado por 2 colunas em granito. Sob o coro-alto, guarda-vento em madeira e pia baptismal em granito que se localiza em espaço emoldurado por vão com lintel em arco perfeito com impostas salientes que se prolonga em túnel. Na nave, púlpito do lado do Evangelho com mísula em granito e guarda em madeira. 2 altares laterais emoldurados por vãos com lintéis em arco perfeito com impostas e pedra de fecho saliente. São de colunas torsas, que se prolongam no remate. Arco triunfal de volta perfeita com impostas salientes ladeado por 2 altares em talha dourada. capela-mor com tecto em falsa abóbada de berço de madeira e piso em lajeado de granito. Altar-mor em talha dourada, com colunas espiraladas, que se prolongam no remate, decorado com uvas, parras, pássaros, pequenos querubins, folhas de acanto.

Acessos

Largo do Conde do Refúgio e Rua da Igreja

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 550/2014, DR, 2.ª série, n.º 127 de 04 julho 2014

Enquadramento

Urbano, flanqueado, no aglomerado urbano. Próximo localiza-se a residência paroquial. Cruzeiro com plinto volutado com a data "1719", e cruz com "INRI" no topo.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese da Guarda)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1260, 16 julho - no documento que divide as paróquias entre o bispado da Guarda e o Cabido da Egitânea, a igreja surge como pertencendo ao Cabido; 1320, 23 maio - bula do Papa João XXII concedendo a D. Dinis, por três anos, para subsídio de guerra contra os mouros, a décima de todas as rendas eclesiásticas do reino, sendo a igreja taxada em 40 libras; integra o termo da Covilhã e o bispado da Guarda; séc. 17 / 18 - período da sua reedificação; 1719 - data no plinto da cruz; 1758 - referida nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo prior Francisco Xavier Almeida, como sendo uma paróquia da Coroa, com 100 vizinhos, estando a igreja no interior da povoação, tendo como filiais Cortes de Baixo, Unhais da Serra e Erada; a igreja tem quatro altares, o mor com o Santíssimo e as imagen de Nossa Senhora da Anunciação e Santiago, surgindo, no colateral da direita, Nossa Senhora das Neves e no da esquerda Nossa Senhora da Esperança; o quarto altar está num arco, no lado esquerdo, dedicado ao Santo Cristo das Almas; no lado direito, está a fazer-se um arco para São Brás; tem uma irmandade das Almas e as confrarias do Santíssimo, Nossa Senhora das Neves e Santiago; o prior tem de renda 250$000; 1940 - colocação de registo de azulejo alusivo à Virgem na fachada principal; 1993, 03 abril - proposta de classificação da DRCoimbra; 1997, 21 maio - proposta de classificação da DRCoimbra; 2002, 26 setembro - parcecer favorável à classificação como Imóvel de Interesse Público, pelo Conselho Consultivo do IPPAR; 2002, 23 outubro - Despacho de homologação da classificação do edifício como Imóvel de Interesse Público pelo Ministro da Cultura.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Granito, reboco, madeira, ferro, telha lusa, azulejos.

Bibliografia

FERNANDES, Adelino Pais, Concelho da Covilhã e Memórias Paroquiais, Covilhã, Outubro 2000; REIS, Vítor Manuel Guerra dos - O Rapto do Observador: invenção, representação e percepção do espaço celestial na pintura de tectos em Portugal no século XVIII. Lisboa: s.n., 2006. Texto policopiado. Dissertação de Doutoramento apresentada à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 2 vols.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; CMC

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DISD; IGESPAR: IPPAR

Documentação Administrativa

IGESPAR: IPPAR

Intervenção Realizada

IPPAR: 1997 / 1998 - restauro do tecto da Igreja, de caixotões em madeira e respectivas pinturas, com fixação, limpeza de sujidades e manchas, nivelamento e integração de lacunas existentes e tonalização dos retoques alterados.

Observações

Autor e Data

Luis Castro 1999

Actualização

 
 
 
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