Pelourinho de Azinhoso

IPA.00000702
Portugal, Bragança, Mogadouro, Azinhoso
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, seiscentista. Pelourinho de pinha piramidal, do tipo brigantino, com soco de três degraus quadrangulares, onde assenta ampla base cilíndrica e coluna cilíndrico, com anel, de onde arrancam quatro braços, dispostos em cruz e o remate em pinha piramidal. Pelourinho de grande sobriedade, reservando maior decoração para o capitel e remate, o rpimeiro com friso de esferas e cordiforme, de onde arranque o remate, que termina em pequeno botão.
Número IPA Antigo: PT010408010001
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, de grão grosso, composta por soco quadrangular formado por três degraus, onde assenta base cilíndrica, afeiçoada no topo superior e diminuindo progressivamente de diâmetro. Fuste cilíndrico, de 4,30 m, composto por dois blocos, tendo inferiormente pequeno rebordo e superiormente anel. Capitel constituído por cruz de pedra de braços iguais. Remate em tronco de cone, com uma moldura côncava decorada por besantes e corda e terminando em pequena pirâmide facetada, encimada por pequeno botão.

Acessos

EN. 219, ao lado da Igreja de Azinhoso (v. PT010408010011)

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado, num largo rodeado por construções graníticas de um e dois registos, estando algumas degradadas e tendo a cerca de 5 metros a igreja românica de Azinhoso.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 17 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1386, 15 Maio - D. João I outorga muitos privilégios ao local, concedendo-lhe carta de privilégios, ou foral; 1520, 13 Fevereiro - concessão de foral novo, por D. Manuel I; séc. 16, final - foi cabeça de Condado, cujo título foi dado por D. Nuno de Mascarenhas pelo cardeal-rei D. Henrique; séc. 17 - provável construção; 1706 - povoação da Coroa, com 86 vizinhos; 1758, 15 Abril - segundo o vigário Manuel Vieira de Carvalho nas Memórias Paroquiais, a freguesia pertencia ao rei e comarca de Miranda do Douro, tinha 67 fogos e 232 pessoas de confissão; tinha dois juízes ordinários e oficiais da Câmara, livres e isentos de sujeição a outras justiças por privilégio real, estando apenas subordinada e sujeita ao corregedor da comarca; tinha o privilégio para ter na vila toda a jurisdição e poderem eleger anualmente juízes de seu foro e que estes conheçam todas as causas e façam procurador e vereadores e os mais oficiais que lhe parecerem necessários; os seus moradores estavam isentos de pagarem fintas, talhas, sizas, peitas, serviços, pedidos empréstimos, de irem servir em algum lugar, por mar ou por terra e estavam livres de servir em velas, roldos ou em aduas.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, Selecções do Reader's Digest, 1976; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; IPPAR, Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, Lisboa, 1993; MAGALHÃES, F. Perfeito de, Pelourinhos Portugueses, Lisboa, 1991; MALAFAIA, E. B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; Pelourinhos do Distrito de Bragança, 1982.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Ernesto Jana 1993

Actualização

 
 
 
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