Igreja de Nossa Senhora da Vitória

IPA.00006815
Portugal, Lisboa, Loures, União das freguesias de Sacavém e Prior Velho
 
Arquitectura religiosa, barroca. Igreja.
Número IPA Antigo: PT031107120036
 
Registo visualizado 1023 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja  

Descrição

Planta longitudinal composta pela justaposição de 2 rectângulos, nave e capela-mor, de volumetria paralelepipédica, sem cobertura. Delimitado por pilastras e soco de cantaria, o edifício apresenta alçado principal (a S.) rasgado a eixo por portal de verga curva com emolduramento simples de cantaria, articulado superiormente e por meio de moldura saliente - coincidente com friso de cantaria que separa os dois níveis - com janelão de verga curva destacada. É sobrepujado por remate em frontão triangular animado nos acrotérios por cruz e fogaréus. Alçado lateral (a E.) com paramento exposto de alvenaria mista, reconhecendo-se a abertura de 4 vãos correspondentes a antigas janelas iluminantes do templo, com capialço acentuado para o lado exterior. No INTERIOR arco triunfal de volta perfeita em cantaria.

Acessos

Rua José Joaquim Rodrigues, Rua Heróis do Ultramar

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, destacado, adossado ao arruinado palácio da antiga Quinta do Olival da Vitória (também conhecido como Palacete Brancamp)

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja

Utilização Actual

Devoluto

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Época Construção

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Período Visigótico - fundação do templo com o orago de Nossa Senhora dos Prazeres; séc. 08 - sob a ocupação árabe da Península os muçulmanos permitem a continuação do culto cristão na ermida mediante o pagamento de um imposto; Séc. 12 - refundação da ermida, no reinado de D. Afonso Henriques, já sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória; 1690 - o edifício encontrava-se muito arruinado, pelo que D. Pedro II manda reparar o mesmo, sendo a reedificação da capela-mor efectuada a expensas do desembargador José Galvão de Lacerca e de esmolas populares; Séc. 18 - significativa campanha de obras; 1755 - a igreja paroquial de Santa Maria de Sacavém muito danificada na sequência do terramoto passando a sede da paróquia para a capela de Nossa Senhora da Vitória, que, apesar dos danos causados pelo sismo, pode continuar a funcionar como local de celebração; 1758 - o relatório do pároco refere a existência, nesta data, de 3 altares: o mor (no qual se venerava a imagem de Nossa Senhora da Vitória, ladeada pelas de Nossa Senhora da Purificação e Nossa senhora da Conceição) e 2 colaterais (dedicados designadamente ao Senhor Crucificado e a Nossa Senhora do Rosário); 1863 - a sede da paróquia de Sacavém é transferida para a antiga igreja conventual então convertida em matriz; 1876 - na capela é recebida a imagem de São Francisco oriunda da capela com o mesmo orago (até então existente no Largo da Saúde em Sacavém), fundada em 1766 e demolida nesse ano por se encontrar em ruínas; Séc. 19 - o palacete contíguo à igreja (antiga casa da quinta do Olival da Vitória) era pertença da família Braancamp, da qual era figura destacada Anselmo José Braancamp (m. 1885), conselheiro, ministro e presidente do conselho de ministros de D. Luís I; séc. 19 - a quinta passa para a posse da Casa de Bragança; séc. 20 - a capela serviu de instalações da Corporação de Bombeiros de Sacavém; 1980 - a capela estava já muito arruinada; 1985, 08 novembro - proposta de classificação particular; 2008, 12 agosto - proposta de encerramento do processo de classificação pela DRCLVTejo; 12 setembro - Despacho de encerramento do processo de classificação pelo diretor do IGESPAR.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, estuque, ferro forjado, madeira

Bibliografia

COSTA, Pe. António Carvalho da, Corografia do Reino de Portugal, Lisboa, 1712; CASTRO, João Bautista de, Mappa de Portugal Antigo e Moderno, Tomo III, Parte V, Lisboa, 1763; LEAL, A. de Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Vol. VIII, Lisboa, 1878; PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, Portugal. Diccionário Histórico, Chorographico, Biographico, Bibliographico, Heráldico, Numismático e Artístico, Vol. VI, Lisboa, 1912; COSTA, Américo, Dicionário Corográfico de Portugal, Vol. 10, Vila do Conde, 1948; Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. 26, Lisboa - Rio de Janeiro, 1935 - 1985; MARQUES, Manuel Gustavo Fernandes e OUTROS, Loures Tradição e Mudança: I Centenário da Formação do Concelho 1886-1986, Loures, 1986; Património Cultural Construído, Loures, 1988; AFONSO, A. Monteiro, Sacavém. O Espaço, as Gentes, a História. Estudo Sociológico, Sacavém, s.d. (texto policopiado)

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGA/TT: Memórias Paroquiais, Loures, 1758; IPPAR: pº nº 85/3(117)

Intervenção Realizada

CMLoures: 2003 - consolidação das fachadas, reboco e caiação

Observações

*1 - o edifício encontra-se em estado de ruína.

Autor e Data

Teresa Vale e Maria Ferreira 1999

Actualização

Helena Rodrigues 2005
 
 
 
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