Igreja Paroquial de São João Baptista de Tomar / Igreja de São João Baptista

IPA.00006538
Portugal, Santarém, Tomar, União das freguesias de Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais
 
Igreja paroquial gótica, manuelina e barroca, de planta rectangular, seguindo o modelo das igrejas mendicantes, com semelhanças a Santa Maria do Olival (v.PT031418110003 ), com torre sineira adossada à fachada principal escalonada, marcando a altimetria das 3 naves, no interior divididas por arcada quebrada sob clerestório, cobertura em tectos madeira e cabeceira tripla, escalonada, de capelas comunicantes, cobertas por abóbadas nervadas sobre mísulas. Da primitiva igreja gótica subsistem dois portais em arco quebrado. Os portais são manuelinos, o principal com arquivoltas contracurvadas e o lateral trilobado, ambos inscritos em alfiz com decoração vegetalista, zoomórfica e heráldica. As tracerías do tímpano, a platibanda que encima o portal e a fachada e os entrelaços, revelam influência das grilhagens do Mosteiro da Batalha (v.PT021004010001). O púlpito, facetado e com decoração vegetalista e heráldica manuelina, apresenta formalmente alguns pontos de contacto com o púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra (v.PT020603170004). Na cabeceira, o esquema mendicante evolui arquitectónicamente com as abóbadas nervadas apoiadas em mísulas, com fechos decorados com heráldica manuelina. Na fachada S. corpo com fenestração barroca de janelas de avental sob cornijas borromínicas. Retábulo tardo-barroco na Capela do Santíssimo Sacramento e órgão neo-gótico. Imponente torre sineira de volumes de secção distinta, sobrepostos em cuja base, a O., se inscreve fragmento de pedra lavrada de forma trapezoidal, talvez proveniente de tímpano, com 2 leões em cortesia a ladear ramo florido e 2 "cachorros" salientes igualmente esculpidos com animais *2. A S. um contraforte posto na diagonal a meio do pano da ábside indicia que o topo desta era facetado. No interior regista-se originalidade decorativa no 1º pilar do lado esquerdo, não repetida nos restantes pilares: torsais percorrem-no verticalmente e a base é profusamente decorada acompanhando a secção do pilar.
Número IPA Antigo: PT031418120004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal, composta por corpo da igreja rectangular e cabeceira tripla com ábside e absidíolos rectangulares, escalonados e comunicantes, Secretaria (antiga Sacristia), Baptistério, Sacristia e anexos (Sala de Reuniões e vestiário dos padres) rectangulares e pátio interior em L. Massa de volumes articulados, horizontal, com torre sineira verticalista; coberturas diferenciadas de telhado a 2 e 1 água sobre a igreja e coruchéu piramidal sobre a torre sineira. Fachada principal: orientada, com 3 corpos escalonados, sem divisores; pano central com 2 registos, tendo no 1º portal inscrito em alfiz, flanqueado por pilastras prismáticas com nichos, rematadas por pináculos vegetalistas, unidos superiormente por friso com cimalha flordelizada; as arquivoltas são em arco contracurvado com decoração vegetalista, abrigando tímpano com grilhagem de cantaria e baldaquino rendilhado, sobre arco deprimido da porta; nas enjuntas emblemática de D. Manuel; no 2º registo óculo; remate em empena recta encimada por platibanda rendilhada com flores-de-liz ladeada por pináculos e tendo ao centro nicho com estátua de vulto vestida de armadura *1 rematado por pináculo. Panos laterais cegos. À esq. torre de 2 registos: o 1º de secção quadrangular, vazado por frestas profundas em arco pleno e pequenas janelas rectangulares e quadrangulares, a alturas diferenciadas, tendo sob a cornija de remate 3 tabelas rectangulares contendo emblemática manuelina dispostas em "roquete"; o 2º registo é um corpo octogonal com um relógio a O. e rodeado por ventanas em arco quebrado; remate em cornija com gárgulas cantonais sobre cachorrada encimada por varandim. Fachada S.: pano da nave lateral tendo no 1º registo portal em arco quebrado de 3 arquivoltas sobre colunelos, os interiores com capitéis vegetalistas, e no 2º 3 frestas emolduradas em arco pleno; remate em cornija; corpo da Secretaria com portal em arco quebrado na face O., a S. 2 vãos altos de moldura quadrangular, 4 janelas de avental com molduras recortadas encimadas por cornijas borromínicas e 1 portal de moldura semelhante às janelas, de acesso a pátio interior onde é visível o absidíolo com fresta e o pano da ábside com contraforte oblíquo e grande fresta em arco quebrado; na face E. 2 janelas de avental; remate em beiral; 2º registo: pano da nave central rasgado por 3 janelas em arco pleno. Fachada E.: corpo da Sala de Reuniões e ábside, alinhados, com 2 janelas quadradas e 1 óculo, gradeados; remate em empena angular. Fachada N.: irregular, com pano da nave lateral a que se adossam 2 corpos salientes unidos por portão de ferro e delimitados por cunhais de cantaria: o da esq. com janelas rectangulares gradeadas, rematado em cornija, e o da dir. com porta rectangular aberta no cunhal dir. e janela de moldura recortada em arco rebaixado; remate em cornija sobre consola à dir.; pano da nave, reentrante, com portal de arco trilobado, enquadrado por alfiz e flanqueado por colunelos torsos encimados por nichos, com decoração vegetalista, zoomórfica e heráldica de D. Manuel e de D. Maria; superiormente, à dir., fresta em arco pleno, semi-oculta pelo corpo lateral; no 2º registo pano da nave central com 3 frestas em arco pleno; remate em cornija. INTERIOR: 3 naves de 5 tramos, com nave central de 2 registos (arcada e clerestório); os arcos formeiros são levemente apontados apoiados nos extremos em meias-colunas e em pilares cruciformes, com 4 colunas embebidas, sendo as transversais de menor secção, com capitéis zoomórficos e fitomórficos, sendo o 1º do lado do Evangelho esculpido no intercolúnio com torsal e na base com cordões, nastros, folhas, esferas, conchas e máscaras; defronte pia de água-benta oitavada decorada com a esfera armilar, o sol e a lua; no último pilar do Evangelho púlpito poligonal com escada de caracol, decorado com heráldica manuelina sob entrançados vegetalistas; a O. guarda-vento sobre o qual se apoia coro em madeira iluminado por óculo, com órgão e porta em arco abatido a que se acede por escada que também conduz à torre. Parede N.: Baptistério aberto por arco rebaixado de vão largo, gradeado, iluminado por 2 frestas e contendo pia baptismal de linhas simples e um tríptico da Vida de Cristo, e tendo no pavimento lápide sepulcral brasonada e epigrafada de Henrique Correia da Silva e sua mulher Joana de Sousa; porta em arco pleno para corredor e escada da torre; porta da Sacristia de moldura recortada sob cornija em arco rebaixado; porta lateral de arco rebaixado; porta de moldura recortada do vestiário dos padres; capela do Santíssimo Sacramento emoldurada em arco pleno perifericamente com 4 nichos de baldaquinos de concha com pequenas imagens e outro superior ladeado de volutas e fogaréus; o interior é forrado de talha branca e dourada, com Sacrário e Cristo Crucificado, ladeada por 2 portas e 2 janelas de verga recta e coberta por abóbada de berço pintada com 4 medalhões hagiográficos entre grinaldas de flores. Parede S.: porta lateral em arco rebaixado; porta em arco recto da Secretaria e sala de reuniões; capela de Nossa Senhora de Fátima de enquadramento semelhante à que lhe fica defronte, pouco profunda, com retábulo de talha branca e dourada emoldurando tela das Almas. Cobertura em tecto de madeira, de 3 abas na nave central e uma nas laterais. A E. 3 arcos quebrados com capitéis vegetalistas e antropomórficos, antecedem a capela-mor e os absidíolos, todos cobertos por abóbadas de nervuras com bocetes heráldicos, apoiadas em mísulas; sobre o arco triunfal pequeno óculo; revestimento parietal da capela-mor com azulejos enxaquetados em azul, branco e amarelo e superiormente com painéis e molduras de talha branca e dourada; na parede de fundo retábulo de talha branca e dourada, a envolver altar com embrechados; nas paredes laterais 2 grandes frestas em arco quebrado, no pavimento carneiro de Martim Correia da Silva, capitão-mor de Ceuta e Mazagão. No absidíolo N. altar com retábulo de talha e branca e dourada com imagem do Sagrado Coração de Jesus, revestimento parietal de azulejos de padrão de camélias, à esq. lápide epigrafada alusiva ao instituidor; à dir. pia de água-benta em concha e passagem para a capela-mor em arco redondo com sanefa de talha branca e dourada a cortar superiormente o vão; no absidíolo S. retábulo de talha branca e dourada com imagem de Nossa Senhora do Carmo e revestimento parietal de azulejos de ponta de diamante; à dir. fresta rectangular e porta de acesso à Secretaria e pátio; à entrada campa brasonada de D. Maria Justa da Cunha e Vasconcelos.

Acessos

Praça da República

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 13 de 16 janeiro 1947

Enquadramento

Urbano, destacado, na parte velha da cidade, em pleno centro histórico (v. PT031418110032). Implanta-se em largo plano, tendo adossado a NE. da cabeceira edifício de habitação. A O. extenso adro empedrado com estátua de Gualdim Pais sobre pedestal de cantaria, a S., E. e N. arruamentos com edifícios de 2 e 3 pisos, onde se destaca o Palácio D. Maria da Silveira (v. PT031418120078) , dando a fachada lateral N. para a Corredoura, principal via de comércio. Defronte do adro o Edifício dos Paços do Concelho (v.PT031418120021).

Descrição Complementar

O portal principal abre-se em arco conopial de 3 arquivoltas sobre bases facetadas e remate em pináculo que ultrapassa o friso superior; a arquivolta externa possui rendilhado vegetalista e cogulhos no extradorso, a envolver o vão da porta em arco deprimido encimado por tímpano vazado preenchido com entrelaços, ao centro do qual sobressai baldaquino rendilhado de 2 andares, ambos os vãos emoldurados por estreitos frisos vegetalistas; enquadra o conjunto um alfiz flanqueado por colunelos prismáticos estriados que ultrapassam o friso superior, flordelizado sobre filete vegetalista, e nos quais se inscrevem 2 nichos vazios com baldaquinos rendilhados encimados por pequenas agulhas ladeadas por enrolamentos de folhagem, rematando-se em entrelaços; no espelho, à esq. brasão de armas real posto à valona, encimado por elmo com paquife, e à dir. Cruz da Ordem de Cristo sobre esfera armilar. O portal lateral N. é em arco trilobado de cujo intradorso pendem segmentos grilhagem, sendo o lóbulo superior preenchido com escudo real encimado por cruz da Ordem de Cristo, dentro de molduras circulares, tudo inscrito em alfiz flanqueado por colunas de fuste helicoidal encimadas por nichos vazios sob baldaquinos rendilhados, sendo o friso superior preenchido por faixa vegetalista em que avultam alguns animais: cães, javaliis e caracóis; no espelho à esq. esfera armilar e à dir. escudo em lisonja, partido, encimado por coroa, de D. Maria. No interior o 1º pilar do lado esq. tem decoração manuelina, possuindo base composta por anéis e tambores que se sobrepõem em andares: inferiormente um toro enastrado decorado com brochos e um cordão, sobre este um toro revestido de folhas e outro enastrado, intercalados por máscaras, onde assenta curto tambor estriado com série de pequenos arcos que abrigam meias-esferas; seguem-se 4 anéis lisos correspondentes às 4 colunas do pilar cruciforme, encimados por outros tantos decorados individualmente com vieiras, meias-esferas e cordões, separados por máscaras de onde se elevam frisos torsos que intercalam as colunas, por seu turno encimadas por capitéis de folhagem. Os restantes pilares possuem capitéis com decoração vegetalista, zoomórfica e antropomórfica. A pia de água-benta é uma peça monolítica com forma oitavada, convergindo em gomos inferiormente, onde se remata em pequena esfera; a taça é esculpida em baixo relevo em faces intervaladas com a esfera armilar (centro), o sol (esq.) e a lua (dir.). O púlpito, de balcão facetado sobre mísula piramidal poligonal encimada por faixa vegetalista com pequenas pombas, ostenta nas 4 faces a cruz da Ordem de Cristo, o brasão real, a esfera armilar (truncada) e de novo a cruz da Ordem de Cristo, sob composição de entrelaços vegetalistas estilizados, rematada por friso de cardos que cinge inferiormente o rebordo do púlpito; na mísula repete-se a emblemática manuelina, em escala menor. Junto à porta uma pia de água-benta de pé com nó de anéis lisos a meia altura de onde arranca simetricamente decoração estriada helicoidal que se torna rectilínea na taça, de rebordo circular. Os absidíolos são cobertos com abóbadas de cruzaria de ogivas de 2 tramos, sendo as nervuras facetadas, providas de bocetes com esferas armilares e o apoio feito em mísulas piramidais. A abóbada da capela-mor, igualmente sobre mísulas, é polinervada contendo emblemática manuelina nos fechos.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 14 / 15 (conjectural) / 16 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

PINTORES: Eduardo, o Português (atr., séc. 16); Quentin Metsys (atr., séc. 16).

Cronologia

1178 - 1ª referência documental à "Rua de São Joannes", atestando a existência de um templo com a mesma invocação do actual; 1430 - a primitiva igreja de São João, gótica, remonta tradicionalmente ao Infante D. Henrique (sendo ainda hoje conhecida como a "antiga capela do Infante") e fechava o lado E. da pç., na largura das boticas, entre a R. de São João e a Corredoura; por várias vezes surgem referências documentais a reuniões dos homens-bons do Concelho sob o seu alpendre, devendo a igreja ser mais estreita, de uma só nave, segundo vestígios patentes na caixa-murária sob o reboco; séc.16, início - reconstrução da igreja, com reaproveitamento dos portais góticos, colocados na fachada S.; pintura do retábulo do Espírito Santo, atribuível a Quentin Metsys e a Eduardo, o Português; 1510 - no livro de Forais Novos da Extremadura é referido que estavam a terminar as obras de ampliação da Igreja de São João Baptista; 1511 - conclusão da torre sineira, tendo nesse ano começado a ser pagos os ordenados ao vigário; conhecimento de Lopo Diz, almoxarife de Tomar, em como recebeu de Lourenço Godinho uns "ferros dobradeiros pera hóstias" que o rei mandou dar à igreja de São João Baptista; 1512 - data da edícula sepulcral de D. Jorge de Almeida; 1513 - O púlpito é lavrado; 1520 - D. Manuel fez da igreja capela real e elevou-a a Colegiada; 1523 - o relógio, oriundo da Porta do Sol do castelo dos Templários, é colocado na torre sineira, por ordem de D. João III; 1530 - por alvará régio todos os bens da capela de Santa Maria do Castelo passam para a Igreja de São João Baptista; séc.17, inícios - colocação dos altares laterais em cantaria; revestimento da cabeceira com azulejos; séc.18, 1º quartel - demolição do topo facetado da ábside e prolongamento desta em forma rectangular; colocação do retábulo da capela-mor tendo os azulejos sido levantados no local onde foi assente a talha (permanecendo aí alguns vestígios daqueles); séc.18, 2ª metade - construção da capela da Irmandade do Santíssimo pelo desembargador Bernardim Gonçalves de Moura, cavaleiro da Ordem de Cristo; colocação do retábulo nesta capela e na capela colateral do lado da Epístola; 1875 - executam-se obras na igreja, abrindo-se 2 janelas a ladear o pórtico, posteriormente tapadas por se considerarem inestéticas; substitui-se o pavimento por soalho, cobrindo as lápides até então existentes; 1880 - colocação do órgão construído por Gray & Davidson, que substituiu o do séc. 18; 1933/1934 - o pórtico está muito degradado e são necessários vidros nas janelas; 1934, 21 abril - entra no espaço da igreja a pintura da Visitação, executada por António Manuel da Fonseca para o Convento das Salésia, em Lisboa (v. IPA.00002533) e arrecadado no Museu Nacional de Arte Contemporânea; 1959 - estado de degradação da torre; 1962 - as cantarias de pedra do portal estão partidas; 1970 - a torre continua degradada, com rebocos caídos, assim como a fachada principal; 1975 - é necessário executar novas cantarias no pórtico; 1977 - os rendilhados do pórtico continuam deteriorados e a esboroarem-se.

Dados Técnicos

Estrutura mista (naves); paredes autoportantes (cabeceira e anexos).

Materiais

Alvenaria de pedra calcária, alvenaria mista rebocada, azulejo, telha, madeira, ferro, betão.

Bibliografia

A Pintura Antiga da Igreja de São João Baptista em Tomar in Anais da União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo, vol.1, Tomar, 1933; ALMEIDA, José António Ferreira de, Inventário Artístico de Portugal, Lisboa, 1976; ATANÁZIO, Manuel Mendes, A Arte do Manuelino, Lisboa, 1984; CASTRO, Mapa de Portugal Antigo e Moderno, s.l., 1750; CASTRO (ALVELLOS), Miguel de Melo e, Pedras de Armas de Tomar, Lisboa, 1955; CÂMARA, Paulo Perestrelo da, Dicionário Geográfico de Portugal, s.l., 1850; COSTA, Vítor - «Uma obra desconhecida. A Visitação de António Manuel da Fonseca» in Invenire - Revista de Bens Culturais da Igreja. Lisboa: Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, julho - dezembro 2013, n.º 7, pp. 48-54; DIAS, Pedro, Visitações da Ordem de Cristo de 1507 a 1510 - Aspectos Artísticos, Coimbra, 1979; DIAS, Pedro, O Manuelino, in História da Arte em Portugal, Vol. V, 1986; GIL, Júlio, As Mais Belas Igrejas de Portugal, Vol. II, Lisboa, 1989; O Tríptico da Vida de Cristo da Igreja de S. João Baptista, Tomar, s.d; PEREIRA, Fernando António Baptista, Descidas do Espírito Santo em programas iconográficos retabulares dos séculos XV e XVI, in ARTIS, Lisboa, Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa, 2004, n.º 3, pp. 161-197; ROSA, Amorim, História de Tomar, vol.1, 2ª ed., Santarém, 1982; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Santarém, vol.5, Lisboa, 1949; SIMÕES, J. M. dos Santos, Azulejaria em Portugal no séc. XVII, vol.1, Lisboa, 1971; TEIXEIRA, Francisco Garcez, Igreja de São João Baptista, Tomar, s.d; Tomar - Igreja de S. João Baptista, Tomar, s.d.; VALENÇA, Manuel, A Arte Organística em Portugal, vol. II, Braga, 1990.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; IAN/TT: Corpo Cronológico, Parte I, maço 3, doc. 62; maço 10, doc. 143

Intervenção Realizada

DGEMN: 1915 - arranjo das pedras de armas da torre; 1925 - já tinham sido eliminadas 2 janelas que ladeavam o pórtico, abertas em 1875; 1930 - recolocação do tríptico do Baptismo de Cristo no baptistério, restaurado por Luciano Freire; substituição de vidros nas frestas; 1931 - início do restauro na torre sineira: reforço interno do coruchéu com betão armado; concerto de telhados e beirais; caiação; arranjo dos tectos das naves; colocação de cancelo no Baptistério; 1933 - desentaipamentodo óculo sobre o arco triunfal e de fresta do lado N.; 1940 - colocação de pavimento em lajes de cantaria; modificação geral da Sacristia com reconstrução de paredes; 1941 - conclusão dos telhados, reconstrução total do coro; acabamentos exteriores e interiores da Sacristia, com grades de ferro nas janelas, pinturas e instalação eléctrica; 1943 - demolição de muro junto à fachada posterior, abertura de caboucos para novo anexo, enchimento dos alicerces com alvenaria hidráulica e placa de cimento, paredes de alvenaria hidráulica, cantaria apicoada a fino assente em soleiras e peitoris; 1945 - caixilhos de 2 portas; 1950 - consolidação do arco do Baptistério, com colocação de viga de betão no interior da parede; reconstrução do telhado e varedo da capela-mor, com colocação de frechal em betão armado; 1952 - beneficiação no altar lateral direito com degraus de cantaria da região e pintura de paramentos moldurados de madeira; 1956 - instalação de som; 1959 - colocação de cintas de betão armado na torre; 1965 / 1967 - reconstrução do terço inferior do portal principal, com moldagens em gesso reproduzindo fielmente as peças de cantaria; 1970 - picagem e reconstrução do revestimento da torre; substituição de telhas partidas e de madeiramentos apodrecidos; 1975 - execução de cantarias lavradas com ornatos em substituição das que estão degradados no portal, em pedra de dureza média e textura regular, em peças unidas por encaixes (caixa e respiga) com juntas de união nos ângulos reentrantes; 1978 - revisão total dos telhados com substituição de telhas partidas e colocação de aba de zinco sobre as naves laterais; remodelação das portas de madeira do pórtico principal; 1979 - reparação de caixilharias de janelas e portas e arranjo dos cabeçotes dos sinos; 1984 - restauro do órgão por António Simões; 1994 / 1995 - beneficiação das coberturas e fachadas; 1998 - restauro das coberturas e fachadas; 1999 - obras de conservação e restauro na fachada: limpeza mecânica a seco e húmida com tratamento de biocida, fixação de elementos instáveis e soltos, refechamento de juntas, reintegração cromática de algumas argamassas de preenchimento; colocação de sistemas anti-pombos electroestáticos em alguns locais da igreja; limpeza parcial da torre sineira, colocação de rede nas arcadas sineiras para protecção contra os pombos; limpeza e consolidação do portal principal; reparação de caixilharias; 1999 - recuperação da torre e fachadas; 1999 / 2000 - reparação da instalação eléctrica; conservação e restauro do interior.

Observações

*1 São João Baptista ou São Jorge, segundo a bibliografia, sendo porém que os atributos não são condizentes com estes Santos; *2 Reaproveitamento de materiais, possivelmente proveniente de pequeno templo nas proximidades, atestado documentalmente desde a 2ª metade do século 12.

Autor e Data

Isabel Mendonça 1997 / Lina Marques 2002

Actualização

 
 
 
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