Gruta Artificial da Época Calcolítica em Ermigeira

IPA.00006333
Portugal, Lisboa, Torres Vedras, União das freguesias de Maxial e Monte Redondo
 
Gruta artificial escavada na rocha e usada como túmulo colectivo, solução funerária divulgada na área mediterrânea ao longo do 3º milénio e até meados do 2º a. C. e característica da cultura Eneolítica. É integrada por Manuel Farinha dos Santos na tipologia das grutas do Centro de Portugal. Parcialmente destruída mantendo apenas parte da câmara.
Número IPA Antigo: PT031113080009
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Funerário  Gruta artificial    

Descrição

Abre-se nas camadas cretáceas, vulgarmente designadas por "grês de Torres", apresentando actualmente apenas a câmara com a abóbada e a parte lateral N. destruídos por violadores. Se teve corredor, foi destruído por um corte feito para abertura de um caminho.

Acessos

Lugar da Ermigeira na Estrada de Torres Vedras - Cadaval. WGS84 (graus decimais) lat.: 39,13413; long.: -9,189107

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 32 973, DG, 1.ª série, n.º 175 de 18 agosto 1943

Enquadramento

Rural. Situa-se a cerca de 50 m. da actual residência da Quinta de Entrecampos.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Funerária: gruta artificial

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Privada

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Pré-história

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

3000 a.C. - utilização; 1939 - Descoberta; o aparecimento de alguns objectos de ouro ocasionaram a destruição parcial do monumento e do seu espólio. Inteirado do assunto, o Museu Etnológico tentou protegê-la, promoveu a sua limpeza e a crivagem da terra para fora; 1940, 26 setembro - publicação de Decreto nº 30 762, no DG, 1.ª série, n.º 225, determinando a classificação da Capela de São Sebastião como Imóvel de Interesse Público; 01 novembro - publicação do Decreto nº 30 838, DG, 1.ª série, n.º 254, suspendendo o decreto n.º 30 762, de 26 de setembro do mesmo ano, relativamente à classificação de imóveis de propriedade particular; 1942 - explorada por Manuel Heleno.

Dados Técnicos

Materiais

Calcário

Bibliografia

HELENO, Dr. Manuel, Gruta Artificial da Ermigeira, Ethnos, vol. 2, Lisboa, 1942, p. 449; BELO, Ricardo, TRINDADE, Leonel, VEIGA FERREIRA, O. da, Gruta da Cova da Moura (Torres Vedras), Sep. de Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, tomo 45, Lisboa, 1961, p. 391 - 418; SANTOS, Manuel Farinha dos, Pré-História de Portugal, Lisboa, 1972.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Ainda que um pouco esmigalhado, o espólio da gruta da Ermigeira é bastante rico, sendo constituído por objectos de silex, cerâmica, osso e metal. Destaca-se uns brincos oválados feitos de folha de ouro e com decoração muito simples, com 2 séries de pontes a "repuxado". São os mais antigos que se conhecem em Portugal.

Autor e Data

Paula Noé 1991

Actualização

 
 
 
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