Igreja do Castelo / Igreja Paroquial da Lourinhã / Igreja de Nossa Senhora da Assunção

IPA.00006326
Portugal, Lisboa, Lourinhã, União das freguesias de Lourinhã e Atalaia
 
Arquitectura religiosa, gótica. Igreja paroquial de influência mendicante: de 3 naves, a central, com clerestório, mais alta e separada das colaterais por arcadas de pilares finos e alçado interior de 2 andares, sendo apenas abobadada a capela-mor. A rosácea assemelha-se à do topo do transepto da Sé de Évora e o interior é pouco iluminado. As arquivoltas do portal axial são de tipo arcaico, mas bem modeladas. As representações dos capitéis (tais como os do portal lateral) são ingénuas e grosseiras, mas têm dramatismo. Os capitéis do interior, ainda que repitam elementos surgidos noutros monumentos, aqui atingem a fase de maior naturalismo e perfeição do gótico português. Templo de 3 naves e 4 tramos e capela-mor primática com abóbada de ogivas. Decoração dos capitéis no exterior e interior com deturpação das representações da figura humana; capitéis da nave de rica escultura decorativa, denunciando influências da escola gótica francesa.
Número IPA Antigo: PT031108010002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

De planta longitudinal simples, apresenta volumetria escalonada, sendo a cobertura efectuada por telhados diferenciados a 1, 2 e 5 águas. Na fachada principal escalonada (a O.), delimitada por cunhais de cantaria e rematada por empena triangular, acentuada por cornija e cruz ao centro, destaca-se inscrito em ressalto rectangular o portal a eixo dotado de 5 arquivoltas sobre colunelos de capitéis historiados com cenas do Antigo e Novo Testamento (símbolos da fecundidade e da tentação, Crucificação de Cristo, as Santas Mulheres, «Daniel na cova dos leões» e 2 Anjos guardiães da igreja) e a encimar rosácea rendilhada. Articulada à fachada a S. sobressai torre sineira quadrada, com arcos de meio ponto, decorada sensivelmente a meio por friso de modilhões em volutas. O acesso ao interior pode ainda ser feito através de duas portas ogivais, a do lado N., mais pequena, de aresta chanfrada com carrancas e conchas de vieiras esculpidas e a do lado S., com carácter mais monumental, inserida em gablete com 3 arquivoltas de arcos quebrados sobre colunas com capitéis decorados com motivos vegetalistas e figuras humanas. INTERIOR com clerestório, as 3 naves de 4 tramos, cobertas por tecto de madeira, são divididas por 8 arcos quebrados chanfrados (4 em cada muro), sobre colunas monolíticas onde assentam capitéis todos diferentes, de cesto alto e bem proporcionados que revelam grande naturalismo: ou as folhas se autonomizam em relevo do corpo do cesto e formam num segundo plano «crochets» em vez das clássicas volutas, ou no caso das folhas de «nenúfar» os capitéis quase destacados da estrutura, são carnudos e envolventes; os panos dos 4 arcos quebrados e chanfrados abrem-se no eixo das respectivas colunas em pequenas janelas geminadas. À entrada e esculpida na nave, pia baptismal octogonal com 3 faces viradas para o centro da igreja, decorada com cruzes inscritas em círculos: cruz pátea, pentagrama e cruz latina; junto à porta lateral S. pia de água benta. Nas naves laterais notam-se 2 arcas tumulares pouco trabalhadas *2. No corpo central encontra-se uma campa armoriada que pertenceu à família Landeiro e que data de 1564. A capela-mor de topo (a E.) prismática e com abóbada de ogivas de grossas nervuras chanfradas sobre mísulas, é reforçada por 6 contrafortes e apresenta bocetes, um dos quais aarmoriado com as armas municipais e com inscrição. Do lado do Evangelho, nicho quadrado emoldurado por torsais com o típico motivo de corda, que serve de sacrário; nos panos de fundo e laterais rasgam-se respectivamente 3 e 1 frestas de 2 lumes. No lado direito da 2ª fresta está gravado na pedra o perfil de D. Lourenço Vicente que olha a cruz de Avis, circundada por 2 circunferências, uma chave e um báculo episcopal.

Acessos

Junto ao cemitério municipal. WGS84 (graus decimais) lat.: 39,243067; long.: -9,315890

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 8 218, DG, 1.ª série, n.º 130 de 29 junho 1922

Enquadramento

Urbano. Localizado no centro histórico da Lourinhã, implanta-se na zona mais elevada da vila a O. num largo com acesso por escadaria, que liga ao largo do Antigo Convento de Santo António da Lourinhã e da Igreja de Santo António da Lourinhã, a E. (v. PT031108010055 e PT031108010001 ). Tem próximo cruzeiro e excelente miradouro com parque de merendas; a S., a c. 20 m., o cemitério.

Descrição Complementar

Apesar da existência de diversas sepulturas, apenas 2 merecem especial atenção: campa com pedra de armas esculpida circundada por flores diversas e lisas, com a seguinte legenda - ESTA S.A HE DE AO DE SOV / SA NETO E DE SVA MO / LHE R BRIATIS LANDEIRA / E DE SEVS ERDROS FALECEO / A 17: DE JVLHO: 1564 / ANOS -; e túmulo toscamente esculpido com pedra de armas que se pensa pertencer a algum cavaleiro francês ou mesmo a D. Jordão.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 14 / 17 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: João Nunes Tinoco (atr., séc. 17).

Cronologia

1160 - D. Jordão, 1º donatário da Lourinhã, cavaleiro francês e um dos nobres cruzados que ajudou D. Afonso Henriques na tomada de Lisboa, povoou a Lourinhã de cristãos e mandou edificar um castelo; séc. 12 - época a que remonta a construção dentro das muralhas do castelo da primeira igreja ou capela românica, que teria sido construída após a reconquista por D. Jordão, com a invocação de Nossa Senhora da Anunciação; 1384 - D. João I concede a D. Lourenço Vicente de Lemos, falecido em 28 de Abril de 1397, arcebispo de Braga e seu amigo inseparável, o senhorio da Lourinhã e seu termo; 1384/1397 - datas limites geralmente aceites para o período de construção da actual igreja que se julga já no reinado de D. João I *3; séc. 14, último quartel - é sagrada com grande magnificência por D. Lourenço Vicente de Lemos, o qual mandou trasladar os restos de sua mãe e de sua avó que estavam sepultadas em Torres Vedras; 1397, depois de - D. João I doa a Lourinhã a João das Regras, acabando por transitar para a família Castros por casamento de sua filha com D. Afonso, bastardo do infante D. João, filho de D. Pedro e de Dona Inês de Castro; séc. 16 - construção da abside, torre sineira quadrangular e edícula que servia para guardar os santos óleos e que hoje se encontra adaptada a sacrário; 1541/1545 - 2 sacerdotes fazem uma Visitação que partiu de Lisboa e constatam que: «A Igreja é notável e grande e bem ataviada» e que poucos homens e mulheres tinham hábito de assistir à missa; 1574 - a igreja pertence ao padroado real e integra a Diocese de Lisboa; 1622/1644/1645/1652 - alvarás ao conde de Óbidos, D. Vasco Martins para administração da comenda de Nossa Senhora da Anunciação da Lourinhã; séc. 17 - o templo conserva as suas linhas exteriores; séc. 17, último quartel - as obras de conservação promovidas ou obtidas pelos senhores da terra e população paroquial causam imperdoáveis danos de mutilação, ocultamento e entaipamento; as fachadas principal e S. são emparedadas provavelmente com as pedras do antigo castelo e são sujeitas a alterações: mutilações no corpo saliente que dava relevo ao pórtico principal, o acréscimo de 2 arquivoltas na rosácea da frontaria, formação de uma espécie de gruta em torno do pórtico da fachada S., reboco geral das paredes da nave central que provocaram a perda de 2 grupos de janelas geminadas, desaparecimento de janelas geminadas de maiores dimensões na capela-mor, acrescentamento de uma fiada de merlões na cornija da abside e construção da torre sineira de cantaria lavrada que substituiu o primitivo campanário; a obra decorreu conforme desenho atribuível a João Nunes Tinoco; 1712 - alvará de administração vitalícia da capela instituída por Lopo Dias e sua mãe Margarida Martins na Igreja Matriz da Lourinhã a Francisco Nunes da Cunha; séc. 18, inícios - o Pe. Carvalho da Costa regista na Lourinhã cerca de 2 centenas de famílias que utilizavam um templo que albergava mais de 2 mil pessoas; séc. 18 - a igreja começa a entrar em degradação; séc. 19 - anuncia-se uma verdadeira obra de restauração que apesar de bem intencionada destrói numerosos elementos da primitiva fábrica e a danificação de outros de igual valor; 1834 - a telha e madeiramento da cobertura são vendidos pela Junta da Paróquia da Lourinhã a particulares, dispersando-se pelos povoados mais próximos. Subsiste apenas um vasto pátio descoberto deixado ao abandono; 1834/1864 - a igreja serve de cemitério na altura que é prior o desembargador Joaquim José Tomás; 1864 - o administrador do concelho arruina o que resta do castelo e com o mesmo material constrói o cemitério da vila. Do castelo apenas permanecem as paredes da antiga igreja e os arcos anteriores (o Jornal «A Semana», 4/10/1930); 1877 - construção de um novo telhado mas que não isolava o interior da chuva; 1888- o Jornal «A Semana de Torres Vedras» refere: "Em 25, a um domingo, foi à praça a mão-de-obra para o assentamento da madeira e cobertura com telha marselhesa, do tecto da antiga Igreja Matriz"; 1889 - o deputado Pedro António Monteiro, secundado pelo então administrador do concelho Vítor de Portugal, delibera o restauro da igreja; ajudam os membros da Junta da Paróquia, proprietários e diversos funcionários públicos. A tentativa não tem sucesso visto o templo carecer de uma enorme despesa de manutenção que não podia ser sustentada; séc. 19, finais - existem somente as paredes. Manuel Pinheiro Chagas reproduz uma gravura do interior das naves da igreja no seu livro «História de Portugal»; 1928 - Fortunato José de Carvalho, secretário da Câmara Municipal da Lourinhã, o Dr. João Higino Macário, presidente da CML, e o redactor do Jornal «A Voz» visitam o que resta da igreja. Uma notícia do mesmo jornal iria referir-se então à Igreja Matriz: "Um famoso monumento artístico semi-arruinado - Urge salvar o que resta da antiga igreja matriz da Lourinhã"; 1931 - Adolfo Armando Bordalo, presidente da CML, preside à Comissão de Iniciativa e Turismo onde é posta a circular a notícia de restauro do edifício da Igreja Matriz que o vulgo cognomina de «Igreja Velha», com o objectivo de aí ser instalado um Museu Regional; o «Jornal de Torres Vedras» refere: "o pórtico da fachada teve 4 colunelos por banda (já faltam alguns)"; é feita referência ao resto de uma imagem de Nossa Senhora, provavelmente da Anunciação, bastante mutilada; a igreja é visitada pelo arquitecto António Couto que verifica quais as obras urgentes a realizar; 1931/1935 - a DGEMN leva a cabo o restauro do templo libertando-o do encaixe de alvenaria colocado no séc. 17 e refaz o que havia sido destruído ou acrescentado sem razão aparente; 1953 - a CML procede à colocação de candeeiros de cimento armado para iluminação exterior; 1956/1963/1966/1968 - a DGEMN efectua obras de reparação, recuperação e conservação; séc. 20, final dos anos 60 - colocação do cruzeiro no local onde se encontra actualmente (proveniente do cruzamento do Poço Novo); 1979 - a DGEMN executa obras de revisão; 1984 - 1º material do Museu da GEAL exposto nesta igreja passa para instalações próprias cedidas pela CML no antigo tribunal; 1990/1991 - com a entrada do novo pároco Joaquim Batalha surge a ideia de restaurar a celebração do culto. A população que desde logo apoia a ideia fez uma campanha que visava conseguir 200 pessoas que oferecessem 500$00 cada para que com esse dinheiro pudessem ser feitas algumas obras de melhoramento mais urgentes e adquirir um equipamento sonoro; 1991 - a instalação eléctrica foi destruída devido a uma faísca; 3 Março - a igreja é aberta ao culto, na presença do Cardeal Patriarca de Lisboa D. António Ribeiro, que em visita Pastoral celebra e administra nesse dia o Sacramento da Confirmação a 423 jovens da Paróquia; a igreja passa a denominar-se novamente por Igreja Matriz da Lourinhã e a partir desse dia passa a celebrar-se a Missa Dominical das 11.30 h.; 1997 - a DGEMN executa obras de recuperação.

Dados Técnicos

Estrutura autónoma (capela-mor) e paredes autoportantes (nave).

Materiais

Alvenaria rebocada e cantaria, calcário e betão. Pavimento de pedra

Bibliografia

LEAL, Pinho, Lourinhã in Portugal Antigo e Moderno - Diccionario Geographico, Estatistico, Chorographico, Heraldico, Archeologico, Historico, Biographico e Etymologico de todas as Cidades, Villas e Freguezias de Portugal e de grande Numero de Aldeias, vol. 4, Lisboa, 1874; PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, Lourinhã in Portugal. Diccionario Historico, Chorographico, Biographico, Bibliographico, Heraldico, Numismatico e Artistico, vol. 4, Lisboa, 1909; AAVV, Lourinhã in Guia de Portugal, vol. 2, Lisboa, 1927; LIMA, Baptista, Terras Portuguesas, Póvoa da Varzim, 1935; VARELLA, José de Sousa, Notas sobre Lourinhã e seu Concelho, Torres Vedras, 1937; DGEMN, A Igreja Matriz da Lourinhã, Boletim n.º 16, Porto, 1939; COSTA, Américo, Lourinhã, in Diccionário Chorografico de Portugal Continental e Insular - Hidrográfico, Histórico, Onográfico, Biográfico, Arqueológico, Heráldico e Etmológico, vol. 7, Vila do Conde, 1940; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1952, Lisboa, 1953; AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de, Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, vol. 4, Lisboa, 1963; A Igreja da Lourinhã Relíquia de Arte Gótica, Novidades, Lisboa, 2 Outubro 1967; Almeida, José António Ferreira de, (coord. de), Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976; CHICÓ, Mário Tavares, A Arquitectura Gótica em Portugal, Lisboa, 1981; DIAS, Pedro, A Arquitectura do Ciclo Batalhino in História da Arte em Portugal, vol. 4, Lisboa, 1986; PEREIRA, Mário Baptista, Lourinhã. Contribuições para a sua História, Lourinhã, 1986; PEREIRA, Mário Baptista, Lourinhã. Subsídios para uma Monografia, Lourinhã, 1988; BATALHA, Almeida, A Matriz da Lourinhã e seus Capitéis Góticos, Em Frente Oeste, Atalaia de Cima, 10 de Maio 1990; BASTOS, Fernando Pereira, Apontamentos sobre o Manuelino no Distrito de Lisboa, Lisboa, 1991; PERDIGÃO, Frei Henrique, Subsídios para a História da Ribeira de Palheiros, Braga, 1992; LOPES, Flávio (coord. de), Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, vol. II, Lisboa, 1993; Pereira, Paulo, (dir. de), História da Arte Portuguesa, vol. 1, s.l., 1995; CIPRIANO, Rui Marques e SOUSA, Teresa Maria Farto Faria de, Património Religioso Edificado do Concelho da Lourinhã, Lourinhã, 2001; SERRÃO, Joaquim Veríssimo - Livro das Igrejas e Capelas do Padroado dos Reis de Portugal - 1574. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian Centro Cultural Português, 1971; SERRÃO, Vítor, História da Arte em Portugal - o Barroco, Barcarena, Editorial Presença, 2003.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; IGESPAR: IPPAR

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; IGESPAR: IPPAR

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; DGA/TT: Chancelaria de D. Dinis, Livro 2, fl. 60 v., Chancelarias Antigas da Ordem de Cristo, Livro 3, fl. 62, Livro 13, fl. 198, Livro 21, fl. 241 v., Colegiadas de Nossa Senhora da Anunciação da Lourinhã, Sala E, Estante 8, Caixa 55, n.os 1, 11, 15, 13, 27-37

Intervenção Realizada

Senhores da terra e população paroquial: séc. 17, último quartel - as fachadas principal e S. são emparedadas e sujeitas a alterações: mutilações no corpo saliente que dava relevo ao pórtico principal, o acréscimo de 2 arquivoltas na rosácea da frontaria, formação de uma espécie de gruta em torno do pórtico da fachada S., reboco geral das paredes da nave central que provocaram a perda de 2 grupos de janelas geminadas, desaparecimento de janelas geminadas de maiores dimensões na capela-mor, acrescentamento de uma fiada de merlões na cornija da abside; séc. 19 - obra de restauração que destruiu numerosos elementos da primitiva fábrica e a danificação de outros de igual valor; 1877 - construção de um novo telhado mas que não isolava o interior da chuva; 1888 - deslocou-se à praça a mão-de-obra para o assentamento da madeira e cobertura com telha marselhesa do tecto; DGEMN: 1931/1935 - apeamento das armações e telhados que cobriam as naves; demolição parcial das paredes laterais da nave central para reconstituição das 6 janelas geminadas que ali existiram e cujos elementos se achavam dispersos nas mesmas paredes; demolição total da parede com que no séc. 17 se encobria a frontaria e a fachada S.; restauro das cantarias laterais do pórtico principal e eliminação de arquivoltas falsas na rosácea; limpeza geral das cantarias laterais no corpo da igreja, capela-mor e torre; picagem de todos os rebocos velhos; apeamento das falsas ameias da capela-mor e construção de uma cinta de betão armado para consolidação da abóbada; entaipamento com silhares de cantaria de uma porta recentemente aberta na fachada N. da mesma capela; restauração parcial das janelas geminadas da capela-mor com aproveitamento de todos os elementos primitivos existentes; reconstituição total da cachorrada e cornija das fachadas laterais da igreja e consolidação das respectivas paredes com cintas de betão armado; reconstituição do coroamento das empenas das paredes testeiras da nave central; restauração parcial dos pórticos principal e da fachada S. com várias colunas novas, substituição de cantarias nos socos, etc.; construção da armação e cobertura de todo o corpo da igreja e capela-mor segundo os elementos existentes noutros edifícios similares da mesma época; apeamento e reconstrução da cúpula que remata a torre; lajeamento da cantaria das naves e capela-mor; reconstituição completa do altar-mor, com a pedra primitiva, respectivos degraus e supedâneo; construção das portas exteriores em madeira do Brasil e seu assentamento; construção e assentamento de algumas vidraças coloridas em armação de chumbo; reconstituição das cruzes terminais das empenas da nave central, segundo elementos existentes; aplicação de emboços e rebocos ásperos em todas as paredes interiores das naves; regularização do adro compreendendo construção de pequenos muros de suporte, alargamento e recomposição das vias de acesso; arranque de 2 túmulos encontrados nas paredes laterais da igreja e sua colocação na nave S.; reintegração da pia baptismal, incluindo o supedâneo; CML: 1953 - colocação de candeeiros de cimento armado para iluminação exterior; DGEMN: 1956 - obras de reparação da cobertura e vitrais; 1963 - obras de recuperação; 1966 - caiação, limpeza e remoção de entulhos; 1968 - obras de conservação; fornecimento de vitrais; 1974 - obras de conservação: limpeza da cobertura, substituição das telhas partidas, limpeza e conservação das portas de madeira exótica, pintura de redes de protecção de vitrais e caiação de paredes interiores com pequenas reparações dos rebocos; 1979 - revisão dos gonzos das portas; CML e Comunidade Paroquial *4: 1990 / 1991 - reparação de telhas partidas e substituição de alguns barrotes apodrecidos devido à infiltração da chuva; colocação de um pára-raios; pintura das paredes interiores; substituição da instalação eléctrica; reparação de alguns vidros partidos na rosácea; restauro do altar e colocação de uma cruz; construção do ambão; colocação de um arcaz para serviço da sacristia; colocação de mais 14 bancos novos; instalação de uma aparelhagem sonora; DGEMN: 1997 - recuperação e impermeabilização das coberturas.

Observações

*1 - o polígono que limita a zona de protecção atinge uma superfície em planta de 25 480 m2, dos quais 22 330 m2 estão abrangidos pela área vedada à construção. *2 - antes das obras de restauro efectuadas pela DGEMN em 1931/35 os túmulos estavam embutidos nas paredes laterais. *3 - teve colegiada com 8 beneficiados e 1 reitor, suportados pelos rendimentos da comenda. *4 - houve ainda um contributo de 1000 contos da campanha dos «200 Voluntários pró Restauro da Igreja do Castelo».

Autor e Data

Paula Noé 1991

Actualização

Sara Andrade 2001
 
 
 
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