Povoação Mouchão da Casa Altas / Aldeia da Palhota

IPA.00006255
Portugal, Santarém, Cartaxo, Valada
 
Núcleo urbano. Povoação situada em margem fluvial. Tipologia semelhante às construções da zona costeira da Vieira.
Número IPA Antigo: PT031406050006
 
Registo visualizado 158 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Conjunto urbano  Aglomerado urbano  Povoação      

Descrição

A aldeia é constituída por duas ruas (Rua Direita e Rua Detrás) com cerca de quatorze casas alinhadas no sentido E./O., paralelas ao leito do rio. As casas, com estrutura de madeira e cobertura em telhado de duas águas, estão na sua maioria assentes sobre esteios prismáticos. O acesso à habitação faz-se por escada exterior em madeira através de alpendre, com balaustrada também em madeira. Normalmente embebida na parede O., localiza-se a chaminé da lareira, em alvenaria. O remate das empenas das fachadas laterais é percorrido por um friso de madeira recortado em semicírculos. Além da porta principal, com acesso pelo alpendre, existe uma outra porta ou janela na fachada oposta e uma pequena fresta. O interior, de planta rectangular, é composto por três divisões, separadas por tabiques: a sala-cozinha com a lareira, que ocupa metade da casa e dois quartos que abrem para a sala. O espaço por cima dos quartos é utilizado para arrumo de redes, entre os esteios guardam-se as embarcações.

Acessos

Estrada da Valada / Reguengo

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Situado em margem fluvial, na unidade de paisagem do Vale do Tejo - Lezíria (v. PT031114020106). A aldeia da Palhota localiza-se na margem direita do rio Tejo, a alguns metros do seu curso.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Não aplicável

Afectação

Não aplicável

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

Séc. 20, início - chegada dos primeiros pescadores oriundos da povoação marítima da Vieira, que vinham pescar durante o Inverno; 1930, cerca - construção das primeiras habitações precárias, paralelas à margem do rio; mais tarde, a pedido do dono do terreno, as casas implantaram-se ao longo de 2 ruas paralelas ao rio; 1998, 13 novembro - despacho de abertura do Vice-Presidente do IPPAR para classificação; 22 janeiro - Plano Diretor Municipal, Resolução de Conselho de Ministros n.º 5/98, DR, 1.ª série-B, n.º 18; 2007, 27 março - despacho de encerramento da Vice-Presidente do IPPAR, por não ter valor nacional.

Dados Técnicos

Estrutura em madeira (tábua de saia), normalmente pintada de cores vivas, alvenaria de tijolo e pedra; madeira em barrotes e tábua no pavimento, nas casas palafitas; telha cerâmica e zincada em coberturas.

Materiais

Não aplicável

Bibliografia

VASCONCELOS, Humberto, Os condenados do rio - Avieiros: os últimos pescadores do Tejo, Diário Popular, Lisboa; VASCONCELOS, Humberto e MARTINS, Jorge, Avieiros - os últimos pescadores do Tejo, Cartaxo, 1997; http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/69964/, abril 2011

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Alves Redol permaneceu algum tempo nesta aldeia, fonte de inspiração do seu livro Avieiros.

Autor e Data

Isabel Mendonça 1997

Actualização

Anouk Costa 2011
 
 
 
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