Fábrica Nova da Romeira

IPA.00006245
Portugal, Lisboa, Alenquer, União das freguesias de Alenquer (Santo Estêvão e Triana)
 
Arquitectura industrial, oitocentista. Fábrica de fiação construída no séc. 19 que conferiu a Alenquer alguma importância como centro industrial.
Número IPA Antigo: PT031101120020
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Extração, produção e transformação  Fábrica    

Descrição

De planta longitudinal composta por 2 rectângulos, correspondendo a 2 corpos justapostos, o edifício apresenta volumetria composta por 2 paralelipípedos, com cobertura diferenciada efectuada por telhados a 5 e 4 águas. Reconhecem-se 2 corpos, desenvolvendo-se o menor a N. em 2 pisos e o mais extenso a S. em 3. Os alçados, lateralmente delimitados por cunhais de cantaria e tendo nas frentes E. e O. a sua maior extensão, são animados pelo rasgamento, a ritmo regular, de portas e janelas de peito de emolduramento calcário simples e verga curva. O espaço interior é caracterizado pela ausência de compartimentação, sendo apenas ritmado pela presença de uma linha de apoios intermédios, pilares de ferro fundido, suportando os sucessivos pavimentos. Merece ainda menção a escada principal, em madeira e com guarda de ferro fundido, desenvolvendo-se em 2 lanços rectos paralelos intercalados por patamar.

Acessos

Estrada do Camarnal, Rua Francisco José Lopes. WGS84 (graus decimais) lat.: 39.051353; long.: -9.001365

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 2/96, DR, 1.ª Série-B, n.º 56 de 06 março 1996 *1

Enquadramento

Urbano, destacado, isolado em zona ribeirinha

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Extração, produção e transformação: fábrica

Utilização Actual

Cultural e recreativa: pavilhão de exposições

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ENGENHEIRO: Philippe Linder

Cronologia

1868 - é vendida por José da Costa a Francisco José Lopes uma azenha denominada da Romeira - feita por Lourenço Martins, no âmbito do morgadio de Santa Catarina, por especial licença de D. Dinis (1303), mantendo-se nesse regime até 1758, data em que se liberta do vínculo; 1870 - início da construção de uma fábrica de lanifícios, que parece ter custado 60 contos de reis; 1872 - inauguração da fábrica, a que se segue fase de aquisição de terrenos e ampliação das instalações; 1892 - trabalhavam na fábrica de lanifícios 280 operários; 1899 - falecimento de Francisco José Lopes, passando a fábrica para a posse dos seus irmãos, Maria e Manuel José Lopes de Oliveira e, por morte destes, para seu sobrinho Júlio António de Amorim Lima; 1915 - na fábrica da Romeira trabalham c. 140 operários; séc. 20, década de 60 - cessa a produção; 1983 - Despacho que determina a classificação do imóvel; 1995 - início de actividade como pavilhão municipal de exposições.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, madeira, ferro fundido e forjado, vidro

Bibliografia

HENRIQUES, Guilherme João Carlos, Alenquer e o seu Concelho, Lisboa, 1873; LEAL, Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Vol. I, Lisboa, 1873; A Indústria Alenquerense. Fábrica da Romeira, in Damião de Goes, 19.12.1915; PERDIZ, Edmundo, Um Mundo Pleno de Trabalho : A Fábrica Nova da Romeira, in Jornal da Verdade, Edição Especial, 1959; LUDOVICE, L. C., Actividades Industriais de Alenquer Através dos Tempos (1434 a 1965), in Vida Ribatejana, Maio 1965 ; MELO, António de Oliveira, GUAPO, António Rodrigues, MARTINS, José Eduardo, O Concelho de Alenquer. Subsídios para um Roteiro de Arte e Etnografia, Vol. 1, 2ª ed., Alenquer, 1989; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73239 [consultado em 8 agosto 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1992 / 1995 - obras de recuperação para adaptação a novos usos (tratamento de envolvência e acessos, reparação de coberturas, infraestruturas, restauro de elementos construtivos, reparação de caixilharias) *1

Observações

*DOF:.. conjunto de edifícios e instalações da antiga fábrica, incluindo o edifício principal, casa dos maquinistas hidráulicos, oficinas, casa de máquina de vapor, armazéns, edifício da estamparia, palacete residencial, conjunto habitacional dos técnicos superiores, escadaria monumental, chaminé, tanque de água, mãe-de-água, casa do motor e anexos - casa do guarda; *1- observação directa.

Autor e Data

Paula Noé 1991 / Teresa Vale e Carlos Gomes 1996

Actualização

 
 
 
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