Igreja de Santo Estêvão

IPA.00006230
Portugal, Viana do Castelo, Valença, União das freguesias de Valença, Cristelo Covo e Arão
 
Igreja de reconstrução neoclássica, de fundação medieval, com planta retangular composta de três naves, cada uma de três tramos, separados por possantes pilares quadrangulares, e cabeceira tripla, interiormente de espaço individualizado, devido ao corte visual provocado pelos pilares que separam as naves. Apresenta fachada principal de nítida verticalidade, com as naves de grande altura, tendo a central remate em frontão triangular e as laterais em cornija reta, com o portal enquadrado por pilastras e coroado por frontão entrecortado. No exterior possui inscrições com datas alusivas a diferentes momentos de construção, nomeadamente uma dos séc. 13; No interior destacam-se retábulos em talha policroma neoclássicos e, na capela-mor, cadeirais confrontantes encimados por painéis maneiristas, representando cenas da vida de Santo Estêvão, possivelmente pertencentes a um antigo retábulo; um painel do séc. 16, representando Nossa Senhora do Leite, e um outro, do séc. 18, representando Santo Estêvão em oração, entre outros. Segundo Vítor Serrão (1998, p. 234), o painel Coroação da Virgem (1571 - 1572) deve ser atribuída ao pintor Manuel Arnao e teria sido o primeiro painel pintado para o retábulo-mor, que não agradaria à Colegiada, levando-a a desistir da encomenda do retábulo. Dadas as dimensões idênticas às tábuas de Francisco Correia, o autor sugere que poderão ter feito conjunto no retábulo-mor. Possui ainda uma cadeira episcopal gótico-mudéjar, do séc. 15.
Número IPA Antigo: PT011608150016
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja  

Descrição

Planta retangular, composta de três naves, capela-mor rectangular e absidíolos quadrangulares, torre sineira quadrangular e sacristias rectangulares adossadas lateralmente. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas e uma água. Fachadas percorridas por embasamento avançado e cornija saliente, com pilastras nos cunhais, rematados nas naves e capela-mor por pináculos. Fachada principal com naves definidas por pilastras compósitas, tendo a central frontão triangular rematado por cruz latina sobre acrotério no remate da empena, e as laterais de cornija recta, sendo a esquerda rematada por sineira de uma ventana, em arco de volta perfeita. Na nave central abre-se portal de verga recta sobrepujado por frontão triangular, encimado por janelão de verga curva ladeado por duas janelas de brincos com verga curva; nas laterais abre-se janela de verga curva encimada por outra de verga recta. Fachadas laterais semelhantes, marcados por três níveis, escalonados, correspondentes à nave central e capela-mor, nave colateral com sua capela, com janela rectangulares, e sacristias com janelas de verga curva; possui, ainda, a S. porta de verga curva, junto à torre sineira, com pilastras nos cunhais e de três níveis, com porta e duas janelas rectangulares no primeiro, relógio no intermédio e quatro sineiras de arco de volta perfeita no último, com pináculos nos cunhais, e coruchéu piramidal sobrepujado por varandim, catavento e cruz. No oposto possui ainda dois corpos anexos, com janelas e portas rectangulares. INTERIOR rebocado e caiado, com pavimento soalhado e orla em lajes graníticas e tecto em abobadilha de madeira. Coro-alto sobre arco abatido e balaustrada, com porta de acesso à direita; no sub-coro baptistério de vão definido por pilastras rematado em arco de volta perfeita com motivo concheado na pedra de fecho, com pia de água baptismal gomada, e dois arcos de volta perfeita, que abrem para as colaterais. As naves colaterais albergam quatro retábulos de talha policroma e separam-se da nave central por dois arcos de volta perfeita sobre possantes pilares quadrados, com pilastra no intercolúnio e recebendo no terço inferior um púlpito; sobrepujam os arcos janelões rectangulares. Púlpitos, confrontantes, de base quadrangular, sobre mísula, e balaústres, com acesso rasgado no intercolúnio da nave. Arco triunfal de volta perfeita assente em pilastras toscanas, flanqueado por dois arcos de volta perfeita que abrem para os absidíolos, com janelas rectangulares e porta para a sacristia, albergando altares de talha policroma e tendo tecto em abobadilha de madeira pintado. A capela-mor, possui pavimento lajeado, tecto de madeira de perfil curvo, cadeirais laterais de madeira, confrontantes, com espaldar encimado por 3 painéis pintados sobre tábua com cenas alusivas à vida de Santo Estêvão *1 e tendo uma cadeira episcopal gótico-mudéjar; sobre supedâneo sobrelevado, com três degraus de acesso, retábulo-mor de talha policroma, com trono sob baldaquino com colunas compósitas, albergando a imagem de Cristo Crucificado *2.

Acessos

Valença, Rua Dr. Pedro Augusto Dias n.º 25; Rua José Rodrigues; Rua de São Francisco

Protecção

Incluído na Zona Especial de Proteção das Fortificações da Praça de Valença do Minho ( v. IPA.00003527)

Enquadramento

Urbano, isolado, integração harmónica, dentro da fortaleza de Valença, num largo, lajeado e parcialmente murado, sobranceiro a arruamento que o define frontalmente a poente, com acesso por escadaria de nove degraus, e limitado a nascente por um outro arruamento. No ângulo sudoeste do largo ergue-se marco miliário romano, do Imperador Cláudio (v. IPA.00000413). Nas proximidades localizam-se, confrontando a norte, o Hospital da Santa Casa da Misericórdia (v. IPA.00008919) e, a sudoeste, junto ao marco miliário romano, a antiga Cadeia Civil de Valença (v. IPA.00009010).

Descrição Complementar

Na fachada nascente da capela-mor, a lápide inscrita tem a seguinte leitura, segundo Mário Jorge Barroca: "ERA : M : CCCXXI * M(artinho) FE(r)N[and] / ES : E SEU FILO : DOMI[n] / GOS : PERES [...] / S(anc)TA MARIA VIRGI[ne]". Ao centro do silhar existe gravada uma cruz, que estrutura toda a distribuição do texto. Superiormente, surge uma outra inscrição, em duas regras: "R. ANNO DNI / M. D CC X C II". No exterior da testeira da colateral do lado da Epístola encontra-se incorporado fragmento de friso decorado do templo anterior.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja

Utilização Actual

Religiosa: igreja

Propriedade

Privada: Igreja Católica

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 14 / 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

PINTOR: Francisco Correia (1572-1574).

Cronologia

1283 - data inscrita numa lápide reaproveitada na fachada da capela-mor *3; 1322, 28 novembro - primeira referência conhecida da Igreja de Santo Estêvão nas Inquirições; 1357, 18 outubro - D. Pedro I cede ao Bispo de Tui o padroado da Igreja; 1373 - obras na primitiva igreja; 1381 - durante o Cisma do Ocidente, alguns cónegos da Sé de Tui, querendo submeter-se a Roma, estabelecem-se na igreja e formam uma Colegiada, elegendo como superior D. Turibio; 1396 - é designado administrador da colegiada D. João Garcia Henrique; 1411 - por morte do Cónego Gonçalo Anes, é nomeado o Cónego Afonso Gonçalves Vigário Geral e Comissário do Bispo D. Fr. António, então superior da antiga Colegiada; 1413, 20 outubro - Nicolau de Rapis, Núncio Apostólico, Coletor Geral em Portugal, depois de se ter oposto à instituição da Colegiada, acaba por confirmá-la na pessoa do Cónego Gonçalo Martins; a Colegiada tem então 15 membros; 1465 - é governada por D. João Ferraz; 1473, 23 junho - une-se à Colegiada as rendas da Igreja de Santo Estêvão; sucede-lhe D. Fr. Justo Balduino; 1483 - ao partir para Roma, deixa como Vigário Geral o Cónego Fernão Rodrigues; 1493 / 1499 - é Cónego D. Fernando de Almeida; 1500 - 1505 - é Cónego D. Diogo Ortiz de Vilhegas; 1506 - 1514 - é Cónego D. Fr. Henrique Vaz de Coimbra; a igreja passa a servir de Catedral; 1530 - D. Diogo de Sousa outorga à Colegiada novos estatutos; 1571, 10 dezembro - contrato com o pintor Manuel Arnao para o douramento do retábulo-mor, pela quantia de 80 000 reais, as tábuas do retábulo-mor, obra que acaba por não executar, por motivos desconhecidos; 1572, 01 setembro - contrato com Francisco Correia para a pintura do retábulo com cenas da vida do orago; 1574, 23 outubro - a obra encontra-se concluída, sendo paga pela Colegiada e pelo arcebispo de Braga; 1590, anterior - já existe a Irmandade do Retábulo de São Pedro; 1658 - remodelação da capela-mor; 1687 - existência da Irmandade do retábulo das Chagas; 1693 - colocação no retábulo das Chagas das imagens do Senhor Crucificado, de Nossa Senhora e de São João Evangelista; 1725 - remodelação do altar-mor com transladação dos painéis para o coro; 1737 - remoção dos painéis de Santo Estêvão para a capela-mor; 1740 - pintura de dois quadros no coro; 1742 - data da sacristia; já existe a Irmandade do Santíssimo Sacramento; 1755, 01 novembro - segundo o relato do Pe. António Lourenço Lajes nas Memórias Paroquiais, não houve casa, templo ou edifício que não tenha padecido ruína com o terramoto; na Igreja da Colegiada ruiu o frontespício, de modo que teve e ser reconstruído; na torre onde estavam os sinos e o relógio caiaram muitas pedras e o que não caiu foi derrubado posteriormente até meia altura, para o que foi necessário "vesti-la de muitas cordas e espeques"; 1758, 23 abril - referida nas Memórias Paroquiais pelo Pe. António Lourenço Lajes como não tendo naves e possuindo sete altares: o maior na capela-mor, onde os padres capitulares fazem coro nas alturas de maior solenidade, em talha dourada; dois colaterais no lado do Evangelho, o de Nossa Senhora com imagem de grande perfeição ao moderno; no lado da Epístola fica o de Santo António também com imagem ao moderno; tem duas capelas, uma de cada lado, no lado do Evangelho dedicada ao Divino Espírito Santo, ornada com um bom retábulo, tendo ao meio a Santíssima Trindade e lateralmente as imagens de São Tiago e de São Brás, e do outro a de São Bento e de Nossa Senhora do Terço; no lado da Epístola fica a capela das Chagas com um retábulo possuindo uma imagem de Nosso Senhor Jesus muito grande "nos lados do monte em que está colocada as imagens de Nossa Senhora da Piedade e de São João", tendo ainda os relicários das relíquias que se haviam roubado à anos; no corpo da igreja no lado do Evangelho está o altar de São Cristóvão e do lado da Epístola há uma varanda pela qual se ia para o coro, onde estava o altar de Nossa Senhora do Raio, nome advindo de uma faísca que rompendo a parede nas costas da imagem não a ofendeu, mas antes entrou pela torre dos sinos; a igreja tem três Irmandades: a do Senhor, no altar-mor, a das Chagas na capela desse orago e a do Rosário no colateral de Nossa Senhora, estas pobres e sem fundos e a primeira com mais de 4 mil cruzados com fábricas, dinheiros a juro e pensões, empregando tudo em sufrágios às almas dos Irmãos falecidos e veneração do Santíssimo Sacramento; o pároco é cura anual apresentado pelo reverendo Cabido da Colegiada de São João Baptista de cada ano, tendo de renda cerca de 40$000; a renda dos frutos é partida em três, uma para o rei, outra para a Mitra e a outra para os cónegos da Colegiada; ainda se conserva derrubada a torre dos sinos, visto pertencer à Câmara e esta não possuir a verba para a sua re-edificação; o Cabido compunha-se de 13 beneficiados: 1 - o Chantre que era o presidente e tinha cerca de 130$000; 2- o tesoureiro-mor, que tinha de renda 600$000; 3 - o Mestre Escola que tinha de renda 220$000 que apresentava in solidum anualmente o cura de Santa Maria dos Anjos; 4 - o subchantre que tinha 130$000 de renda; e 8 cónegos que tinham de renda cada um 60$000; o 9º cónego era o Bispo de Constantina assistente em Lisboa, que tinha 600$000 de renda; 1786, 06 fevereiro - decreto do Desembargo do Paço atribuindo o pagamento do real d'água para as obras de reconstrução e alargamento da igreja; 1789, 14 novembro - acórdão da Câmara da Vila dando autorização para o alargamento da capela-mor para nascente, ocupando parte de uma rua; 1791, 30 janeiro - autorização da Santa Casa da Misericórdia para o sepultamento dos cadáveres nesse local enquanto durassem as obras de reconstrução da igreja; 1791, 07 maio - autorização do governo da Praça de Valença para aumentar a igreja em 7 palmos; rainha D. Maria I concede à Colegiada o imposto do real de água, por 10 anos, para ajudar nas obras; 1792 - conclusão das obras de reconstrução da igreja, possuindo inscrição alusiva na parede testeira da capela-mor; 1798 - desmoronamento da torre sineira; 1800, 15 março - sagração da nova igreja de Santo Estêvão; 1807 - reconstrução da torre sineira; 1808 - saque do tesouro da Colegiada pelas tropas francesas; 1812 - colocação da tribuna e castiçais no retábulo do Santíssimo Sacramento; 1813, 22 dezembro - deliberação da Câmara Municipal para mandar fazer a imagem de São Cristóvão; 1832 - devoto Luís António do Vale manda fazer a imagem do retábulo de Nossa Senhora do Raio; 1834 - extinção da Colegiada; anexação da freguesia de Santo Estêvão à de Santa Maria dos Anjos; 1847 - o governo é autorizado a extinguir as colegiadas, com exceção das "Insignes" como era a de Valença; 1857, 23 outubro - chegada do novo relógio para a torre da igreja, feito por Jerónimo José Duarte, de Braga; 01 novembro - inauguração do mesmo; 1862, 03 dezembro - a Colegiada é restaurada por carta régia; 1863 - novos estatutos da Colegiada; 1864, 17 novembro - aprovação dos Estatutos da Colegiada de Santo Estêvão; 1869, 01 dezembro - supressão da Colegiada; 1880, abril - apeamento do relógio da igreja; 1895 - montagem do retábulo-mor; 1907, dezembro - início de expropriações para alargamento da viela para a Igreja de Santo Estêvão; 1912, julho - arranque da grade de ferro que resguardava a ponte levadiça das portas da Coroada; 1913 - obtenção de subsídio para recuperação da Igreja; agosto - apeamento dos sinos do relógio da igreja; 1976 - devido ao mau estado de conservação da Igreja Paroquial, ou de Nossa Senhora dos Anjos (v. IPA.00006437), o culto passa a realizar-se na Igreja de Santo Estêvão; 2017, 07 junho - o pároco José Maria Pereira do Vale, na página da Internet de O Valenciano, faz um apelo para que se apoiem monetariamente as obras de manutenção, conservação e beneficiação da igreja, incluindo "substituição completa da telha, a lavagem e pintura das paredes externas e internas, uma nova electrificação, condigna com a sua monumental estrutura, e ainda aquecimento"», orçadas em cerca de 135.000 euros fora a nova eletrificação.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; pilastras, frisos e cornijas, molduras dos em cantaria de granito; portas de madeira; grades das janelas, varandim, catavento e cruz em ferro;pavimentos em lajes de granito e soalho; retábulos policromos; coro-alto e cadeirais em talha; painéis pintados sobre madeira; cobertura de telha.

Bibliografia

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de - Alto Minho. Lisboa: 1987, p. 165; BRANDÃO, Domingos de Pinho - Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura na cidade e na Diocese do Porto - Documentação. Porto: Diocese do Porto, 1984, vol. I (séculos XV a XVI); CAPELA, José Viriato - Valença nas Memórias Paroquiais de 1758. Valença: 2003; COSTA, Pe. Avelino Jesus da - A Comarca Eclesiástica de Valença do Minho (Antecedentes da Diocese de Viana do Castelo). Ponte de Lima: 1981, pp. 124-129 e 132-147; DIONÍSIO, Santana (dir.) - Guia de Portugal. Lisboa: s.d., IV Entre Douro e Minho - II Minho, pp. 1077-1078; FREITAS, Eugénio de Cunha e - O Políptico de Santo Estêvão de Valença. s.l.: 1952; FREITAS, Eugénio de Andrêa da Cunha - «A Igreja Colegiada de Santo Estêvão de Valença». In Monumentos. Lisboa: 2000, nº 12; «Inscrição na parede da capela-mor remonta construção ao século XIII». In Diário do Minho- 01 outubro 2017, p. 11; LEAL, Pinho - Portugal Antigo e Moderno. Lisboa: 1882, vol. 10, pp. 115-119; LOPES, Manuel Bento - A Colegiada de Santo Estêvão de Valença. Valença: 1997; NEVES, Manuel Augusto Pinto - Valença - Das origens aos nossos dias. Valença: 1997; NEVES, Manuel Augusto Pinto - Valença - Entre a História e o Sonho. Valença: 2003; SANDÃO, Artur de - O móvel pintado em Portugal. Barcelos: 1979, p. 21; SERRÃO, Vítor - André de Padilha e a Pintura Quinhentista entre Minho e a Galiza. Lisboa: 1998; VIEIRA, José Augusto - O Minho Pittoresco. Lisboa: 1886, vol. 1, pp. 98-99.

Documentação Gráfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID, SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Comissão Fabriqueira: 1880, abril - Conclusão do arranjo do relógio da torre; 1976 - obras de conservação geral; 2017 - obras de manutenção, conservação e beneficiação.

Observações

*1 - O sexto painel, sobre tela, com a representação de Santo Estêvão em oração, do séc. 18, deve corresponder a uma pintura que originalmente estaria no coro. *2 - O retábulo veio do extinto mosteiro das religiosas da Vila. *3 - Segundo Mário Jorge Barroca, esta lápide, em muito mau estado de conservação, comemora a conclusão das obras na igreja, mas a sua leitura suscita diversas dúvidas, nomeadamente porque o nome do pai e o patronímico do filho não conferem, não respeitando assim o sistema onomástico medieval. Para Alberto Pereira de Castro, a fundação deste templo terá ocorrido em 1283, por ordem de D. Dinis, "que a instituiu como Igreja do seu padroado, numa clara intenção de isentá-la do bispo de Tui". Para este autor, a leitura de Mário Jorge Barroca possui um pequeno equívoco, visto julgar que esta igreja de Santo Estêvão não é a que é referida nas Inquirições de 1258, mas uma outra igreja, do padroado régio. Ou seja, D. Dinis instituíra e manda edificar uma igreja com o nome de outra que já existira, mas agora do padroado régio, e em local bem distante da anterior, próximo de uma moradia régia.

Autor e Data

Alexandra Lima e Paulo Amaral 1998

Actualização

Paula Noé 2000 / João Almeida (Contribuinte externo) 2018
 
 
 
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