Aqueduto e Chafariz de Carnaxide

IPA.00006081
Portugal, Lisboa, Oeiras, União das freguesias de Carnaxide e Queijas
 
Arquitetura infraestrutural, pombalina. Mãe de água, chafariz e clarabóias.
Número IPA Antigo: PT031110030014
 
Registo visualizado 8494 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Hidráulica de condução / Hidráulica de elevação, extração e distribuição  Aqueduto / Chafariz / Fonte  Chafariz / Fonte  Tipo espaldar

Descrição

AQUEDUTO, com cerca de 1 km de comprimento, com início na nascente, marcada por uma mãe de água, desenvolve-se em cota inferior ao terreno e é interrompido por três respiradouros circulares. A MÃE DE ÁGUA é de planta octogonal, em cantaria de granito aparente, em aparelho isódomo, com alto embasamento escalonado, adaptando-se ao desnível do terreno e cunhais de cantaria, que sustentam o remate em entablamento, com cornija bastante saliente, e cobertura em domo cego, encimado por lanternim octogonal, rasgado por oito vãos retilíneos, sublinhados por friso e cornija, com fogaréu no vértice da cobertura. Possui acesso virado a S., por ampla escadaria de cantaria, com porta de verga reta e tem, em cada um dos oito panos de muro, uma janela retangular, com moldura simples em cantaria saliente e protegido por grades de ferro. INTERIOR em cantaria de calcário aparente, em aparelho isódomo, com cobertura em cúpula do mesmo material, possuindo pavimento em lajeado, no centro do qual se encontra um tanque de água, circular e com moldura saliente, constituindo a nascente. Está rodeado por bailéu de cantaria. A água deriva para uma GALERIA subterrânea, de ligação ao CHAFARIZ, de espaldar e remate superior curvo, apresenta o seu alçado principal, integralmente de cantaria, reconhecendo-se, inferiormente, a presença de um tanque retangular servido por duas bicas, e, superiormente, uma pedra de armas real (D. José) ao centro e pináculos nos extremos. No seu alçado posterior, revestido a azulejo, reconhece-se, centrada, uma bica que serve uma pequena vasca de cantaria ladeada por dois bancos retangulares ostentando igualmente revestimento azulejar.

Acessos

Rua 5 de Outubro (Chafariz), Rua Manuel dos Santos Mónica (Aqueduto). WGS84 (graus decimais) lat.: 38,725427; long.: -9,246435

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 119/2013, DR, 2.ª série, n.º 48 de 08 março 2013

Enquadramento

Urbano, destacado, isolado (chafariz). Rural, destacado, isolado (mãe de água e clarabóias)

Descrição Complementar

"O Aqueduto de Carnaxide é um sistema independente do Aqueduto das Águas Livres, e inclusivamente do Aqueduto das Francesas, também sito em Carnaxide, ainda que partilhe os mesmos arquitetos, o mesmo financiamento público e o mesmo contexto de fomento de obras públicas pombalinas no que respeita ao abastecimento de água à região de Lisboa ao longo do século XVIII. O projeto, em estilo barroco e neoclássico, está atribuído a Carlos Mardel, embora a construção só tenha principiado após a sua morte, em 1765, inaugurando-se o fornecimento de água à população logo no ano seguinte. O aqueduto é sobretudo um sistema de galerias subterrâneas, apenas emergindo à superfície as três claraboias, a mãe de água que assinala a nascente, de planta octogonal encimada por lanternim, e o chafariz, que constitui em si mesmo um exemplo relevante de arquitetura pública setecentista em Portugal" (diploma de classificação).

Utilização Inicial

Hidráulica: aqueduto / Hidráulica: chafariz

Utilização Actual

Hidráulica: chafariz / Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1762, outubro - 1764, Setembro - o aqueduto de Carnaxide estava construído "desde a porta do aqueduto, que olha para a igreja, até à Casa do nascimento da água", por pedido da população de Carnaxide efetuado junto do conde de Oeiras e marquês de Pombal, secretário de Estado do rei D. José I; 1764, setembro - 1766, outubro - execução do aqueduto de Carnaxide incluindo a Casa de Água com sua pedraria, dístico e armas reais; 1786 - execução de uma porta nova para a Mãe de Água de Carnaxide semelhante às outras colocadas no Aqueduto Geral; 1952 - revestimento azulejar do alçado principal do chafariz por iniciativa da Câmara Municipal de Oeiras; 2012, 30 outubro - publicação do projeto de decisão relativo à classificação do edifício como Monumento de Interesse Público, em Anúncio n.º 13637/2012, DR, 2.ª série, n.º 210; 2013, 8 março - classificado como monumento de interesse público (MIP) o Aqueduto de Carnaxide, incluindo nascente, mina, mãe de água, chafariz e três claraboias.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário e de lioz, azulejos (sécs. 18 e 20)

Bibliografia

ANDRADE, José Sérgio Veloso de, Memória sobre Chafarizes, Bicas, Fontes, Lisboa, 1851; PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, Portugal Dicionário, Vol. II, Lisboa, 1906; COSTA, Américo, Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Vol. IV, Vila do Conde, 1934; Uma Obra com 200 Anos. Água Ainda Corre no Aqueduto de Carnaxide, in A Capital, Lisboa, 29.11.1986; LETRIA, José Jorge, Viagem à Descoberta do Aqueduto de Carnaxide, in O Diário, Lisboa, 16.06.1987; Aqueduto de Carnaxide tem 200 Anos, in Diário de Notícias, Lisboa, 28.08. 1989; CAETANO, Joaquim, Chafarizes de Lisboa, Lisboa, 1991

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; AHMOP: Des. 254 e Des. 257

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1980 - obras de conservaçao *1; Junta de Freguesia de Carnaxide: 2006 - limpeza e manutenção, do chafariz.

Observações

*1 - realizadas por iniciativa de um conjunto de particulares devido ao alheamento da CMOeiras.

Autor e Data

Teresa Vale e Maria Ferreira 1998

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login