Forte de São Pedro / Forte da Poça

IPA.00006069
Portugal, Lisboa, Cascais, União das freguesias de Cascais e Estoril
 
Forte marítimo construído no séc. 17, após a Restauração, integrando-se na linha defensiva da Barra do Tejo, construída no reinado de D. João IV, seguindo a tipologia das pequenas fortificações costeiras. Apresenta planta retangular, de pequenas dimensões, composta por bateria retilínea, virada ao mar e, no lado oposto, por aquartelamento, com dois compartimentos flanqueando a zona central de acesso e de distribuição espacial, os laterais correspondendo ao paiol e casa da palamenta à esquerda, e a quartel e cozinha à direita, interiormente abobadados. Tem paramentos aprumados ou com ligeiro talude, nas frentes nascente e sul, rebocados, com remate em parapeito liso, a da bateria inicialmente a barbete, e integrando guaritas cilíndricas, em três cunhais, sobre mísulas de anéis escalonados, em cantaria, cobertas por domo. Na frente poente tem portal central, em arco de volta perfeita, encimado por lápide alusiva à sua fundação, e brasão com as armas reais. No interior, uma escada adossada à parede da casa da guarda permite aceder a uma plataforma a cavaleiro sobre os alojamentos e a partir do qual se fazia tiro de fuzil. O forte cruzava fogo o forte de São João, ligeiramente mais pequeno, para defender a praia que os separava. Entre os dois fortes existia cortina com parapeito e banqueta para defesa a tiro de fuzilaria, prolongando-se por toda a costa, passando sobre a Ribeira da Cadaveira em arcos, a qual foi destruída no final do séc. 19. A sul do forte existia uma outra cortina, mais sobre a costa, mas também já demolida.
Número IPA Antigo: PT031105040014
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Militar  Forte    

Descrição

Planta retangular, com massa de disposição horizontal e cobertura plana diferenciada, com estrutura em fibrocimento ondulada. Paramentos de pendente aprumada ou em talude ligeiro, nas frentes nascente e sul, rebocados e pintados, com remate em parapeito liso; sobre três dos cunhais, em cantaria, integra guaritas cilíndricas, sobre mísulas de vários anéis escalonados, em cantaria, com cobertura em domo, coroada por pináculo, rasgadas por frestas de tiro retilíneas e vão de verga reta. Na frente poente, virada a terra, abre-se porta central, em arco de volta perfeita, sobre pilastras, encimada por lápide inscrita e brasão com as armas reais. À esquerda abre-se fresta de tiro retilínea. A frente nascente possui o paramento com recorte retilíneo ao longo de quase toda a extensão, envidraçado até ao nível do parapeito das frentes poente e norte, encontrando-se atualmente entaipado na face interna com parede de tijolo. A frente sul, virada ao mar, possui a metade esquerda com três vãos retilíneos, de feitura recente, e a metade direita com amplo vão, envidraçado, na continuidade do da frente nascente, também entaipado com parede de tijolo. INTERIOR composto por pequeno pátio central, ladeado por dois compartimentos retangulares, o da esquerda ligeiramente maior e seccionado, cobertos por falsa abóbada de berço. O pátio possui à direita escada de acesso ao parapeito, que circunda interiormente o forte, e, ao fundo, porta descentrada de ligação à bateria.

Acessos

Estoril, Avenida Marginal. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,702265, long.: -9,393305

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 129/77, DR, 1.ª série, n.º 226 de 29 setembro 1977

Enquadramento

Urbano, isolado, numa plataforma adaptada ao declive do terreno, sobranceiro à linha de costa, circundada a sul por paredão, implantando-se a poente da praia da Poça e na margem direita da Ribeira da Cadaveira. Junto às frentes poente, norte e nascente, desenvolve-se parque de estacionamento, com pavimento lajedo e algumas árvores. Para nascente, a menos de 50 m, ergue-se o edifício dos antigos Banhos Termais da Poça, atualmente um colégio, e, a cerca de 180 m, o Forte de são Teodósio ou de São João da Cavadeira. Para poente, a c. de 400 m, implantava-se o Forte da Cruz de Santo António, atualmente sob o Palacete Barros (v. IPA.00020188).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar: forte

Utilização Actual

Devoluto

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 17 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Castro Freire (1948).

Cronologia

1642, 05 abril - início da construção do forte, segundo a inscrição na lápide sobre o portal; 1643 - conclusão da construção do forte; inicialmente é denominado por Forte de São Teodósio, provavelmente em honra do filho varão de D. João IV; 1693 - data da primeira planta conhecida do forte, elaborada pelo arquiteto Mateus do Couto, e que, segundo alguns autores (BOIÇA, p. 107, 108), se encontra por lapso denominado Forte de Santo António da Cruz da Assubida; séc. 18 - passa a designar-se por Forte de São Pedro; 1720 - é comandado pelo cabo José Martins, que ali habita, mas não tem guarnição permanente; encontra-se fechado e com necessidade de pequenas obras, nomeadamente de "encasques e embossos" em algumas partes da muralha e chaminé do corpo da guarda, de uma porta nova para o armazém e de um armário de madeira para guardar a pólvora, orçando-se as obras em 70$000; a sua artilharia é composta por duas peças de ferro, uma do primeiro género, de 10, outra de segundo, de 8, ambas capaz de servir, mas inoperacionais por falta de reparos, pólvora e outros apetrechos; 1735 - informação de ter três peças de ferro, incapazes, e precisando ser "todo reparado"; 1751 - degradação acentuada, orçando-se em 200$000 a verba necessária para todas as obras de que necessita; a trincheira que o ligava ao Forte de São João está muito arruinada, pensando-se que as obras de reedificação das suas paredes orçassem em 230$000; séc. 18, 3.º quartel - 1831 - está muito arruinado, não tendo guarnição ou artilharia, o mesmo acontecendo com a cintura de muralha que envolve o forte por terra; 1796 - planta do forte da autoria de Maximiano José da Serra, a qual tem a nota informando "não tem guarnição, nem artilharia, e está arroinado"; 1832, 01 maio - o forte é guarnecido por sete cabos e soldados de milícias e dois veteranos, comandados por um governador, e artilhado com duas peças de ferro, de calibre 18 e 12; 1843, 15 fevereiro - cedência do forte à Misericórdia de Cascais, que pretendia utilizá-lo como estrutura de apoio ao edifício a construir para a exploração dos banhos termais da praia da Poça; 1854 - o forte consta de uma bateria, a barbeta, com 3 palmos de altura e 5 de espessura, a qual tinha duas faces, uma a nascente, de 70 palmos de comprimento, e outra a sul, de 32 palmos; o terrapleno da plataforma é de lajedo continuado; tem um terraço retangular, protegido à volta por parapeito, para fogo de fuzil, acedido por escada de 8 degraus; o paiol e casa da palamenta ficam à esquerda e os quartéis, onde se podiam acomodar 12 praças, à direita; todos estes espaços são abobadados e têm falta de portas; a sua elevação sobre o nível do mar é, com pouca diferença, igual a 35 palmos; 1892, 28 novembro - o tenente Jorge Guedes Gavicho descreve a linha de fuzilaria que liga o Forte de São Pedro ao Forte de São João como um entrincheiramento seguindo toda a costa, que passava sobre a Ribeira da Cadaveira em arcos *1; 1894, 24 janeiro - escritura de cedência do forte à Santa Casa da Misericórdia de Cascais que, devidamente autorizada, o trespassa à Empresa dos Banhos da Poça; pouco depois, durante a construção do novo edifício de banhos, ao arranjo e ajardinamento da sua envolvente, destrói-se a linha de fuzilaria que ligava o Forte de São Pedro ao de São João; 1915, março - retira-se a concessão do forte à Empresa dos Banhos da Poça; 30 novembro - requerimento de João Carlos Alves, tenente médico do exército, na situação de adido, a solicitar a compra, em hasta pública, do forte e terreno anexo, estão desaproveitados e abandonados, e por não terem utilização prática e conveniente ao Campo Entrincheirado, dadas as más condições estratégicas e o seu estado de ruína; 20 dezembro - segundo parecer do chefe de seção da Inspeção das Obras e Fortificações do Campo Entrincheirado de Lisboa, embora o forte não tenha "valor algum como fortificação é possível que a posição ainda possa ser considerada necessária para a defesa"; além disso, para se poder fazer a sua alienação, é necessário não haver motivo de interesse público para a sua conservação e que o forte seja considerado dispensável para qualquer serviço do exército; 1916, 01 fevereiro - descreve-se o forte com uma bateria a barbete, sendo simétrico em relação à praça, com duas casas abobadadas, tendo superiormente muro de fuzilaria e de forma; 1922 - rescinde-se a escritura de cedência do forte à Misericórdia de Cascais; 1924, 04 julho - decisão do Supremo Tribunal Administrativo anulando o arrendamento do forte à Empresa dos Banhos da Poça; 1927- Aníbal Ferreira da Gama requer a compra do forte e dos terrenos da esplanada; 1928 - parecer de que o terreno pretendido não deve ser vendido por compreender parte das esplanadas do forte, que por lei são inalienáveis; demarcação dos terrenos com 8 marcos de pedra, numerados de 1 a 8, no limite interior dos quais está construído os Banhos da Poça; 1931, 19 setembro - arrendamento do forte à Direção de Assistência do Ministério do Interior para instalação de uma colónia de férias infantil; 1934 - avaliação do forte em 22.000$00; 23 setembro - a Comissão de Iniciativa e Turismo do Concelho de Cascais escreve ao Administrador Geral do Exército, do Ministério da Guerra, expondo que "encontrando-se abandonado o terreno a poente do edifício do Banho da Poça em São João do Estoril, o que tem sido motivo de várias reclamações nesta Comissão, apresentadas pelos moradores dos chalets fronteiros, entre eles alguns estrangeiros e estando esta Comissão disposta a ajardinar o respectivo local no próximo ano económico", solicita que o terreno a poente ao cedido à Assistência Pública, seja entregue provisoriamente à Comissão, bem como o "forte de Santo António nele incluído" (sic); 09 outubro - segundo parecer do Major da engenharia Ventura Malheiro Reimão, os terrenos solicitados "(...) não devem ser entregues à Comissão solicitante", julgando, no entanto, que a mesma Comissão poderia ser autorizada pelo Ministério da Guerra a ajardinar e arborizar os terrenos da esplanada mediante várias condições e o forte ser arrendado logo que haja pretendentes; 14 novembro - a Direção elabora as condições para o arrendamento do forte *2; 07 dezembro - a Comissão de Iniciativa e Turismo do Concelho de Cascais aceita as condições de arrendamento, por um prazo de 5 anos, e a 600 escudos anuais; 1935 - só nesta altura é feito o auto de entrega de todos os objetos e utensílios da empresa de exploração dos Banhos da Poça que ainda estavam depositados no forte; 15 agosto - Albert Neuvy solicita autorização para comprar o forte; 1937, 01 julho - data do início do arrendamento do forte à Comissão de Iniciativa e Turismo do Concelho de Cascais; 1939, 08 dezembro - entrega do forte e suas esplanadas ao Ministério das Finanças, deixando de estar afeto ao Ministério da Guerra, encontrando-se então em regular estado de conservação; 1940, 08 fevereiro - ofício de Augusto Jaime Teles de Abreu Nunes, presidente da Comissão de Iniciativa e Turismo do Concelho de Cascais, ao Conselho Administrativo do Quartel General do Governo Militar de Lisboa, satisfazendo as rendas e informando não desejar a prorrogação do contrato de arrendamento do imóvel, bem como do Forte de São João, o qual finda a 30 de junho do mês corrente; 18 fevereiro - Despacho ministerial cedendo o forte à Junta Autónoma das Estradas; 29 abril - auto de cedência do forte à Junta Autónoma das Estradas; 1947, 18 junho - visto o forte não poder continuar mais tempo sem aplicação, o Ministro das Finanças, por despacho, promove o arrendamento do forte para o fim que o Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo indicar, depois de realizar as obras que essa Direção-Geral considerar indispensáveis; a Junta de Turismo de Cascais, em conjunto com a associação Nacional dos Parques Infantis, solicita informações sobre as condições de cedência do forte, então desocupado, para ali instalar uma casa de chá, com vista a receções de turistas estrangeiros que visitam o país; 1948 - segundo parecer da Direção dos Serviços dos Monumentos Nacionais, considera-se que o forte tenha boas condições para funcionar como casa de chá, apontando-se como obras de adaptação necessárias, a construção de instalações sanitárias, podendo-se aproveitar tudo o resto: cozinha, saleta e esplanada, colocando-se nesta última toldos ou guarda-sóis; 09 dezembro - auto de cedência, a título precário e gratuito do forte à Junta de Turismo de Cascais, para instalação de uma casa de chá, a cargo da "Colmeia" - Organização da Associação Nacional dos Parques Infantis, devendo as respetivas obras de adaptação respeitar a traça primitiva do forte; 1954 - inauguração da casa de chá no forte, após a realização de obras de adaptação; 1957 - o forte é arrendado a um particular que o transforma em bar-restaurante, introduzindo várias transformações e acrescentos; 1972 - data de um projeto de ampliação do forte pelo arrendatário; 17 maio - parecer negativo por parte da Comissão Municipal de Arte e Arqueologia de Cascais, porque o mesmo deveria respeitar a "traça exterior e primitiva do Forte"; posteriormente, Carlos Alberto Veiga Baptista manda adaptar o espaço da antiga bateria e dos antigos alojamentos para instalação de uma discoteca, denominada "Forte Velho"; 1986 - queda de parte de um painel de azulejos existente no interior; 2016, 27 dezembro - o forte integra a lista de cerca de 30 imóveis a concessionar pelo Estado Português a privados, para ser convertido num projeto turístico, no âmbito do programa Revive.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura de alvenaria rebocada; cunhais, mísulas e pináculos das guaritas, molduras dos vãos, lápide, brasão e pavimento da bateria em cantaria calcária; vãos com vidros; cobertura em estrutura de fibrocimento ondulada.

Bibliografia

BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira, BARROS, Maria de Fátima Bambouts de, RAMALHO, Margarida de Magalhães - As fortificações marítimas da costa de Cascais. Lisboa: Livros Quetzal, S.A., 2001; GODINHO, Helena Campos, MACEDO, Silvana Costa, PEREIRA, Teresa Marçal - «Levantamento do Património do Concelho de Cascais. 1975 - Herança do Património Arquitectónico Europeu». In Arquivo de Cascais. s.l.: 1990, n.º 9, pp. 87-235; LOURENÇO, Manuel Acácio Pereira - As Fortalezas da Costa Marítima de Cascais. Cascais: 1964; MOREIRA, Rafael - «Do Rigor Teórico à Urgência Prática: A Arquitectura Militar». In História da Arte em Portugal. Lisboa: Publicações Alfa, 1986, vol. 8, pp. 66-85.

Documentação Gráfica

DGPC: DGEMN:DRMLISBOA; Direção de Infraestruturas do Exército: GEAEM , SIDCarta, Tombo dos Prédios Militares: PM n.º 9/Cascais (processo n.º 39)

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID, DGEMN:DRMLISBOA, SIPA

Documentação Administrativa

DGPC: DGEMN:DSID (DGEMN:DSID-001/011-009-1672/9), DGEMN:DSARH (DGEMN:DSARH-005/067-4875/08, DGEMN:DSARH-010/067-0032, DGEMN:DSARH-010/067-0038), DGEMN:DRML (DGEMN:DRML_002_1732/8); Infraestruturas do Exército: Tombo dos Prédios Militares: PM n.º 9/Cascais

Intervenção Realizada

Proprietário:1831, 22 maio - data do orçamento das obras de reparação do forte, elaborado pelo Coronel José Lane, contemplando a reparação da ruína do parapeito da bateria, em todas as paredes e guaritas, paiol provisório, armazém da palamenta e alojamento, reedificação do parapeito da estrada coberta, da banqueta e da esplanada, feitura de nova porta para o forte e uma cancela para a estrada coberta, assoalhar os alojamentos e feitura de portas, tarimbas e uma janela, restituir ao estado primitivo as armas reais sobre o portal, que estavam picadas desde "o tempo do intruso governo francês"; o total das obras, incluindo materiais e respetivo transporte (267$391), jornais (226$570) e despesas miúdas (1$039) orçavam em 495$000; julho - início das obras; novembro - conclusão das mesmas, faltando-lhe apenas a conclusão de uma barreira na estrada coberta, podendo assim ser guarnecido; 1832, 17 fevereiro - relatório do Marechal de Campo Gabriel António Franco de Castro, Inspetor das Fortificações a Norte do Tejo, referindo que o "Forte principiou a reformar-se e se retiraram os operários sem acabarem o conserto"; ainda ali existiam materiais para se continuar a obra e pede-se para averiguar "porque se suspendeu o conserto"; Junta de Turismo da Costa do Sol: 1948 - projeto de adaptação a Casa de Chá, elaborado pelo Secretariado, o arquiteto Castro Freire, conservando todas as estruturas, fazendo apenas três frestas na fachada lateral direita, o que é aprovado por se considerar não prejudicar o edifício; 1958 - obras de pintura e de limpeza exterior e arranjo; 1984 - após vistoria, verifica-se a necessidade de restaurar todo o mobiliário dos setores da Boite, bar, cozinha-copa e armazém, proceder ao restauro das paredes, substituindo os revestimentos, melhorar o sistema de ventilação das instalações sanitárias, construir vestiário e instalações sanitárias para o pessoal; 1985 - Direção-Geral de Portos envia estudo relativo a alterações que pretende levar a cabo no Bar Boite Forte Velho, o qual é indeferido pela Comissão de Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Cascais.

Observações

*1 - O entrincheiramento entre o Forte de São Pedro e o de São João é descrito do seguinte modo: dos arcos " se vêm vestígios e continuava com o que descia da outra encosta fazendo-se assim a junção com o forte de São Pedro. Neste entrincheiramento apenas se vêm as linhas gerais e restos da alvenaria, que formavam o revestimento dos taludes e banquetas de fuzilaria. Num outro ponto apenas se define o perfil que primeiro tivera". *2 - Em 1934, as condições de arrendamento do forte são: 1) a base de licitação é de 50$000; 2) o arrendatário obrigar-se-á a executar à sua custa todos os melhoramentos necessários para tornar o forte habitável; 3) todos os trabalhos de conservação interior presentes e futuros serão da conta do arrendatário; 4) todos os trabalhos de conservação exterior serão por conta do Ministério da Guerra; 5) todos os trabalhos das alíneas 2) e 3) não poderão ser levados a efeito sem prévio conhecimento do Ministério da Guerra.

Autor e Data

Paula Noé 2017

Actualização

 
 
 
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