Forte de Oitavos / Forte de São Jorge

IPA.00006068
Portugal, Lisboa, Cascais, União das freguesias de Cascais e Estoril
 
Forte construído na década de 40 do séc. 17, integrado na linha defensiva construída no reinado de D. João IV, quando o conde de Cantanhede era Governador das Armas de Cascais, ponto estratégico da defesa da Barra do Tejo, e reconstruído em finais do séc. 18. A estrutura inicial do forte e as suas dimensões afastam-se da tipologia adotada para maioria dos pequenos fortes costeiros da época da Restauração, conforme revela a sua planta de 1693, atribuída a Mateus do Couto, o que pode indiciar o desempenho de um papel bastante importante ou coordenador na defesa da zona. O forte tem planta poligonal, de cinco lados desiguais, adaptados à topografia do terreno, com guaritas cilíndricas nos ângulos flanqueados, composta por bateria virada a sul, de três faces acompanhando o recorde da arriba, inicialmente com parapeito liso, para disparo à barla, e alojamentos virados a terra, em posição quase central do recinto, retangulares, com cinco dependências de dimensões aproximadas, que serviam de quartel, casa da pólvora, armazéns e cozinha. O portal abre-se a meio da face noroeste, inicialmente antecedido por ponte levadiça sobre o fosso que circundava as muralhas pelo lado de terra tendo, deste mesmo lado, um parapeito exterior, que envolvia o forte e seguia ao longo da falésia, de declive pronunciado. O seu recinto era o maior de todos os fortes erguidos na costa de Cascais, destacando-se a extensão da bateria. Nas obras de 1793 e 1794, terraplanou-se o fosso, a ponte deixa de ter função, fez-se um novo portal, fazendo desaparecer a guarita que o encimava e abriram-se canhoneiras no parapeito da bateria. A zona do portal, em arco, flanqueado por pilares, e encimado por lápide e brasão, avança dos paramentos.
Número IPA Antigo: PT031105030003
 
Registo visualizado 1276 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Militar  Forte    

Descrição

Planta retangular, com as faces viradas ao mar irregulares, adaptado à morfologia do maciço rochoso. Apresenta os paramentos em talude, rebocados e com cunhais em silhares de cantaria, terminados em parapeito liso e, na bateria com merlões e canhoneiras, com guaritas cilíndricas nos ângulos, sobre mísulas escalonadas, rasgadas por frestas de tiro retangulares e com cobertura esférica, sobre cornija. Na face virada a noroeste, a meio, rasga-se portal em arco de volta perfeita, de aduelas em cunha, flanqueado por dois pilares aprumados, que enquadram pano rematado em empena contracurva; sobre o portal existe friso de cantaria, lápide alusiva à fundação do forte e escudo com as armas de Portugal e coroa. No INTERIOR os paramentos são circundados por adarve, sobrelevado sobre o portal e aí assente em mísulas escalonadas, tendo acesso por escada, disposta em ângulo. Quase ao centro do reduto, que é pavimentado a paralelos, ergue-se o quartel e demais dependências, com falsa abóbada de berço e pavimento cerâmico, e existe uma cisterna; a bateria tem pavimento de lajes e, junto às canhoneiras, dispõem-se bocas de fogo. A defesa do forte é reforçada por terra por uma linha de mosqueteria que se estende para oeste, numa extensão apreciável, frente à enseada ali existente.

Acessos

Cascais; Ponta de Oitavos; EN. 247. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,699625, long.: -9,468173

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 735/74, DG, 1.ª série, n.º 297 de 21 dezembro 1974 / Incluído na Área Protegida de Sintra - Cascais (v. PT031111050264)

Enquadramento

Marítimo, isolado. Ergue-se a oeste da vila, numa falésia, fronteiro à duna grande de Oitavos, junto ao mar, entre o promontório da Guia e o Cabo Raso, num ponto altaneiro e sobre uma ligeira enseada rochosa. A zona envolvente do forte, pelo lado de terra, tem pavimento coberto de saibro.

Descrição Complementar

Sobre o portal existe lápide com a inscrição: "O MUI ALTO E MUITO PODEROSO REI D. JOÃO IV DE PORTUGAL NOSSO SENHOR QUE DEUS GUARDE MANDOU FAZER ESTA FORTIFICAÇÃO SENDO GOVERNADOR DAS ARMAS REAIS D. ANTÓNIO LUÍS DE MENEZES, QUE SE PRINCIPIOU EM 9 DE MAIO DE 1642 E SE ACABOU EM A ERA DE 1648 RTE ANO 1832".

Utilização Inicial

Militar: forte

Utilização Actual

Cultural e recreativa: monumento

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Câmara Municipal de Cascais, processo de cessão em curso

Época Construção

Séc. 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

CONSTRUTOR CIVIL: Anselmo Costa (1969); António José Domingues Piqueira 1959). EMPREITEIRO: Manuel Pedro Rodrigues (1914).

Cronologia

1642, 01 janeiro - nomeação do Conde de Cantanhede como governador da Praça de Cascais, o qual passa a dirigir os trabalhos de defesa da costa; 09 maio - data inscrita na lápide sobre o portal assinalando o início da sua construção, cujo objectivo era impedir o acesso a uma extensa laje, posta a descoberto durante a maré baixa, e que poderia ser aproveitada por navios inimigos para o desembarque de tropas, a aproximação de armadas inimigas e o cruzamento de fogos com os fortes vizinhos de Nossa Senhora da Guia e de São Brás de Sanxete; 1645 - ainda por concluir, o forte já está ocupado com 3 artilheiros e 18 soldados comandados por 1 cabo, os quais fazem a despesa anual de 445$400; 1646, 25 junho - segundo a Relação dos Fortes de Cascais, o de São Jorge já se encontra em condições de receber guarnição e artilharia; 1648 - data inscrita na lápide sobre o portal assinalando a sua conclusão; 1675, 02 novembro - num relatório de inspeção, o 1º Marquês de Fronteira descreve o forte e o parapeito exterior como "(o forte) está fundado sobre uma lage e por isso sai dele um ramal de trincheira que corre sobre o desembarcadouro"; possui cinco peças de artilharia, de ferro, e já carece de algumas beneficiações, nomeadamente na porta de entrada e na ponte levadiça que a precede; 1693 - representação do forte numa planta atribuída ao arquiteto Mateus do Couto; 1707 - encontra-se artilhado e guarnecido pelo Mestre de Campo António do Couto de Castelo Branco; 1720, 29 junho - segundo relatório do coronel João Xavier Teles, o forte encontra-se em razoável estado de conservação, necessitando apenas de pequenos arranjos, nomeadamente na guarita que guarda o portal de entrada e no muro noroeste da bateria, que deveria ser alteado; devia-se ainda levantar um pedaço de parede num ângulo pela parte exterior sobre a rocha, para evitar o acesso ao interior; betumar os lajedos dos terraços e colocar "encasques" e rebocar as paredes e muralhas; colocar uma porta nova e um armário de madeira no armazém; as obras orçavam em 150$000; o forte é guarnecido com três soldados do Regimento e dois artilheiros que se mudam oito em oito dias, e tem quatro peças de ferro de calibre 18, todas enferrujadas e incapazes; a bateria tem capacidade para quatro; tem ainda alguma pólvora, mas sem préstimo; 1735, 31 março - na "Relação das Fortalezas e Fortes de toda a Marinha da Província da Estremadura" indica-se que o forte tem cinco peças de ferro incapazes, é necessário betumar os alojamentos, sendo seu cabo Salvador Dinis; 1751 - data de relatório que descreve o forte sem portas, janelas ou tarimbas, necessitando reparações em todas as muralhas exteriores, corpo da guarda, armazém, quartéis e guaritas, orçando-se em 1.600$000 as obras de restauro, que incluíam também a reparação de uma trincheira - possivelmente o parapeito exterior para tiro a fuzil - (hoje arruinado) que corria do forte para o lado norte; 1751 / 1758, 14 abril - relatórios de inspeção destes anos referem que o forte necessita de obras de certa profundidade, urgente na muralha exterior, quartéis, armazéns e guaritas; 1763 / 1764 - tem quatro peças de ferro de calibre 18; 1777, 14 março - relatório dá o forte em bom estado de conservação, necessitando apenas de pequenos trabalhos de beneficiação, de carpintaria, por faltarem portas, tarimbas e janelas, e serralharia; o parapeito exterior é revestido a alvenaria e tem cerca de 50 braças, apoiando-se no forte e nos rochedos; continua a ter quatro peças de artilharia, de ferro, de calibre 12; as balas em depósito eram de outro calibre; a guarnição é composta por um pequeno contingente de quatro homens: um cabo e três soldados, todos de infantaria; 1793, finais - obras de certa envergadura no forte; nas cortinas é mandado levantar um parapeito em redor do fosso que envolvia o forte pelo lado de terra, apenas interrompido no troço sul para facultar o acesso ao parapeito exterior que se desenvolvia ao longo da arriba; este parapeito retirou funcionalidade ao fosso, tendo-se procedido à sua terraplanagem; em consequência, a entrada do forte foi reorganizada, tendo a ponte levadiça perdido as suas funções; procede-se à construção de um novo portal, desaparecendo do seu topo a guarita que o defendia; procede-se à consolidação e, em alguns trechos, à re-edificação dos cinco panos de cortinas do forte; a bateria passa a dispor, ao longo dos seus parapeitos, de canhoneiras e merlões; no interior do forte, reorganizam-se os alojamentos; para ampliar os aquartelamentos, sacrifica-se a dependência que servia de armazém, demolindo-se a parede que a separava do antigo espaço destinado ao quartel; numa dependência contígua, levanta-se uma parede divisória, que passa a separar dois compartimentos inter-comunicantes, destinados a servir de paiol da pólvora e casa da palamenta; nas duas outras dependências continuam instaladas as cozinhas e os armazéns; não existe referência a obras da cisterna, localizada junto a um dos ângulos da bateria; procede-se ao levantamento de um murete entre a bateria e os alojamentos, pondo-os a coberto de tiro, pelo lado do mar, e à construção de quatro guaritas, em pontos estratégicos do forte: nos ângulos noroeste, nordeste e sudeste das muralhas e, do lado sul, no arranque do muro da bateria; o parapeito ou trincheira exterior, então muito arruinado, é profundamente intervencionado, adquirindo uma nova configuração; é ligeiramente aumentada a sua extensão, passa a apresentar três flancos, um deles re-entrante de menores dimensões, e três redentes; dispunha de quatro peças de ferro de calibre 18; 1794, segundo trimestre - conclusão da reedificação do forte; continua a ter apenas quatro peças de artilharia de calibre 18 e é guarnecido por um cabo e três soldados; 1796 - representação do forte na planta desenhada pelo sargento-mor Maximiano José da Serra; existiam na bateria quatro peças de ferro de calibre 18, em bom estado, e a guarnição é composta por um cabo e dois soldados do Regimento de Cascais; serve de ponto de transmissão de mensagens, por meio de bandeiras, vindas do Cabo da Roca e destinadas a anunciar quando fossem avistados navios de mais de 3 mastros e esquadra de guerra; 1805 - tem dois soldados de guarnição; 1808 - ocupação do forte por franceses; 1813 / 1814 - o forte fica sem guarnição durante alguns dos meses destes anos; 1821, 01 novembro - as quatro peças de ferro estão desmontadas, mas capazes de servir; 1829, 12 outubro - possui os parapeitos e guaritas arruinadas, as paredes necessitam de reboco e as quatro peças de ferro, por estarem incapazes, deviam recolher ao Arsenal Real do Exército; 1831 - encontrando-se em alguns pontos quase em ruína absoluta, é ordenada a recuperação integral do forte; 1832, 18 fevereiro - segundo o relatório do Marechal de Campo Gabriel A. F. de Castro, as obras no forte estão concluídas; o forte tem excelente bateria com boa plataforma, coberta de merlões, com uma canhoeira para noroeste, quatro em frente ao sudoeste, e uma a sul; tem três peças de artilharia montadas de calibre 18; tem em cima uma pequena banqueta de roda pela parte de terra com seu parapeito para defesa da campanha com fuzilaria, tanto para norte e este como para sul, e o poço é terrapleno com parapeito em volta; tem casa de palamenta, paiol, quartel para alojar 31 homens; a ponte da entrada é permanente; nas obras não consta, por já não se encontrar funcional, o longo parapeito exterior, existindo dele hoje apenas alguns vestígios; a guarnição oscila entre os sete e os dezasseis elementos; após a vitória das forças liberais, o forte inicia longo processo de decadência; 01 agosto - tem as mesmas três peças de ferro e a guarnição é composta de um oficial inferior e seis soldados de artilharia, um cabo e quatro soldados de Infantaria; 1833, outubro - o forte passa ao abandono depois da retirada do Exército Absolutista da região de Lisboa; 1843 - 1846, entre - conserva uma guarnição de um sargento e um soldado para zelar pela sua conservação; 1850 - orçamento de 148$000 para obras de reparação, mas que acabam por não se realizar; 1854, 26 março - segundo o relatório do Brigadeiro José G. F. Passos e do capitão Engenheiro Joaquim A. E. Vaz, o forte tem seis canhoeiras servindo quatro para o mar largo, uma na direção da costa para o Cabo da Roca, e outra voltada para o lado de Cascais; nas frentes este, norte e oeste há um parapeito para fuzil que fecha o forte por aqueles lados, ficando a porta de entrada nesta última frente; um través, de bastante espessura e altura, cobre a frente dos quartéis, casa de palamenta, paiol e uma cisterna, tudo coberto de abobada; necessita de obras em vários pontos, em particular nos quartéis; 1868, 30 novembro - deixa de ter guarnição e tem os quartéis muito arruinados e as muralhas a necessitar de conserto; 1888 - pedido de autorização para ocupação do forte pelo Comandado da Guarda Fiscal; 1889, 03 janeiro - despacho do Ministério da Guerra autorizando a sua cedência à Guarda Fiscal; 04 fevereiro - auto de entrega do forte perante o Conselho Administrativo e o Governador da Praça de São Julião da Barra; 25 abril - auto de entrega do forte perante o Governador da Praça de Cascais; 1895 - o forte é designado por Posto Fiscal de Oitavos e pertence à área da 2ª Companhia do 1º Batalhão; 1889, 26 junho - Carta de Lei de D. Luís autorizando o Ministério da Guerra a vender, em hasta pública, os edifícios e terrenos que não precisasse; 1890, 06 março - Ministério da Guerra pede a devolução do forte para ser vendido em hasta pública; 16 março - proposta a cedência do forte em troca de 1.545$100; 21 junho - despacho do Ministro da Fazenda concordando com a venda do forte por 917$400; 18 agosto - auto de posse do forte pelo Ministério da Guerra, o Tenente do Estado-Maior de Engenharia Carlos Joyce Dinis, e pela Guarda Fiscal o Capitão Florêncio Geraldo da Silva Granate, Comandante do Batalhão nº 1; vende-se apenas o forte, ficando o Ministério da Guerra com a posse do parapeito exterior e terrenos circundantes; 1905, 06 abril - planta do conjunto da fortificação pelo Capitão Carlos Joyce Dinis; 1907, 14 janeiro - cerimónia de delimitação com colocação de 14 marcos de pedra, com a inscrição "M. G."; 1910, 18 setembro - pedido de autorização para abertura de três janelas, na parede dos alojamentos, virados a terra; 1914, 28 maio - auto provisório de arrematação das obras de reparação e modificação do quartel e a construir uma cisterna de 8 m3, pelo empreiteiro Manuel Pedro Rodrigues, por 281$00; 1938, 04 março - despacho do Ministro da Guerra determinando a entrega ao Ministério das Finanças dos terrenos anexos ao forte que haviam ficado sob a jurisdição militar aquando da venda; 1939, 10 março - auto de entrega pelo Ministério da Guerra ao Ministério das Finanças do resto do antigo Prédio Militar n.º 17 da Praça de Cascais que ainda detinha, ou seja, os terrenos de rocha e areia com a área de 850 m2 e a esplanada e a rua militar com a área de 7.674 m2; 1944, 20 junho - Ministério das Finanças cede parte destes terrenos à Junta Autónoma das Estradas para permitir o alargamento da estrada de Cascais - Praia do Guincho; 1957, 25 setembro - encalhe do navio Hildebrand em frente do forte; 1958, 28 fevereiro - o Dr. Philippe Spitzer solicita autorização para montagem de um cabo de vai e vem entre o navio e o forte; 04 setembro - proposta para obtenção do forte em troca da construção de novas instalações para a corporação da Guarda Fiscal; 07 outubro - DGEMN opõe-se a esta proposta; 1959, 17 abril - remoção do cabo de vai e vem; a Guarda Fiscal tenta obter do Dr. Spitzer a reparação dos estragos feitos nas muralhas e a limpeza das lajes da plataforma da bateria, mas parece que acabou por não ser feito; 1961, 28 fevereiro - sismo causa estragos no forte, abrindo fendas nas paredes; 1964, Julho - remoção do resto do casco do navio com cargas de dinamite provocando rachas nos paramentos; 1956 - devido ao seu abandono, António Muchaxo, obtém a sua concessão e abre estabelecimento hoteleiro; 1965 - declarado de utilidade turística com o nome de Casa de Chá de Oitavos; 2000 - obras de adaptação do forte em museu.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de calcário; rebocada; cunhais, pilares, frisos, molduras dos vãos, brasão e outros elementos em cantaria de calcário; pavimentos exteriores em paralelos e lajes de cantaria; portas de madeira e de vidro.

Bibliografia

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de - Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa. Lisboa: 1963; BARROS, Maria de Fátima Rombouts, BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira, RAMALHO, Maria Margarida Magalhães - As fortificações marítimas da costa de Cascais. Lisboa: Quetzal, 2001; CALLIXTO, Carlos Pereira - Fortificações da Praça de Cascais a Ocidente da Vila. Lisboa: 1980; ENCARNAÇÃO, José d' - Cascais e os seus cantinhos. Lisboa: Edições Colibri; Câmara Municipal de Cascais, 2002; GODINHO, Helena Campos, MACEDO, Silvana da Costa, PEREIRA, Teresa Marçal - "Levantamento do Património do Concelho de Cascais. 1975 - Herança do Património Arquitectónico Europeu". In Arquivo de Cascais. S.l.: 1990, n.º 9, pp. 87 - 235; LOURENÇO, Manuel Acácio Pereira - As Fortalezas da Costa Marítima de Cascais. Cascais: Câmara Municipal de Cascais, 1964; MOREIRA, Rafael - "Do Rigor Teórico à Urgência Prática: A Arquitectura Militar". In História da Arte em Portugal. Lisboa: Publicações Alfa, 1986, vol. 8, pp. 66 - 85.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, SIPA

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

1831, 28 junho - data do orçamento de 848$000 relativo às obras que se deviam realizar com urgência; 05 julho - início das obras, que constaram de obras gerais de restauro de muralhas, canhoeiras e merlões, quartéis e armazéns; reedificação das quatro guaritas; substituição de janelas, porta e tarimbas; arranjo das peças de artilharia e esculpir de novo as armas reais existentes sobre o portal, por se encontrarem mutiladas; 02 dezembro - está concluído o restauro das quatro peças de ferro e dos reparos em que assentavam; 1951, junho - obras de reparação do Posto Fiscal no valor 1.995$00; 1957 - orçamento de obras de beneficiação e alguns melhoramentos, como construção das instalações sanitárias e assoalhamento de todas as divisões com tacos de madeira, no valor de 49.900$00; 1958 - obras de conservação no valor de 53.152$00; 1959 - obras de reparação no valor de 49.760$00 pelo construtor civil António José Domingues Piqueira; 1961 - obras de conservação dos estragos causados pelo sismo, por 18.700$00; 1969, 10 março - decide-se proceder a novas reparações, orçadas em 20 contas, pelo empreiteiro Anselmo Costa; 1974, 17 julho / 1975, março - obras de conservação, nomeadamente a instalação elétrica, no valor de 52.100$00; 2005 / 2006 - obras de reparação e beneficiação, visando a correção de patologias e deficiências construtivas verificadas após as obras realizadas em 2000, com vista à sua transformação em museu, orçadas em 250 mil euros, a cargo do LNEC (consultadoria de argamassas de reboco), Pentium Engenharia, Lda (projecto de estruturas), empreitada a cargo da Mundibetão, projectos e construção Lda.

Observações

Inicialmente, era designado por Forte da Cabeça de Oito avos ou baluarte de Oito Ovos, onde existia também uma Vigia, sendo hoje também conhecido por Forte de São Jorge de Oitavos. Nas imediações do forte existiu um outro, designado em alguma documentação por Forte de São Jorge "de Cima", para se distinguir do seu homónimo. Foi fundado no período da Restauração e encontrava-se abandonado no início do séc. 18. É possível que a sua situação topográfica e a proximidade com o Forte de São Jorge "de Baixo" tenha levado à perda do valor militar que inicialmente detinha.

Autor e Data

Paula Noé 2015

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login