Pelourinho de Alijó

IPA.00006010
Portugal, Vila Real, Alijó, Alijó
 
Arquitectura comemorativa, do séc. 20. Memória de pelourinho de bola, com soco quadrangular de dois degraus, onde assenta a coluna, com pequena base e fuste liso, encimado por anel e pelo remate em tabuleiro e pináculo de bola. Pelourinho reconstituído, com plinto paralelepipédico, com cavidade para encaixar a coluna, cilíndrica. Distingue-se o remate, com plinto de secção côncava que sustenta uma esfera no topo.
Número IPA Antigo: PT011701010002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Comemorativo  Memória de pelourinho    

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco de planta quadrada e dois degraus, onde assenta a base monolítica também quadrada com cavidade para encaixe do fuste cilíndrico. Este possui bocel junto à base e remate com gola e colarinho, sobre o qual evolui um tabuleiro com moldura, encimado por uma base cónica com remate esférico. O soco do pelourinho apresenta-se envolvido por uma protecção com gradeamento metálico.

Acessos

Alijó, Largo do Pelourinho

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado, no centro da vila, junto à principal estrada que a atravessa. Ergue-se no centro de um pequeno largo que ladeia o edifício dos Paços do Concelho (v. PT011701010053), para trás do qual se desenvolve praça ajardinada, com canteiros de relva, fonte central de repucho, enquadrada por várias oliveiras e com bancos de pedra. Fronteiro ao pelourinho, do outro lado da estrada, ergue-se o Palacete dos Viscondes da Ribeira de Alijó (v. PT011701010099) e nas proximidades a Igreja Paroquial (v. PT011701010046) e o chafariz da vila (v. PT011701010077).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Comemorativa: memória de pelourinho

Utilização Actual

Comemorativa: memória de pelourinho

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1225 - D. Sancho II manda povoar a "vila"; 1226, Abril - concessão de foral, o qual menciona que o imposto anual do concelho, elevado para 70 morabitinos, seria pago na vila da Feira de Constantim, na presença do juíz de Panóias; séc. 13 - provável construção do primitivo pelourinho; 1269, 15 Novembro - D. Afonso III deu-lhe também foral, citando já nele o lugar de Presandães; 1369 - D. Fernando, tendo em consideração que Vila Real não se encontrava suficientemente povoada, integrou no seu termo os lugares e aldeias que lhe pertenciam no tempo de D. Dinis, a saber, os julgados e coutos de Alijó, Favaios, Goivães, Jales, Lamas de Orelhão, Murça e Paredes; 1384 - na sequência da crise de 1383 - 1384, e dado que Vila Real apoiara Castela, o Mestre de Aviz integrou Alijó e Favaios, com seus termos e jurisdições, no concelho de Ansiãos; 1385 - confirmação desta doação após a proclamação do Mestre de Aviz como rei; Alijó passa para a posse de Álvaro Pires de Távora, 3º Senhor de Mogadouro; 1514, 10 Julho - D. Manuel concedeu-lhe foral novo; 1706 - tem 296 vizinhos e pertence ao Marquês de Távora, que apresenta justiças; pertence à Comarca de Lamego; 1758, 1 Março - segundo o reitor Bernardo Alvares Esteves nas Memórias Paroquiais, a freguesia era couto senhorial donatário do Marquês de Távora e pertencia à comarca de Vila Real; tinha 300 vizinhos e 840 pessoas; tinha Câmara e juiz ordinário; a vila tinha os privilégios que normalmente eram concedidos pela Casa de Távora; 1759, 13 Janeiro - após a execução dos Marqueses de Távora, donatário da vila, por suspeita de envolvimento na tentativa de assassinato de D. José I, Alijó foi incorporado nos bens da coroa; séc. 19 / 20 - derrube do pelourinho a pretexto de se fazerem obras no pavimento da praça; posteriormente, a Associação dos Arqueólogos Portugueses, por iniciativa de Silva Leal, mandou-o restaurar, intervindo nisso os Sr. Torcato Luís de Magalhães, Domingos Rufino e Visconde de Alijó; reconstrução do actual pelourinho.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; gradeamento em ferro.

Bibliografia

CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2006; CARDOSO, Nuno Catharino, Pelourinhos de Traz-os-Montes, Lisboa, 1936; CHAVES, Luís, Os Pelourinhos Portugueses, Gaia, 1930, p. 37 (gravura); COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; LEAL, Silva, Os Pelourinhos de Traz-os-Montes: XIX - Alijó, Ilustração Trasmontana, vol. 3, 1910, p. 182 (inclui foto); LEITÃO, Fernando Rodrigues, Monografia do Concelho de Alijó, Lisboa, 1963; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72388 [consultado em 8 agosto 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

CMA: 2002 / 2003 - arranjo do largo envolvente ao pelourinho e ao edifício da Câmara.

Observações

Autor e Data

Isabel Sereno e Ricardo Teixeira 1993

Actualização

Paula Noé 2004
 
 
 
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