Pelourinho de São Mamede de Ribatua

IPA.00005842
Portugal, Vila Real, Alijó, São Mamede de Ribatua
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de gaiola quadrangular, com soco circular de cinco degraus, com fuste cilíndrico e capitel simples, encimado por remate duplo, sustentado por quatro colunelos, sobrepujado por pináculo piramidal. Pelourinho com coluna de fuste octogonal com gaiola quadrangular, de colunelos prismáticos nos cantos e remate piramidal, possuindo numa das faces a data de construção.
Número IPA Antigo: PT011701140003
 
Registo visualizado 306 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição eclesiástica  Tipo gaiola

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco circular de quatro degraus escalonados e adaptados ao pendor suave do terreno, sobre o qual assenta base monolítica também octagonal com encaixe para o fuste. Fuste octogonal alto e liso, coroado por gola e colarinho volumoso. Gaiola quadrada com molduras tendo nos cantos quatro colunelos prismáticos com moldura saliente superior. Remate piramidal elevado, com sulco marcado em cada uma das faces, assente em acrotério baixo. Numa das faces possui gravada a data de "1573".

Acessos

São Mamede de Ribatua, Largo do Pelourinho

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado. Ergue-se na extremidade de praça, pavimentada a lajes de cantaria, descentrado em relação ao edifício dos antigos Paços do Concelho, actualmente ocupado pelos Correios e Junta de Freguesia (v. PT011701140140), e sem elemento protector da estrada que atravessa a mesma praça.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

MESTRE: Manuel Joaquim (1956).

Cronologia

1115 - D. Teresa outorga a São Mamede de Ribatua carta de couto em benefício da Sé de Braga; 1220 - nas Inquirições ordenadas por D. Afonso II confirma-se a existência da paróquia de Ribatua no concelho de Alijó, povoado com dezasseis casais; era seu abade o padre João Moniz; 1262, 17 Março - o arcebispo de Braga, D. Martinho Geraldes, concede foral perpétuo aos moradores de Ribatua e seus sucessores, determinando os limites do couto e as condições em que se concedia o foral *1; 1401 - D. Pedro doa São Mamede de Ribatua a D. João, arcebispo de Braga, para seu couto; 1514 - no couto de São Mamede de Ribatua residiam 21 vizinhos; 1530 - ali residiam 27 vizinhos; 1573 - data do pelourinho; 1706 - é couto do Arcebispo de Braga, que apresentam as justiças; tem 450 vizinhos; 1758, 04 Março - segundo o abade Domingos Pinto nas Memórias Paroquiais, a freguesia pertencia aos donatários dos prelados de Braga, que na vila e couto tinham toda a jurisdição "alta e baixa com mero e misto império"; pertencia à comarca de Vila Real e tinha 240 fogos e 655 pessoas de sacramento; tinha câmara posta pelos arcebispos de Braga e juiz ordinário; 1852 - extinção do concelho de São Mamede de Ribatua e sua anexação como freguesia ao concelho de Alijó.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2006; CHAVES, Luiz, Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral, Lisboa, 1939, p. 74; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; LEAL, Silva, Os Pelourinhos de Traz-os-Montes: III - São Mamede de Riba Tua, Ilustração Trasmontana, vol. 3, 1910, pp. 24 - 25 (inclui foto); LEITÃO, Fernando Rodrigues, Monografia do Concelho de Alijó, Lisboa, 1963; PLÁCIDO, Manuel Alves, O povoamento do concelho de Alijó (1115 - 1269), in Estudos Transmontanos, nº 2, Vila Real, 1984, p. 51 - 66; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; ROCHA, Pinto da, Monografia de S. Mamede de Ribatua, Vila Real, 1993; SOUSA, Fernando de, GONÇALVES, Silva, Memórias de Vila Real, vol. 1 e 2, Vila Real, 1987; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74904 [consultado em 8 agosto 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN, IHRU: SIPA

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN

Intervenção Realizada

Junta de Freguesia: 1956 - reparação do pelourinho por Manuel Joaquim, "pedreiro"; remoção do catavento metálico que o encimava.

Observações

*1 - a inexistência da pena de expulsão de moradores na carta de couto de 1262 insere-se na politica de povoamento implementada pela Sé de Braga.

Autor e Data

Isabel Sereno e Ricardo Teixeira 1993 / Paula Noé 2003

Actualização

 
 
 
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