Pelourinho de Água Revés

IPA.00005726
Portugal, Vila Real, Valpaços, Água Revés e Crasto
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de pinha piramidal, assente em soco de três degraus quadrangulares, de onde evolui coluna de fuste liso, encimado por remate tronco-piramidal. Pelourinho muito simples, ostentando várias covinhas na base quadrangular, onde assenta o fuste. O remate ostenta vários sulcos, formando molduras que enquadram casa uma das faces.
Número IPA Antigo: PT011712010002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco de dois degraus quadrangulares com focinho saliente, onde assenta uma ampla base monolítica também quadrangular, que apresenta covinhas e acentuado desgaste. Nesta, encaixa o fuste cilíndrico simples, sobre o qual evolui um remate tronco-piramidal alto, com cercadura lisa nas quatro faces.

Acessos

Água Revés e Castro, Largo do Pelourinho

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 39 175, DG, 1.ª série, n.º 77 de 17 abril 1953

Enquadramento

Urbano, isolado no centro de uma pequena praceta elevada, lateral a uma rua central da aldeia, junto ao antigo edifício dos Paços do Concelho.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Época medieval - Água Revés era um pequeno concelho pertencente ao termo de Chaves; 1340 - eram donatários da vila os Senhores de Murça, que aqui colocavam a administração e justiças próprias; 1516, 12 Novembro - foral novo de D. Manuel, a que se terá seguido a construção do pelourinho; séc. 18, início - na vila, existia uma pedra com a forma de "usso", possivelmente um berrão e um capitão duma companhia de Ordenanças de Vila e termo que não estava sujeito a nenhum capitão; 1706 - a povoação tem 80 vizinhos e é do senhorio de Luís Guedes de Miranda e Lima, senhor de Murça, Água Revés e Torre de D. Chama; tem 2 juízes ordinários, que servem de juízes dos órfãos, vereadores e mais oficiais, subordinados ao Ouvidor de Murça; só em correição entre po ouvidor da Comarca de Moncorvo; pertence à Comarca de Chaves; 1758, 31 Janeiro - deixa de ser donatário da povoação Luís Guedes de Miranda, da Casa de Murça, que aí exerciam poder judicial; 01 Fevereiro - a povoação passa a pertencer ao rei; 06 Março - nas Memórias Paroquiais assinadas pelo pároco, José Rodrigues Alves, é referido que a povoação tem 50 vizinhos, possuindo câmara, cadeia e pelourinho; 1836 - extinção do concelho de Água Revés; a vila passou como freguesia para o concelho de Carrazedo de Montenegro.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; IPPAR, Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, vol. 3, Lisboa, 1993; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; MARTINS, A. Veloso, Monografia de Valpaços, Valpaços, 1990, pp. 159 - 161.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 1, n.º 46, fol. 341-344)

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1961 - restauro e consolidação da estrutura.

Observações

Autor e Data

Isabel Sereno e Ricardo Teixeira 1994

Actualização

Paula Noé 1999
 
 
 
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