Pelourinho de Penamacor

IPA.00000571
Portugal, Castelo Branco, Penamacor, Penamacor
 
Pelourinho quinhentista, sem remate, pelo que não pode ser alvo de classificação tipológica, com fuste misto, cilíndrico e composto por feixe de colunelos, com capitel, ornado por elementos heráldicos e com ferros de sujeição, decorados com elementos zoomórficos. Coluna de fuste cilíndrico apresentando sulcos verticais, com o remate constituído pelo capitel. Possui as armas nacionais e municipais.
Número IPA Antigo: PT020507100002
 
Registo visualizado 471 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Sem remate

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco octogonal de quatro degraus assentes sobre plataforma quadrada, de um dos lados parcialmente enterrada, devido ao declive do terreno. Coluna desprovida de base e com fuste cilíndrico, apresentando-se canelada na metade superior, sendo visíveis os orifícios onde encaixavam os ferros de sujeição. Capitel constituindo o remate, de secção circular apresentando as armas nacionais (lado O.) e as armas municipais com a data de 1565 epigrafada (lado E.), estas de um só campo, com a espada e chave cruzadas em aspa encimadas por uma lua. Integra superiormente quatro arranques de colunelos ligados ao friso de remate, a partir do qual se projectam quatro ferros de sujeição em forma de serpente. Superiormente, cúpula de pouca altura.

Acessos

Cimo da Vila. WGS84 (graus decimais) lat.: 40,167843, long.: -7,167701

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, no exterior da cerca muralhada, destacado em terreno declivoso, mas nivelado por plataforma artificial de planta quadrada e revestida superiormente com cantaria. Isolado num espaço fronteiro à antiga casa da câmara situada sobre a porta fortificada.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1189 - povoamento e doação à Ordem do Templo, tendo-se construído o castelo integrando hipotéticas pré-existências castrejas; 1199 - concessão de carta de foral por D. Sancho I; 1209, Março - ratificação do foral; 1217, Novembro - confirmação da carta de foral por D. Afonso II; 1510, 01 Junho - concessão de carta de foral por D. Manuel; representação gráfica executada por Duarte d'Armas; 1565 - edificação do pelourinho, cujo fuste integraria fragmento de coluna romana; 1568 - edificação da casa da câmara; séc. 18 - alteração dos vãos na casa da câmara; 1758 - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo vigário Ascênsio de Carvalho, surge referido que Penamacor era território real e que o pelourinho apresentava soco com 6 degraus de cantaria, com a altura de 26 palmos, com o capitel lavrado, "tendo nos quatro lados a aprência de umas torres, e do meio delas saiem quatro varões de ferro ao modo de cachorros, com suas argolas no fim; e para a parte do norte tem este capitel umas armas com cinco chagas, a para o sul outras com uma cara de meia lua"; 1872 - inauguração dos novos paços do concelho.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; ferros de sujeição em ferro.

Bibliografia

CARDOSO, J. Ribeiro, Subsídios para a História Regional da Beira Baixa, Lisboa, 1940; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos das Beiras, Lisboa, 1936; DIAS, Jaime Lopes, Pelourinhos e Forcas do Distrito de Castelo Branco, V. N. de Famalicão, 1935; HORMIGO, José Joaquim M., A Beira Baixa vista por Artistas Estrangeiros (Séc. XVIII - XIX), Castelo Branco, 1983; JOLON, Novo Roteiro do Concelho de Penamacor, Penamacor, 1988; LANDEIRO, José Manuel, O Concelho de Penamacor na História, na Tradição e na Lenda, Vila Nova de Famalicão, 1938; LANDEIRO, José Manuel, Forais de Penamacor, o foral de D. Manuel, in estudos de Castelo Branco, nº 9, 1963; LANDEIRO, José Manuel, O Foral de D. Sancho a Penamacor, in Estudos de Castelo Branco, nº 14, 1964; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; NUNES, António Lopes Pires, A Vila de Penamacor na História da Arte em Portugal, in estudos de Castelo Branco, Castelo Branco, nº 2, 1977; PIRES, Edmundo A. [dir.], I Colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor, Penamacor, 1979; Primeiras Jornadas de Arqueologia da Beira Baixa, Memorial Histórico-Artístico e Monumental dos Concelhos de Castelo Branco, Belmonte, Idanha-a-Nova e Penamacor, Castelo Branco, 1979; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Castelo Branco, Viseu, 2000; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73805 [consultado em 14 outubro 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (1758, vol. 28, n.º 127, fl. 907)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - a forca existiu na Rua da Forca ou Rua da Serra, junto à mata municipal.

Autor e Data

Margarida Conceição 1993

Actualização

 
 
 
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