Igreja Paroquial de Urrô / Igreja de São Miguel

IPA.00005611
Portugal, Aveiro, Arouca, Urrô
 
Igreja paroquial maneirista, com reconstrução setecentista, encontrando-se ainda alguns elementos de fase anterior, sendo flagrante o exemplo das colunas jónicas, de muito pobre entendimento arquitectónico, típico de construções populares e ingénuas, características da época renascentista-maneirista e posteriormente abandonadas. Do mesmo ar parecem respirar as três frestas chanfradas rectangulares, a base do púlpito e o nicho do corpo intermédio do campanário, de recorte quinhentista. Seguindo ou antecedendo - caso do retábulo-mor - o período de reconstrução da capela, encontra-se o vistoso conjunto retabular, destacando-se o da capela-mor e a sua estatuária e os dois retábulos joaninos do corpo da igreja. Posterior e de inferior qualidade, a superfície retabular do arco cruzeiro inclui no fecho uma tela polícroma onde se representa o patrono do templo, São Miguel, enfrentando o Diabo.
Número IPA Antigo: PT010104190009
 
Registo visualizado 191 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta rectangular. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas. Fachadas simples com cantaria nos cunhais, rematadas superiormente por pináculos piramidais, abrindo-se fresta rectangular única na fachada - para além do par da capela-mor - no eixo da portaria de feição igualmente rectangular. O campanário liga-se à fachada por intermédio de um nártex sem cobertura, constituído por dois corpos laterais arquivoltados, em eixo axial, constituído por dois registos arquitravados: um corpo inferior onde se abre um arco de volta perfeita, igual aos laterais e um corpo superior onde se rasgam dois vãos de remate circular onde se cravam dois sinos, incluindo o corpo intermédio um nicho central cego. No interior, de nave única, coro-alto assente em duas colunas jónicas de feição irregular, púlpito quadrado, dois retábulos colaterais, dois laterais e zona do arco cruzeiro em talha dourada. Tecto, de três secções, de caixotões simples. Capela-mor, com retábulo fundeiro de talha dourada erguido sobre patamar com escadaria central. Ao lado direito, a sacristia.

Acessos

Em Urrô, junto ao cemitério

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 38 491, DG, 1ªSérie, nº 230, de 06 novembro 1951

Enquadramento

Urbano. Num pequeno adro, defronte a cruzeiro seiscentista (v. PT01010419058), sendo que o cemitério, implantado lateralmente, e algumas construções modernas não subvertem a harmonia do conjunto

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese do Porto)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 16 / 17 - edificação; 1725 - feitura do retábulo-mor; 1728 - reconstrução; 1755 - data numa inscrição do altar-mor; 1933 - novo douramento do retábulo.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Alvenaria com reboco (corpo da igreja), cantaria (campanário, vãos e cunhais) cobertura de tijolo e estrutura interna de madeira.

Bibliografia

BRANDÃO, Domingos de Pinho, Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura na cidade e na Diocese do Porto - Documentação, Porto, Diocese do Porto, 1985, vol. II; CORREIA, Azevedo de, Arte Monumental Portuguesa, Porto, 1975, p. 37; GONÇALVES, Nogueira, Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Aveiro, Vol. XI, 1991, pp. 102 - 103; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74840 [consultado em 14 outubro 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DREMC

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC

Intervenção Realizada

DGEMN: 1939 - restauro nos altares de talha barroca; 1959 - conclusão do arranjo do adro e obras no cemitério, contíguo; 1960 - obras no campanário, restauro e reconstrução da cobertura da galilé (existe o projecto mas não a confirmação da conclusão das obras); 1964 - arranjo do coro e escada de acesso, grades e balaustrada. Obras destoantes; 1979 - Abre-se um janelão na sacristia com o aval da Direcção-Geral; 1980 - consolidação do campanário e nártex, substituição do pavimento de madeira por tijoleira; 1982 / 1983 - obras de conservação (altar e púlpito, bancos e meias lanternas); 1990 - vistoria da Direcção-Geral a possíveis danos causados na escadaria e estado de perigosidade da torre sineira face a novo alargamento do cemitério que levantou o pavimento do adro.

Observações

O nártex prolonga o gosto, muito popular, da construção de um corpo anterior ao templo, muito comum no centro do país (Nogueira Gonçalves).

Autor e Data

Margarida Alçada 1983 / Carlos Ruão 1996

Actualização

 
 
 
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