Ponte de Vilares

IPA.00000554
Portugal, Bragança, Mirandela, Torre de Dona Chama
 
Arquitectura de comunicações e transportes, seiscentista. Ponte de arco de tabuleiro plano assente em arcos de volta perfeita e com talhamares prismáticos a montante e jusante.
Número IPA Antigo: PT010407300028
 
Registo visualizado 304 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Transportes  Ponte / Viaduto  Ponte pedonal / rodoviária  Tipo arco

Descrição

Ponte de tabuleiro plano, orientado sensivelmente no sentido N. - S., assente em três arcos de volta perfeita, desiguais, o maior ao centro e os menores, mas de igual raio, dispostos lateralmente. Os arcos possuem aduelas largas e pouco compridas, com o extradorso regular, e, no intradorso, uma série de agulheiros para encaixe dos cimbros. O aparelho dos paramentos é regular, em silhares de granito, excepto na parte superior, onde apresenta algumas fiadas de um aparelho diferente, sobreposto por consolas estilizadas de sustentação dos antigos passeios. Os dois pegões estão reforçados de ambos os lados com talhamares triangulares. Os encontros são mais largos que o tabuleiro e construídos com um tipo de aparelho diferente. Pavimento em asfalto, marcado com duas faixas de rodagem, e passeios laterais sobrelevados, em betão, separados por rail. As guardas são de gradeamento em ferro, pintado de verde, com pilares de arranque quadrangulares.

Acessos

EN 206-1 (Mirandela - Torre de D. Chama). WGS84 (graus decimais): lat.: 41.638836º, long.: -7.130069º (2010)

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Rural, isolado. Ponte construída sobre o rio de Guide, também designado rio de Macedo ou do Zoio, num local pouco acidentado, mas com os arcos lançados sobre afloramentos rochosos. Do lado S. existem restos do caminho velho e uma casa. Imediatamente a montante tem um açude e moinho de rodízio, de planta rectangular e com três vãos dos caboucos, em arco de volta perfeita. Na saída a N., erguem-se junto à estrada a capela e cruzeiro pintado do Senhor dos Aflitos.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: ponte

Utilização Actual

Transportes: ponte

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

PEDREIRO: Gonçalo de Aguiar (1635).

Cronologia

1635, 4 Janeiro - adjudicação da obra de construção a Gonçalo de Aguiar, por 2500 cruzados; 1758, 3 Maio - segundo o cura nas Memórias Paroquiais da freguesia, a ponte tinha três "olhais" ou arcos e era "alta bastantemente"; era pelo olhal do meio, firmado em fragas, que passava a água toda, não chegando esta aos arcos dos lados, por estarem em fragas e muito elevados do rio, só aí chegando quando havia grande enchente; segundo o cura, os principais braços do termo da vila de Torre de D. Chama eram na ponte de Vilares e entre Vila Nova e este termo e a Ponte de Pedra; séc. 19, 2ª metade / séc. 20 - profunda remodelação na estrutura superior e nos encontros, com alargamento do pavimento, disposto em consolas; 1987, após - alargamento do tabuleiro com construção de passeios laterais, em betão, avançados da estrutura.

Dados Técnicos

Estrutura mista.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; guardas de ferro; pilares de arranque da mesma em granito; rails metálicos; pavimento em alcatrão; passeios em betão.

Bibliografia

VITERBO, Sousa, Dicionário Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou ao serviço de Portugal, vol. I, Lisboa, 1899; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007.

Documentação Gráfica

GEMN, DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1997, depois - alargamento do tabulerio da ponte, com criação de passeios laterais avançados em betão; colocação de rails de separação destes com as faixas de rodagem; colocação de novas guardas em ferro.

Observações

*1 - Originalmente a ponte possuía um tabuleiro rampante, mas a sua adaptação ao tráfego rodoviário obrigou à sua horizontalidade, alargamento e à construção de duas estruturas em cantaria de granito, no encontro da ponte com as margens.

Autor e Data

Paulo Amaral e Paulo Dordio 1996 / Miguel Rodrigues 1997 / Paula Noé 2010

Actualização

 
 
 
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