Igreja e Hospital da Trindade

IPA.00005483
Portugal, Porto, Porto, União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória
 
Igreja neoclássica. Fachada com dois andares e três panos, prolongada por torre sineira central que quebra a horizontalidade os volumes. Linhas sóbrias, contenção planimétrica, utilização da linguagem clássica: pilastras, arcos plenos, frontões curvos e triangulares. Ausência de sobrecarga decorativa. Igreja de planta em cruz latina e capela-mor profunda. Tectos em abóbada de berço e cúpula no cruzeiro. Nave com três retábulos em talha dourada em cada parede, púlpitos nos cunhais do cruzeiro, retábulo em talha dourada na cabeceira do transepto do lado da Epístola e capela octogonal no lado do Evangelho. Capela-mor com dois cadeirais e retábulo com sotobanco em mármore rosa, tal como as paredes. Andares superiores com janelas de sacada e entablamento periférico. Interior de grandes dimensões com fácil leitura formal e volumétrica pela clareza das linhas e contenção decorativa. Retábulos de transição, a denotar ainda a presença da tradição barroca nos pormenores decorativos de enrolamentos, concheados e godrões. Grande qualidade técnico-construtiva. Trata-se de um dos maiores templos do Porto, inserido num conjunto edificado que inclui o complexo hospitalar da Ordem e que forma com a igreja um quarteirão. O edifício foi projectado nos primeiros anos do séc. 19 pelo arquitecto e engenheiro militar Carlos Amarante, autor da Ponte das Barcas e do edifício da Academia da Marinha e do Comércio. O projecto foi alterado em 1818 por José Francisco Guimarães e a construção concluída no início do século 20. O retábulo-mor é da autoria do Arquitecto José Marques da Silva. O projecto do edifício revela uma total aderência ao estilo neoclássico, embora subsistam nos retábulos pormenores decorativos de tradição barroca.
Número IPA Antigo: PT011312120152
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja de Confraria / Irmandade  

Descrição

Igreja de planta em cruz latina com nártex, nave única, transepto prolongado ao Evangelho por capela octogonal, capela-mor profunda e cúpula sobre o cruzeiro. Disposição horizontal dos volumes apenas contrariada pela torre sineira do frontispício. Volumes articulados e sobrelevados em relação aos edifícios adossados nos flancos. Telhados de duas águas na nave, capela-mor e braços do transepto, telhado octogonal sobre a cúpula do cruzeiro e lanterna com domo sobre a capela do transepto. Remate em pirâmide de cantaria de quatro faces na torre sineira. Fachada principal em cantaria de granito e em ressalto, dividida em dois andares por entablamento com triglifos e gotas e em três panos por pilastras toscanas assentes em plintos no piso térreo e pilastras jónicas no segundo, com torre sineira a prolongar o pano central. O andar inferior apresenta três portais de arco pleno com portão de duas folhas e bandeira em ferro forjado, de acesso ao nártex. Na bandeira do portal central encontra-se a inscrição SOLI DEO HONOR ET GLORIA em letras douradas sob fundo vermelho, encimada pela insígnia da Santíssima Trindade rodeada por raios lanceolados. Sobre o portal central está o brasão da Ordem inserido em cartela oval coroada, envolvida numa moldura com volutas de onde partem festões. O segundo piso é dividido em três panos por pilastras jónicas e rematado por entablamento com mútulas. No pano central abre-se janela de sacada com balaustrada jónica e frontão triangular assente em mísulas e em cada pano lateral janela em arco pleno com parapeito saliente sobre falsas mísulas com gotas e frontão curvo assente em mísulas. Frontão curvo sobre o pano central e acrotério recuado com balaústres e duas estátuas no prolongamento dos cunhais representando São João de Matha e São Félix de Valois. Ao centro ergue-se torre sineira de planta quadrada alteada em dois registos separados por cornija saliente. O registo inferior é enquadrado por pilastras em ressalto encimadas por balaústres e ostenta no campo central mostrador de relógio circular com numeração romana, envolvido superior e lateralmente por festão. O registo superior tem pilastras pseudo-jónicas nos cunhais, remate em entablamento com óvalos e uma ventana sineira de arco pleno em cada fachada. Sobre o entablamento e no prolongamento dos cunhais, quatro urnas. Cobertura da torre em pirâmide, com volutas na base e remate em esfera e cruz latina de metal. As fachadas laterais estão rebocadas e pintadas de branco. Apresentam quatro janelas no corpo da nave, três no corpo da capela-mor e entre eles volume do transepto com remate em empena encimada por três urnas dispostas no prolongamento dos cunhais e vértice, mais uma janela ao centro sobreposta por óculo no tímpano. Fachada posterior semelhante ao transepto. Nártex a anteceder entrada principal, com tecto tripartido em abóbadas de barrete de clérigo, porta axial em arco de volta perfeita ladeada por duas janelas no frontispício e duas nas paredes laterais, de volta perfeita, gradeadas e com vitrais geométricos no interior. INTERIOR. Igreja de planta em cruz latina, nave única, transepto com braço prolongado por capela octogonal no lado do Evangelho e capela-mor profunda com cabeceira de planta e abóbada em hemiciclo. Tectos em abóbada de berço, cúpula sobre o cruzeiro e abóbada octogonal, prolongada por lanternim circular rematado por cúpula, a cobrir a capela do transepto. Paredes rebocadas e pintadas de branco na nave e transepto, revestidas a mármore rosa na capela-mor e pavimentos em laje de granito revestidos com tábuas de madeira. Guarda-vento em alvenaria rebocada, de planta quadrada, com colunas compósitas sobre pedestais, embebidas nos cunhais interiores, porta axial de volta perfeita e portas laterais de ombreiras e verga rectas. Uma pia de água benta adossada à parede do frontispício de cada lado do guarda-vento, em mármore, com taça circular de lábios pendentes e decorada com gomos e godrões, acantos na base e espaldar mistilíneo, recortado por volutas e a ostentar ao centro cruz de malta em moldura oval. Em cada parede lateral do sub-coro, porta de ombreiras e verga rectas sobreposta por cornija recta. Coro-alto em laje plana, com guarda-corpos em talha dourada e avançado em hemiciclo ao centro. Porta de ombreiras e veja rectas em cada parede lateral e nicho central de volta perfeita, na parede do frontispício, a albergar órgão de tubos com caixa em talha dourada, ladeado por dois pares de pilastras compósitas. Entablamento periférico a percorrer todo o interior da igreja, com função de varandim, resguardado por guarda-corpos de varas em ferro fundido. Na parede do frontispício o entablamento acompanha a curva do nicho do órgão e é sobreposto por painel quadrado em cantaria com ornato de cortina em relevo, delimitado por pilastras toscanas e encimado por frontão contracurvado com óculo central no tímpano, fechado por vitral a desenhar estrela de seis pontas. Nave dividida em quatro tramos por pares de pilastras compósitas com embasamento. Abóbada da nave dividida pelo intradorso dos arcos no alinhamento das pilastras, a albergar cinco janelas de penetração, de volta perfeita as extremas e em arco abatido as três centrais. Paredes da nave divididas em dois registos por friso saliente. Registo superior com uma janela de sacada em cada tramo, de ombreiras e verga rectas, varandim rectangular e guarda-corpos em talha dourada. Registo inferior com retábulo em talha dourada inserido em nicho de volta perfeita sobreposto por sanefa em talha dourada nos três primeiros tramos e porta de ombreiras e verga rectas sobrepostas por cornija com dentículos no último tramo. Do lado da Epístola encontramos sucessivamente altares do Sagrado Coração de Maria, N. Sra. das Dores e N. Sra. da Conceição. No lado do Evangelho altares de Sta. Teresinha, S. José e Sagrado Coração de Jesus. Entre os pares de pilastras, do lado da Epístola, mísulas com imagem de N. Sra. dos Remédios, Sto. António e Menino Jesus de Praga e do lado do Evangelho, S. Judas Tadeu, S. Francisco Xavier e Sta. Rita. Cunhais do cruzeiro truncados e marcados por pares de pilastras compósitas. Entre as pilastras, no lado da nave, púlpitos de planta circular com guarda-corpo e baldaquino em madeira e no lado da capela-mor nicho absidial com mísulas, a albergar imagem de S. Félix de Valois no Evangelho e S. João da Matha na Epístola. Paredes laterais dos braços do transepto divididas em dois andares por friso saliente. No andar inferior arco cego de volta perfeita alberga porta de ombreiras e verga rectas, sobreposta por cornija com gotas e encimada por óculo cego. Janela de sacada semelhante às da nave no registo superior. Tecto em abóbada de berço com janela de penetração em arco abatido. Parede cabeceira do transepto dividida em três panos por pilastras coríntias, sendo de ângulo as pilastras dos cantos. Pano central em arco de volta perfeita, cego no braço do transepto da Epístola e vão no Evangelho, encimado por frontão triangular sobre o entablamento. Panos laterais com embasamento e dois nichos absidiais sobrepostos. Nichos inferiores rematados por cornija com gotas e nichos superiores com frontão curvo e base saliente apoiada em duas mísulas. Na cabeceira do transepto da Epístola os nichos inferiores são ocupados com imagens de Sta. Inês no Evangelho e Sta. Catarina na Epístola e os nichos superiores com S. Mateus Evangelista no Evangelho e S. Lucas Evangelista na Epístola. No pano central, inserido no arco de volta perfeita, retábulo em talha dourada de planta côncava e um eixo vertical, de invocação a N. Sra. de Fátima. Na cabeceira do transepto do Evangelho, os nichos inferiores são ocupados pelas imagens de S. João no Evangelho e S. Pedro na Epístola e os nichos superiores por S. João Evangelista no Evangelho e S. Marcos Evangelista na Epístola. Braço do transepto prolongado por capela de planta octogonal, com quatro lados maiores e entrada assinalada por grade em metal dourado. Tecto em abóbada octogonal com lanterna circular dividida em quatro panos por pilastras compósitas, janela de arco perfeito em cada pano e remate em cornija sobreposta por cúpula. Nos dois panos laterais maiores da capela, arco cego de volta perfeita com porta de ombreiras rectas e verga ornada com gotas, sobreposta por janela de sacada com cornija e servida por varanda com avanço central em hemiciclo e guarda-corpos em talha dourada. Friso saliente a marcar o tímpano do arco, que é decorado por óculo cego moldurado. Panos pequenos da capela com nichos absidiais a meia altura. Parede da cabeceira com retábulo em talha dourada inserido em arco cego de volta perfeita, de invocação à Santíssima Trindade. Capela-mor separada por grade em talha dourada, com dois cadeirais afrontados, de duas bancadas, apoios, ilhargas, estantes, mas sem espaldar. Mesa de altar destacada, paralelepípeda, com frontal ocupado por alto relevo em cobre com Cristo entronizado e ladeado pelos Apóstolos. Parede lateral enquadrada por dois pares de pilastras compósitas. Porta com sanefa em talha dourada entre o primeiro par de pilastras. O pano central apresenta varanda apoiada em sete modilhões, com avanço central curvo e guarda-corpo em talha dourada, servida por grande arco pleno ladeado por duas janelas sobrepostas. As janelas superiores têm varandim com guarda-corpo em talha dourada apoiada em duas mísulas. Na cabeceira, a ladear o altar-mor, porta de ombreiras e verga rectas encimada por duas janelas de sacada, sobrepostas. Retábulo-mor de planta convexa e um só eixo vertical. Sotobanco de mármore rosa com dois pares de pedestais, avançados os interiores, e painel central com duas portas em talha dourada. Sobre os pedestais colunas compósitas com a base do fuste rodeada de folhas de acantos, terço inferior com estrias de pétalas, seguido de anel saliente de ondas com óvalos relevados e fuste superior estriado e envolvido por festão helicoidal. Nicho em arco pleno, com pé direito apilastrado, decorado por enrolamentos vegetalistas que se estendem ao arco. Cabeças aladas nos capitéis e no fecho do arco. Banco na base do nicho, dividido por pilastras em três predelas quadrangulares decoradas com teoria de enrolamentos vegetalistas. Tela a óleo a ocupar o nicho com imagem do "Baptismo de Cristo". Remate superior em entablamento, seguido de frontão curvo quebrado com folhas enroladas a ladear ostensório no centro do tímpano. Ático em cobertura tronco-cónica de quatro águas, com bustos de anjos sobre os cunhais e escudo com brasão heráldico da Ordem amparado por dois putti.

Acessos

Santo Ildefonso; Rua Alferes Malheiro; Praça da Trindade; Rua Heróis de Mártires de Angola

Protecção

Em vias de classificação / Incluído na Zona Especial de Proteção do Conjunto da Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça do General Humberto Delgado (v. PT011312120287)

Enquadramento

Urbano, flanqueado e adossado ao tardoz, por edifícios de dois a sete pisos, que formam com a igreja um quarteirão de desenho rectangular, delimitado a O. pela Rua dos Heróis e Mártires de Angola, a E. pela Rua da Trindade e a NE. pela Rua Alferes Malheiro. A fachada principal, a SO., tem frente para a Praça da Trindade, calcetada, arborizada, onde se implanta o Chafariz do Laranjal (v. PT011312120326), com a qual se articula através de uma escadaria de acesso ao adro, calcetado e gradeado, implantado em plataforma. No lado oposto da Praça, desenvolve-se a fachada posterior da Câmara Municipal do Porto (v. PT011312120259). Os edifícios que envolvem a igreja fazem parte do complexo hospitalar da Ordem e do antigo liceu. A N. implanta-se o prédio moderno do Hospital da Trindade, com três volumes de três, cinco e sete pisos e telhados de duas águas, que faz o gaveto da Rua Alferes Malheiro e Rua dos Heróis e Mártires de Angola, formando ainda parte da frente O. do conjunto edificado. Os restantes edifícios que envolvem a igreja são compostos por corpos de plantas rectangulares e telhados de duas e quatro águas. Os volumes simétricos que ladeiam o frontispício da igreja têm três pisos com cinco vãos em arco de volta perfeita no piso térreo, a que se sobrepõem cinco janelas de sacada no segundo piso e cinco janelas de mansarda com frontões triangulares. O piso intermédio é revestido a azulejos, azul cobalto, e os restantes com a cantaria à vista. A fachada E. do conjunto edificado apresenta aparelho de cantaria à vista nos pisos térreo e superior e rebocado e pintado a branco no intermédio. Possui um corpo central sobrelevado, delimitado por pilastras e rematado por frontão triangular, que é lateralizado por dois panos ritmados por dez vãos em cada piso. A fachada O. é composta na extremidade N. pelo prédio moderno do hospital, seguido por dois corpos rebocados e pintados a branco: um corpo com três pisos e onze vãos em cada piso e outro, adossado a N., com quatro pisos, animados por duas portas no piso térreo e quatro janelas nos restantes.

Descrição Complementar

TALHA: Retábulos da nave em talha branca e dourada, de planta convexa e um eixo vertical. Sotobanco com mesa de altar trapezoidal com painel decorado por festões relevados. No banco, painel central com nicho envidraçado, ladeado por pedestais avançados e em diagonal, decorados com grutescos vegetalistas. No corpo, colunas jónicas de fuste estriado a ladear nicho em arco pleno com imagem do orago. Entablamento rematado por urnas no alinhamento das colunas e cobertura em abóbada barrete de clérigo com vértice truncado. Retábulo do Sagrado Coração de Maria com busto do Sr. dos Enfermos em nicho oval no banco. Retábulo de N. Sra. das Dores com imagem de Cristo Morto em caixão envidraçado no sotobanco. O retábulo de N. Sra. da Conceição alberga no banco Presépio com imagens de barro. Retábulo de Sta. Teresinha com imagem de S. Tude reclinado, pintado na predela do banco. Retábulo de S. José com imagem de Menino Jesus no nicho oval do banco. Retábulo do Sagrado Coração de Jesus com cruz-relicário no nicho oval do banco. Altar da S.S. Trindade em talha dourada, de planta convexa e um eixo vertical. Mesa de altar destacada com face dividida em três painéis por pilastras. Mesa de altar com duas predelas no sotobanco, ladeada por dois pares de embasamentos escalonados. Sacrário no banco, com ostensório na porta, rodeada e encimada por volutas e concheados. Dois pares de pedestais a prolongar embasamentos, onde se erguem colunas compósitas com terço inferior do fuste com relevo de losângulos e o restante estriado.Nicho central em arco pleno com imagem de Deus e Cristo entronizados sob pomba do espírito Santo no centro de raios lanceolados. Entablamento e frontão com enrolamentos interrompido por cruz de malta. Urnas sobre o entablamento no prolongamento das colunas. Altar de N. Sra. de Fátima semelhante, sem mesa de altar destacada e com imagem do orago no nicho central.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja de confraria / irmandade

Utilização Actual

Religiosa: igreja de confraria / irmandade

Propriedade

Privada: Igreja Católica

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Carlos da Cruz Amarante (1º projecto), José Francisco Guimarães (transformação do projecto), José G. da Silva Sardinha, Marques da Silva, José Luiz Nogueira Júnior (projecto do pátio e escadaria) Luís Cunha (projecto do novo altar-mor); CARPINTEIRO: Manuel Ferreira Queiroz; CENÓGRAFO: Manuel Seoane Lopez (pinturas a simular orgãos na capela-mor); ENGENHEIRO: Macedo Araújo e Luciano S. Carvalho (projecto da lanterna do transepto); ENTALHADOR: Eduardo da Costa Alves (retábulos do transepto), Manuel Moreira da Silva; ESCULTORES: João Albertino Azevedo e João Baptista Ribeiro (estátuas no ático da fachada principal); PINTORES: José de Brito (painel do Baptismo de Cristo no retábulo-mor), António José Vieira; PEDREIROS: Manuel Luiz Nogueira (nave), João da Silva Sardinha (abóbada da nave), António Rodrigues de Azevedo, José G. da Silva Sardinha, Francisco Geraldo da Silva Sardinha; TROLHAS: Tomé Alves Rodrigues de Oliveira;

Cronologia

1755, 14 Maio - fundação da Ordem Terceira da Santíssima Trindade por Bula do Papa Bento XIV, na sequência da extinção da Ordem de São Domingos e instalação na capela de São Crispim; 1781, 29 Junho - instalação da ordem na Capela de Nossa Senhora da Batalha; 1786, 1 Dezembro - mudança para a Igreja do Senhor do Calvário; 1795 - ampliação da Igreja do Senhor do Calvário; 1802 - aquisição de terrenos no sítio do Laranjal; 1803, 17 Abril - colocação da primeira pedra da igreja; 1804, 14 Maio - construção de capela provisória ao lado da igreja em construção; Junho - pagamento de 120$00 ao arquitecto Carlos Luís Ferreira da Cruz Amarante pelo risco da nova igreja; 13 Dezembro - bênção da capela provisória e primeira missa; 1805 - instalação de um altar, imagens do Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora dos Remédios, São João da Matha e São Félix de Valois, emprestados por Manuel Lopes dos Santos, secretário da mesa da Ordem; foi trazido um sino da Igreja do Senhor do Calvário; 1806 - venda da Igreja do Senhor do Calvário; compra do altar da sacristia a Manuel Moreira da Silva por 22$000; compra dos painéis do Senhor da Redenção e pintura dos altares, a António José Vieira; 1808, 8 Fevereiro - trasladação do Santíssimo Sacramento para a capela provisória; Setembro - novo pagamento de 120$00 ao arquitecto Carlos Luís Ferreira da Cruz Amarante pelo risco da igreja; 1809, Dezembro - chegam onze carros de pedra da Igreja do Senhor do Calvário; 1815 - início da construção do hospital; 1815 / 1816 - ampliação do coro; 1818 - oferta da Imagem de São Tude por Manuel Luiz da Silva Leça; é nomeado arquitecto da obra da igreja e hospital João Francisco Guimarães e mestre pedreiro João da Silva Sardinha por falecimento do anterior mestre pedreiro Manuel Luiz Nogueira; alterações ao risco da igreja pelo arquitecto João Francisco Guimarães; 1818 / 1819 - conclusão das varandas e arcos do coro e corredor e capitéis do lado esquerdo da igreja; 1825 - pagamento ao mestre pedreiro António Rodrigues de Azevedo pela execução do arco cruzeiro; 1840 - pedido ao Rei do retábulo-mor da Igreja de Santo Agostinho, da Serra do Pilar; 27 Abril / 15 Julho - execução da armação de madeira para o corpo da igreja, pelo mestre carpinteiro Manuel Ferreira de Queiroz; Maio - tapamento do arco cruzeiro para celebração do culto na nave; 31 Agosto / 2 Dezembro - construção da abóbada da nave em tijolo pelo mestre trolha Thomé Alves Rodrigues de Oliveira; 8 Dezembro - oferta do altar de São Francisco Xavier para a nave, por Alexandre José da Silva Almeida Garrett; 1841, 29 Maio - bênção do corpo da nave e abertura ao culto; 5 Julho - trasladação do Santíssimo Sacramento da capela provisória para a igreja; 1842, 19 Abril - oferta de um frontal de talha dourada e sacrário para o altar-mor e altar do Senhor da Redenção pela D. Rita Carolina Braga da Costa Lima; 1846, Agosto - conclusão da fachada; 1847, Agosto - concessão dos sinos da igreja dos Congregados à Ordem da Trindade; 1848 - conclusão da torre; 9 Outubro - encomenda do relógio para a torre; 22 Outubro - bênção dos sinos pelo Bispo do Porto D. Jerónimo da Costa Rebelo; 1849, 6 Julho - encomenda de novo risco para as grades das janelas da fachada principal; 27 Agosto - Francisco Geraldo da Silva Sardinha toma o lugar de mestre pedreiro das obras em substituição do seu pai; 1850, Março - encomenda das imagens dos padroeiros da ordem para o frontispício ao escultor João Albertino de Azevedo, sob direcção artística de João Baptista Ribeiro; Dezembro - colocação das imagens no frontispício; 1852 - oferta do portão de ferro para a porta principal por António Marques de Oliveira, com o valor de 326$00, mais 24$00 pela pintura; 23 Fevereiro - colocação da primeira pedra da capela-mor; 6 de Junho - inauguração do Hospital; 1853, 11 Fevereiro - oferta de quatro candeeiros em bronze pelo Conselheiro Joaquim da Cunha Lima Oliveira Leal; 1855 - conclusão das obras da Praça da Trindade; 1857, 7 Janeiro - oferta das duas portas de ferro para o nártex; 1 de Maio - proposta de criação de um liceu; 1884, 16 Setembro - decisão de construir a lanterna do cruzeiro em tijolo sob proposta dos engenheiros José de Macedo Araújo Júnior e Luciano S. Carvalho e mestre pedreiro José Geraldo da Silva Sardinha; 1887 - conclusão da lanterna do transepto; 1892, 5 Junho - conclusão e bênção da capela-mor; 1899 - oferta dos cadeirais da capela-mor, provenientes do Mosteiro de São Bento de Avé-Maria; 1901, Maio - aprovação do projecto do arquitecto José Marques da Silva para o retábulo-mor; 1902, Fevereiro - novo projecto para o retábulo-mor do arquitecto José Marques da Silva; 1903, 17 Abril - primeira pedra do retábulo e bênção da sacristia; séc. 20, déc. 60 - colocação do novo altar-mor, sob projecto do Padre Américo Francisco Alves e do arquitecto Luís Cunha de acordo com as orientações do Concílio II do Vaticano; 1970, 5 de Junho - inauguração da nova ala do Hospital; 2017, 24 maio - publicação da abertura do procedimento de classificação da Igreja e antigo Hospital da Ordem da Trindade em Anúncio n.º 74/2017, DR, 2.ª série, n.º 100/2017.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Bibliografia

COUTINHO, Bernardo Xavier, História documental da Ordem da Trindade, Porto, Edição da Celestial Ordem da S.S. Trindade, 1972. FRANÇA, José-Augusto, A arte em Portugal no século XIX, volume I, Lisboa, 1990, pág. 60. SILVEIRA, Boaventura, A Ordem Terceira da Trindade e a sociedade portuense. Séculos XVIII, XIX e XX, Edição da Celestial Ordem da Santíssima Trindade, Porto, 2001; BARREIRA, Aníbal José de Barros, A Assistência Hospitalar no Porto. 1750-1850, Dissertação de Doutoramento em História Moderna e Contemporânea apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Policopiada, FLUP, Porto, 2002.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

Arquivo Privativo da Celestial Ordem da Santíssima Trindade

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

David Ferreira 2004

Actualização

 
 
 
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