Capela de Santa Catarina / Capela das Almas

IPA.00005472
Portugal, Porto, Porto, União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória
 
Arquitectura religiosa, neoclássica. Igreja de planta simples, rectangular, com nave única, capela-mor, e torre sineira adossada e no mesmo plano da fachada principal. Fachadas delimitadas por cantaria de granito e inteiramente preenchidas por azulejos historiados, azuis e brancos. Robusta torre sineira, rematada por balaustrada, e coberta por coruchéu. Fachadas inteiramente preenchidas por azulejos historiados, azuis e brancos, representando passos da vida de São Francisco de Assis e de Santa Catarina, executados em 1929, e da autoria de Eduardo Leite. Curiosa invocação de Nossa Senhora das Almas, do sec. 18. Janelão moldurado e encimado por frontão curvo, com vitral, da autoria de Amandio Silva, executado no 2º quartel do sec. 20, representando as Almas.
Número IPA Antigo: PT011312120070
 
Registo visualizado 759 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Planta simples, rectangular, de desenvolvimento linear, com nave única, capela-mor, torre sineira adossada à fachada principal. Os dois volumes a que correspondem a nave e capela-mor, são pouco diferenciados.Telhados de duas águas. Fachadas delimitadas por pilastras de granito e inteiramente preenchidas por azulejos historiados, representando passos da vida de São Francisco de Assis e de Santa Catarina. A fachada principal, orientada a O., tem composição simples e é rematada por frontão triangular, encimado por cruz sobre acrotério, e por urnas nas extremidades. No tímpano, ao centro, brasão em cantaria lavrada, com as armas de São Francisco e de Santa Catarina, dentro de cartela rematada por coroa fechada. Sobre a porta de acesso principal, com frontão interrompido, abre-se, ao nivel do coro-alto, janelão moldurado e encimado por frontão curvo, com vitral representando as Almas. No mesmo plano e separada visualmente por pilastras, a torre sineira de secção quadrangular, dois registos, tendo no 1º, porta de acesso desde o exterior, directo para a área da sacristia, e janela no enfiamento, e no 2º, quatro sineiras, é rematada por balaustrada, coroada por coruchéu, e por urnas nos vértices. No INTERIOR, na nave, coro-alto apoiado em arco abatido, dois painéis de azulejo, sendo o da esquerda alusivo à imposição das Chagas a São Francisco, e o da direita, às Almas com São Francisco e Santa Catarina, roda-pé de azulejos figurativos azuis e brancos, e altares laterais embutidos em vãos nas paredes. A nave e capela-mor têm abóbada de lunetas, com relevos estucados, delimitada por robusto friso contínuo, em cantaria. O altar-mor e os altares da nave são de estilo neo-clássico.

Acessos

Rua de Santa Catarina, 426 a 428

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 45/93, DR, 1ª série-B, n.º 280, de 30 novembro 1993

Enquadramento

Urbano. Implantada num gaveto entre a Rua de Santa Catarina e a Rua Fernandes Tomás, em área da cidade predominantemente comercial. Implantação, dimensão do lote e volumetria semelhante às construções vizinhas.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: capela

Utilização Actual

Religiosa: capela

Propriedade

Privada: Igreja Católica

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ORGANEIROS: José Joaquim Fonseca (atr., séc. 19); Pedro Guimarães (1993). PINTOR: Joaquim Rafael (1815). PINTOR DE AZULEJOS: Eduardo Leite (1845); Fábrica Viúva Lamego (1845). Amândio Silva (autor do vitral da fachada principal); Mendes da Silva (restauro do painel do retábulo-mor).

Cronologia

1795 - referência ao breve pontifício do Papa Pio VI em que se alude à Irmandade das Almas; séc. 19 - realização do órgão, atribuível a José Joaquim Fonseca; 1801 - obras de remodelação e ampliação que modificaram o seu estilo original; 1815 - pintura do painel do retábulo-mor por Joaquim Rafael; 1929 - revestimento das fachadas com azulejos, executados na fábrica Viúva Lamego em Lisboa, pelo pintor Eduardo Leite; 1953 - restauro do painel do retábulo-mor; 2008, 1 julho - proposta da DRCNorte para a fixação da Zona Especial de Proteção conjunta (Capela das Almas, Edifício das Obras Públicas, Coliseu do Porto, Café Magestic, Igreja de Santo Ildefonso, Cinema Batalha); 12 novembro - parecer do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a revisão da Zona Especial de Proteção proposta.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Paredes em alvenaria de pedra, revestidas pelo exterior com azulejos e no interior com reboco e lambrim em azulejo; pavimento em taco de madeira na nave e em granito na capela-mor; tectos estucados, vidro nos vãos das janelas, madeira na talha dos altares e nas portas.

Bibliografia

QUARESMA, Maria Clementina, Inventário Artístico de Portugal, Cidade do Porto, Academia Nacional de Belas-Artes, Lisboa, pp. 103-104.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Administrativa

IPPAR: 83/3(41)

Intervenção Realizada

1982 - Restauro dos azulejos da fachada S.; 1993 - restauro do órgão por Pedro Guimarães (Opus n.º 3); DGEMN: 2000 - tratamento do património azulejar que reveste os paramentos exteriores e interiores, procedendo-se ao registo gráfico e fotográfico exaustivo, antes durante e após o tratamento, limpeza superficial de vidrados e contornos, remoção quando imprescindível de algumas unidades, remoção das argamassas fendilhadas, limpeza de argamassas velhas, aplicação de pesticidas, dessalinização, consolidações pontuais, preenchimento do espaçamento das juntascom argamassas tradicionais.

Observações

Os azulejos estão assinados pelo pintor Eduardo Leite que se notabilizou como aguarelista e ceramista e foram executados pela Fábrica de Cerâmica de Viúva Lamego. No conjunto foram empregues 15947 azulejos que cobrem c. de 360 m2 de parede. A entidade que superintende na Capela das Almas é a Venerável Irmandade das Almas e Chagas de S. Francisco. Erecta na Igreja de Santa Clara, passou para a Capela de Santa Catarina. A festa principal é a do aniversário da Instituição do Sagrado Lausperene no dia da Ascensão do Senhor. O Lausperene era (e é ainda) em todas as quintas feiras do ano e foi autorizado por breve pontifício de 1804. A festa principal desta igreja é a Ascensão do Senhor, motivo pictórico do painel do pintor Joaquim Rafael.

Autor e Data

Isabel Sereno / João Santos 1994

Actualização

Maria Guimarães 2001
 
 
 
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